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Controller Cast #06 - Como aplicar um processo de Due Diligence, com Alvaro Soncini

No Controller Cast #06 conversamos com Alvaro Soncini que compartilha sua experiência em Auditoria e processo de Due Diligence.

Neste artigo

Arte promocional do especialista Álvaro Soncini no episódio sobre processo de due diligence corporativaCom o aquecimento da economia mundial, cresce o número de empresas que aderem a estratégias de expansão como fusões, aquisições ou incorporações. Apesar de serem excelentes opções para ganhar mercado e aumentar as vendas, também são estratégias bem arriscadas. Nesse momento, surge a necessidade do Due Diligence, um procedimento que analisa dados a fim de eliminar ou mitigar riscos nessas operações financeiras. Esse processo normalmente é solicitado pelo comprador para entender a situação financeira, jurídica e operacional da empresa a ser adquirida. Para que você possa compreender melhor o tema, no episódio #06 do Controller Cast, Alvaro Soncini, Controller na 99, é o nosso convidado para contar um pouco da sua experiência com processos de Auditoria e Due Diligence. Escute agora mesmo pelo player o podcast  que tem o objetivo de tornar o time de controladoria ainda mais estratégico. Se preferir, também pode acessar nosso canal no Soundcloud.

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O Controller Cast é um podcast pensado especialmente para profissionais das áreas de Planejamento, Controladoria e Finanças. Nele discutimos temas relacionados com a área, trazendo insights, conteúdos práticos e entrevistas com profissionais que estão fazendo a diferença em suas empresas.Veja também os episódios anteriores, se você perdeu algum é só conferir aqui: #01: Controller Cast com Marcio Andrade, Controller da ContaAzul, para entender os desafios da Controladoria em uma empresa de crescimento acelerado; #02: Controller Cast com Daniela Sousa, Controller de uma holding, sobre sua experiência na implantação dessa metodologia em um grande grupo de empresas; #03: Controller Cast com Cícero Ferreira Filho, Sócio da Consultoria Ferreira Filho, sobre como implantar a metodologia Orçamento Base Zero (OBZ) na prática; #04: Controller Cast com Suzanne Sampaio, Coordenadora de Controladoria, sobre o desafio de implantar uma área de Controladoria; #05: Controller Cast com Rafael Martins, Analista de Controladoria, sobre Transição de Carreira do Financeiro para Controladoria.

Um bate papo sobre Auditoria e processo de Due Diligence

Veja o que conversamos no nosso bate papo:

  • Você pode explicar brevemente como funciona o processo de Due Diligence?
    • É uma parte de um processo de aquisição;
    • É essencial para apuração do valuation;
    • Consultores que executam o processo, normalmente das Big Four de Auditoria e Consultoria como Deloitte, Ernst & Young (EY), KPMG e PricewaterhouseCooper (PwC);
    • É um processo que possui quatro frentes: contábil ou financeira, tributária, trabalhista e legal;
    • Due Diligence não é uma auditoria.
  • Qual é papel da controladoria nesse processo?
    • Áreas como Orçamento e Tributária deveriam estar em baixo da área de Controladoria;
    • O Controller normalmente é o responsável por enviar as informações solicitadas pela Consultoria;
    • Empresas mais estruturadas possuem mais facilidade para passar pelo processo de Due Diligence;
    • A área de Gestão Orçamentária auxilia na avaliação do desempenho da empresa.
  • Como fica a operação da empresa quando passa pelo processo de Due Diligence?
    • As áreas mais impactadas são Departamento de RH e Jurídico devido a quantidade de solicitações, no entanto, isso depende muito o quanto a empresa é organizada;
    • Via de regra, poucas áreas são envolvidas no processo devido a alta confiabilidade, por isso que a Controladoria acaba centralizando esse processo.
  • Qual tipo de empresa acaba sofrendo mais com o processo de Due Diligence?
    • Empresas grandes costumam não sofrerem no processo, já que passam com frequência por processos de auditoria. Empresas menores que nunca foram auditadas sofrem mais impacto, devido a pressão;
    • Empresas menores normalmente possuem a contabilidade externa e por isso  dependem do retorno deles para dar continuidade no processo;
    • Muitas empresas descobrem que possuem um problema após passar pelo processo de Due Diligence.
  • Quais são os ganhos para a empresa?
    • Identificação do que está certo e errado dentro da empresa;
    • Detalhamento dos principais problemas que foram identificados;
    • Aderência da tecnologia para melhorar os controles.
  • Consegue compartilhar algumas dicas para quem vai passar pelo processo?
    • Ter clareza de como funciona a área financeira da empresa ou contratar alguém que entenda;
    • Contratar um escritório de contabilidade e construir um fluxo de informações eficiente;
    • Boa gestão da documentação da empresa;
    • Ter relatórios como: Balancete, Demonstrativos de Resultado como Balanço e DRE, Conciliações Contábeis, Calendário das Obrigações Acessórias enviados para o Fisco, Folha de Pagamento, CAGED, eSocial, entre outros.

É nítida a importância do processo de Due Diligence na aquisição de empresas parcial ou integral. No entanto, a empresa não pode deixar para organizar o seu negócio quando a estrutura já está grande e complexa. O ideal é que a empresa desde pequena, tenha a cultura de organização e processos inteligentes, para que até um processo de auditoria do Governo não seja uma ameaça aos negócios. Alvaro também comentou que uma organização bem estruturada, aumenta as chances de ter um bom valuation, já que os potenciais investidores terão acessos a informações confiáveis aumentando o valor agregado. Importante ressaltar que, apesar de ser amplamente utilizada na análise de compra de uma empresa, o processo de Due Diligence é realizado também para averiguar a viabilidade de desenvolvimento de novos produtos, contratação de novos fornecedores, estabelecimento de parcerias comerciais, entre outros. Se você ficou interessado em saber como funciona esse processo na prática, preparamos um check-list para te mostrar alguns critérios que são analisados nas quatros frentes: contábil ou financeira, tributária, trabalhista e legal. Para baixar o PDF basta acessar o link: Checklist de due diligence em tela de laptop com chamada para download de auditoria e due diligence gratuita Esperamos que você goste da nossa entrevista com o Alvaro Soncini e consiga aplicar os aprendizados na sua carreira . Assine nossa newsletter para ficar sabendo dos próximos Controller Cast!

Perguntas frequentes

O que é Due Diligence?
É um processo de análise detalhada de uma empresa que está sendo adquirida, vendida ou incorporada. O objetivo é identificar riscos financeiros, jurídicos, tributários e operacionais antes de concluir a transação. Normalmente é solicitado pelo comprador para entender a real situação da empresa e definir o valor justo da operação.
Due Diligence é a mesma coisa que auditoria?
Não. Enquanto a auditoria avalia se as demonstrações financeiras estão corretas e em conformidade com as normas, o Due Diligence é um processo mais amplo e estratégico que analisa não só as finanças, mas também riscos tributários, legais, trabalhistas e operacionais. É específico para transações de fusão, aquisição ou incorporação.
Quais são as frentes de análise de um Due Diligence?
São quatro: contábil ou financeira (análise de demonstrações, fluxos de caixa, contas a receber e a pagar), tributária (conformidade fiscal e passivos ocultos), trabalhista (vínculos, passivos trabalhistas, documentação) e legal (contratos, questões litigiosas, conformidade regulatória).
Quem normalmente executa um processo de Due Diligence?
Consultores especializados, geralmente das grandes firmas de auditoria e consultoria — as chamadas Big Four como Deloitte, EY, KPMG e PwC. Elas têm expertise, metodologia consolidada e independência para fazer a análise sem conflito de interesse.
Qual é o papel do Controller no Due Diligence?
O Controller é o responsável por coordenar e enviar as informações solicitadas pelos consultores. Também apoia na preparação da documentação, garante que os dados estejam organizados e responde dúvidas técnicas sobre a situação financeira da empresa. É uma atribuição que exige muita atenção aos detalhes.
Por que empresas mais estruturadas passam mais facilmente pelo Due Diligence?
Porque já têm processos bem documentados, dados financeiros organizados, controles internos implementados e informações acessíveis. Empresas com planilhas soltas, falta de documentação ou dados desorganizados enfrentam muito mais dificuldade e atraso na entrega das informações solicitadas.
Qual é a relação entre Due Diligence e valuation (avaliação da empresa)?
O Due Diligence é essencial para apurar o valuation. Quanto mais riscos identificados no processo, maior será o desconto aplicado ao preço final da empresa. Por isso, uma análise bem feita protege tanto o comprador (que não paga caro por uma empresa com problemas ocultos) quanto o vendedor (que consegue demonstrar a saúde real da empresa).
Como o Orçamento ajuda no processo de Due Diligence?
A área de Gestão Orçamentária fornece informações sobre o histórico de desempenho da empresa, as projeções futuras e a capacidade de gerar lucro. Os consultores analisam se os números orçados realmente se concretizaram, o que revela a qualidade da gestão e a confiabilidade das previsões.
Quais áreas da empresa são mais impactadas durante um Due Diligence?
RH e Jurídico costumam ser as mais solicitadas, porque precisam compilar informações sobre vínculos, conformidade trabalhista, contratos e questões legais. Mas todas as áreas podem ser impactadas dependendo da profundidade do processo. O nível de impacto também varia conforme o quanto a empresa está preparada.
Quanto tempo um processo de Due Diligence normalmente leva?
Pode variar bastante. Empresas bem organizadas com informações centralizadas conseguem passar por um processo em semanas. Já empresas com dados espalhados, documentação incompleta ou problemas não resolvidos podem levar meses. A velocidade depende muito da maturidade e organização da empresa.
O que acontece se o Due Diligence identificar problemas graves?
O comprador pode renegociar o preço para baixo, solicitar que o vendedor corrija os problemas antes do fechamento, exigir garantias do vendedor após a compra ou, nos casos mais graves, desistir da transação. Por isso é importante que o vendedor faça uma auto-análise antes e corrija o máximo possível.
Uma PME pequena precisa passar por Due Diligence se for vendida?
Sim. Qualquer empresa que seja alvo de aquisição será submetida a um processo de análise pelo comprador, independentemente do tamanho. O escopo pode ser menor e menos complexo que em grandes corporações, mas o processo acontece. Preparar a documentação desde cedo facilita tudo.
Como a Controladoria deve se preparar para um Due Diligence?
Organize a documentação financeira dos últimos 3 a 5 anos, centralize informações de todas as áreas, implemente controles internos básicos, reconcilie contas e garanta que as demonstrações refletem a realidade operacional. Quanto mais estruturada a Controladoria, mais tranquilo será o processo.
O Due Diligence é obrigatório em toda fusão ou aquisição?
Na prática, sim. Qualquer comprador responsável vai fazer uma análise antes de investir dinheiro em uma empresa. Mesmo em negociações menores ou entre partes conhecidas, algum nível de verificação acontece. O que muda é a profundidade e formalidade do processo.
Quem arca com os custos de um Due Diligence?
Normalmente o comprador, porque ele é quem solicita a análise e precisa ter certeza do que está comprando. No entanto, em negociações mais complexas, pode haver acordos onde o custo é dividido ou o vendedor contribui parcialmente. Sempre negocie isso no acordo inicial.
É possível o vendedor fazer seu próprio Due Diligence antes de colocar a empresa à venda?
Sim, e é muito recomendado. Um auto-diagnóstico feito antes da venda permite identificar e corrigir problemas, organizar a documentação e até aumentar o preço final. Isso é chamado de "sell-side due diligence" e deixa a empresa muito mais atrativa para compradores.

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