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Analista de controladoria: o que faz e quais habilidades o mercado exige

Você vai a um restaurante e escolhe um prato. Antes do pedido ficar pronto, alguém precisou separar os ingredientes, cortar os alimentos e preparar a comida conforme a receita. No meio disso, existe a figura do chef, que precisa garantir qualidade, revisar o que saiu errado e organizar os processos para que a entrega final aconteça da melhor forma possível.

Nas empresas, o analista de controladoria é como o chef de um restaurante. É ele quem ajuda a organizar informações, acompanhar o orçamento, analisar indicadores e transformar dados financeiros em relatórios que apoiam a tomada de decisão.

A seguir, entenda o que faz um analista de controladoria, qual é o perfil do profissional buscado pelas empresas, como é a rotina da função e como crescer na carreira.

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    O que faz um analista de controladoria?

    O analista de controladoria é o profissional que trabalha nos bastidores para organizar informações, acompanhar números e transformar dados financeiros em análises mais claras e confiáveis. Assim como em uma cozinha de um restaurante, o analista é aquela pessoa que ajuda a garantir que tudo esteja organizado antes de a “entrega final” acontecer.

    Na prática, dentre outras funções, isso significa:

    Ao fazer isso, o analista apoia análises gerenciais e contribui para que gestores tenham uma visão mais clara da operação. O objetivo é ajudar a empresa a entender se os resultados estão dentro do planejado e identificar rapidamente possíveis gargalos ou oportunidades de melhoria.

    Por isso, o trabalho de um analista de controladoria vai muito além de atualizar planilhas ou conferir números. O profissional funciona como uma ponte entre os dados financeiros e a gestão do negócio, organizando informações que apoiam decisões mais estratégicas.

    Além disso, é comum que a pessoa participe de análises relacionadas à DRE projetado, fluxo de caixa projetado, Forecast, Rolling Forecast e acompanhamento de indicadores financeiros e orçamentários.

    Vale ainda destacar que, com o avanço da automação, do BI financeiro e da inteligência artificial aplicada às finanças, a função vem se tornando cada vez mais analítica. Hoje, empresas buscam profissionais capazes não apenas de consolidar dados, mas também de interpretar informações e transformar números em insights relevantes para a gestão.

    Quais habilidades são exigidas de um analista de controladoria?

    Para começar, é sempre bom relembrar que a controladoria ajuda empresas a acompanhar resultados, monitorar orçamento, analisar indicadores e entender se o negócio está caminhando conforme o planejado. Para que possa fazer isso, o analista precisa reunir conhecimentos técnicos, capacidade analítica e visão de negócio. Confira:

    Excel e BI

    Embora as planilhas não sejam as ferramentas ideais para lidar com processos críticos e grandes volumes de dados, elas ainda fazem parte da rotina de muitas empresas, principalmente em operações menores ou menos complexas.

    Além disso, da mesma forma que um chef aprende primeiro a cortar ingredientes e organizar uma cozinha antes de comandar um restaurante, muitos analistas de controladoria iniciam a carreira aprendendo a organizar dados, montar relatórios e estruturar análises em planilhas.

    Por esse motivo, conhecimento avançado em Excel continua sendo bastante valorizado pelo mercado. Funções, tabelas dinâmicas, fórmulas financeiras e automação de relatórios fazem parte da rotina de muitos profissionais da área.

    Mas as habilidades exigidas não param por aí. Com o avanço do BI financeiro, da automação e da IA aplicada às finanças, cresce também a demanda por controllers capazes de interpretar indicadores, construir dashboards e transformar dados em análises mais estratégicas para a gestão.

    Inteligência Artificial aplicada às finanças

    Precisamos de um tópico só para falar de IA nas finanças porque o assunto deixou de ser uma tendência distante e já está transformando a rotina de áreas como controladoria, FP&A e planejamento financeiro.

    Nesse cenário, atividades operacionais e repetitivas tendem a se tornar cada vez mais automatizadas. Com isso, o papel do analista de controladoria também começa a mudar.

    Em vez de gastar grande parte do tempo organizando dados manualmente, a tendência é que os profissionais atuem de forma cada vez mais analítica e estratégica, apoiando decisões da empresa.

    Por essa razão, cresce também a importância de desenvolver habilidades relacionadas à tecnologia, BI financeiro, análise de dados e automação de processos financeiros.

    Esse movimento já vem sendo discutido por especialistas da área financeira. No episódio “IA First em Finanças”, do Controller Cast, a CFO Roberta Rosenburg comenta como a inteligência artificial começa a mudar a forma como as áreas financeiras trabalham, analisam informações e apoiam decisões estratégicas dentro das empresas.

    Quer entender melhor? Dê um play abaixo e confira o bate-papo na íntegra:

    Visão estratégica

    Além das habilidades técnicas, o mercado também busca profissionais com visão estratégica e capacidade de conectar números ao contexto do negócio

    Isso significa entender que os dados financeiros não servem apenas para preencher relatórios ou acompanhar indicadores isolados. O analista de controladoria estratégica precisa conseguir interpretar informações, identificar tendências e oportunidades, e ajudar gestores a entender o que os números realmente mostram sobre a operação da empresa.

    É justamente por isso que a área vem atuando de forma cada vez mais integrada ao FP&A. Conforme empresas passam a trabalhar com mais dados, automação e análises em tempo real, cresce também a demanda por analistas capazes de transformar informações financeiras em suporte para decisões mais rápidas e inteligentes.

    Além disso, profissionais com visão estratégica costumam ter maior facilidade para evoluir na carreira, assumindo posições mais analíticas e consultivas dentro das áreas financeiras.

    👉 Como se tornar um controller top performer e impulsionar os resultados da sua empresa

    Capacidade analítica

    Assim como um chef precisa provar, ajustar ingredientes e entender por que um prato ficou diferente do esperado, o analista de controladoria também precisa interpretar informações e investigar o que os números realmente estão mostrando.

    E como ele faz isso? A resposta é: analisando relatórios, indicadores e resultados financeiros com senso crítico; e identificando tendências, inconsistências, desvios e oportunidades de melhoria. Vamos a um exemplo para ficar mais claro:

    Imagine uma empresa que tenha ultrapassado o orçamento previsto. Nesse caso, não basta apenas identificar que os gastos aumentaram. O analista precisa entender o que causou aquele desvio e quais consequências isso pode gerar para o negócio.

    Isso é importante porque nem todo desvio orçamentário tem a mesma relevância ou acontece pelos mesmos motivos. Em muitos casos, pequenas variações fazem parte da operação normal da empresa. Em outros, os desvios podem estar ligados a fatores externos ou até indicar problemas mais estratégicos.

    É por isso que na metodologia Treasy de Gestão Orçamentária adotamos uma classificação dos desvios orçamentários que tem ajudado bastante os nossos clientes:

    O mesmo vale para indicadores financeiros, desempenho operacional e acompanhamento de resultados. Indicadores como margem EBITDA, variação orçamentária, custo por centro de custo, rentabilidade e geração de caixa fazem parte da rotina analítica da controladoria. 

    Trocando em miúdos: mais do que consolidar dados, o analista precisa interpretar cenários e transformar informações em análises que apoiem decisões mais rápidas e estratégicas dentro da empresa 

    Organização e comunicação

    Em uma cozinha profissional, não adianta ter ingredientes de qualidade e um chef talentoso se ninguém souber onde estão os itens, quais pedidos precisam sair primeiro ou o que está acontecendo em cada etapa da operação. Na controladoria, a lógica é parecida.

    O analista lida diariamente com diferentes informações, áreas, indicadores e prazos. Por isso, organização é uma habilidade essencial para garantir que as informações financeiras estejam corretas e disponíveis no momento certo.

    Além disso, o controller também precisa se comunicar bem com diferentes áreas da empresa. Afinal, boa parte da rotina envolve conversar com gestores, entender movimentações financeiras, validar informações e explicar análises de forma clara para quem nem sempre possui conhecimento técnico em finanças.

    No dia a dia, isso significa conseguir transformar números complexos em informações mais acessíveis para apoiar decisões do negócio. E aí entra a habilidade de storytelling financeiro. Mais do que apresentar relatórios ou dashboards, o analista de controladoria precisa conseguir contextualizar informações e ajudar os gestores a entender o que os números realmente estão dizendo sobre a empresa.

    Aliás, na maioria dos casos, o desafio não está apenas em analisar dados, mas justamente em conseguir comunicar essas análises de forma clara para diferentes áreas da organização. Se interessar, temos um conteúdo que pode ajudar nesse sentido:

    👉 Contando a história do seu orçamento: o poder do storytelling no planejamento orçamentário

    Qual é o perfil buscado pelas empresas?

    Saber mexer em planilhas ou montar relatórios não é suficiente para atrair a atenção das empresas. O fato é que, em carreira de controladoria, o mercado vem buscando profissionais capazes de unir conhecimento técnico, visão analítica e entendimento do negócio.

    Aliás, compreender a operação da empresa é um dos pontos mais importantes do analista de controladoria. Voltando ao exemplo do chef, imagine alguém com experiência em restaurantes veganos começando a trabalhar em uma churrascaria. Isso não significa que o profissional não seja qualificado. Mas, para conseguir entregar bons resultados, ele precisará entender da dinâmica daquele tipo de negócio.

    Na controladoria, a lógica é parecida. É função do analista entender como a empresa funciona, quais fatores impactam os resultados, como as áreas se conectam e quais indicadores realmente fazem sentido para aquele negócio.

    Por esse motivo, empresas costumam buscar analistas de controladoria com:

    Adicionalmente, conforme áreas financeiras se tornam mais analíticas e orientadas por dados, profissionais com visão ampla do negócio tendem a ganhar cada vez mais espaço no mercado.

    Como é a rotina da função de analista de controladoria?

    A rotina de um analista de controladoria costuma ser bastante dinâmica. Dependendo do período do mês, a pessoa precisa:

    Além disso, boa parte da rotina envolve interação constante com outras áreas do negócio. Isso acontece porque a controladoria depende de informações vindas de diferentes setores.

    Outro ponto importante é que a rotina pode variar bastante de acordo com o nível de maturidade financeira da empresa. Em negócios menos estruturados, o profissional costuma gastar mais tempo organizando dados manualmente e trabalhando em planilhas

    Já em empresas com maior nível de automação e BI financeiro, a tendência é que o foco esteja cada vez mais concentrado em análises, indicadores e apoio à tomada de decisão.

    Como crescer na carreira de controladoria?

    No início, é comum que a rotina esteja mais ligada à consolidação de dados, acompanhamento orçamentário, atualização de relatórios e análises operacionais. Com o tempo, porém, o profissional começa a participar de discussões mais estratégicas.

    É justamente nesse momento que muitos analistas acabam se aproximando de áreas como FP&A (Financial Planning & Analysis). Inclusive, esse movimento vem ganhando cada vez mais força no mercado. 

    Nos últimos anos, a área de FP&A passou a ocupar um espaço mais estratégico dentro das empresas, aproximando controladoria, análise financeira, tecnologia e tomada de decisão. Essa é a razão pela qual acompanhar tendências e investir em desenvolvimento contínuo se tornaram cada vez mais importantes para quem deseja crescer na área financeira.

    👉 Aproveite e confira os principais eventos de FP&A 2026 no Brasil

    Outro ponto que deve ganhar ainda mais espaço é a prontidão para trabalhar com inteligência artificial aplicada às finanças. Cada vez mais, empresas esperam controllers capazes de utilizar automação, análise de dados e IA para reduzir atividades operacionais e apoiar análises mais estratégicas. Isso não significa substituir o profissional financeiro, mas mudar a forma como ele trabalha.

    Na prática, tarefas repetitivas tendem a ser automatizadas, enquanto habilidades analíticas, visão estratégica e interpretação de cenários ganham ainda mais importância dentro da controladoria estratégica e do FP&A.

    E aqui vai um bônus: para se preparar para trabalhar com IA na área financeira, aproveite e assista também a um outro bate-papo que tivemos no Controller Cast, dessa vez com Jessica Regina, fundadora do Financ.ia e uma das principais vozes nacionais quando o assunto é IA para Finanças 

    Concluindo

    De um lado, o analista de controladoria vem deixando de ocupar um papel apenas operacional para assumir uma atuação cada vez mais analítica e estratégica. De outro, o mercado busca profissionais com habilidades de interpretar dados, acompanhar indicadores, analisar cenários e transformar informações financeiras em suporte para decisões mais rápidas e inteligentes.

    No meio de tudo isso, a evolução da automação e da inteligência artificial aplicada às finanças também está mudando a rotina da área. Conforme comentamos, à medida que atividades mais operacionais passam a ser automatizadas, cresce a importância de controllers com visão de negócio e domínio de ferramentas voltadas à análise e gestão financeira.

    Mas, para que toda essa análise realmente se transforme em decisões mais estratégicas, também é fundamental contar com informações organizadas, integradas e acessíveis.

    Nesse contexto, ferramentas de BI ganham cada vez mais espaço dentro do universo financeiro empresarial. Com o BI da Treasy, por exemplo, empresas conseguem:

    Para entender do que estamos falando, assista ao vídeo:

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