Catarinense e no segmento das finanças, a Organizze oferta um sistema (tanto para Desktop quanto Mobile) para controle e organização das finanças pessoais de mais de meio milhão de usuários.
Fundada a mais de 10 anos por sócios com conhecimento técnico em TI e UX, a empresa possuía talentos para construir uma boa solução para finanças pessoais, mas não necessariamente para organizar a gestão financeira e orçamentária da própria Organizze.
E por conta disso que durante muito tempo a empresa focou apenas nas metas de vendas e desenvolvimento do produto, deixando de lado a gestão orçamentária. "A gente sempre achou que o crescimento do produto iria gerar dinheiro e tava ótimo", conta Luis Felipe, Founder da Organizze.
Desafios enfrentados
Com apenas um regime de caixa e um controle básico de contas a pagar e a receber, a Organizze não utilizava a área financeira de forma estratégica. Todo o controle financeiro da empresa era para garantir que o caixa no fim do mês não ficasse no vermelho.
Nesse sentido, a empresa sabia onde queria chegar com o seu produto e na quantidade de vendas, mas não tinha visão do resultado econômico-financeiro da empresa ao fim do ano. O que faltava para empresa, dessa forma, era um planejamento orçamentário estratégico, mas isso não era visto pelos sócios.
Esse cenário começou a mudar com a entrada de um novo sócio com background em administração, o Anderson Andrade. Foi aí que Organizze deu os primeiros passos rumo à gestão orçamentária. "Conversando com o Anderson concluímos que o primeiro projeto de gestão que serviria como base para quase tudo é o projeto de orçamento. No outro dia já estávamos falando com a Treasy e encaminhando o processo", explicou Luis.
Estratégia adotada
Um ponto importante para nós da Treasy e que faz parte da nossa metodologia é a meta primária, ou OMTM (One Metric That Matters). Essa meta será o objetivo principal da empresa e grande parte dos esforços durante o ano terão como finalidade alcançá-la. E é com base na meta que montamos um planejamento orçamentário focado em resultados.
Luis e Anderson passaram então uma tarde analisando dados anteriores para definir uma meta desafiadora, porém alcançável, para a Organizze. "A gente analisou nosso histórico de crescimento em relação aos anos de 2017-2018 e projetamos o crescimento para os próximos meses", disse Luis.
A partir desse ponto, todo o processo de planejamento orçamentário foi acompanhado pela Treasy de perto.
Segundo Luis, essa foi uma etapa importante e que fez diferença no projeto.
O planejamento não é uma tarefa de um dia apenas, é necessário revisões e ajustes periódicos. Luis estando ciente disso, manteve-se ao lado da Treasy nas reuniões e rotinas de alinhamento do planejado.
Equipe da Organizze
Resultados alcançados
Um dos principais resultados foi poder enxergar o caminho que a Organizze estava traçando e que fugia do objetivo da empresa. Os resultados futuros, segundo Luis, não eram positivos. Relatórios e projeções mostravam que, ao fim do ano, a empresa não conseguiria alcançar seu objetivo.
O cenário que Luis diz é o de crescimento. Inicialmente a Organizze planejou um crescimento de 30%, no entanto, durante as primeiras análises foi constatado que esse crescimento não seria o suficiente para alcançar a meta estabelecida no planejamento.
Foi então que, ao lado da Treasy, a Organizze traçou ações para reverter esse cenário. Uma das ações foi dar uma pausa em uma meta de produto para priorizar os resultados financeiros da empresa. "A gente deu uma pausa numa meta de produto importante que não estava diretamente ligada a resultado, mas estava consumindo 80% da equipe", conta Luis.
Com as estratégias adotadas a Organizze, até então, conseguiu crescer 64% da meta estabelecida, o que só foi possível com o planejamento orçamentário. A empresa que agora já passou pelo processo de revisão orçamentária concluiu que com o ritmo estabelecido conseguirá alcançar sua meta ao fim do ano.
Outros resultados colocados por Luis foi a definição de um PPR (Programa de Participação de Resultados) com a ajuda do orçamento, e também o "holofote" que a estratégia colocou no caminho que a empresa está traçando.
64%
da meta batida em seis meses
PPR
(Programa de Participação de Resultados) pôde ser desenvolvido com a ajuda do orçamento
Maior visão
da previsibilidade de resultados e cenários da empresa
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O que é OMTM (One Metric That Matters) e por que é importante para o orçamento?
OMTM é a métrica principal da empresa, aquela que resume o objetivo do ano. Para a Organizze, foi a receita anual. Ao invés de acompanhar 10 métricas simultâneas, você foca esforços em uma, o que torna o planejamento orçamentário muito mais claro e aumenta a chance de alcançar o resultado.
Como definir uma meta de orçamento desafiadora mas realista?
Comece analisando seu histórico de crescimento dos últimos 2 a 3 anos. A Organizze olhou para 2017-2018 para projetar 2019. Combine dados históricos com uma conversa honesta com seu time sobre mudanças no mercado, produtos novos ou campanhas planejadas. Uma meta realista você consegue explicar o motivo dela, não apenas uma esperança.
Quanto tempo leva para fazer um planejamento orçamentário do zero?
Uma tarde bem focada com os sócios e decision makers consegue estruturar um orçamento inicial. Mas planejamento não é tarefa de um dia: você vai revisar mensalmente (ou a cada ciclo de vendas), ajustar números conforme a realidade muda e aprender como fazer isso melhor. A Organizze revisava regularmente com apoio externo e conseguiu criar rotina em alguns meses.
É possível alcançar 64% da meta anual em apenas seis meses?
Depende do seu histórico de crescimento e da meta que você definiu. A Organizze conseguiu porque revisava o orçamento regularmente, ajustava o caminho e mantinha o foco na métrica principal. Sem acompanhamento, a tendência é desviar da meta. Com revisões periódicas, você identifica rápido se precisa acelerar ou se o ritmo é sustentável.
Qual é a diferença entre controle de caixa e planejamento orçamentário?
Controle de caixa responde 'quanto temos agora', é o passado. Planejamento orçamentário responde 'quanto queremos ganhar e quanto vamos gastar para chegar lá', é o futuro. A Organizze fazia apenas caixa (entrada e saída mensal) e não sabia qual era o resultado econômico real do ano.
Por que a Organizze não tinha uma gestão orçamentária se trabalha com finanças?
Porque a empresa era focada no produto e em vendas, não na gestão interna. Muitas empresas de tecnologia caem nessa: dominam seu mercado mas negligenciam as próprias finanças. A mudança veio quando um novo sócio com background em administração trouxe outra perspectiva.
Como revisar um orçamento durante o ano sem perder o foco?
Crie uma agenda de reuniões periódicas (mensal ou trimestral, dependendo da sazonalidade do seu negócio). Em cada revisão, compare planejado versus realizado, identifique desvios, entenda as causas e ajuste o orçamento dos meses seguintes. A Organizze mantinha essas reuniões com acompanhamento externo, o que ajudava a não deixar o processo se perder no dia a dia.
Qual é o risco de não ter um orçamento estratégico?
Você toma decisões no escuro. A Organizze sabia onde queria chegar em vendas e produto, mas não enxergava o resultado econômico do ano. Resultado: crescimento não garante lucro. Sem orçamento, você pode estar faturando mais mas gastando muito mais também, e descobrir isso no final do ano, quando é tarde.
Um novo sócio ou gestor externo sempre é necessário para começar orçamento?
Não é obrigatório, mas ajuda. Muitas vezes falta perspectiva interna porque todo mundo está mergulhado no dia a dia operacional. Um sócio novo, um CFO contratado, ou até um consultor externo conseguem trazer olhar fresco e dizer 'olha, essa gestão financeira está fraca'. O importante é que alguém com poder de decisão reconheça a necessidade.
Como fazer um plano orçamentário se sua empresa tem receita muito sazonal?
Seu histórico de sazonalidade é o melhor guia. Analise quanto você vendeu em cada mês dos últimos anos, identifique os picos e os vales, e projete isso para frente. Você pode ter uma meta anual única, mas dividida em metas mensais diferentes (janeiro forte, julho fraco, por exemplo). As revisões mensais ficam ainda mais importantes porque os desvios aparecem rápido.
Quando revisar o orçamento durante o ano: mensal ou trimestral?
Mensal é mais seguro, você consegue ajustar rápido se está desviando da meta. Trimestral funciona melhor se sua receita é previsível e estável. A Organizze, que tem produto SaaS com receita recorrente, consegue revisar com menos frequência que uma empresa B2B com vendas de longo ciclo. Comece mensal até ganhar experiência.
Se não atingirmos a meta do orçamento, qual é o próximo passo?
Primeiro, entenda por quê. Foram custos mais altos? Receita menor que esperado? Mudança de mercado? Depois, decida: vocês aceleram para compensar nos próximos meses (o que exige investimento extra) ou revisam a meta para baixo (o que exige comunicar aos stakeholders)? A Organizze aprendeu isso durante o processo de acompanhamento.
Qual é a importância de ter alguém acompanhando seu planejamento orçamentário?
Um acompanhamento externo (ou alguém dedicado internamente) tira você do piloto automático. No dia a dia, o orçamento vira papel e todo mundo volta a focar em vendas e operação. Ter uma agenda de check-ins periódicos força a conversa, alinha o time na meta e ajuda a ajustar rápido quando algo sai do trilho.
É preciso de software especializado para fazer orçamento ou planilha resolve?
Planilha resolve para começar, mas não escala bem. Você consegue estruturar dados, mas perde rastreabilidade, controle de versões e fica difícil comparar planejado versus realizado em tempo real. A Organizze usou dados históricos em análise inicial e depois estruturou em ferramenta específica para ter visibilidade contínua.
Quanto de crescimento em vendas a Organizze alcançou em seis meses?
A Organizze atingiu 64% da meta anual em seis meses. Isso significa que se a meta era, por exemplo, R$ 1 milhão por ano, em seis meses já tinha R$ 640 mil. Crescimento consistente como esse não é coincidência: é resultado de planejamento claro, revisões periódicas e foco na métrica principal.
Qual era o maior problema financeiro da Organizze antes do orçamento?
A empresa não enxergava o resultado econômico do ano. Tinha regime de caixa apenas (entrada e saída mensal) e assumia que crescimento de produto = dinheiro no banco. Sem visão de resultado, os sócios faziam investimentos sem saber o impacto real. Foi só quando colocou um orçamento que conseguiu conectar vendas com resultado final.
Como conectar o orçamento com as decisões do dia a dia?
Cada decisão (contratar alguém, investir em marketing, lançar novo produto) tem impacto no orçamento. Ao revisar planejado versus realizado todo mês, você enxerga rápido o efeito e consegue ajustar outras despesas se preciso. A Organizze aprendeu que orçamento não é um documento guardado na gaveta, é bússola para decisões operacionais.
Qual é o primeiro passo para montar um orçamento em uma empresa que nunca fez?
Defina sua métrica principal (OMTM), a meta que resume o objetivo do ano. Para uma empresa de SaaS, costuma ser receita recorrente. Para uma de produto, pode ser volume de vendas. Depois, analise seus dados históricos dos últimos 2 a 3 anos e projete crescimento realista. Isso é o suficiente para começar.