O que você precisa saber sobre os principais indicadores financeiros de uma empresa

Publicado dia 24 de fevereiro de 2018

Para que uma empresa consiga crescer, é muito importante saber analisar os resultados operacionais obtidos. Conseguir compreender os demonstrativos financeiros de um negócio é um ponto-chave para avaliar o seu desempenho corporativo.

Afinal, sem recursos para investir e honrar com as obrigações, a empresa não poderá crescer de forma sustentável.

Para acompanhar adequadamente a gestão desses recursos, é preciso conhecer os principais indicadores financeiros de uma empresa. Com isso, será muito mais fácil entender a situação de uma organização para, posteriormente, criar estratégias e definir planos de ação para melhorar os resultados em longo prazo.

Indicadores Financeiros

 

O que são os indicadores financeiros de uma empresa

Os indicadores financeiros de uma empresa são as métricas calculadas por meio de dados obtidos nos demonstrativos de resultados do negócio. Basicamente, sua principal função é fornecer informações que auxiliem na análise da performance organizacional e na tomada de decisão.

Veja nesta postagem alguns dos principais indicadores financeiros de uma empresa, como interpretá-los e usá-los em seu negócio.

Os 9 principais indicadores de desempenho de uma empresa

Os indicadores financeiros de uma empresa são diversos, cada um, responsável por mensurar e apresentar informações específicas sobre diferentes aspectos do negócio.

A seguir, você irá conferir aqueles que não pode deixar de conhecer – e de aplicar – na gestão de indicadores de desempenho de sua empresa.

#1- Margem Bruta

Um dos principais indicadores de uma empresa, a Margem Bruta mostrará quanto sua empresa ganha ao vender um produto ou serviço depois de descontar as despesas para produzi-lo e vendê-lo.

Para mensurar a Margem Bruta, deve-se diminuir das vendas os custos diretos variáveis e as deduções e multiplicar o resultado por 100.

Fórmula da Margem Bruta:

Margem Bruta = (Receita  – Deduções – Custos Diretos Variáveis) x 100

#2- Margem EBITDA

Já a Margem EBITDA (também chamada de LAJIR – Lucro Antes de Juros e Imposto de Renda) é o acrônimo em inglês para Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization e representa a quantidade de geração operacional em caixa de uma empresa, ou seja, o quanto a empresa gera de lucro (ou prejuízo) apenas em suas atividades operacionais, sem considerar os efeitos financeiros e de pagamento de tributos.

Assim, a Margem EBITDA fornece as informações sobre o valor e impacto das vendas no caixa.

Para defini-la, precisa-se construir um demonstrativo, mas podemos resumir sua “fórmula” nos seguintes fatores que devem ser calculados e somados:

EBITDA = Lucro Operacional Líquido + Depreciação + Amortização

#3- Margem Líquida

Margem LíquidaDentre os indicadores financeiros de uma empresa ligados à margem, a Margem Líquida, por sua vez, irá indicar o que restou do valor de vendas após a dedução de todas as despesas (incluindo o imposto de renda).

A Margem Líquida mostra qual é o lucro líquido para cada unidade de venda da empresa. Quanto maior for a margem líquida, maior será a sobra que a empresa terá após o recebimento das vendas e a retirada de todas as taxas e deduções.

Pode ser calculada através do lucro líquido dividido pela receita líquida de vendas e deve ser representada por uma fórmula.

Fórmula da Margem Líquida:

Margem Líquida = (Lucro Líquido / Vendas) x 100

#4- Custos Fixos e Custos Variáveis

Os Custos Fixos demonstram quais são as despesas contínuas de uma empresa, ou seja, aquelas que serão fixas e consideradas ao longo do tempo.

A melhor maneira de definir se um custo é fixo é perceber se ele não varia muito em relação a produção. Por exemplo: uma empresa transportadora, gastará tanto mais combustível quanto mais entregas fizer, portanto, este é um custo variável (varia com o aumento da produção).  

Como exemplo de Custo Fixo, pode-se considerar o aluguel de um escritório, ou gastos com limpeza e segurança, ou ainda o seguro das instalações e impostos.

os Custos Variáveis são aqueles que variam proporcionalmente com o volume de produção ou atividades produtivas da empresa. Em outras palavras, seus valores dependem diretamente do volume produzido, que por sua vez vai variar conforme o volume de vendas efetivado num determinado período

É importante conhecer Custos Fixos e Variáveis para se saber quanto a empresa deve produzir, no mínimo, para cobri-los e obter lucro.

#5- Margem de Contribuição

A Margem de Contribuição representa quanto da venda de cada produto/serviço contribuirá para a empresa cobrir todos os custos e despesas fixas e ainda gerar lucro

Conhecer a Margem de Contribuição que as vendas proporcionam é fundamental para o planejamento de qualquer empresa e essencial para poder tomar decisões relacionadas a investimentos e expansão. Se a MC não for boa o suficiente, a empresa pode estar vendendo bastante e mesmo assim tendo prejuízo.

Para calculá-la é necessário que a organização tenha custos e despesas separados em fixos e variáveis..

As despesas variáveis são aquelas que não estão relacionadas a produção, mas aumentam em função do aumento das vendas, tais como comissões de vendedores e impostos sobre vendas.

A fórmula da margem de contribuição é a seguinte:

Margem de Contribuição = Preço de Venda – (Custo Variável + Despesa Variável)   

#6- Ponto de Equilíbrio

Ponto de equilíbrioAgora que você entendeu a diferença entre custos fixos e variáveis, e sabe o que é margem de contribuição, poderá entender também um dos principais indicadores financeiros de uma empresa: o Ponto de Equilíbrio.

Ponto de Equilíbrio é a quantidade de receitas mínimas que uma empresa necessita para cobrir todos os seus custos e despesas.

É importante conhecê-lo para que se possa saber o quanto é necessário vender, no mínimo, não gerando nem lucro e nem prejuízo, para que a empresa não necessite de outras fontes de recursos para honrar seus compromissos. Muito usado para definir metas de vendas, por exemplo.

Para calculá-lo, soma-se as despesas fixas com as despesas financeiros e dividi-se pela porcentagem da margem de contribuição.

A fórmula do Ponto de Equilíbrio é esta:

Ponto de Equilíbrio = Despesas Fixas / Margem de contribuição

#7- Liquidez Corrente

A Liquidez Corrente irá mostrar o valor monetário que uma empresa tem para receber a curto prazo, associado ao valor que precisa pagar no mesmo período de tempo.

Ou seja, basicamente irá indicar as condições que a organização possui para cumprir suas obrigações em um curto prazo. Calcula-se através do ativo circulante dividido pelo passivo circulante.

Fórmula da Liquidez Corrente:

Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

A partir do resultado obtido podemos fazer a seguinte análise:

  • Maior que 1: demonstra que há capital disponível para uma possível liquidação das obrigações.
  • Igual a 1: os direitos e obrigações a curto prazo são equivalentes.
  • Menor que 1: a empresa não teria capital disponível suficiente para quitar as obrigações a curto prazo, caso fosse preciso.

#8- Índice de Cobertura de Juros

Este indicador mostrará o quanto a empresa será capaz de saldar dos juros contratuais de suas dívidas e empréstimos sem gerar comprometimento no valor gerado em caixa.

Uma das fórmulas mais utilizadas para o cálculo do índice de cobertura de juros é usar o valor do lucro antes do pagamento dos juros e impostos (EBITDA) e dividir pelas despesas financeiras brutas.

Com esse indicador, será possível ter uma melhor ideia da influência dos juros e dívidas sobre seus negócios e traçar estratégias para diminuir o impacto sobre o seu caixa.

Confira a fórmula da Cobertura de Juros:

Índice de Cobertura de Juros = (Lucro Antes dos Juros e Imposto de Renda – LAJIR ou EBITDA) / (Despesas Com Juros durante o Ano)

#9- ROIC – Retorno Sobre o Capital Investido

ROIC significa, em inglês, Return Over Invested Capital.

Trata-se de um indicador financeiro que mede o retorno sobre o capital total investido. Em outras palavras: é a soma do capital próprio acrescido do capital de terceiros.

O ROIC é calculado através da relação entre o resultado líquido da empresa menos dividendos (NOPAT), dividido pelo valor contábil do capital. ROIC apresenta, em termos percentuais, quanto dinheiro a organização tem capacidade de gerar com o capital investido.

Dessa forma, ele se torna um indicador bastante abrangente, capaz de mostrar com bastante exatidão o desempenho financeiro de uma empresa.

Fórmula do ROIC:

ROIC = NOPAT / Valor Contábil do Capital Investido

Outros indicadores não financeiros importantes para o seu negócio

Ficar centrado em sua especialidade e não abrir os olhos para o restante da empresa é um erro. Por isso, trouxemos mais dois indicadores – estes não financeiros – que são de suma importância para quem quer fazer um planejamento estratégico financeiro seu negócio.

Market Share

Indicador Market Share

O Market Share, ou parcela de mercado, é um dos principais indicadores de desempenho de uma empresa, principalmente para pequenos e médios negócios.

Ele irá apontar qual a fatia de mercado que a empresa atende, podendo dizer se ela é uma líder de mercado, seguidora ou se está em um nicho, auxiliando a definir as melhores estratégias para o negócio.

Grau de Satisfação dos Clientes

Esse indicador será responsável por proporcionar informações sobre os consumidores de uma empresa e seus níveis de satisfação. Ao monitorar esses dados, será possível compreender o comportamento do mercado, além de facilitar estratégias de fidelização de clientes e sua retenção.

Para conhecer esse indicador, o ideal é fazer uma boa pesquisa de marketing, como a NPS, por exemplo, que determina, entre outros pontos, a percentagem de clientes que promovem sua empresa e a recomendam para amigos e conhecidos, os detratores, que falam mal de sua empresa, e os clientes que são indiferentes a ela.

Conclusão

Após conhecermos todos esses indicadores financeiros de uma empresa, fica claro que, independente do porte dos negócios ou o do seu mercado, é essencial para qualquer empreendedor conhecê-los profundamente e saber interpretá-los corretamente.

Ao saber compreendê-los, você conhecerá melhor os seus negócios, suas fraquezas e pontos fortes. Com isso, se tornará possível colocar em prática um planejamento estratégico adequado e realizar mudanças em busca de resultados cada vez melhores.

Sobre o autor

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Este post foi escrito pela equipe da Siteware, uma empresa que une pessoas, operação e estratégia em um software, para que as empresas melhorem seus resultados, sua comunicação e sua governança.

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