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Controller Cast #62 – Como foi o desempenho das PMEs em 2025 e o que isso revela para 2026

Capa Controller Cast 62

O ano de 2025 não foi simples para as pequenas e médias empresas brasileiras — e os dados confirmam isso. No episódio 62 do Controller Cast, conversamos com Felipe Beraldi, economista e responsável pelo IODE (Índice Omie de Desempenho Econômico), para analisar o ano fechado e entender o que o cenário já antecipa para 2026.

O IODE é um dos indicadores mais próximos da realidade das PMEs. Ele é construído a partir de uma base robusta: mais de 3,5% do PIB brasileiro passa pelo sistema de gestão da Omie, com dezenas de bilhões de reais em notas fiscais processadas de forma anonimizada e agregada. Isso permite enxergar o que está acontecendo no “chão da empresa”, não apenas na macroeconomia.

Abaixo você pode assistir o episódio na íntegra, ou ouví-lo no Spotify.

Você também pode acessar o link oficial do IODE para consumir o material na íntegra enquanto acompanha o bate papo.

Neste artigo, resumimos os principais insights do episódio para você não perder nada:

2025: um ano em duas metades bem distintas

O dado consolidado de 2025 aponta crescimento de 1,2%, mas esse número esconde movimentos importantes ao longo do ano.

Segundo Felipe, o primeiro semestre foi o mais difícil, marcado por:

O resultado foi retração real do mercado no início do ano. Já no segundo semestre, o cenário começou a mudar. A inflação perdeu força, a confiança voltou gradualmente e o último trimestre concentrou os melhores resultados de 2025.

Como Felipe resume, foi um ano em que “o mercado começou mal, mas terminou em reação”.

Diferenças importantes entre os setores

A recuperação não foi homogênea. O IODE mostra comportamentos bem distintos entre os setores:

A explicação passa pelo crédito. Setores mais dependentes de financiamento sentiram mais o impacto de uma Selic elevada e de um mercado de crédito mais restritivo e seletivo para PMEs.

O que os dados já indicam para 2026

Para 2026, a projeção do IODE aponta crescimento de 2,9%, mas com ressalvas importantes. Parte desse avanço vem de uma base fraca de comparação no início de 2025.

Felipe destaca três pontos centrais para o próximo ano:

Ou seja, o cenário melhora, mas continua exigindo planejamento e cautela.

Reforma tributária: o impacto vai muito além do imposto

Um dos alertas mais fortes do episódio é sobre a reforma tributária. Para Felipe, tratá-la apenas como um tema fiscal é um erro.

Ela impacta diretamente:

Como ele reforça, a reforma “não vai ser permissiva com controle financeiro meia-boca”. Empresas sem dados organizados, DRE confiável e visão clara de caixa terão dificuldade para se adaptar, especialmente quando o split de tributos e a lógica de créditos entrarem em vigor.

Nesse cenário, ter visibilidade dos números deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito. Entender margem, simular cenários, revisar premissas e acompanhar o planejado versus realizado será essencial para atravessar a transição com segurança. É exatamente nesse ponto que o Treasy apoia as empresas: conectando os dados do ERP, organizando a modelagem financeira e transformando informação em base real para decisões — antes que o impacto chegue no caixa.

O recado final dos dados

O episódio deixa uma mensagem clara: em um ambiente mais complexo, dados, planejamento e leitura de cenário não são opcionais. Quem entende o mercado antes consegue ajustar o orçamento, rever premissas e tomar decisões com mais segurança.

Quer aprofundar essa análise e entender em detalhes como 2025 terminou e como 2026 tende a se desenhar para as PMEs? Assista ao episódio completo do Controller Cast com Felipe Beraldi.