Custo de capital
O que é
O custo de capital é o retorno mínimo exigido por credores e acionistas para que um investimento no negócio seja viável. Ele compara o capital próprio, remunerado por dividendos, e o capital de terceiros, remunerado por juros, e orienta a decisão sobre a estrutura de capital da empresa. Toda vez que a empresa decide entre financiar um investimento com lucro retido ou com empréstimo, é esse número que diz qual das duas fontes custa mais caro, a mesma conta que aparece por trás do ROIC, o retorno sobre o capital investido, e do fluxo de caixa descontado, que desconta o futuro exatamente por essa taxa.
Como calcular
CMPC = (custo do capital próprio × peso do capital próprio) + (custo do capital de terceiros × peso do capital de terceiros)
O CMPC, também chamado de WACC em inglês, pondera cada fonte de capital pelo peso dela na estrutura da empresa: quanto mais a empresa se financia com dívida barata, menor tende a ser o custo médio; quanto mais depende de sócio exigindo retorno alto, maior ele fica. É a mesma lógica detalhada em este guia sobre o WACC, que usa o nome em inglês para o mesmo indicador.
Exemplo prático
Sessenta por cento financiado por capital próprio e quarenta por cento por capital de terceiros é a estrutura de uma indústria de embalagens que decide expandir a fábrica. O capital próprio custa 18% ao ano (o retorno que os sócios exigem) e o capital de terceiros custa 12% ao ano (a taxa do empréstimo bancário). Em fração, 0,6 × 0,18 = 0,108, ou 10,8 pontos percentuais de contribuição do capital próprio; e 0,4 × 0,12 = 0,048, ou 4,8 pontos percentuais do capital de terceiros. Somando as duas partes, 10,8 + 4,8 = 15,6% ao ano é o CMPC: qualquer projeto de expansão precisa entregar mais que isso para valer a pena, o mesmo raciocínio usado no orçamento de capital para aprovar ou recusar um investimento.
Como interpretar e erros comuns
Um CMPC de 15,6% ao ano não é bom nem ruim sozinho: ele só faz sentido comparado ao retorno esperado de cada projeto.
Quem usa a taxa de juro do último empréstimo como se fosse o custo de capital inteiro ignora o peso do capital próprio na conta. Tratar o custo do capital próprio como gratuito, só porque ele não gera boleto para pagar, esquece que o sócio também exige retorno, embutido no dividendo. E confundir capital de giro com capital de longo prazo na hora de montar o peso de cada fonte é uma distinção que capital fixo e capital circulante ajuda a separar.
Para ir além
- Guia completo: Custo de capital: capital próprio ou capital de terceiros, o que é melhor?: compara vantagem e desvantagem de cada fonte de financiamento, com o passo a passo para decidir a combinação certa antes de aprovar um investimento grande e revisar o CMPC a cada mudança relevante no cenário de juros.
- Artigo: Projeção e Análise de ROI em Projetos: o guia que usa o custo de capital como piso mínimo de retorno aceitável.
Leve Custo de capital para dentro da rotina financeira da sua empresa.
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