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Planilha de orçamento empresarial gratuita: monte o primeiro

Como usar a planilha de orçamento empresarial gratuita da Treasy: receitas, deduções, margem, EBITDA e acompanhamento Planejado × Realizado mês a mês.

Neste artigo

Um gráfico de barras geométrico simples e nítido montando-se peça por peça, com uma pilha de moedas ao lado, representando o primeiro orçamento sendo montado do zero

Você já sabe que precisa de um orçamento. O que falta, na maioria das vezes, é um ponto de partida concreto: uma estrutura que organize receitas, custos, despesas e indicadores sem exigir que você invente tudo do zero. A planilha gratuita da Treasy resolve exatamente isso. Ela vem no formato de um DRE orçado, com colunas de Planejado, Realizado e Variação prontas para o acompanhamento mês a mês.

No vídeo abaixo, o tutorial passa por cada linha da planilha e explica como preencher, adaptar e usar o arquivo para tirar o orçamento do papel.

Capa do vídeo: Planilha de Orçamento Empresarial (Gratuita): crie o primeiro orçamento de sua empresa!Vídeo · YouTube

Baixe a planilha pelo link na descrição do vídeo e acompanhe este guia para entender a lógica de cada bloco.

A estrutura é um DRE orçado

A planilha não é uma lista avulsa de contas. Ela segue a mesma lógica do DRE: Demonstrativo de Resultados do Exercício, o relatório mais usado para entender o resultado de um negócio. Isso tem duas vantagens práticas: a estrutura já vem testada pelo mercado, e você sai com um demonstrativo pronto para apresentar à diretoria ou ao contador.

O raciocínio do DRE é sequencial: começa pela receita bruta, desconta deduções, abate custos e despesas e chega ao resultado líquido. A planilha replica esse fluxo linha a linha. Cada indicador que aparece no caminho (receita líquida, margem de contribuição, EBITDA) é calculado automaticamente pelas fórmulas embutidas.

Bloco 1: receitas de vendas brutas

O ponto de partida é a receita bruta. A planilha abre espaço para detalhar por produto, serviço ou canal de vendas, conforme fizer mais sentido para o seu negócio.

Uma instrução técnica importante, que o vídeo destaca: quando precisar adicionar novas linhas, insira-as acima da última linha do bloco. Isso preserva as fórmulas de totalização e evita que a soma quebre. O cuidado é simples, mas economiza retrabalho.

Bloco 2: deduções e receita líquida

Logo abaixo das receitas brutas entram as deduções. São os valores que saem imediatamente quando uma venda acontece: impostos sobre faturamento, abatimentos comerciais, fretes e similares. Ao subtrair as deduções da receita bruta, você chega à receita líquida de vendas, que é o que efetivamente entra no caixa da empresa a cada venda realizada.

Entender essa diferença é fundamental para não tomar decisões com base no faturamento bruto. O volume de vendas pode parecer alto, mas a receita que sobra depois das deduções é o número que de fato financia a operação. Se quiser aprofundar: receita bruta e receita líquida na prática.

Bloco 3: custos e margem de contribuição

Com a receita líquida estabelecida, a planilha passa para os custos dos produtos vendidos (CPV) ou dos serviços prestados. São os gastos diretamente ligados ao que você entrega ao cliente, sejam matérias-primas, mão de obra direta ou insumos de serviço.

Receita líquida menos custos diretos resulta na margem de contribuição, o indicador que diz quanto cada produto ou serviço contribui para pagar as despesas fixas e gerar lucro. Uma margem de contribuição baixa, mesmo com faturamento alto, é sinal de que o preço ou o custo precisa de atenção. Para ir além: indicador de margem de contribuição e margem bruta.

Bloco 4: despesas fixas operacionais

A seguir entram as despesas que acontecem independentemente do volume de vendas: aluguel, água, energia elétrica, gastos com pessoal (salários, encargos, benefícios) e demais despesas administrativas. São os custos fixos que a empresa arca todo mês, haja venda ou não.

Neste bloco, vale detalhar ao máximo os gastos com pessoal, pois costumam ser a maior linha de despesa em empresas de serviços. Um orçamento de RH bem construído evita surpresas com dissídios, admissões e encargos ao longo do ano.

O EBITDA como termômetro da operação

Deduzidas as despesas fixas da margem de contribuição, a planilha entrega o EBITDA (ou LAJIDA, em português). Esse indicador mostra o potencial de geração de resultado da operação, antes de descontar depreciação, amortização, juros e impostos sobre o lucro.

O EBITDA é muito usado para comparar a saúde operacional de empresas de portes diferentes, porque exclui efeitos financeiros e tributários que variam caso a caso. Se ele está positivo, a operação paga suas próprias contas. Se está negativo, há um problema estrutural que nenhuma manobroa financeira resolve. Para saber mais: o que é EBITDA e EBITDA sem ilusão.

Resultado operacional e resultado líquido

Após o EBITDA, a planilha abre espaço para os investimentos, a depreciação e outras despesas não operacionais. O resultado operacional aparece então como o lucro (ou prejuízo) antes dos tributos sobre o lucro, como IRPJ, CSLL ou Simples Nacional.

Ao final do fluxo, você chega ao resultado líquido, o número que representa o quanto a empresa realmente gerou (ou consumiu) no período planejado.

A coluna de Realizado e o acompanhamento Planejado × Realizado

Aqui está o diferencial prático da planilha. Além da coluna de Planejado, há uma coluna de Realizado e uma de Variação (Planejado × Realizado). Basta inserir os números vindos da contabilidade ou do sistema de gestão e a planilha calcula o desvio orçamentário linha a linha.

Esse confronto mês a mês é o coração do acompanhamento orçamentário. Quando a variação aparece, você sabe exatamente onde o resultado está saindo do plano, o que permite agir antes que o desvio se torne um problema maior.

Quando a planilha começa a limitar o crescimento

O próprio vídeo reconhece um ponto honesto: a planilha de Excel é uma boa porta de entrada, mas tem limites. Quando o volume de dados cresce, quando mais pessoas precisam alimentar o orçamento ao mesmo tempo ou quando a empresa precisa de histórico consolidado com o ERP, as planilhas começam a gerar retrabalho e risco de inconsistência.

Situação da empresa Planilha de Excel Solução dedicada
Primeiro orçamento da história Ideal: baixa curva de aprendizado Pode ser excesso de estrutura
1 pessoa alimenta os dados Funciona bem Funciona, mas não necessário
Vários gestores preenchendo ao mesmo tempo Conflitos de versão, e-mails, erros Cada gestor entra no próprio módulo
Volume alto de lançamentos Lento, propenso a erro de fórmula Automático, integrado ao ERP
Histórico de anos anteriores Arquivos separados, difícil comparar Histórico consolidado em um lugar
Acompanhamento P×R em tempo real Atualização manual Sincronizado com a contabilidade

Reconhecer esse ponto de virada é parte do processo de maturidade orçamentária. Empresas que avançam para uma solução de gestão orçamentária dedicada conseguem envolver os gestores de departamento no planejamento, automatizar a entrada do realizado e manter o histórico acessível para qualquer análise.

Como usar a planilha para dar o primeiro passo

Se você ainda não fez um orçamento, siga esta sequência:

  1. Mapeie suas receitas. Liste produtos, serviços ou canais e estime o volume mensal para cada um.
  2. Levante as deduções. Cheque sua carga tributária sobre vendas e outros desembolsos imediatos à venda.
  3. Calcule os custos diretos. O que você gasta para entregar cada produto ou serviço?
  4. Liste todas as despesas fixas. Aluguel, salários, contas de consumo, softwares, seguros.
  5. Insira os impostos sobre o resultado. Simples Nacional, IRPJ, CSLL, conforme seu regime.
  6. Registre o realizado todo mês. Com os dados da contabilidade, preencha a coluna de Realizado e monitore os desvios.

Para aprofundar cada etapa, o blog tem guias completos: como fazer um orçamento empresarial, premissas orçamentárias na prática, orçamento de despesas e projeção de vendas. Quem quiser um material consolidado pode consultar também o Guia de Orçamento Empresarial na Prática, que reúne metodologia e exemplos em um único documento.

O orçamento não precisa ser perfeito na primeira versão. Precisa existir. Com a planilha preenchida e o realizado entrando todo mês, você passa a tomar decisões com base em números, não em achismos. Quando quiser dar o próximo passo e integrar o orçamento com o ERP, o histórico e os gestores de departamento em um único lugar, experimente o Treasy de graça e veja a diferença.

Perguntas frequentes

A planilha de orçamento da Treasy é realmente gratuita?
Sim. A planilha está disponível para download gratuito pelo link na descrição do vídeo, sem necessidade de cadastro pago.
Em qual formato vem a planilha?
A planilha está no formato Excel (.xlsx) e segue a estrutura de um DRE orçado, com colunas de Planejado, Realizado e Variação já configuradas.
Preciso ter conhecimento avançado em Excel para usar a planilha?
Não. As fórmulas já estão prontas. Você preenche as linhas de receitas, custos e despesas e os indicadores são calculados automaticamente.
Posso adaptar as descrições das linhas para a realidade da minha empresa?
Sim. Todas as descrições das linhas podem ser editadas. Você pode nomear os produtos, serviços, canais de venda ou centros de custo conforme a estrutura do seu negócio.
Como adiciono novas linhas sem quebrar as fórmulas?
Sempre insira novas linhas acima da última linha de cada bloco. Assim as fórmulas de totalização se expandem automaticamente sem precisar de ajuste manual.
O que é o DRE orçado e por que a planilha usa esse formato?
O DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício) é o relatório que mostra receitas, custos e despesas em sequência lógica até o resultado líquido. Usá-lo como base do orçamento facilita a comparação com o realizado contábil e a comunicação com contadores e diretoria.
Quais indicadores a planilha calcula automaticamente?
A planilha calcula receita líquida de vendas, margem de contribuição, EBITDA, resultado operacional e resultado líquido, todos a partir dos valores preenchidos nos blocos de receita, deduções, custos e despesas.
O que são deduções de vendas e por que elas aparecem antes dos custos?
Deduções são valores que saem imediatamente quando uma venda é realizada: impostos sobre faturamento, abatimentos e fretes. Elas reduzem a receita bruta para chegar à receita líquida, que é o que de fato fica com a empresa.
Como funciona o acompanhamento Planejado × Realizado na planilha?
A planilha tem três colunas por período: Planejado (o que você projetou), Realizado (o que aconteceu, inserido manualmente com dados da contabilidade ou do sistema de gestão) e Variação (calculada automaticamente). Isso permite identificar desvios linha a linha todos os meses.
Posso usar a planilha para mais de um ano?
A estrutura pode ser replicada para novos períodos. Cada ciclo anual costuma ser gerenciado em um arquivo separado ou em abas distintas, dependendo da organização preferida pelo usuário.
A planilha inclui projeção de fluxo de caixa?
Não. A planilha cobre o orçamento no formato DRE, com regime de competência. A projeção de fluxo de caixa é um relatório complementar que considera os momentos de entrada e saída de dinheiro, não apenas o período de competência.
Quando a planilha deixa de ser suficiente para o meu orçamento?
Quando mais de uma pessoa precisa alimentar o orçamento ao mesmo tempo, quando o volume de lançamentos é alto ou quando é necessário integrar o realizado com o ERP automaticamente, as planilhas começam a gerar retrabalho e risco de inconsistência. Nesses casos, uma solução dedicada tende a ser mais segura.
Que tipo de empresa pode usar essa planilha?
A planilha é adequada para pequenas e médias empresas de qualquer segmento que estejam montando o primeiro orçamento. Ela é especialmente útil para quem ainda não tem um sistema de gestão orçamentária e quer começar com uma estrutura já testada.
Como o EBITDA é calculado na planilha?
O EBITDA resulta da margem de contribuição menos as despesas fixas operacionais (pessoal e despesas administrativas). É calculado antes de descontar depreciação, amortização, resultado financeiro e impostos sobre o lucro.
Onde posso aprender mais sobre os conceitos das linhas da planilha?
O próprio vídeo menciona uma aba de apresentação com links para o blog da Treasy, onde há conteúdo aprofundado sobre cada linha do demonstrativo: receita líquida, margem de contribuição, EBITDA, custos, despesas e resultado líquido.

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