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FP&A de A a Z

Glossário de FP&A

FP&A é a sigla de Financial Planning and Analysis: o planejamento financeiro e a análise de desempenho que orientam as decisões da sua empresa. Este glossário define os termos de gestão financeira que você encontra no dia a dia, de forma curta e sempre igual, para você consultar em segundos e sair com o significado certo.

ABC Activity-Based Costing (custeio por atividades)

O custeio ABC parte do princípio de que os custos da empresa são gerados pelas atividades desempenhadas nela e consumidos por produtos e serviços. Ele rastreia os custos indiretos por meio de direcionadores, reduzindo distorções do rateio arbitrário, e é voltado à gestão interna, pois não é aceito pela legislação societária e fiscal.

Ações em tesouraria

Ações em tesouraria são as ações que a própria empresa compra de volta do mercado. Elas aparecem no patrimônio líquido como uma redução, porque a empresa usou recursos para recomprá-las.

Ações ordinárias

As ações ordinárias são as ações de uma sociedade anônima que dão ao acionista direito de voto nas deliberações da assembleia, na proporção de um voto por ação. Por isso, quem detém mais ações ordinárias tem mais peso nas decisões da empresa.

Acompanhamento orçamentário

O acompanhamento orçamentário é a comparação periódica entre o que foi planejado e o que foi realizado, apurando os desvios e mapeando os fatores que os causaram. Para funcionar, o orçamento precisa estar aprovado e o resultado mensal disponível na mesma estrutura de contas do planejado. É o que separa quem tem um orçamento de quem realmente usa um orçamento.

Adicional do IRPJ

O adicional do IRPJ é uma alíquota extra de 10% cobrada sobre a parcela do lucro que passa de R$ 20.000 por mês, na apuração do IRPJ pelo Lucro Real, pelo Lucro Presumido e pelo Lucro Arbitrado.

Agentes de IA no FP&A

Um agente de IA é um software que executa tarefas do início ao fim, não apenas responde perguntas: busca o dado, faz a conta, compara com o planejado, monta o rascunho e entrega para você revisar. No FP&A, ele assume o trabalho braçal do fechamento, da conciliação e dos relatórios, e o controller passa a revisar e decidir. É a passagem de uma IA que informa para uma IA que trabalha.

Aging de recebíveis

O aging de recebíveis é um relatório que organiza os valores a receber por faixa de tempo de atraso, mostrando quanto está a vencer, quanto venceu recentemente e quanto está atrasado há muito tempo. Ele separa os atrasos por gravidade, do recém-vencido ao crônico, e é o ponto de partida de qualquer gestão séria de cobrança. Cada faixa pede uma ação diferente, calibrada à chance de recuperação.

Ajuste contábil

Ajuste contábil é o registro feito no fechamento do período para levar à contabilidade o que só aparece nessa hora, como as provisões e a depreciação acumulada. Faz parte do fechamento contábil, mais formal e técnico que o fechamento mensal.

Alavancagem

Alavancagem é o uso de recursos de terceiros ou de custos fixos para ampliar o resultado da empresa. A alavancagem financeira usa capital de terceiros; a operacional usa a estrutura de custos fixos.

Alçada de aprovação

Alçada de aprovação é o limite de valor que cada pessoa pode autorizar sozinha. Acima dele, a decisão sobe de nível e passa a ter mais de um olhar.

Alíquota

Alíquota é o percentual aplicado sobre a base de um tributo, como o faturamento, para calcular quanto de imposto a empresa deve pagar. A alíquota muda conforme o imposto, o regime tributário e, em alguns casos, o estado de destino e o produto.

Alíquota efetiva

A alíquota efetiva é o percentual da receita que a empresa de fato paga em impostos: o total de impostos dividido pela receita. Ela difere da alíquota nominal, a da tabela ou da lei, e serve para comparar a carga entre empresas do mesmo setor e tamanho.

Alíquota nominal

A alíquota nominal é o percentual que a lei ou a tabela de um tributo fixa, antes de deduções como a parcela a deduzir do Simples Nacional. Difere da alíquota efetiva, o percentual da receita que a empresa de fato paga.

Alíquota zero

A alíquota zero é a alíquota de 0% que a norma fixa para um tributo em certos produtos ou operações, e por isso o imposto calculado sobre eles é zero. Aparece nas listas de produtos de tributos como o IPI e o imposto de exportação.

Almoxarifado

O almoxarifado é o setor da empresa onde se guardam e se controlam os equipamentos, as matérias-primas e as ferramentas necessários à produção. O gasto com ele costuma ser tratado como custo indireto de fabricação.

Amortização

A amortização é a redução do valor aplicado na aquisição de ativos intangíveis de duração limitada, como marcas, patentes, softwares e websites. Assim como a depreciação para os bens tangíveis, ela reconhece a perda de valor do ativo ao longo da sua vida útil. A empresa provisiona mensalmente esse valor, o que abate o resultado e reduz a base de tributos como IRPJ e CSLL.

Análise de alavancas

A análise de alavancas, também chamada de alavancas do lucro, decompõe a variação do resultado entre dois períodos para identificar as contas com maior impacto positivo ou negativo. Em vez de olhar o resultado consolidado, você enxerga quais contas puxaram o número para cima ou para baixo. É uma técnica de FP&A usada para explicar o que aconteceu com o resultado e priorizar onde agir.

Análise de balanços

Análise de balanços é o estudo das demonstrações contábeis, como o balanço patrimonial, para responder como a empresa foi no período, olhando margens, rentabilidade e liquidez. Também permite comparar a situação financeira de empresas diferentes.

Análise de cenários

A análise de cenários projeta o resultado da empresa considerando contextos futuros distintos, como os cenários otimista, realista e pessimista. Ela parte de perguntas do tipo e se, simulando as situações mais prováveis para embasar a tomada de decisão. A técnica não tenta prever o futuro, mas prepara a empresa com planos de ação para cada cenário possível.

Análise de crédito

Análise de crédito é a avaliação da capacidade de pagamento de quem pede crédito, feita antes de aceitar o pedido, para decidir se concede e em que condições. Vale para o banco que analisa uma empresa e para a empresa que vende a prazo a um cliente.

Análise de investimentos

A análise de investimentos avalia se um projeto ou aplicação de capital vale a pena antes de comprometer recursos. Ela usa indicadores consolidados pelo mercado, como VPL, TIR, payback e ROI, para comparar projetos com critério técnico. Com método, a decisão sai do achismo e ganha justificativa clara perante a diretoria.

Análise de sensibilidade

A análise de sensibilidade testa quanto o resultado muda quando uma variável muda, uma de cada vez, mantendo as outras fixas. Ela responde a uma pergunta prática: das muitas variáveis do negócio, preço, volume, custo e prazo, qual mais move o resultado e o caixa. O resultado se organiza numa tabela de sensibilidade que vira o mapa de prioridades da gestão.

Análise de viabilidade

A análise de viabilidade econômico-financeira projeta o impacto completo de um investimento operacional antes da decisão de compra: aumento de receita, custos adicionais, necessidade de pessoal e efeito no caixa. Não basta calcular o ROI isolado; é preciso ver se o caixa suporta o desembolso e em quanto tempo o investimento se paga. Ela usa simulações de cenários para decidir com dados em vez de apostas.

Análise DuPont

A análise DuPont examina o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) decompondo-o em três fatores: margem de lucro, giro dos ativos e alavancagem financeira. A margem mostra a eficiência operacional, o giro mostra a eficiência no uso dos ativos e a alavancagem mostra quanto de capital de terceiros está em uso. Com isso, você determina o que está impulsionando o ROE da empresa.

Análise financeira

Análise financeira é a leitura dos números da empresa, como receitas, despesas e margens, para entender o que aconteceu no período e decidir o que fazer a seguir.

Análise horizontal

Análise horizontal compara a evolução de uma conta ou indicador ao longo do tempo: mês a mês, trimestre a trimestre. Ela mostra a tendência de cada linha do DRE e do balanço.

Análise preditiva

A análise preditiva utiliza dados históricos para prever eventos futuros, construindo modelos que capturam tendências importantes para a organização. Ela foge de achismos e permite ao controller estimar se uma mudança reduz riscos, melhora operações ou aumenta receita. Para funcionar, a empresa precisa de cultura data-driven e de tecnologia de BI e machine learning.

Análise vertical

Análise vertical mede o peso de cada conta dentro do total: quanto cada despesa representa da receita, por exemplo. É a base da comparação entre empresas de tamanhos diferentes.

Antecipação de recebíveis

Antecipação de recebíveis é vender a prazo o direito de receber antes do vencimento, em troca de uma taxa. É uma fonte de caixa rápida, com custo financeiro.

Aplicações financeiras

Aplicações financeiras são os recursos do caixa da empresa investidos em produtos do mercado financeiro, como CDBs, fundos e títulos, com o objetivo de rentabilizar o dinheiro parado. Elas têm liquidez variável e fazem parte da administração do caixa, que decide o quanto manter disponível e o quanto aplicar. A escolha considera o custo de oportunidade entre manter dinheiro em caixa e convertê-lo em investimentos.

Apuração de impostos

A apuração de impostos é o cálculo, a cada período, do tributo que a empresa deve, feito a partir dos registros escriturados e conforme o regime de tributação em que ela está. O resultado vira as guias de recolhimento, que precisam ser pagas dentro do prazo de cada obrigação.

Apuração do resultado

A apuração do resultado é o cálculo do lucro ou do prejuízo da empresa em um período, com as receitas e as despesas lançadas no período em que ocorreram, independentemente de recebimento ou pagamento. É o passo que fecha as contas de receitas, custos e despesas num único resultado.

ARR Annual Recurring Revenue.

ARR é a receita recorrente anualizada dos contratos de assinatura. Multiplica a receita recorrente mensal (MRR) por doze e é o indicador central de empresas SaaS.

Assembleia geral

A assembleia geral é a reunião dos acionistas, ou dos sócios, em que a sociedade toma as decisões que cabem a quem é dono dela: elege o conselho fiscal, decide em geral a emissão de debêntures e pode definir a destinação do lucro em reservas. Na sociedade anônima ela é um dos órgãos da estrutura, ao lado do conselho de administração, da diretoria e do conselho fiscal.

Ativo circulante

Ativo circulante é o grupo do balanço patrimonial com os bens e direitos que a empresa pode converter em dinheiro em menos de um ano. Entram caixa, bancos, aplicações, contas a receber e estoques.

Ativo (contábil)

No grupo dos ativos ficam as contas nas quais são registrados os bens, créditos e direitos que compõem o patrimônio da empresa. Entram aqui estoques, máquinas, equipamentos, prédios, investimentos e duplicatas a receber. No balanço patrimonial, os ativos representam os recursos controlados pela empresa e são a base para pagar os credores.

Ativo financeiro

Ativo financeiro é o direito da empresa que já é dinheiro ou que dá direito a receber dinheiro, como o caixa, os investimentos e as duplicatas a receber. Estoque, máquinas e prédios também são ativos, mas não são financeiros.

Ativo imobilizado

Ativo imobilizado é o conjunto de bens tangíveis necessários para a empresa operar, como equipamentos, máquinas, imóveis, móveis e utensílios, com vida útil maior que o exercício da compra e sem expectativa de virar dinheiro no curto prazo. Ele integra o ativo não circulante do balanço.

Ativo não circulante

O ativo não circulante é o grupo do balanço patrimonial que reúne os bens e direitos de permanência duradoura, com realização acima de um ano: o realizável a longo prazo, os investimentos, o imobilizado e o intangível. Difere do ativo circulante, que vira dinheiro em até um ano.

Ativo realizável a longo prazo

O ativo realizável a longo prazo é o grupo do ativo não circulante que reúne bens e direitos com a mesma natureza do ativo circulante, mas que a empresa só realiza em prazo superior a um ano a partir da data do balanço.

Ativo tangível

Ativo tangível é o bem físico que a empresa usa para operar, como máquinas, veículos, computadores e imóveis. Por ter vida útil, sofre depreciação, ao passo que o ativo intangível (marca, site, patentes) se amortiza.

Auditoria externa

A auditoria externa, também chamada de auditoria independente, é realizada por uma empresa de auditoria contratada para atestar a fidedignidade das informações financeiras. Ela analisa as políticas e os procedimentos internos e serve para maximizar a confiança do mercado, de acionistas e de bancos na empresa. Os demonstrativos contábeis ganham mais credibilidade após a auditoria externa.

Auditoria interna

A auditoria interna é realizada por um profissional da própria empresa com o objetivo de atender às necessidades da administração. Ela examina processos, procedimentos e controles internos, apontando falhas, erros e fraudes e sugerindo ações corretivas e preventivas. É uma das melhores ferramentas para mostrar aos gestores um panorama de como anda o planejamento estratégico.

Aumento de capital

Aumento de capital é o acréscimo do capital social da empresa, que pode vir do uso do lucro e das reservas. Na DLPA, é um dos destinos do lucro líquido, ao lado dos dividendos e das reservas.

Auto de infração

O auto de infração é o documento em que a autoridade fiscalizadora registra uma infração à legislação, como a de não entregar uma declaração no prazo. Nos artigos do blog sobre a RAIS e a DIRF (de 2018), a multa por atraso na entrega da declaração é contada até a entrega ou, se vier antes, até a lavratura do auto.

Automação do financeiro

A automação do financeiro usa tecnologia para executar tarefas repetitivas da área, como conciliação, classificação de lançamentos, contas a pagar e a receber e montagem de relatórios. Ela elimina o trabalho manual, reduz erros e devolve tempo da equipe para análise e decisão. No limite, a automação se conecta aos agentes de IA para executar o ciclo financeiro de ponta a ponta.

Aval

O aval é a garantia pessoal dada em título de crédito: o avalista se compromete a pagar o valor se o devedor avalizado não pagar. Pelo Código Civil (arts. 897 e 899), o avalista responde como o devedor que avaliza, e a responsabilidade dele subsiste mesmo que a obrigação do avalizado seja nula, salvo vício de forma.

Avaliação de estoques

A avaliação de estoques é o critério que dá valor em reais ao que a empresa mantém para vender ou usar, e define o saldo do estoque no balanço e o custo da mercadoria vendida no resultado. Pelo CPC 16, o estoque é medido pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido.

Balanced Scorecard

Balanced Scorecard é um método de gestão que traduz a estratégia em indicadores de quatro perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado. O objetivo é equilibrar o resultado de curto prazo com a capacidade de crescer.

Balancete

O balancete é o relatório contábil que relaciona os saldos de todas as contas do plano de contas em um período, mostrando os totais de débito e crédito de cada uma. Ele é elaborado mensalmente pelo analista contábil e serve de base para conferir a escrituração antes das demonstrações contábeis. O balancete também é um documento apresentado à fiscalização.

Balanço patrimonial

Balanço patrimonial é a demonstração que mostra a posição financeira da empresa em uma data: ativos, passivos e patrimônio líquido. Ele responde o que a empresa tem, deve e vale.

Base de cálculo

Base de cálculo é o valor sobre o qual se aplica a alíquota para chegar ao imposto devido. Ela muda conforme o tributo e o regime: no lucro presumido, o imposto de renda incide sobre uma parcela fixa da receita; no lucro real, sobre o lucro apurado depois das deduções.

Benchmarking

Benchmarking é comparar processos e indicadores da sua empresa com os de referências do mercado. Serve para achar onde a operação está atrás e priorizar melhoria.

Beyond Budgeting

O beyond budgeting é uma filosofia de gestão que propõe substituir o orçamento anual rígido por processos mais flexíveis e descentralizados. Em vez de um plano fixo para o ano inteiro, as empresas adotam metas relativas e revisões contínuas, aproximando o planejamento da realidade do negócio. A ideia é dar mais autonomia aos gestores e responder mais rápido às mudanças de mercado.

BI Business Intelligence

O business intelligence financeiro, ou BI financeiro, é o conjunto de ferramentas que coleta, organiza e analisa os dados financeiros da empresa para apoiar a gestão. Com ele, você transforma lançamentos e integrações de ERP em painéis e análises prontas, como a análise vertical, que mostra o peso de cada linha, e a horizontal, que mostra a evolução no tempo. É a base para leituras de DRE e indicadores sem montar fórmula em planilha.

Bitributação

A bitributação é o conflito de competências na aplicação de tributos, quando dois entes federativos cobram dois impostos sobre o mesmo fato gerador de um único contribuinte. Como a Constituição delimita o que cabe à União, aos estados e aos municípios, um dos entes acaba invadindo a competência do outro, o que torna a cobrança inconstitucional. Ficar atento evita pagar impostos a mais.

Boleto bancário

Boleto bancário é um documento de cobrança, com valor e vencimento, que a empresa emite para receber de um cliente e que ele paga pela rede bancária. É uma das formas de cobrança, ao lado do cartão de crédito e do débito automático, inclusive nas cobranças recorrentes.

BPO Business Process Outsourcing.

BPO financeiro é terceirizar os processos financeiros para um parceiro especializado: contas a pagar, a receber, conciliação, fechamento. A Treasy recomenda terceirizar com indicadores e visibilidade: o parceiro opera, e a sua empresa continua enxergando tudo.

BR GAAP Generally Accepted Accounting Principles (padrão contábil brasileiro)

BR GAAP é a denominação dada ao conjunto de normas, leis e princípios que regem a contabilidade no Brasil. O conjunto é formado pela Lei das Sociedades por Ações e por normas de órgãos como CFC, CVM, BACEN e Receita Federal. O termo distingue o padrão contábil brasileiro das normas internacionais (IFRS) e do padrão dos Estados Unidos (US GAAP).

Burn rate

O burn rate, ou taxa de queima, mostra a velocidade com que a empresa consome o capital disponível para cobrir as despesas até alcançar a rentabilidade. Na essência, é a diferença entre receitas e despesas em um período: se o dinheiro que sai é maior do que o que entra, há queima de caixa. O indicador é essencial para startups avaliarem quanto tempo o negócio aguenta antes de precisar de novos aportes.

Business partnering

O business partnering é uma abordagem estratégica que estreita a colaboração entre o FP&A e as outras áreas da empresa, fazendo o planejamento e a análise financeira em parceria. O time de FP&A deixa de apenas processar números históricos e passa a atuar como consultor, oferecendo insights financeiros para apoiar decisões. O objetivo é criar agilidade organizacional e alinhar as finanças à estratégia do negócio.

Cadeia de valor

A cadeia de valor é o conjunto de atividades realizadas pela organização para criar valor para seus clientes, modelo desenvolvido por Michael Porter. Ela divide as atividades em primárias, como logística, operações, marketing e vendas, e de apoio, como infraestrutura e gestão de pessoas. A forma como as atividades da cadeia são executadas determina os custos e afeta os lucros, revelando as fontes de vantagem competitiva.

Caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa são o dinheiro em espécie e em contas bancárias somado às aplicações financeiras de curto prazo e alta liquidez, conversíveis em dinheiro de valor conhecido e com risco insignificante de mudança de valor. Servem para atender a compromissos de caixa de curto prazo, e não para investimento.

Caixa líquido

Caixa líquido, ou fluxo de caixa líquido, é o resultado de subtrair as saídas de dinheiro das entradas de dinheiro de um período. Se for positivo, a empresa ganhou dinheiro em caixa; se for negativo, gastou mais do que recebeu.

Calendário fiscal

O calendário fiscal reúne as datas em que a empresa deve pagar tributos, como no DARF, e entregar declarações, como a RAIS e o CAGED, sob pena de multa por atraso. Os prazos mudam, por isso ele se confirma sempre com o contador.

Calendário orçamentário

O calendário orçamentário é o cronograma das atividades que devem ser seguidas para que o orçamento empresarial seja criado e acompanhado. Ele formaliza quando cada etapa acontece, como a definição da meta global, as premissas, a simulação de cenários e a análise do previsto x realizado. Com ele, os responsáveis sabem o que fazer e quando, e o orçamento ganha cadência.

Câmbio e variação cambial

O câmbio é a venda de uma moeda local para a compra de outra, e a taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em moeda nacional. Para empresas que importam e exportam, o fechamento de câmbio é a operação, feita por instituições autorizadas pelo Banco Central, que converte os valores negociados. A variação cambial impacta o resultado e o fluxo de caixa de quem opera com moeda estrangeira.

Cap table

Cap table é o quadro societário da empresa: a relação de quem possui participação, quantas ações ou cotas cada um detém e os percentuais de sócios, investidores e colaboradores com stock options. Manter o cap table atualizado é essencial para decisões de diluição, rodadas de investimento e governança.

Capacidade de pagamento

A capacidade de pagamento é quanto a empresa consegue honrar das suas obrigações com fornecedores, funcionários e demais credores. É o que os indicadores de liquidez avaliam e o que os bancos pedem calculado para liberar linhas de crédito.

Capital de giro

Capital de giro é o dinheiro que financia o dia a dia da operação: estoque e contas a receber, menos o que os fornecedores financiam. É o combustível do ciclo operacional.

Capital de giro negativo

Capital de giro negativo é a situação em que as obrigações de curto prazo da empresa superam os recursos de curto prazo disponíveis, e parte do giro passa a ser financiada por recursos de terceiros, como fornecedores e empréstimos. O capital de giro negativo pode indicar risco, mas também aparece em negócios que recebem à vista e pagam fornecedores a prazo.

Capital de terceiros

É o capital obtido de entidades externas à empresa, como bancos e credores, representado pelo passivo exigível: financiamentos, empréstimos e demais obrigações com terceiros. Nesse modelo, o fluxo de caixa é contratual, com pagamento de juros e encargos, e a dívida não dilui o controle do negócio.

Capital próprio

É o capital que vem dos proprietários, sócios e acionistas, com origem no patrimônio líquido e nos lucros gerados pela própria atividade. Ele não precisa ser devolvido, mas o fluxo de caixa é residual e a distribuição de resultados se dá por dividendos, com maior envolvimento dos sócios nas decisões.

Capital social

É o valor investido pelos sócios ou acionistas para formar e sustentar o capital da empresa, registrado no contrato social ou no estatuto. Ele compõe a primeira conta do patrimônio líquido e representa a parcela de recursos próprios que financia a operação e dá lastro ao negócio.

CAPM Capital Asset Pricing Model

O CAPM (Capital Asset Pricing Model) é o modelo que estima o retorno exigido pelo acionista somando à taxa livre de risco um prêmio pelo risco do ativo em relação ao mercado, medido pelo beta. Na gestão financeira, é uma das formas de estimar o custo do capital próprio que entra no WACC.

Captação de recursos

É o processo de obter capital para financiar as operações e o crescimento da empresa, seja como capital de giro, seja para expansão, via capital próprio (sócios e investidores) ou capital de terceiros (empréstimos e financiamentos). A escolha da forma de captação deve considerar a necessidade real, o custo e o perfil do negócio.

Carga tributária

Carga tributária é o peso total dos tributos sobre a empresa, somados todos os impostos e contribuições que ela paga. Para boa parte das empresas brasileiras, a carga tributária já representa mais de um terço dos custos.

Centro de custo

Centro de custo é uma unidade da empresa que consome recursos sem gerar receita direta: como o administrativo. Serve para atribuir responsabilidade e medir eficiência.

Centro de responsabilidade

É o modelo de gestão em que a empresa é dividida em unidades, cada uma com gestor responsável, objetivos próprios e poder de decisão sobre os recursos. Os centros são classificados pelo que controlam: custos, resultados, proveitos ou investimentos, o que aumenta a eficiência no controle de custos e a agilidade nas decisões.

Centro de resultado

É um recorte da empresa, como filial, linha de produto ou canal, que tem receita e custos próprios e, por isso, apura a própria margem. Ele revela onde o lucro nasce e onde se perde, acabando com a caixa-preta do consolidado e dando endereço às decisões, com base na margem de contribuição de cada parte.

CFO Chief Financial Officer (diretor financeiro)

O CFO, Chief Financial Officer ou diretor financeiro, é o executivo responsável pelas finanças da empresa: monitora o fluxo de caixa, o orçamento e o planejamento financeiro, controla metas e analisa riscos. Ele vai além do fechamento e dos relatórios, atuando como braço direito do CEO para manter a estrutura financeira alinhada à estratégia.

Churn

Churn é a taxa de clientes que cancelam um serviço recorrente em um período. Em negócios de assinatura, é o indicador que mais pesa no valor da carteira.

Ciclo financeiro

Ciclo financeiro é o tempo entre pagar os fornecedores e receber dos clientes. Quanto mais longo, mais capital de giro a operação exige.

Ciclo operacional

Ciclo operacional é o tempo entre a compra do estoque (ou o início do serviço) e o recebimento da venda. É a soma do prazo de estoque com o prazo de recebimento.

Ciclo orçamentário

É o período completo em que a empresa planeja, executa, acompanha e revisa o orçamento, das premissas à aprovação e ao acompanhamento do planejado versus realizado. O primeiro ciclo é o mais difícil, pois constrói do zero o processo, a linguagem e a cultura orçamentária

Cisão

A cisão é a operação societária em que uma empresa transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, novas ou já existentes (Lei 6.404/76, art. 229). Na cisão total, a versão de todo o patrimônio extingue a empresa cindida; na parcial, a cindida continua com o capital dividido.

Classificação automática de lançamentos

A classificação automática de lançamentos é o uso de regras ou de inteligência artificial para enquadrar cada lançamento na conta e no centro de resultado corretos a partir do histórico, no lugar da digitação manual.

Classificação contábil

É a organização dos registros da empresa em contas de ativo, passivo, receita e despesa, dando nome e natureza a cada movimentação. Com ela, todo evento, como compras, vendas e investimentos, é lançado corretamente nos livros contábeis e refletido no balanço patrimonial, permitindo análises confiáveis da saúde do negócio.

CNAE Classificação Nacional de Atividades Econômicas

A CNAE, Classificação Nacional de Atividades Econômicas, é a tabela de códigos que enquadra a atividade de cada empresa, organizada em divisões e grupos. Os códigos servem de critério para regras tributárias e fiscais, como o escalonamento do Bloco K do Sped e a definição de quais atividades podem entrar no Simples Nacional.

Cobertura de juros

A cobertura de juros mede quantas vezes o lucro operacional da empresa cobre os juros pagos sobre a dívida. Ela integra os indicadores de endividamento, que mostram o limite saudável da dívida pela relação com a geração de resultado.

Coligada

Coligada é a sociedade na qual a investidora tem influência significativa, isto é, participa das decisões financeiras e operacionais sem controlá-la.

Compensação tributária

A compensação tributária é o uso de um crédito que a empresa tem a recuperar para abater um tributo que ela deve. No ICMS, por exemplo, o imposto cobrado nas compras de mercadorias é abatido do imposto a recolher nas vendas.

Compliance

Compliance é o conjunto de práticas que mantém a empresa dentro das leis, normas e regras do próprio negócio. No financeiro, cobre obrigações fiscais, contratos e controles internos.

Compliance fiscal

É o conjunto de práticas para garantir que a empresa cumpra todas as obrigações tributárias dentro dos prazos e das regras, evitando multas e passivos ocultos. Na prática, exige um calendário de obrigações com responsável e lembrete, dados organizados e revisão periódica com o contador, tornando o imposto uma conta previsível.

Conciliação automática

A conciliação automática é a conciliação em que o sistema recebe o extrato bancário e casa sozinho os lançamentos da empresa com ele, deixando para a pessoa apenas as divergências. Ela troca a conferência linha a linha pela análise das exceções.

Conciliação bancária

É o processo de comparar os registros contábeis da empresa, como controle interno, balanço e fluxo de caixa, com os extratos bancários, garantindo que os saldos batam. A prática detecta fraudes e erros, assegura que pagamentos e recebimentos foram processados e fornece dados financeiros exatos para a tomada de decisão.

Conciliação contábil

É a comparação e conferência dos valores debitados e creditados nas contas da empresa, garantindo que os registros internos batam com os demonstrativos, como fluxo de caixa, folhas de pagamento, empréstimos e investimentos. O processo evita que erros passem despercebidos, assegura a precisão do balanço e ajuda a provar valores em auditorias.

Condição de pagamento

Condição de pagamento é o conjunto de termos combinados para pagar uma compra ou uma dívida, como o prazo, as parcelas e os juros. É um dos pontos que se avalia e se negocia ao escolher um fornecedor ou um crédito.

Conselho consultivo

O conselho consultivo é um grupo de conselheiros que aconselha a gestão com recomendações e pareceres, sem poder de voto nem de deliberação: a decisão final continua com os sócios e a diretoria.

Conselho fiscal

O conselho fiscal é um órgão previsto em lei, independente da diretoria, que fiscaliza a gestão, examina as demonstrações financeiras e denuncia erros e fraudes. O comitê de auditoria, subordinado ao conselho de administração, supervisiona a gestão e os processos internos para garantir transparência. Os dois são pilares da governança corporativa.

Consolidação

Consolidação é juntar as demonstrações de várias empresas de um grupo em uma só, eliminando as transações entre elas. O resultado mostra o grupo como se fosse uma única operação.

Contabilidade de custos

É o ramo da contabilidade que registra, mensura e analisa os custos de produção e de operação, alocando-os a produtos, serviços e departamentos. Ela fornece a base para precificar, apurar o custo do produto vendido e avaliar a eficiência dos processos, apoiando decisões de redução de custos e melhoria de resultados.

Contabilidade financeira

É o ramo da contabilidade voltado ao público externo, que elabora as demonstrações financeiras, como balanço patrimonial, DRE e DFC, para credores, acionistas, investidores e órgãos reguladores. Ela é obrigatória, segue normas legais e contábeis e retrata a posição financeira da empresa em um período passado, com base em transações históricas.

Contabilidade gerencial

É o ramo da contabilidade que serve aos gestores e administradores para a tomada de decisão, também chamado de contabilidade de gestão. Ela não se prende a requisitos legais: seleciona as informações realmente úteis, tem ênfase no futuro, usa dados monetários e não monetários e gera relatórios no formato e na frequência que a administração precisa.

Contabilidade societária

É o ramo da contabilidade que segue as normas legais e societárias, em especial a Lei das Sociedades por Ações e os pronunciamentos do CPC, para registrar e divulgar as demonstrações contábeis. Ela tem caráter obrigatório e atende acionistas, investidores e órgãos reguladores, com foco na transparência das informações.

Contabilidade tributária

É a vertente da contabilidade responsável pela administração dos tributos da empresa, também conhecida como área fiscal ou área tributária. Ela apura impostos, calcula a carga tributária e orienta o cumprimento das obrigações fiscais, alimentando o planejamento tributário e o compliance fiscal.

Contas a pagar

Contas a pagar são as obrigações da empresa com fornecedores e prestadores de serviço. Gerir bem o contas a pagar é pagar no prazo certo sem quebrar o caixa.

Contas a receber

Contas a receber são os valores que os clientes devem à empresa por vendas a prazo. É o ativo que vira caixa quando o cliente paga.

Contingenciamento

Contingenciamento é a retenção de parte do orçamento previsto, que fica bloqueada ou reservada até que se saiba se a receita e os riscos permitem gastar. No governo, bloqueia despesas já orçadas; na empresa, reserva caixa para as ameaças que a análise do cenário apontou.

Contrato de mútuo

O contrato de mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis, como o dinheiro, em que quem recebe (o mutuário) se obriga a devolver a quem emprestou (o mutuante) coisas do mesmo gênero, qualidade e quantidade, conforme o art. 586 do Código Civil.

Contrato social

O contrato social é o ato constitutivo da sociedade limitada (Ltda.): o documento em que ficam registradas a participação de cada sócio no capital social e as regras que valem entre eles, como a divisão dos lucros e a saída de um sócio. Mudanças nessas regras passam por alteração do contrato.

Contribuinte

Contribuinte é a pessoa, física ou jurídica, que tem relação direta com o fato gerador de um tributo e por isso responde pelo seu pagamento. No ICMS, por exemplo, é quem realiza operações de circulação de mercadorias, com frequência ou em volume que caracterize atividade comercial.

Controlada

É a empresa na qual outra companhia, a controladora, detém participação que garante o poder de decisão, normalmente pela maioria das ações ou cotas com direito a voto. A controlada compõe o grupo econômico junto da controladora e entra na consolidação das demonstrações contábeis do grupo.

Controladoria

Controladoria é a área que produz a informação financeira e gerencial para a empresa decidir. Ela cuida de orçamento, indicadores, custos e do fechamento.

Controle interno

É o conjunto de métodos e medidas coordenados para proteger os ativos da empresa, garantir a exatidão dos dados contábeis, promover eficiência e assegurar o cumprimento de leis e normas. Na prática, envolve segregação de funções, autorizações, procedimentos documentados e revisões periódicas, prevenindo fraudes e erros e dando confiança às informações financeiras.

Controle orçamentário

É o processo, geralmente mensal, de acompanhar o resultado financeiro planejado versus realizado, comparando o orçamento aprovado com o que de fato aconteceu, por responsável e compromisso. Ele tira o plano do papel, identifica desvios, gera aprendizado com o uso de técnicas como FCA e apoia a melhoria contínua dos resultados.

Controller

O controller é o profissional de controladoria que faz a ponte entre a diretoria e os gestores: levanta, consolida e analisa as informações financeiras, prepara relatórios e indicadores e traduz os números em decisões. Além de cuidar do orçamento e do acompanhamento, ele engaja os gestores no processo, define premissas de forma colaborativa e forma líderes financeiramente conscientes.

Correção monetária

Correção monetária é a atualização de um valor por um índice de preços, como o IPCA ou o IGP-M, para que ele não perca poder de compra com a inflação. Aparece em contratos, em orçamentos que crescem pelo histórico e em dívidas em atraso.

Covenants (financeiros)

Covenants financeiros são cláusulas contratuais, também chamadas de pactos ou garantias financeiras, que estabelecem condições e restrições que a empresa deve cumprir ao tomar crédito, como limites de endividamento, níveis mínimos de liquidez e manutenção de rentabilidade. Eles funcionam como camada adicional de proteção para o credor e termômetro da saúde financeira do negócio.

CPC Comitê de Pronunciamentos Contábeis

O CPC, Comitê de Pronunciamentos Contábeis, é o órgão brasileiro criado para estudar, preparar e emitir pronunciamentos técnicos sobre os procedimentos contábeis, centralizando e uniformizando as normas. Ele adapta as IFRS, normas internacionais de contabilidade, à realidade brasileira, promovendo a convergência e a transparência das demonstrações contábeis.

CPM Corporate Performance Management.

CPM é a disciplina de gerir o desempenho corporativo: planejar, acompanhar e corrigir metas financeiras e operacionais. É o guarda-chuva do FP&A.

Crédito de ICMS

O crédito de ICMS é o valor do imposto cobrado nas compras de mercadorias que a empresa, ao apurar o ICMS por débito e crédito, pode abater do imposto devido nas vendas. Ele existe porque o ICMS é não cumulativo.

Crédito de PIS e COFINS

O crédito de PIS e Cofins é o valor que a empresa sujeita ao regime não cumulativo desconta da contribuição devida sobre o faturamento, por causa de compras e despesas que a lei permite, como bens para revenda, insumos e energia elétrica.

Crédito rotativo

Crédito rotativo é a linha de crédito em que a empresa usa o dinheiro conforme a necessidade, dentro de um limite aprovado pela instituição financeira, e paga apenas pelo valor que usou.

Crédito tributário

É o valor que a empresa pagou a mais em impostos e tem o direito de recuperar ou abater de tributos futuros. Ele surge quando há imposto pago indevidamente, quando a lei permite descontar tributos já recolhidos em etapas anteriores ou quando a cobrança foi maior que a devida, e recuperá-lo traz dinheiro de volta ao caixa.

CSC Centro de Serviços Compartilhados

O centro de serviços compartilhados, ou CSC, é uma unidade que centraliza atividades comuns da empresa, como TI, marketing, contabilidade e RH, que antes ficavam espalhadas pelas filiais. O objetivo é reduzir custos, concentrar o know-how e reduzir a necessidade de rateios, permitindo que cada unidade de negócio analise o próprio resultado sem distorções.

CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

A CSLL é um tributo federal que incide sobre todas as pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil e destina-se a financiar a Seguridade Social, com aposentadoria, saúde e seguro-desemprego. A apuração acompanha o regime do Imposto de Renda escolhido pela empresa, como lucro real, lucro presumido ou Simples Nacional

Cultura orçamentária

A cultura orçamentária é a prática do orçamento enraizada em toda a empresa, e não apenas no departamento financeiro. Ela existe quando o orçamento é respeitado por todas as áreas e serve de balizador para as decisões, limitando gastos desenfreados e antecipando imprevistos no caixa.

Curva ABC

Curva ABC classifica itens por relevância: A são os poucos que concentram a maior parte do valor, C são os muitos de pouco peso. Serve para priorizar gestão de estoque e de clientes.

Custeio por absorção

O custeio por absorção debita ao custo dos produtos vendidos todos os custos da área de fabricação, sejam diretos ou indiretos, fixos ou variáveis. Para usá-lo bem é essencial distinguir custos de despesas, deixando de fora do custo os gastos administrativos, comerciais e financeiros.

Custeio variável

O custeio variável apropria aos produtos apenas os custos variáveis de fabricação, tratando os custos fixos como despesas do período. Por sua simplicidade, é um dos métodos mais usados e alimenta a margem de contribuição, base das decisões de preço e de mix de produtos.

Custo de capital

O custo de capital é o retorno mínimo exigido por credores e acionistas para que um investimento no negócio seja viável. Ele compara o capital próprio, remunerado por dividendos, e o capital de terceiros, remunerado por juros, e orienta a decisão sobre a estrutura de capital da empresa.

Custo de oportunidade

Custo de oportunidade é o retorno que você deixa de ganhar ao escolher uma alternativa em vez de outra. Toda decisão de investimento tem esse custo embutido.

Custo de produção

O custo de produção reúne os desembolsos necessários para fabricar um produto ou prestar um serviço, como matéria-prima, mão de obra e gastos gerais de fabricação. Ele não inclui as despesas administrativas e comerciais, que não estão ligadas à fabricação.

Custo de reposição

O custo de reposição é o que a empresa gasta para pôr algo no lugar do que saiu ou se desgastou: um cliente que cancela, um colaborador que deixa a equipe ou um ativo que precisa ser substituído.

Custo fixo

Custo fixo é o custo que não varia com o volume produzido ou vendido: aluguel, salários, software. Ele existe mesmo se a empresa não vender nada.

Custo histórico

O custo histórico é o critério que registra um ativo pelo valor pago na aquisição, sem acompanhar a variação do preço de mercado depois da compra. Por isso, com o tempo, o valor no balanço pode ficar bem diferente do valor atual do ativo.

Custo para servir

O custo para servir é tudo o que a empresa gasta para atender um cliente além do custo do produto: atendimento, frete, prazo concedido, devoluções e descontos. Ele varia muito de cliente para cliente, e a margem média esconde essa diferença, por isso medir por cliente revela quem drena lucro.

Custo por hora

O custo por hora é quanto custa à empresa cada hora efetivamente trabalhada: o gasto com as pessoas, com salário, encargos e benefícios, dividido pelo número de horas trabalhadas. Em quem vende serviço, o cálculo inclui também a parte da estrutura que sustenta o trabalho.

Custo total

Custo total é a soma de todos os custos de um produto, de um serviço ou de uma estrutura, os fixos e os variáveis, e não só o custo de entrada. É o número que se compara para saber quanto uma alternativa custa de verdade.

Custo unitário

Custo unitário é quanto custa cada unidade de um produto, mercadoria ou insumo. Na fábrica, no custeio por absorção, é o custo variável por unidade mais o custo fixo de produção rateado entre as unidades produzidas.

Custo variável

Custo variável é o custo que cresce com o volume produzido ou vendido: matéria-prima, comissão, frete. Sem venda, não existe.

Custos diretos e indiretos

Custos diretos são aqueles fáceis de atribuir ao produto, como matéria-prima e mão de obra direta, sem necessidade de rateio. Custos indiretos, como energia elétrica e aluguel da fábrica, exigem critérios de rateio para serem alocados a cada unidade produzida.

DAS Documento de Arrecadação do Simples Nacional

O DAS, Documento de Arrecadação do Simples Nacional, é a guia única em que as empresas optantes pelo Simples Nacional pagam, de uma só vez e com uma só data de vencimento, os tributos que o regime reúne. O valor é calculado no site do Simples Nacional e a guia é emitida todo mês.

Dashboard financeiro

O dashboard financeiro é um painel que representa visualmente as métricas e indicadores do desempenho financeiro, com dados em tempo real. Ele centraliza as informações em uma única tela, acelera a tomada de decisão baseada em dados e ajuda a acompanhar KPIs como fluxo de caixa, margem e lucratividade.

DCTF Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais

A DCTF, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, é a declaração mensal em que a empresa informa à Receita Federal os débitos e créditos de tributos federais. É uma das obrigações acessórias que a empresa cumpre ao lado do SPED.

Debêntures

Debêntures são títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas para captar recursos no mercado financeiro, sem diluir o controle acionário. O investidor empresta dinheiro à empresa e recebe juros em prazo previamente definido, e existem tipos como simples, conversíveis, incentivadas e perpétuas.

Deduções da receita

As deduções de vendas são os valores calculados sobre o faturamento bruto que ocorrem sempre que há uma venda, como impostos, comissões, fretes, embalagens e devoluções. Subtraindo as deduções do faturamento bruto chega-se à receita líquida da empresa.

Demonstrações contábeis

As demonstrações contábeis são os relatórios que apresentam a situação patrimonial e o resultado da empresa, como balanço patrimonial, DRE, fluxo de caixa, DMPL ou DLPA e DVA. Elas seguem o regime de competência e são essenciais para avaliar a saúde financeira do negócio e prestar contas aos interessados.

Depreciação

A depreciação é a redução do valor de bens tangíveis pelo desgaste por uso, ação da natureza ou obsolescência, como máquinas, veículos e edifícios. Provisionar a depreciação mensalmente evita sustos na reposição do ativo e reduz a base de cálculo de tributos como IRPJ e CSLL.

Depreciação acumulada

A depreciação acumulada é a soma da depreciação já reconhecida sobre um bem do ativo, registrada numa conta redutora que aparece como dedutor do ativo e reduz o seu valor contábil.

Derivativos

Derivativos são instrumentos financeiros cujo valor deriva de um ativo de referência, como moeda, juros, índices ou commodities. Eles são usados para proteção contra variações de preço, o hedge, e também para operações especulativas, e exigem planejamento e controle rigorosos.

Descasamento de prazos

O descasamento de prazos é a diferença entre quando o dinheiro entra e quando ele precisa sair: prazos de recebimento mais longos que os de pagamento, ou dívida de curto prazo financiando um ativo de longo prazo. Ele aperta o caixa mesmo quando o resultado do mês é positivo.

Desconto comercial

O desconto comercial é a redução que o vendedor concede sobre o preço de uma venda, por exemplo por volume ou por negociação, e que é deduzida da receita bruta para chegar à receita líquida.

Desconto de duplicatas

Desconto de duplicatas é a operação em que a empresa cede ao banco uma duplicata, o título de uma venda a prazo, e recebe o dinheiro antes do vencimento, menos uma taxa. Serve a quem já tem receita gerada e faturas em aberto e precisa do caixa antes do prazo de pagamento do cliente.

Despesa comercial

Despesa comercial é o gasto que sustenta o processo de venda antes, durante e depois do pedido do cliente. Ela é uma despesa operacional, ao lado das despesas administrativas, financeiras e tributárias, e não um custo do que se produz.

Despesa dedutível

A despesa dedutível é o gasto que a lei permite subtrair da receita para chegar ao lucro tributável, reduzindo o imposto sobre o lucro no regime do lucro real. São dedutíveis as despesas operacionais e necessárias às atividades da empresa.

Despesa financeira

Despesa financeira é o gasto com juros e encargos de empréstimos, financiamentos e outras obrigações com terceiros. Ela compõe o resultado financeiro da empresa e, quando alta, sinaliza dependência de capital de terceiros e pressiona o caixa.

Despesas fixas

Despesas fixas são as despesas administrativas e comerciais que não variam com a venda. Diferem do custo fixo porque não pertencem à produção.

Despesas variáveis

Despesas variáveis são as despesas que crescem com a venda: comissões, impostos sobre o faturamento, frete de entrega.

Desvio orçamentário

O desvio orçamentário é a diferença entre o valor planejado e o realizado em uma conta ou linha do orçamento. A análise da variação deve descer do número ao porquê e à ação, e a IA já aplica o método FCA, de fato, causa e ação, para explicar o desvio em segundos.

Diagnóstico financeiro

Diagnóstico financeiro é o levantamento da situação financeira da empresa, feito com os extratos bancários e as despesas organizadas por categoria, para identificar pontos de vazamento e medir o nível de maturidade da gestão. É uma etapa do planejamento estratégico e financeiro, antes de definir objetivos e orçamento.

Dias de caixa

Os dias de caixa indicam por quantos dias o caixa disponível sustenta as despesas atuais da empresa, ou seja, quanto tempo ela aguenta sem receita.

Diluição societária

A diluição societária é a redução do percentual de participação dos sócios atuais no capital da empresa quando entram novos sócios ou investidores, com a emissão de novas ações ou cotas. Ela acontece mesmo que ninguém venda nada: o número de partes cresce e a fatia de cada um diminui.

Direcionador de custo

O direcionador de custo é o fator que gera ou influencia o volume dos gastos de uma atividade, como o número de transações, as horas dedicadas ou o volume de documentos. Ele serve de critério para atribuir o custo a quem de fato o consome.

Dívida ativa

A dívida ativa é o registro oficial dos débitos com o governo, como tributos não pagos no prazo, que o poder público inscreve para cobrar. A inscrição restringe o acesso da empresa a crédito e pode levar a protesto, negativação no CNPJ, bloqueio de contas bancárias e execução fiscal.

Dívida líquida

A dívida líquida é o total que a empresa deve menos o caixa e as aplicações disponíveis: o que sobraria de dívida se o caixa fosse usado para quitar o que pode. Os indicadores de endividamento, como a dívida líquida sobre o EBITDA, a preferem à dívida bruta porque medem o endividamento de verdade.

Dívida líquida/EBITDA

A dívida líquida/EBITDA é a dívida líquida da empresa dividida pelo EBITDA e mostra quantos anos de resultado pagariam a dívida. É um dos principais indicadores de endividamento e um dos mais comuns nos covenants de crédito.

Dividendos

Dividendos são a parcela do lucro líquido distribuída aos sócios e acionistas, conforme decisão da assembleia. Na perspectiva do capital próprio, eles são a remuneração do acionista e representam o fluxo de caixa residual do negócio.

DLPA Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

A DLPA é a demonstração que evidencia a destinação do lucro líquido do exercício, como reservas, dividendos e aumento de capital. Ela mostra as alterações no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados e pode ser substituída pela DMPL, que já a engloba.

DMPL Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

A DMPL é o relatório contábil que apresenta todas as transações nas contas do patrimônio líquido, como capital social, reservas e prejuízos acumulados. Ela é obrigatória para companhias abertas, complementa o balanço patrimonial e engloba a DLPA.

Dono do orçamento

O dono do orçamento é quem responde pelos números e pelas metas de um orçamento e assume o que vai entregar. O financeiro conduz o processo, mas não é o dono: o plano pertence aos gestores que o construíram e que vão executá-lo.

Due diligence

Due diligence é a auditoria de um negócio antes de uma transação: compra, venda, fusão ou investimento. Ela confere números, contratos e riscos.

Duplicata escritural

A duplicata escritural é o título de crédito emitido e mantido exclusivamente em meio eletrônico para formalizar vendas a prazo, instituído pela Lei 13.775 de 2018. O registro em escrituradoras autorizadas pelo Banco Central traz rastreabilidade e abre a negociação dos recebíveis para mais instituições financeiras.

Earn-out

Earn-out é a cláusula contratual que adia parte do preço de aquisição de uma empresa, vinculando o valor ao atingimento de metas de desempenho futuro, como faturamento ou EBITDA. Premissas conservadoras e histórico de planejado contra realizado protegem o vendedor de receber menos do que o preço acordado.

EBITDA ajustado

O EBITDA ajustado é o EBITDA depois de retirar eventos que a empresa considera não recorrentes. Ajustar um evento realmente extraordinário é legítimo, mas usar o ajuste para limpar despesas reais e recorrentes mascara o resultado.

Elisão fiscal

A elisão fiscal é a redução do imposto por meios legais: usar as opções que a lei oferece, decidindo antes do fato gerador e com transparência. É legítima e se distingue da evasão fiscal, que é sonegar e é crime.

Encargos trabalhistas

Encargos trabalhistas são os custos da contratação além do salário, como INSS, FGTS, férias, 13º salário e benefícios. Eles podem chegar a cerca de 68% do salário para empresas do lucro real e presumido e a 39% para o Simples Nacional, elevando muito o custo real de cada funcionário.

Endividamento

O endividamento mede o quanto a empresa depende de capital de terceiros para manter o negócio. Os principais indicadores são o índice de endividamento geral, que compara as dívidas com os ativos, e a composição do endividamento, que mostra a participação de curto e longo prazo nas dívidas.

ERP Enterprise Resource Planning (sistema de gestão integrada)

O ERP é o sistema de gestão integrada que centraliza as operações e os dados da empresa, de vendas e estoque ao financeiro. Quando conectado a uma ferramenta de BI, ele permite analisar a receita por composição, histórico e planejado contra realizado, sem exportar planilhas.

Erro contábil

O erro contábil é o registro incorreto ou a omissão de uma operação na contabilidade, como um erro de cálculo, o uso errado de uma política contábil ou um descuido, que faz as demonstrações da empresa não refletirem a realidade. Enquanto não é corrigido, o balanço e o DRE deixam de ser confiáveis para decidir.

Erro de previsão

O erro de previsão é a diferença entre o que a empresa estimou e o que de fato aconteceu, quando a causa é ter estimado errado e não uma mudança de mercado, uma falha de execução ou um evento externo.

Escrituração contábil

A escrituração contábil é o registro sistemático e cronológico das operações da empresa nos livros contábeis, seguindo o método das partidas dobradas. Ela é a base para a elaboração das demonstrações contábeis e para a apuração de tributos.

Escrituração fiscal

A escrituração fiscal é o registro dos documentos fiscais da empresa e das apurações de impostos nos livros e arquivos exigidos pelo fisco. No ICMS e no IPI, a versão digital é a Escrituração Fiscal Digital (EFD), também chamada de Sped Fiscal.

Estoque de segurança

O estoque de segurança é a reserva de mercadoria ou insumo que a empresa mantém, de forma planejada e calculada, para cobrir variações de demanda ou atrasos do fornecedor sem ficar sem produto para vender.

Estoque médio

Estoque médio é o valor do estoque que a empresa mantém, em média, durante um período, calculado como a média entre o estoque inicial e o estoque final. Entra no cálculo do giro de estoque e do prazo médio de estocagem.

Estoque parado

Estoque parado é a mercadoria ou insumo que fica sem giro por longo período, imobilizando capital de giro sem gerar retorno. Quanto mais dias a mercadoria fica parada, maior o capital imobilizado e o custo de oportunidade do negócio.

Estorno

O estorno é o lançamento que desfaz uma operação já registrada, como a de um serviço cancelado ou a de um produto devolvido, para que os livros voltem a refletir o que de fato aconteceu.

Estrutura de capital

É a forma como a empresa combina capital próprio e capital de terceiros para financiar suas operações e investimentos. A proporção entre as duas fontes define o custo de capital, o risco financeiro e a atratividade do negócio para investidores.

Estrutura de custos

Estrutura de custos é o conjunto de custos e despesas da empresa, com o peso de cada linha no total e a divisão entre fixos e variáveis. A estrutura de custos define quanto a empresa precisa vender para se pagar e quanto sobra a cada venda.

Evasão fiscal

A evasão fiscal é sonegar, esconder ou fraudar para não pagar o imposto devido, o que é crime. Ela é o oposto da elisão fiscal, que reduz a carga tributária usando as opções que a lei oferece.

Exaustão

A exaustão é a redução do valor de um ativo decorrente da exploração de recursos naturais esgotáveis, como florestas, jazidas de metais, canaviais e reservas de petróleo. Assim como a depreciação e a amortização, ela reconhece a perda de valor ao longo da vida útil do recurso. O valor deve ser provisionado mensalmente para repor o ativo no futuro.

Exercício social

O exercício social é o período, em regra de um ano, ao fim do qual a empresa apura o resultado e elabora as demonstrações financeiras; nas sociedades por ações, o estatuto fixa a data de término.

Extrato bancário

Extrato bancário é o relatório do banco com os saldos e as movimentações da conta da empresa no período. É a referência que se confere com o ERP e com os registros contábeis na conciliação.

Factoring (fomento comercial)

O factoring, também chamado de fomento mercantil ou comercial, é a atividade em que a empresa vende seus direitos de crédito, como faturas e contas a receber, a uma empresa de fomento. O factor compra os títulos à vista e faz a cobrança dos clientes, antecipando o caixa e melhorando a liquidez. A operação depende exclusivamente de recursos próprios e não é um empréstimo.

Faixa de faturamento

A faixa de faturamento é o intervalo de receita em que a empresa se enquadra. No Simples Nacional, a faixa e a atividade da empresa definem a alíquota dos tributos recolhidos na guia única.

Fato gerador

O fato gerador é o evento que dá origem a um registro ou a uma obrigação: na contabilidade, a venda, a compra ou o contrato cuja data define a competência de uma receita ou despesa, independentemente do pagamento. Na tributação, é a situação definida em lei como necessária e suficiente para que nasça a obrigação de pagar o tributo.

Fatura

Fatura é o documento em que o vendedor lista as mercadorias ou os serviços vendidos e o valor que o comprador deve pagar até o vencimento. O cartão corporativo também gera fatura: reúne as despesas do período em um só documento.

FCA Fato, Causa e Ação. Metodologia Treasy.

FCA é a metodologia Treasy de análise de desvios orçamentários: registre o fato, investigue a causa e defina a ação corretiva. É assim que a análise de orçamento vira decisão.

FCL Fluxo de Caixa Livre

O fluxo de caixa livre (FCL) é a quantidade de dinheiro que sobra na empresa depois que todos os gastos foram pagos, representando o caixa disponível para acionistas e novos investimentos. Ele é considerado o valor atual da empresa em dinheiro e um dos principais insumos do valuation. Um FCL positivo e recorrente abre opções como expansão, investimentos e dividendos.

Fechamento

Fechamento é o processo de encerrar as contas do período: conciliações, provisões e apuração do resultado. O fechamento rápido e confiável é a base de qualquer gestão financeira.

FIDC Fundo de Investimento em Direitos Creditórios

O FIDC, sigla de Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, é o fundo que usa os recebíveis para lastrear a aplicação que oferece e que antecipa recursos às empresas que vendem a prazo, ao lado de bancos e factorings.

Fluxo de caixa

Fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de dinheiro da empresa em um período. É diferente de lucro: empresa lucrativa pode quebrar por falta de caixa.

Fluxo de caixa de financiamento

O fluxo de caixa de financiamento é a parte da Demonstração do Fluxo de Caixa que mostra de onde a empresa obtém seus fundos: o investimento dos proprietários, os empréstimos e outras dívidas. Ele registra também o que sai para amortizar as dívidas e distribuir lucros.

Fluxo de caixa de investimento

Fluxo de caixa de investimento é a parte da demonstração do fluxo de caixa que reúne as entradas e saídas ligadas às atividades de investimento, onde a empresa coloca seu dinheiro para obter retorno de longo prazo. É uma das três categorias em que a demonstração divide os fluxos, ao lado das atividades operacionais e de financiamento.

Fluxo de caixa direto e indireto

O fluxo de caixa direto e o indireto são dois métodos para apresentar a mesma movimentação de caixa do período. O direto lista explicitamente as entradas e saídas de dinheiro, ideal para a gestão operacional do dia a dia. O indireto parte do lucro contábil e o ajusta até chegar ao caixa, revelando por que o lucro não é o caixa.

Fluxo de caixa operacional

O fluxo de caixa operacional (FCO) mostra quanto dinheiro entrou ou saiu das contas da empresa em suas atividades operacionais durante um período. Ele considera apenas as movimentações do negócio principal, como recebimentos de vendas, pagamentos a fornecedores, salários e despesas operacionais. Por isso, está mais ligado à liquidez do que à lucratividade.

Fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa projetado é a estimativa das entradas e saídas de dinheiro esperadas para os próximos períodos, baseada em prazos reais de recebimento e pagamento. Ele nunca bate exatamente com o realizado, e é justamente a comparação entre projetado e realizado que revela os desvios a tempo. Acompanhar essa diferença permite calibrar a projeção e evitar apertos de caixa.

Fontes de financiamento

Fontes de financiamento são as origens do dinheiro que a empresa usa para sustentar a operação e os investimentos. As principais são o capital dos sócios e acionistas, os empréstimos e financiamentos, e o caixa que a própria operação libera.

Forecast

Forecast é a projeção revisada do resultado do período, atualizada com o que de fato aconteceu. Diferente do orçamento, que é a meta original, o forecast diz onde você vai chegar.

FP&A Financial Planning & Analysis (Planejamento e Análise Financeira)

O FP&A, Financial Planning & Analysis, é a função de Planejamento e Análise Financeira que conecta planejamento, orçamento, previsão e análise de desempenho para apoiar as decisões da diretoria. Com a automação das planilhas, o valor do profissional migra do cálculo para a interpretação e a comunicação dos números. É o caminho que leva do analista ao controller e ao CFO.

Fundo de investimento

Fundo de investimento é uma comunhão de recursos de vários investidores, constituída como condomínio de natureza especial e destinada a aplicar em ativos financeiros, bens e direitos (Código Civil, art. 1.368-C). Para a empresa, pode ser o destino do caixa excedente, cujo retorno entra no custo de oportunidade, ou a fonte de capital, como nos fundos de Venture Capital e Private Equity.

Garantia real

A garantia real é o bem, como um imóvel ou uma máquina, que o devedor vincula ao pagamento de uma dívida, de modo que o credor pode executá-lo se a obrigação não for paga. Difere da garantia pessoal, como a fiança dos sócios, em que responde o patrimônio de uma pessoa e não um bem determinado.

Gestão de caixa

A gestão de caixa é a administração do fluxo de caixa para garantir que a empresa tenha dinheiro disponível para cumprir suas obrigações e, ao mesmo tempo, maximize a rentabilidade e a liquidez. Ela envolve projetar entradas e saídas, controlar os saldos e antecipar problemas de solvência antes que eles virem crise. Uma boa gestão de caixa é a base da estabilidade financeira do negócio.

Gestão de estoques

A gestão de estoques é o conjunto de práticas para controlar a entrada e a saída de produtos, garantindo que a empresa tenha mercadoria para vender sem acumular excessos. Feita corretamente, ela reduz custos com desperdícios e mercadorias paradas e aumenta a lucratividade. Também dá visibilidade sobre quais produtos têm maior demanda e quais ficam empacados nas prateleiras.

Gestão de riscos

Gestão de riscos é identificar, medir e tratar o que pode desviar a empresa do resultado: riscos de mercado, crédito, operação. É decidir com a incerteza declarada.

Giro de estoque

O giro de estoque é o indicador que mede a rapidez com que o inventário da empresa é vendido e reposto em um período. Uma rotatividade alta indica produto com boa demanda, enquanto uma rotatividade baixa pode sinalizar baixa procura ou excesso de mercadoria parada. Ele é essencial para avaliar a eficiência da gestão de estoques e da cadeia de suprimentos.

Giro do ativo

O giro do ativo é o indicador que compara a receita líquida da empresa com o seu ativo total médio e mostra a eficiência com que ela usa os ativos para gerar vendas. Quanto maior o giro, mais eficiente é o uso do ativo.

Glosa

Glosa é a parte de uma conta que o pagador, como um convênio de saúde ou uma seguradora, se recusa a pagar. Para quem prestou o serviço, é receita faturada que vira prejuízo e não chega ao caixa.

GMD Gerenciamento Matricial de Despesas

O GMD, Gerenciamento Matricial de Despesas, é uma metodologia de controle orçamentário que divide as despesas em entidades e pacotes, cada um com um gestor responsável. O controle cruzado entre quem pede e quem aprova melhora o resultado e engaja os gestores na busca por economia. É uma forma de orçamento descentralizado baseada em indicadores, não em parâmetros subjetivos.

GMV Gross Merchandise Volume (volume bruto de mercadorias)

O GMV, Gross Merchandise Volume, é a principal métrica de desempenho e valuation do e-commerce: ele mede o volume de transações, em valor, realizadas na plataforma em um período. Na prática, é o preço de venda multiplicado pela quantidade de itens vendidos, sem considerar descontos, devoluções e custos. Ele não deve ser avaliado sozinho, pois não reflete margem nem lucro.

Goodwill (ágio)

O goodwill, também chamado de ágio, é um ativo intangível que reflete o valor de uma empresa além dos seus ativos físicos e financeiros, como a força da marca e a lealdade dos clientes. Contabilmente, ele corresponde ao valor pago acima do valor dos ativos líquidos em uma aquisição. Ele não pode ser comprado ou vendido separadamente e pode existir indefinidamente.

Governança corporativa

A governança corporativa é o conjunto de boas práticas que orienta como as organizações devem operar, dentro dos princípios de eficiência, ética e transparência. Ela funciona como a espinha dorsal da empresa, garantindo que as decisões sejam tomadas no melhor interesse das partes interessadas. Fornece à alta gestão uma estrutura para planejar, controlar e prestar contas.

Governança financeira

Governança financeira é o conjunto de regras, controles e responsabilidades que garante que o dinheiro da empresa é gerido com transparência e prestação de contas.

Headcount

Headcount é o número de pessoas da empresa, geralmente medido por área ou por custo. É a base do orçamento de pessoal e de indicadores como receita por colaborador.

Hedge

Hedge é uma operação que protege a empresa contra variações de preço, câmbio ou juros. Você abre mão de parte do ganho para eliminar o risco de perda.

Holding

A holding é a empresa que controla as demais empresas de um grupo, detendo a participação societária delas. Ela existe para organizar o controle, a governança e, muitas vezes, o patrimônio do grupo. Gerir suas finanças exige consolidar o resultado das empresas, eliminando as transações internas para enxergar o que o grupo realmente ganhou com o mundo.

Hot money

Hot money é um empréstimo de curtíssimo prazo, geralmente de 1 a 29 dias, usado para cobrir necessidades imediatas de caixa da tesouraria. Ele resolve problemas pontuais com menos burocracia e liberação rápida, mas tem juros altos e prazos estreitos. Deve ser visto como solução emergencial, não como fonte frequente de capital.

IA Inteligência Artificial

A inteligência artificial aplicada a finanças usa máquinas que aprendem com dados para automatizar tarefas repetitivas do financeiro, como conciliação, classificação de lançamentos, projeção de caixa e cobrança. Os melhores casos de uso atacam tarefas recorrentes, que consomem gente qualificada e têm dado disponível. O ganho aparece em tempo liberado e em decisões tomadas antes de o problema virar crise.

ICMS Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

O ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, é o tributo estadual que incide sobre a circulação de mercadorias e a prestação de serviços de transporte e comunicação. Ele é um dos principais impostos sobre vendas e aparece como dedução da receita nas empresas. No regime de substituição tributária, o recolhimento das operações seguintes é antecipado pelo substituto.

ICMS-ST Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços por Substituição Tributária

O ICMS-ST, ou substituição tributária, é o regime em que o imposto devido nas operações subsequentes é recolhido antecipadamente pelo substituto tributário, geralmente o fabricante ou importador. O cálculo usa a margem de valor agregada (MVA) para estimar o preço final ao consumidor, e o CEST identifica os produtos sujeitos ao regime. É um dos temas que mais geram erro, retrabalho e multa nas empresas.

IFRS International Financial Reporting Standards (normas internacionais de contabilidade)

As IFRS, International Financial Reporting Standards, são as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB que padronizam a elaboração das demonstrações financeiras. Elas garantem que os relatórios de empresas de países diferentes sejam consistentes, transparentes e comparáveis. No Brasil, elas são adotadas por meio dos pronunciamentos do CPC.

Imposto Seletivo

O Imposto Seletivo é um imposto federal criado pela reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023) para desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Seu objetivo é extrafiscal: regular o comportamento do consumo.

Impostos a recolher

Impostos a recolher são os tributos que a empresa gerou nas vendas do período, já descontados os créditos das compras quando o imposto permite, e ainda não pagou ao governo. Eles são obrigações da operação, ao lado de fornecedores a pagar, salários e provisões.

Impostos sobre vendas

Os impostos sobre vendas são os tributos que incidem sobre a receita de comercialização de produtos e serviços, como ICMS, ISS, PIS e COFINS. Na DRE, eles aparecem como deduções da receita bruta e reduzem o valor que sobra como receita líquida. Conhecê-los é essencial para precificar bem e projetar o resultado com precisão.

Inadimplência

A inadimplência é o não pagamento de uma obrigação dentro do prazo combinado, normalmente quando o cliente deixa de pagar uma venda a prazo. Ela transforma a carteira de contas a receber em uma fila de cobrança e afeta diretamente o fluxo de caixa e os prazos médios de recebimento. Cobrar bem, priorizando por valor, atraso e histórico, reduz a inadimplência e antecipa o caixa.

Incentivos fiscais

Os incentivos fiscais são benefícios concedidos pela administração pública, nas esferas federal, estadual ou municipal, para estimular setores e atividades econômicas. Eles funcionam pela redução de alíquotas, isenção ou compensação de tributos como IRPJ, ICMS e IPI. Aproveitá-los de forma legal é uma forma de reduzir a carga tributária da empresa.

Incorporação (de sociedades)

Incorporação é a operação societária em que uma empresa, a incorporadora, absorve outra, a incorporada, que deixa de existir como pessoa jurídica. A incorporadora sucede a incorporada em direitos e obrigações.

Indicadores

Indicadores são medidas que resumem o desempenho da empresa: financeiros ou operacionais. Eles transformam o acompanhamento do negócio em números comparáveis.

Indicadores lead e lag

Os indicadores lag são indicadores de resultado, que medem o desempenho já ocorrido e são fáceis de medir, mas difíceis de influenciar. Os indicadores lead são direcionadores ou indicadores de tendência, difíceis de medir e fáceis de influenciar, e ajudam a prever o resultado futuro. A gestão madura usa os dois em conjunto.

Inflação e indexadores

A inflação é o aumento generalizado e contínuo dos preços, que corrói a margem de quem não reajusta o preço na mesma velocidade dos custos. Indexadores como o IPCA e o IGP-M medem essa variação e são usados para corrigir contratos, aluguéis e preços. Para proteger o lucro, o reajuste deve repor a inflação dos custos reais da sua empresa, não só o índice oficial, e preservar a margem percentual.

Insolvência

Insolvência é a situação em que a empresa não consegue mais pagar as suas dívidas. É o risco que a administração do caixa procura evitar, e a falência de uma sociedade limitada atesta a condição de insolvência.

Instrumento financeiro

Instrumento financeiro é qualquer contrato que cria, ao mesmo tempo, um ativo financeiro para uma das partes e um passivo financeiro ou um instrumento de capital para a outra. O CDB, o empréstimo e os derivativos são exemplos.

Integração contábil

Integração contábil é a troca organizada de informações entre o sistema financeiro da empresa e a contabilidade. Quanto mais organizada, menos retrabalho e mais agilidade no fechamento das obrigações fiscais.

Integralização de capital

Integralização de capital é a entrega à sociedade, em dinheiro ou em bens, do valor das quotas ou ações que o sócio subscreveu. Enquanto não é integralizado, o capital subscrito é só uma promessa registrada no contrato ou no estatuto.

Inventário

O inventário é o levantamento completo e detalhado dos bens, direitos e obrigações da empresa em determinado momento, item a item. No estoque, o inventário físico é a contagem do que existe numa data, para conferir com o saldo registrado.

Investidor-anjo

O investidor-anjo é a pessoa física que aplica o próprio capital em empresas nascentes com alto potencial de crescimento, na expectativa de um alto retorno. Além do dinheiro, o melhor deles leva à empresa experiência, conhecimento e contatos de mercado.

IOF Imposto sobre Operações Financeiras

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um imposto federal que incide sobre operações de crédito, câmbio, seguro e títulos e valores mobiliários, conforme o artigo 153, inciso V, da Constituição. Para a empresa, vira custo financeiro cobrado na própria operação, como no empréstimo de Hot Money e no fechamento de câmbio.

IPI Imposto sobre Produtos Industrializados

O IPI é o Imposto sobre Produtos Industrializados, tributo federal que incide sobre produtos industrializados no Brasil. Ele é cobrado na saída do produto do estabelecimento industrial e integra o custo de aquisição de quem compra. A alíquota varia conforme a classificação fiscal de cada mercadoria.

IPO Initial Public Offering (oferta pública inicial)

IPO é a sigla de Initial Public Offering, a oferta pública inicial em que a empresa coloca suas ações à venda pela primeira vez na bolsa de valores. É a abertura de capital, que expande o grupo de acionistas e costuma ter como principal objetivo captar recursos para crescer ou reduzir dívidas. O processo é longo, exige demonstrações auditadas e controles internos maduros, e muda para sempre a relação da empresa com o mercado.

IPTU Imposto Predial e Territorial Urbano

O IPTU, Imposto Predial e Territorial Urbano, é o imposto que o município cobra do proprietário de imóvel na área urbana. Pago conforme a lei, é definitivo: não gera crédito nem direito a recuperação.

IRPJ Imposto de Renda Pessoa Jurídica

O IRPJ é o Imposto de Renda Pessoa Jurídica, tributo federal pago pelas empresas domiciliadas no Brasil e que possuem CNPJ. Ele incide sobre o lucro apurado pela empresa, conforme o regime de tributação adotado: Simples Nacional, Lucro Real, Lucro Presumido ou Lucro Arbitrado. A apuração costuma ser trimestral, com alíquota de 15% sobre o lucro e adicional de 10% sobre o valor que exceder R$ 20 mil por mês.

Isenção tributária

Isenção tributária é a dispensa do pagamento de um tributo concedida por lei, em casos e condições que ela especifica. Quem se enquadra e cumpre os requisitos deixa de recolher o imposto naquele caso, enquanto os demais continuam pagando.

ISS Imposto sobre Serviços

O ISS é o Imposto sobre Serviços, tributo de competência municipal que incide sobre a prestação de serviços, como consultorias, tecnologia e serviços profissionais. Cada município define sua alíquota, que costuma variar entre 2% e 5%. Ele é um dos impostos que pesam na formação de preço de quem vende serviços.

IVA Imposto sobre Valor Agregado

O IVA, Imposto sobre Valor Agregado, é o imposto sobre o consumo em que cada empresa recolhe apenas sobre o que agrega, descontando o imposto pago na etapa anterior da cadeia. No Brasil, a reforma tributária o adota em formato dual, com a CBS federal e o IBS de estados e municípios, que substituem gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS.

JCP Juros sobre Capital Próprio

Os juros sobre capital próprio (JCP) são a remuneração que a empresa paga aos sócios pelo capital que eles investiram nela. Na empresa tributada pelo lucro real, os JCP podem ser deduzidos no cálculo do IRPJ e da CSLL, dentro dos limites da lei.

Joint venture

Joint venture é uma associação econômica entre duas ou mais empresas que reúnem recursos para realizar uma tarefa específica por um período determinado. Nesse acordo, são compartilhados benefícios, custos, riscos e prejuízos, e as empresas continuam existindo separadamente. Ela pode ser contratual, sem criar nova empresa, ou societária, com a criação de uma nova personalidade jurídica.

Juros compostos

Juros compostos são os juros calculados sobre o capital inicial mais os juros já acumulados, por isso chamados de juros sobre juros. Nos juros simples, o percentual incide apenas sobre o capital inicial.

Juros de mora

Juros de mora são o encargo cobrado sobre uma obrigação paga depois do vencimento, em percentual do valor devido e na proporção do tempo de atraso. Eles valem para dívidas de contrato, como empréstimo e financiamento, e para tributos pagos em atraso, e vêm somados à multa.

Juros simples

Juros simples são o regime de juros em que a taxa incide apenas sobre o valor inicial emprestado ou aplicado, sem formar juros sobre os juros de cada período.

Juros (taxa de juros)

Juros são o valor pago pelo uso de dinheiro emprestado, como em empréstimos e financiamentos, e a taxa de juros é o percentual que mede esse custo sobre o capital tomado.

KRI Key Risk Indicators (indicadores-chave de risco)

KRI é a sigla de Key Risk Indicators, os indicadores-chave de risco que medem o potencial de exposição da organização a um determinado risco. Com eles, gestores, diretores e conselheiros monitoram o nível de risco de uma área ou de toda a empresa e sinalizam a necessidade de ações. Enquanto os KPIs mostram o progresso em direção às metas, os KRIs ajudam a entender as mudanças no perfil de risco que podem atrapalhar esses objetivos.

LAIR Lucro Antes do Imposto de Renda

O LAIR (Lucro Antes do Imposto de Renda) é o resultado da empresa depois dos custos, das despesas e dos juros, mas antes do imposto de renda. Na Demonstração do Resultado, o LAIR é o denominador do Grau de Alavancagem Financeira, que divide o LAJIR, o lucro antes dos juros e do imposto de renda, por ele.

LALUR Livro de Apuração do Lucro Real

O LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real) é o livro em que a empresa tributada pelo Lucro Real registra as adições e exclusões exigidas pelo fisco, para ajustar o resultado da contabilidade e chegar à base de cálculo do IRPJ.

Lançamento contábil

Lançamento contábil é o registro de um fato contábil nos livros da empresa, feito em partidas de débito e crédito com base em um documento comprobatório. É a unidade da escrituração que alimenta o plano de contas e, somada aos demais lançamentos, permite apurar o resultado e montar as demonstrações contábeis. Cada lançamento deve informar data, contas envolvidas, histórico e valor.

Leasing

O arrendamento mercantil, também conhecido como leasing, é um contrato em que a empresa aluga um bem, como veículos, máquinas e equipamentos, com opção de compra ao final do período. Ele é uma alternativa ao financiamento tradicional para adquirir ativos sem desembolsar o valor integral à vista. Durante o contrato, a empresa usa o bem pagando as contraprestações previstas.

Limite de crédito

Limite de crédito é o valor máximo de crédito que se concede a um tomador: o que a empresa aceita ter a receber de cada cliente numa venda a prazo ou o que o banco libera à empresa, em geral pelo faturamento. O limite controla a exposição ao risco de quem concede o crédito.

Linha de base

A linha de base é o ponto de referência fixado de antemão, como o histórico do mesmo período, um valor calculado ou o plano estabelecido, contra o qual a empresa compara o que acontece depois. Ela mostra se um resultado está acima ou abaixo do esperado.

Linha de crédito

Linha de crédito é a modalidade de financiamento oferecida por bancos e pelo BNDES para a empresa cobrir o capital de giro ou investir, com taxa, prazo e finalidade definidos. Faturamento consistente e caixa positivo facilitam o acesso à linha de crédito.

Liquidez

Liquidez é a capacidade da empresa de pagar suas obrigações no curto prazo. Os índices de liquidez comparam o que vira caixa rápido com o que vence rápido.

Livro razão

O livro razão é o livro contábil em que os lançamentos da empresa ficam registrados conta a conta, e o conjunto deles alimenta o balanço e o resultado. É um dos livros que o SPED Contábil transmite, ao lado do livro diário.

Lucratividade

Lucratividade é o lucro líquido dividido pela receita: quanto da venda vira lucro. Diferente da rentabilidade, que mede o retorno sobre o investimento.

Lucro arbitrado

O lucro arbitrado é a forma de apurar o IRPJ e a CSLL em que a autoridade tributária fixa o lucro da empresa, quando ela deixa de cumprir as obrigações exigidas para determinar o lucro real ou presumido. É um dos quatro regimes de tributação do Brasil, ao lado do Simples Nacional, do Lucro Real e do Lucro Presumido.

Lucro bruto

Lucro bruto é a receita menos os custos do que foi vendido (CMV, CPV ou CSV). É o primeiro resultado do DRE e a base da margem bruta.

Lucro líquido

Lucro líquido é o resultado final do DRE, depois de custos, despesas, juros e impostos. É o valor que pertence aos sócios.

Lucro operacional

Lucro operacional é o resultado das operações da empresa, antes de receitas e despesas financeiras e de impostos. É o lucro da atividade principal.

Lucro presumido

Lucro presumido é um regime de tributação em que o lucro é estimado por percentuais fixos sobre a receita, definidos pela Receita Federal conforme a atividade. Sobre esse lucro presumido incidem o IRPJ de 15% e a CSLL de 9%, além de PIS e Cofins sobre o faturamento. É opção para empresas com faturamento de até R$ 78 milhões por ano, com menos obrigações contábeis que o Lucro Real.

Lucro real

Lucro real é o regime de tributação em que o imposto incide sobre o lucro efetivamente apurado pela contabilidade, isto é, a receita menos os custos e as despesas dedutíveis do período. É obrigatório para bancos, corretoras e empresas com receita acima dos limites do Lucro Presumido, e exige escrituração contábil completa e em dia. Nele, o IRPJ é de 15% sobre o lucro, com adicional de 10% sobre o que exceder R$ 20 mil por mês, e PIS e Cofins têm alíquotas maiores, mas com dedução de despesas.

Lucro tributável

Lucro tributável é o valor sobre o qual a empresa calcula o IRPJ e a CSLL. No Lucro Real, é o lucro depois das despesas que a lei permite abater, como depreciação, juros de empréstimos e pró-labore; no Lucro Presumido, é um percentual do faturamento.

M&A Mergers & Acquisitions

Fusões e aquisições, ou M&A, é o termo geral que se refere à consolidação de empresas como parte da gestão estratégica. Na fusão, duas ou mais empresas se unem para formar uma nova sociedade, e na aquisição uma empresa compra o controle acionário de outra e a sucede em direitos e obrigações. O objetivo costuma ser ganho de mercado, sinergia e eficiência.

Mão de obra

Mão de obra é o trabalho humano empregado na produção de bens e serviços, e um dos principais componentes do custo da empresa. Ela se divide em direta, a que atua diretamente na fabricação do produto, e indireta, a de supervisão e apoio que não tem relação direta com o que é produzido. Projetar e acompanhar o custo da mão de obra é essencial para o orçamento e para a precificação.

Mapa estratégico

Mapa estratégico é a representação visual do planejamento estratégico da empresa, que traduz em uma imagem a missão, a visão e os objetivos que direcionam a organização. Ele permite que todas as equipes enxerguem como suas funções se ligam aos objetivos estratégicos e trabalhem em uma mesma direção. Costuma organizar os objetivos nas quatro perspectivas do Balanced Scorecard: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento.

Margem bruta

Margem bruta é o lucro bruto dividido pela receita: quanto sobra de cada venda depois do custo do que foi vendido. É o primeiro termômetro do modelo de negócio.

Margem de contribuição

Margem de contribuição é a receita menos os custos e despesas variáveis: quanto cada venda contribui para pagar os fixos e gerar lucro. É a régua do ponto de equilíbrio.

Margem de lucro

Margem de lucro é o nome genérico do lucro dividido pela receita, em porcentagem. Cada linha do DRE tem a sua: margem bruta, margem líquida e as intermediárias: e cada uma tem verbete próprio aqui no glossário.

Margem de segurança

Margem de segurança é a folga que a empresa tem entre o faturamento atual ou orçado e o ponto de equilíbrio. Ela mostra quanto as vendas podem cair antes de a empresa passar a operar com prejuízo, servindo de base para metas comerciais e para medir o risco de uma queda de demanda. Quanto maior a margem de segurança, mais protegida está a operação.

Margem EBITDA

A margem EBITDA é o EBITDA dividido pela receita líquida, em percentual. Ela mostra quanto de cada real de receita vira geração operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, e permite comparar empresas de portes e setores diferentes.

Margem líquida

Margem líquida é o lucro líquido dividido pela receita. Mostra quanto de cada real vendido sobra no fim da linha.

Margem operacional

A margem operacional é a parcela da receita que sobra depois de todas as despesas da operação. Ela mostra se a estrutura da empresa está sob controle, antes de chegar ao resultado líquido.

Markup

Markup é o multiplicador aplicado sobre o custo para chegar ao preço de venda, cobrindo despesas, impostos e margem. É cálculo de precificação, não de mercado.

Matemática financeira

Matemática financeira é a aplicação de métodos matemáticos a problemas financeiros, apoiada em estatística, probabilidade e teoria econômica. Ela dá respaldo a decisões como avaliar investimentos, calcular juros, definir preço de venda e escolher sistemas de amortização de financiamentos. Conceitos centrais são os juros simples e compostos e o valor do dinheiro no tempo.

Matéria-prima

Matéria-prima é o insumo básico que entra diretamente na fabricação de um produto e compõe o custo direto de produção. Junto com a mão de obra direta, ela forma o custo dos produtos vendidos e precisa ser projetada no orçamento de produção e de compras. Acompanhar preço e consumo de matéria-prima é essencial para proteger a margem.

Materialidade

Na metodologia Treasy, materialidade é o critério que define se um desvio entre o planejado e o realizado é relevante a ponto de justificar a abertura de um FCA. Um desvio é material quando passa de 10% do valor planejado, quando o valor absoluto ultrapassa um limite definido pela empresa ou quando um indicador estratégico sai da faixa de tolerância. Sem materialidade confirmada, o desvio não abre um FCA.

Matriz e filial

Matriz é a sede da empresa e filial é uma unidade operacional vinculada a ela, com CNPJ próprio. A relação entre matriz e filiais envolve decisões de centralização ou descentralização da gestão, consolidação dos resultados no orçamento e regras específicas de tributação. Organizar o plano de contas e os centros de custo por unidade ajuda a apurar o resultado de cada uma.

Maturidade da gestão financeira

A maturidade da gestão financeira é o grau em que a empresa transforma dados do financeiro em decisões deliberadas. A Treasy identificou cinco níveis que toda empresa percorre: controle financeiro, modelagem financeira, inteligência financeira, planejamento orçamentário e descentralização e colaboração. Saber em qual nível sua empresa está define qual deve ser o próximo passo, sem pular etapas.

MEI Microempreendedor Individual

O MEI é o Microempreendedor Individual, categoria criada para formalizar trabalhadores autônomos com faturamento limitado. O empreendedor paga um valor fixo mensal que reúne tributos e contribuições previdenciárias em uma guia única. É a porta de entrada de muitos negócios para a gestão financeira organizada, com contas próprias e controle de receitas e despesas.

Mercado de capitais

Mercado de capitais é o ambiente em que as empresas buscam recursos com investidores e em que as ações das sociedades anônimas de capital aberto são negociadas, na bolsa de valores ou no mercado de balcão. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) atua nesse mercado.

Metas orçamentárias

Metas orçamentárias são o desdobramento da estratégia em números: para cada objetivo estratégico e indicador, define-se uma meta que orienta as áreas. O orçamento é a projeção dessas metas, mostrando o caminho para atingir os objetivos financeiros da empresa. Elas não são imutáveis, e as revisões orçamentárias servem para ajustá-las à realidade dos cenários.

Métricas SaaS

Bookings, revenues e billings são três métricas de receita recorrente que medem momentos diferentes do contrato SaaS. Bookings é o valor total dos contratos fechados no período; revenues é a parcela reconhecida como receita conforme o serviço é prestado, mês a mês; e billings é o valor efetivamente cobrado do cliente. Entender a diferença entre elas evita distorções no orçamento e no fluxo de caixa de quem vende planos anuais antecipados.

Microcrédito

O microcrédito é a linha de crédito de valor reduzido destinada a microempreendedores, formais e informais, para financiar o próprio negócio, como a compra de materiais e equipamentos.

Modelagem financeira

Modelagem financeira é a representação da empresa sob a perspectiva financeira: desenhar a estrutura de como ela movimenta os recursos econômicos e financeiros para alcançar seus objetivos. Na metodologia Treasy, ela é o ponto de partida do processo de planejamento e orçamento, e envolve definir as estruturas de receita, o plano de contas gerencial e os centros de custo. Uma boa modelagem permite projetar resultados com previsibilidade e enxergar o desvio entre o planejado e o realizado.

Multa fiscal

A multa fiscal é a penalidade em dinheiro que o fisco aplica à empresa que descumpre uma obrigação tributária, como errar o cálculo de um imposto ou informar um dado incorreto na nota fiscal. Ela é cobrada à parte do tributo e pode ocorrer mesmo sem intenção de burlar a lei.

Multa por atraso

Multa por atraso é a penalidade em dinheiro cobrada de quem deixa de cumprir uma obrigação no prazo, como pagar uma conta, recolher um tributo ou entregar uma declaração. Pode vir de um contrato ou da lei e, nos tributos, costuma vir somada aos juros de mora.

Múltiplo de EBITDA

O múltiplo de EBITDA é quantas vezes o EBITDA de uma empresa o mercado paga para avaliá-la, medido pela razão entre o valor da empresa (EV) e o EBITDA. É um dos múltiplos de mercado usados na avaliação de empresas, comum em fusões e aquisições.

Múltiplos de valuation

Múltiplos de valuation são indicadores que comparam o valor de uma empresa com o de outras do mercado, relacionando preço ou valor de mercado a métricas como lucro, EBITDA ou receita. Exemplos comuns são o EV/EBITDA e o preço sobre lucro, muito usados em processos de fusão e aquisição e na captação de investimento. A avaliação por múltiplos é um método relativo, que ganha qualidade quando combinado com a análise de fluxo de caixa e de cenários.

MVA Margem de Valor Agregado

A margem de valor agregado (MVA), também chamada de IVA ajustado, é o percentual que corrige a base de cálculo do ICMS-ST, a substituição tributária do ICMS. Ela entra no cálculo do imposto devido nas operações seguintes da cadeia, que o substituto tributário recolhe antecipadamente.

Não cumulatividade

A não cumulatividade é a regra pela qual o imposto de cada etapa da cadeia é compensado com o que já foi cobrado nas etapas anteriores, em vez de se acumular a cada venda. No ICMS ela é uma característica do imposto; no PIS e na Cofins, vale, em regra, para as empresas do Lucro Real.

Natureza contábil

Natureza contábil é a categoria que classifica cada lançamento da empresa, como aluguel, salários ou vendas, e a que cada conta do ERP é associada no sistema de FP&A pelo de-para. Cada natureza precisa estar vinculada ao centro responsável por ela.

NBC Normas Brasileiras de Contabilidade

As NBC, Normas Brasileiras de Contabilidade, são as normas editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade que orientam a elaboração das demonstrações contábeis e o trabalho de auditores e peritos no Brasil.

NCM Nomenclatura Comum do Mercosul

O NCM, Nomenclatura Comum do Mercosul, é um código de oito dígitos criado para identificar a natureza das mercadorias e incentivar o desenvolvimento do comércio internacional. Ele é informado na nota fiscal, junto com o CEST nas mercadorias sujeitas à substituição tributária.

Nota de crédito

A nota de crédito é o documento que a empresa emite para estornar uma venda ou um serviço já lançado, como quando o serviço é cancelado ou o produto é devolvido. Sem a nota e sem o estorno lançado, o título fica em aberto no sistema, porque a operação original não foi encerrada.

Notas explicativas

Notas explicativas são informações adicionais às demonstrações contábeis que esclarecem os principais eventos registrados no balanço, no DRE e no fluxo de caixa. Previstas na Lei das Sociedades Anônimas, elas detalham critérios de avaliação, políticas contábeis, ajustes e eventos relevantes, sem repetir o que já está nos relatórios. Elas ajudam investidores, controllers e auditores a avaliar a real situação financeira da empresa.

Obrigações fiscais

Obrigações fiscais são os deveres da empresa perante o fisco: pagar os tributos devidos e cumprir as obrigações acessórias, como declarações e registros. Elas são impostas pela União, pelos estados e pelos municípios.

Obrigações trabalhistas

As obrigações trabalhistas são os deveres, de pagar ou de fazer, que a empresa tem com quem trabalha para ela: a folha, os encargos e os benefícios, as informações enviadas ao governo e o que uma sentença ou um acordo impõem.

OBZ Orçamento Base Zero.

OBZ é o método que monta o orçamento do zero, justificando cada despesa, em vez de repetir o ano anterior. Ele corta o custo de manter o que não se questiona.

Ociosidade (custo da)

Ociosidade é a capacidade disponível que a empresa não utiliza: máquinas paradas, equipe sem produção e estrutura instalada sem aproveitamento. O custo da ociosidade é o custo fixo que se paga mesmo sem a produção correspondente, o que encarece o custo unitário de quem produz pouco. Enxergar esse custo permite decidir entre produzir mais, terceirizar ou cortar capacidade.

Opções (derivativos)

Opções são contratos derivativos que dão ao comprador o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo por um preço combinado até uma data futura. O comprador paga ao vendedor um prêmio pelo direito de exercer a opção.

Open finance

Open finance é o sistema de compartilhamento padronizado de dados e serviços financeiros entre instituições autorizadas pelo Banco Central, feito com o consentimento do cliente.

Orçamento base histórico

Orçamento base histórico é o método que usa os números realizados do período anterior como ponto de partida do orçamento seguinte, ajustando apenas o que muda. Sobre o histórico, aplicam-se os 3Cs: continuar o que se mantém, começar o que é novo e cessar o que para. É o caminho mais rápido para o primeiro orçamento, mas pode esconder ineficiências se o histórico for copiado sem análise linha a linha.

Orçamento de capital

Orçamento de capital é o plano de investimentos da empresa em ativos de longo prazo. É onde entram CAPEX, expansões e projetos avaliados por VPL e TIR.

Orçamento de despesas

O orçamento de despesas reúne todos os gastos necessários para manter a organização em funcionamento no período projetado, exceto os custos de produção. Ele compreende gastos de administração, despesas comerciais, despesas financeiras e despesas tributárias. Por serem, em geral, gastos fixos, a análise dos dados históricos é uma boa fonte para estimá-los.

Orçamento de investimentos

O orçamento de investimentos é a peça orçamentária que projeta os aportes em bens como máquinas, equipamentos, veículos e recursos de informática para manter ou ampliar o negócio. Cada investimento deve ser avaliado pelo desembolso financeiro e pelos ganhos que trará, como aumento da produção ou melhoria da produtividade. No Treasy, você detalha os investimentos por unidade de negócio e centro de resultado, e a vida útil de cada bem projeta automaticamente as depreciações.

Orçamento de pessoal

O orçamento de pessoal projeta o custo completo de ter as pessoas, do salário aos encargos sociais, benefícios, décimo terceiro, férias, dissídio e rescisões. Ele costuma ser a maior despesa da empresa e a mais mal projetada, porque quem olha só o salário subestima o custo real. Projete o quadro por função, ligado ao plano de crescimento, e distribua admissões e desligamentos ao longo do ano.

Orçamento de produção

O orçamento de produção projeta as necessidades de matéria-prima, insumos e mão de obra para fabricar o que sua empresa planeja vender. Ele começa listando os itens produtivos, passa pelos preços de compra e chega à composição de cada produto, a ficha técnica que mostra o quanto de cada insumo cada unidade consome. Com isso, você compra antecipadamente, negocia melhor e confere se a produção dá conta do volume de vendas.

Orçamento de vendas

O orçamento de vendas é a estimativa do montante de receitas que sua empresa espera receber em um período futuro, a partir da quantidade de produtos ou serviços que serão vendidos. Ele é a base de todas as demais projeções, pois alinha metas de produção, marketing e logística. Para montá-lo, defina os canais de distribuição, o mix de produtos, as quantidades e os preços de venda.

Orçamento descentralizado

No orçamento descentralizado, também chamado de colaborativo ou participativo, os gestores de cada área participam da definição das metas e dos números do próprio setor. Isso aproveita o conhecimento de quem vive a operação e cria compromisso com os resultados, mas exige cultura orçamentária madura e metas discutidas, nunca impostas.

Orçamento driver-based

O orçamento driver-based, ou por direcionadores, calcula cada número do orçamento a partir dos fatores que o causam, em vez de chutar o valor do ano passado. Você define regras como comissão sendo um percentual sobre as vendas, e ao mudar um direcionador todos os números ligados a ele se ajustam sozinhos. O resultado é um orçamento mais preciso, transparente e fácil de revisar, que permite simular cenários.

Orçamento empresarial

Orçamento empresarial é o plano financeiro que traduz as metas da empresa em números para o período: receitas, custos, despesas e investimentos. É a peça central do planejamento financeiro.

Orçamento estático

O orçamento estático elabora todas as peças orçamentárias a partir de volumes de produção ou vendas pré-fixados e não permite alterações após a aprovação da versão oficial. Ele é amplamente usado por grandes corporações, pois facilita a consolidação e o acompanhamento, mas engessa as peças quando a realidade muda.

Orçamento flexível

O orçamento flexível admite uma faixa de variação das peças de custos, despesas e investimentos conforme o volume de produção ou vendas se altera. Os custos variáveis acompanham o volume diretamente, e as despesas fixas variam em menor grau. Ele mantém o orçamento relevante quando o cenário muda, mas exige monitoramento constante.

Orçamento híbrido

O orçamento híbrido combina as abordagens top-down e bottom-up: a direção desce as diretrizes estratégicas e as metas gerais, enquanto as áreas sobem os números detalhados da operação. A negociação no meio concilia a ambição estratégica com a viabilidade prática, produzindo um orçamento com direção, realismo e engajamento.

Orçamento incremental

O orçamento incremental parte do que a empresa já gastava no período anterior e projeta o novo período com ajustes percentuais, sem questionar se cada despesa ainda se justifica. Ele é rápido e simples de montar, mas tende a perpetuar ineficiências, pois assume que o gasto passado deve continuar. Metodologias como o orçamento base zero criticam exatamente esse ponto de partida.

Orçamento matricial

O orçamento matricial cruza responsáveis por área com responsáveis por pacotes de receitas e despesas, especializando os gestores de pacotes na natureza de cada gasto. Ele compartilha a responsabilidade, permite benchmarking interno entre áreas e facilita a identificação rápida de desvios, além de criar base histórica para os próximos orçamentos.

Orçamento operacional

Orçamento operacional é o planejamento do dia a dia da empresa: custos mensais, salários e despesas correntes necessários para mantê-la em funcionamento no período projetado. Na parte de despesas, ele reúne todos esses gastos exceto os custos de produção.

Orçamento por atividades

O orçamento por atividades, ou ABB, associa os custos às atividades e compila as despesas com base no nível de atividades esperado, refletindo os processos do negócio. Ele parte da previsão de vendas, mapeia as atividades necessárias e seus direcionadores de custo, traduzindo a demanda projetada em recursos. É indicado quando os custos indiretos pesam na operação, mas exige compreensão profunda dos processos.

Overhead

Overhead são os custos indiretos da operação: estrutura administrativa, energia, sistemas: que não pertencem a um produto específico. Entram no preço por rateio.

Pagamento antecipado

Pagamento antecipado é o pagamento feito antes do vencimento combinado. A empresa pode oferecer desconto ao cliente para que pague antes ou obter desconto do fornecedor ao pagar antes do prazo.

Parcelamento de impostos

O parcelamento de impostos é o acordo em que a empresa quita em parcelas um tributo que não consegue pagar de uma só vez, mediante pedido ao fisco. Nos débitos federais, o pedido segue um processo específico, e o número de parcelas depende do valor e da modalidade.

Partidas dobradas

As partidas dobradas são o método contábil em que cada transação é registrada em pelo menos duas contas, de modo que o total de débitos seja sempre igual ao total de créditos.

Passivo circulante

Passivo circulante são as obrigações que a empresa tem de pagar durante o ano contábil, como salários, fornecedores e impostos. Fica no balanço patrimonial, ao lado do passivo não circulante, que reúne as obrigações de prazo maior, como os empréstimos financeiros.

Passivo (contábil)

No balanço patrimonial, o passivo reúne as contas que registram os deveres e as obrigações da empresa com terceiros, como fornecedores, bancos e governo. São exemplos os pagamentos a fornecedores, os empréstimos e financiamentos e as obrigações fiscais e sociais, geralmente compromissos assumidos por um período de tempo.

Passivo não circulante

O passivo não circulante é o grupo do balanço patrimonial que reúne as obrigações da empresa a pagar em período maior que um ano, como empréstimos financeiros. Ele fica ao lado do passivo circulante, com vencimento até um ano, e do patrimônio líquido.

Patrimônio líquido

O patrimônio líquido é a riqueza da empresa, formada pelo capital social, reservas de capital, reservas de lucro, ajustes de avaliação patrimonial, ações em tesouraria e lucros ou prejuízos acumulados. A DMPL apresenta todas as transações que movimentam essas contas no período, mostrando como o patrimônio evoluiu e de onde vieram as variações.

Payback

Payback é o tempo que um investimento leva para devolver o valor aplicado. Quanto menor o payback, mais rápido o dinheiro volta.

Payback descontado

Payback descontado é o tempo que um investimento leva para devolver o valor aplicado, depois de trazer cada retorno futuro a valor presente por uma taxa de desconto. Como desconta o valor do dinheiro no tempo, ele alonga o prazo em relação ao payback simples.

PDD Provisão para Devedores Duvidosos

A PDD, ou provisão para devedores duvidosos, é a provisão de valores que prepara a empresa para a inadimplência, estimando perdas esperadas sobre os créditos a receber antes do início do exercício. Com a adoção das normas internacionais, o PDD passou a ser tratado como PECLD, conta retificadora do ativo que ajusta a carteira de clientes. Ela evita que o caixa seja pego de surpresa quando clientes não pagam.

Perícia contábil

A perícia contábil é o conjunto de procedimentos técnico-científicos que leva à instância decisória elementos de prova para subsidiar a solução de litígios, mediante laudo pericial ou parecer técnico-contábil. O perito contador, registrado no Conselho Regional de Contabilidade, investiga documentos como notas, contratos e demonstrações em casos judiciais ou extrajudiciais. Ela não se confunde com a auditoria, que atesta a regularidade de processos e demonstrações.

PIS/COFINS Programa de Integração Social / Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social

PIS e COFINS são contribuições federais que incidem sobre o faturamento da empresa: o PIS, Programa de Integração Social, e a COFINS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. Elas podem ser apuradas nos regimes cumulativo e não cumulativo, dependendo do regime de tributação do lucro, e integram os impostos sobre vendas que a empresa precisa projetar no orçamento e provisionar no caixa.

Pix

Pix é o meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, em que o dinheiro sai de uma conta e chega a outra em poucos segundos, a qualquer hora e em qualquer dia. Na empresa, serve para pagar fornecedores e para cobrar clientes, ao lado do boleto e do cartão.

Planejado x realizado

A análise planejado x realizado compara os resultados previstos no orçamento com os resultados efetivamente realizados, usando as mesmas estruturas das projeções. Ela mostra se as metas estão sendo alcançadas e onde estão os desvios, positivos ou negativos, permitindo corrigir a rota ao longo do período. No acompanhamento orçamentário, ela se soma às análises planejado x histórico e realizado x histórico.

Planejamento estratégico

O planejamento estratégico é o processo que define o rumo da empresa: onde ela quer chegar, quais objetivos perseguir e como alocar recursos para alcançá-los, com base em diagnóstico, metas e acompanhamento da execução. Ele é a ferramenta de gestão mais usada no mundo e deve desdobrar-se em planos táticos e operacionais, traduzidos em números pelo orçamento empresarial.

Planejamento financeiro

Planejamento financeiro é o processo de definir onde a empresa quer chegar e desenhar o caminho financeiro até lá: metas, orçamento e acompanhamento. É a espinha dorsal da gestão.

Planejamento orçamentário

Planejamento orçamentário é a etapa de construir o orçamento: definir metas, premissas e responsáveis antes de fechar os números. É o processo; o orçamento é o documento.

Planejamento tributário

O planejamento tributário é a gestão estratégica dos impostos da empresa, buscando reduzir legalmente a carga tributária pela escolha do regime e pelo aproveitamento de incentivos e oportunidades da legislação. Ele deve entrar no orçamento desde a primeira versão, porque a tributação é parte estrutural do modelo de negócio e projeções sem a variável fiscal ficam otimistas demais. Trata-se de elisão fiscal, dentro da lei, e não de sonegação.

Plano de ação

O plano de ação é um documento que organiza o trabalho necessário para atingir um resultado ou resolver um problema, listando objetivos, ações, responsáveis, prazos e recursos. Ele transforma metas em tarefas concretas e acompanháveis, garantindo que nada fique para trás, de atas de reunião a projetos completos. No orçamento, é a ferramenta que corrige desvios e coloca os planos em prática.

Plano de contas

Plano de contas é a estrutura que organiza todas as contas da empresa em grupos: receitas, custos, despesas, ativos, passivos. É o mapa do financeiro: tudo que é lançado tem um endereço.

Plano de negócios

O plano de negócios é o documento que reúne a análise do mercado e as projeções financeiras de um negócio, mostrando o capital que ele exige e o retorno que promete, e serve de base para abrir a empresa ou atrair um investidor.

Política contábil

A política contábil é o conjunto de princípios, critérios e práticas específicas que a empresa adota para elaborar e apresentar suas demonstrações contábeis. É dela que saem decisões como o critério de classificação dos lançamentos e o tratamento das perdas de estoque.

Política de crédito

A política de crédito é o conjunto de regras que define a quem sua empresa vende a prazo, quanto de crédito conceder a cada cliente e em que condições de prazo e garantia. Como vender a prazo é emprestar dinheiro, ela transforma a concessão de crédito de uma decisão de impulso em um processo consistente, protegendo o caixa da inadimplência evitável.

Ponto de equilíbrio

Ponto de equilíbrio é o volume de vendas em que a receita cobre exatamente os custos e despesas: o resultado é zero. A partir dele, cada venda gera lucro.

Posição de caixa

A posição de caixa é o quanto a empresa tem em caixa num determinado momento. Acompanhada junto com a projeção dos próximos trinta a noventa dias, mostra se a empresa tem fôlego.

PPR/PLR Programa de Participação nos Resultados e Participação nos Lucros e Resultados

PPR e PLR são programas de remuneração variável que premiam colaboradores: o PPR paga pelo atingimento de metas pré-estabelecidas, sem depender do lucro, enquanto o PLR distribui parte do lucro obtido pela empresa. Regulamentados pela lei 10.101, eles integram capital e trabalho, aumentando motivação e produtividade, sem natureza salarial e sem encargos trabalhistas para o empregador.

Prazos médios

Os prazos médios de pagamento e recebimento medem, em dias, quanto sua empresa leva para pagar os fornecedores e quanto demora para receber dos clientes. Eles são essenciais para a saúde do caixa, pois influenciam diretamente a necessidade de capital de giro e a pressão sobre o fluxo de caixa. Uma política desbalanceada força a empresa a financiar a operação com capital de terceiros.

Precificação (formação de preço)

A precificação é a formação do preço de venda de produtos e serviços, partindo do custo real e da margem desejada, sem ignorar o mercado e a demanda. Ela exige conhecer o custo de verdade, embutir todos os custos variáveis e não confundir markup com margem, para proteger a lucratividade de cada venda. Custo, preço e margem formam uma conta só, e dominá-la é dominar o lucro do negócio.

Preço de transferência

O preço de transferência é o valor praticado nas transações entre empresas vinculadas do mesmo grupo situadas em territórios diferentes, envolvendo bens, serviços ou intangíveis. No Brasil, ele é regulado pela Lei 9.430/96 e evita que operações entre empresas relacionadas distorçam resultados ou maquiem lucros. É um tema essencial do planejamento tributário e orçamentário de grupos empresariais.

Preço médio

O preço médio é o valor médio pelo qual a empresa vende cada unidade de um produto ou serviço em um período. A receita de vendas é a quantidade vendida multiplicada pelo preço médio.

Prêmio de risco

O prêmio de risco é o retorno adicional que a empresa exige, acima do custo do dinheiro, para aceitar a incerteza de um investimento: quanto maior o risco do projeto, maior o prêmio. Somado ao custo do dinheiro, o prêmio forma a taxa mínima de atratividade (TMA) usada para julgar o projeto.

Premissa macroeconômica

A premissa macroeconômica é a hipótese sobre o cenário econômico, como o crescimento esperado, a inflação e as taxas, que a empresa define de forma centralizada antes de as áreas abrirem as planilhas do orçamento. Ela dá a todas as áreas o mesmo ponto de partida.

Premissas orçamentárias

As premissas orçamentárias são os parâmetros e balizadores que norteiam o processo de orçamento, como o cenário econômico esperado, índices de inflação e metas de crescimento. Reunidas no quadro de premissas, elas conectam o planejamento estratégico ao operacional e servem de verdade para todas as projeções após a aprovação da diretoria. Quando uma premissa muda, tudo o que depende dela muda também.

Previsão de demanda

A previsão de demanda projeta o interesse do consumidor por um produto em todo o mercado, usando fatores mercadológicos, financeiros e econômicos. Diferente da previsão de vendas, que estima a receita da própria empresa, ela determina a demanda futura do mercado e alimenta decisões de preço, expansão, estoque e produção. Métodos qualitativos e estatísticos, como pesquisa, regressão e média móvel, sustentam a estimativa.

Previsão de vendas

A previsão de vendas é a estimativa das receitas que a empresa espera obter em um período futuro, considerando a quantidade de produtos ou serviços que pretende vender. Ela é a base para as demais projeções e simulações financeiras, orientando o orçamento de vendas e o planejamento de produção, marketing e logística. Sem uma boa previsão de vendas, o orçamento empresarial perde a sua referência principal.

Previsão orçamentária

A previsão orçamentária é a estimativa dos valores de receitas, custos, despesas e investimentos que a empresa espera realizar em um período futuro. Ela dá origem às peças do orçamento e serve de referência para o acompanhamento do planejado contra o realizado. Sem previsão orçamentária, projetos e gastos perdem o limite e o controle financeiro fica comprometido.

Previsibilidade financeira

A previsibilidade financeira é a capacidade da empresa de antecipar, com boa margem de acerto, os seus resultados e o seu caixa nos próximos meses. Ela nasce de controles estruturados, projeções de receitas e despesas e indicadores acompanhados com regularidade, reduzindo a frequência de surpresas como rescisões não provisionadas ou empréstimos de urgência. Com o processo orçamentário rodando, a visão deixa de olhar para trás e passa a olhar para o horizonte.

Princípio da prudência

O princípio da prudência é o exercício de cautela nos julgamentos contábeis feitos sob incerteza, de modo que ativos e receitas não sejam superavaliados e passivos e despesas não sejam subavaliados.

Private equity e venture capital

Private equity e venture capital são fundos de investimento que injetam capital em empresas em troca de participação no negócio. O private equity atua em empresas já maduras e consolidadas, geralmente preparando-as para abrir capital, fundir-se ou serem adquiridas; o venture capital foca pequenas e médias empresas inovadoras em fase de desenvolvimento, com alto potencial de crescimento. Antes de buscar esse tipo de investidor, a sua empresa precisa provar dados financeiros, indicadores e potencial de lucratividade.

Pró-labore

Pró-labore é a remuneração mensal dos sócios que trabalham na empresa, definida em contrato e sujeita a INSS e imposto de renda. É despesa da empresa, diferente da distribuição de lucros.

Processo orçamentário

O processo orçamentário é o conjunto de etapas que transforma o planejamento em orçamento, do desenho das premissas à aprovação e ao acompanhamento dos resultados. Na visão da Treasy, ele envolve as macrofases de planejamento orçamentário, simulações de cenários, acompanhamento orçamentário e revisões orçamentárias. Um processo bem estruturado torna o orçamento um hábito e um instrumento real de apoio à decisão, em vez de um documento de gaveta.

Produto acabado

O produto acabado é o item que terminou o processo de produção e está pronto para ser vendido. Na contabilidade, o produto acabado integra o estoque, dentro do ativo circulante, porque a empresa espera vender esses itens e receber dinheiro em breve.

Projeção financeira

A projeção financeira é uma estimativa dos resultados e do desempenho financeiro futuros da empresa, construída a partir de um conjunto de premissas e cenários hipotéticos. Ela normalmente inclui projeções de receitas, despesas, fluxo de caixa e itens de balanço, servindo para planejar o futuro, atrair investidores e embasar decisões estratégicas. Diferente da previsão, que reflete o que a diretoria espera que aconteça, a projeção descreve o que pode acontecer em diferentes cenários.

Protesto de título

Protesto de título é o ato formal, lavrado pelo tabelionato de protesto, que prova o não pagamento de uma obrigação registrada em título ou em outro documento de dívida, como a duplicata. Serve ao credor para documentar a falta de pagamento e a quem avalia um cliente ou fornecedor como sinal de risco.

Provisão (contábil)

A provisão é o reconhecimento contábil de um custo ou despesa cuja possibilidade de ocorrência é grande, ainda sem a certeza de que vai se concretizar. Ela prepara a empresa para obrigações prováveis, como inadimplência de clientes, férias e 13º salário, evitando que o caixa seja pego de surpresa. Ao fim do exercício, o valor provisionado é reajustado para bater com o que de fato ocorreu.

Provisão de férias

A provisão de férias é o valor que a empresa reconhece como custo a cada mês para pagar, mais adiante, as férias dos funcionários, com o terço constitucional e os encargos. É uma estimativa registrada no passivo circulante até que o valor das férias seja conhecido.

Quotas

Quotas são as frações em que se divide o capital social de uma sociedade limitada, e cada sócio detém uma ou mais delas. É pelo percentual de quotas, definido no contrato social, que se mede a parte de cada sócio na empresa.

Rateio

Rateio é distribuir um custo comum entre produtos, áreas ou centros de custo por um critério definido. O critério escolhido muda o resultado, então precisa ser justo e estável.

Rating de crédito

O rating de crédito é uma nota que resume a capacidade de uma empresa ou de um tomador de pagar as suas dívidas, atribuída por agências especializadas ou por instituições financeiras. Quanto melhor a nota, menor o risco percebido de calote e, em geral, melhores as condições de crédito oferecidas. Para a sua empresa, acompanhar o rating ajuda a entender o custo do capital de terceiros e a se preparar para o que bancos e investidores exigem.

Receita bruta

Receita bruta é o total vendido no período, antes de qualquer desconto, devolução ou imposto. É o ponto de partida do DRE.

Receita de serviços

A receita de serviços é a receita que a empresa obtém com os serviços que executa. Na metodologia Treasy, ela é uma das contas de receitas de vendas, ao lado das receitas de produtos, de mercadorias e de assinaturas recorrentes.

Receita financeira

A receita financeira é o ganho que a empresa obtém fora da sua atividade operacional, como juros recebidos, rendimentos de aplicações financeiras e outros recursos de natureza financeira. Ela não tem relação direta com a venda de produtos ou serviços e, por isso, fica de fora da apuração do EBIT e do resultado operacional. No DRE, as receitas financeiras costumam aparecer líquidas das despesas financeiras, dentro do resultado financeiro.

Receita incremental

A receita incremental é a receita nova e adicional que uma ação específica da empresa gera, como contratar um vendedor ou lançar uma promoção, sem contar o que já entraria sem ela.

Receita líquida

Receita líquida é a receita bruta menos devoluções, descontos e impostos sobre a venda. É sobre ela que as margens do DRE são calculadas.

Receita por funcionário

A receita por funcionário é o indicador de eficiência que divide a receita do período pelo número de pessoas da equipe e mostra quanto de faturamento cada colaborador gera, em média. Mede eficiência, e não tamanho: dá para crescer o faturamento sem melhorar esse número.

Receita recorrente

A receita recorrente é a receita que se repete em intervalos regulares, como mensalidades, assinaturas e contratos de serviço contínuo, sem depender de novas vendas pontuais. Separar a receita recorrente das demais entradas é o primeiro passo para enxergar a composição da receita e projetar o caixa com mais segurança. Negócios com receita recorrente previsível costumam precisar de menos reserva de caixa.

Reconhecimento de receita

O reconhecimento de receita é a regra contábil que define quando uma receita é registrada nas demonstrações financeiras da empresa. No Brasil, os pronunciamentos do CPC definem como as empresas devem reconhecer receitas, e o momento do registro pode gerar números diferentes dos da contabilidade fiscal.

Recuperação de crédito

A recuperação de crédito é o trabalho de receber o que clientes deixaram de pagar no vencimento, por meio do diálogo com o devedor e de uma solução boa para as duas partes, para que a empresa não fique no prejuízo.

Recuperação judicial

A recuperação judicial é o processo pelo qual uma empresa em dificuldade financeira busca reestruturar as suas dívidas e garantir a continuidade do negócio, com a supervisão da Justiça. O plano de recuperação é apresentado aos credores e precisa demonstrar que a operação é viável, propondo prazos, deságios e condições de pagamento. Um dos principais efeitos é o congelamento dos passivos privados, que dá fôlego de caixa enquanto a empresa se reorganiza.

Reembolso de despesas

O reembolso de despesas é o pagamento que a empresa faz ao funcionário que arcou do próprio bolso com um gasto em nome dela, mediante comprovação. O reembolso aparece em viagens, hospedagem e no abastecimento de quem circula pela cidade a trabalho.

Reestruturação financeira

A reestruturação financeira é o processo que busca recuperar as finanças de um negócio em desequilíbrio, indo além do corte de custos. Ela envolve diagnosticar as causas das margens em queda e dos problemas de caixa, renegociar dívidas e repensar a gestão orçamentária e o fluxo de caixa. No curto prazo, o objetivo é corrigir distorções e aliviar a liquidez; no médio e longo prazo, devolver competitividade e a confiança de credores e investidores.

Refinanciamento

Refinanciamento é a contratação de um novo crédito, ou a renegociação de uma dívida existente, para pagar ou reorganizar uma obrigação anterior, com novos prazos e condições.

Reforma tributária

A reforma tributária é o conjunto de mudanças na estrutura de tributos do país, com o objetivo de simplificar o sistema de cobrança e reduzir a complexidade que pesa sobre as empresas. No Brasil, as propostas historicamente preveem a substituição de vários impostos por outros, como o IVA, e a redução da tributação sobre o consumo. Para o financeiro, acompanhar a reforma importa porque mudanças de impostos afetam diretamente as projeções de fluxo de caixa e o orçamento.

Regime de caixa

O regime de caixa é o método de registro dos lançamentos financeiros na data em que o dinheiro efetivamente entra ou sai da empresa, como em uma conta bancária. Receitas, custos e despesas são contabilizados no mês em que foram pagos ou recebidos, independentemente de quando o fato ocorreu. É o regime usado pelo financeiro e pelo demonstrativo de fluxo de caixa, que mostra a real disponibilidade de dinheiro.

Regime de competência

O regime de competência é o método contábil que registra receitas, custos e despesas na data do fato gerador, ou seja, quando o evento acontece, e não quando o dinheiro é pago ou recebido. É o regime usado pela contabilidade e pelo DRE, permitindo medir o resultado do período de forma independente do caixa. Por isso, o DRE inclui efeitos como a depreciação, que o regime de caixa não considera.

Regra dos 40

A Regra dos 40 é um princípio usado para avaliar a saúde de negócios de alto crescimento, em especial SaaS: a soma da taxa de crescimento da receita com a margem de lucro operacional deve ser igual ou maior que 40%. Ela ajuda a identificar se a empresa cresce de forma sustentável, equilibrando expansão e lucratividade. Resultado abaixo de 40% pode indicar crescimento sem rentabilidade ou lucro sem crescimento.

Relatórios gerenciais

Relatório gerencial é qualquer documentação que reúna dados, indicadores e informações para mensurar e reportar um ponto de resultado da empresa, como produtividade, desempenho e resultados econômico-financeiros. Ele é a ponte entre os números e as decisões da diretoria, substituindo o achismo por informação estruturada. DRE, DFC e balanço são exemplos clássicos de relatórios gerenciais.

Renda fixa

Renda fixa é o grupo de aplicações, como CDB, LCI, LCA e tesouro direto, que rendem sobre o dinheiro investido, e é onde uma boa administração de caixa aplica o excesso. Nos CDBs, LCIs e LCAs, o índice de referência da rentabilidade é o CDI.

Renegociação de dívidas

A renegociação de dívidas é um dos três caminhos para reerguer uma empresa com dificuldades financeiras, ao lado de aumentar a receita e reduzir as despesas operacionais. Consiste em rever com o credor as condições de uma dívida existente, como prazos maiores e juros menores, a partir do que cabe no orçamento da empresa, e não em contrair dívida nova para quitar a antiga.

Rentabilidade

Rentabilidade é o retorno sobre o que foi investido: lucro dividido pelo capital empregado. Diferente da lucratividade, que olha a receita, a rentabilidade olha o investimento.

Reserva de caixa

A reserva de caixa é o montante de dinheiro que a empresa mantém disponível, separado do caixa operacional do dia a dia, para fazer frente a imprevistos e apertos. Ela é o estepe da empresa: cobre o intervalo entre uma despesa inesperada e a reação da gestão, evitando crédito caro de emergência e decisões desesperadas. A referência comum é manter de três a seis meses de despesas essenciais, ajustada ao risco de cada negócio.

Reserva de capital

A reserva de capital é a conta do patrimônio líquido que registra contribuições recebidas dos sócios ou de terceiros e que não têm relação com a atividade operacional da empresa, como o valor que o investidor paga por ações acima do que vai para o capital social. Por não ser lucro, em regra ela não é distribuída como dividendo.

Reserva de lucros

A reserva de lucros é a parcela do lucro líquido que a empresa deixa de distribuir aos sócios e retém, por exigência legal ou por escolha da empresa, para expansão ou para dividendos futuros. Ela fica registrada no patrimônio líquido.

Restituição de impostos

A restituição de impostos é a recuperação, dentro da lei, de valores de tributos pagos a mais ou indevidamente, prevista no conceito de crédito fiscal. Ela se liga aos saldos devedores que precisam ser acertados no fim de cada mês, como ICMS e IPI, e pode ser usada para abater outros tributos, como PIS e COFINS. Incluir a restituição no planejamento tributário permite à sua empresa economizar com contribuições futuras.

Resultado abrangente

O resultado abrangente é o demonstrativo contábil que evidencia as variações no patrimônio líquido que não decorrem das atividades operacionais, como ajustes de conversão de moeda estrangeira, variações no valor justo de investimentos e efeitos de hedge. Ele amplia a visão da DRE, conectando o lucro do período às variações patrimoniais que não passam pela operação. A DRA é obrigatória para empresas que seguem as normas do CPC alinhadas ao IFRS.

Resultado econômico

Resultado econômico é o lucro ajustado pelo custo do capital investido: se a empresa ganha mais do que o dinheiro renderia em outra aplicação, ela cria valor. É diferente do resultado contábil, que não considera esse custo.

Resultado financeiro

Resultado financeiro é a diferença entre receitas e despesas financeiras: juros, variação cambial, descontos. No DRE, fica entre o resultado operacional e o lucro antes dos impostos.

Resultado não operacional

Resultado não operacional é o saldo das receitas e despesas que não vêm da atividade principal da empresa, como a venda de um ativo que não faz parte do giro do negócio. Ele fica fora do EBITDA e aparece na DRE em linha própria, separado do resultado da operação.

Resultado operacional

Resultado operacional é o lucro das atividades principais da empresa, antes do resultado financeiro e dos impostos. É a régua de como a operação performa.

Reunião mensal de resultados

A reunião mensal de resultados é o ritual periódico em que a empresa compara o que planejou com o que realizou, entende as causas dos desvios e decide os próximos passos. Bem conduzida, ela não é uma prestação de contas passiva, mas uma mesa de decisão em que o número vira ação, com pauta, donos e prazos para cada encaminhamento. O ritmo mensal costuma ser o ideal: tempo suficiente para haver o que discutir e frequência para corrigir o rumo.

Revisão orçamentária

A revisão orçamentária é o processo de reavaliar e ajustar o orçamento ao longo do ano, quando o cenário original não se confirma. Ela permite comparar o orçamento original com a versão revisada e o realizado acumulado, mantendo o histórico de cada ajuste. No Treasy, a revisão vira um processo estruturado, com múltiplos cenários, ajuste de premissas em cascata e fluxos de aprovação, sem o retrabalho de versões de planilha.

Risco cambial

O risco cambial é o risco de perda resultante das flutuações da taxa de câmbio, e atinge a empresa que tem receitas, custos, dívidas ou caixa em moeda estrangeira. A variação pode ajudar ou prejudicar, conforme a empresa tenha mais a pagar ou mais a receber nessa moeda.

Risco de crédito

O risco de crédito é a chance de a empresa perder dinheiro porque o devedor não cumpre o combinado: um cliente que não paga ou uma instituição financeira que quebra com o caixa aplicado nela. O risco de crédito é um dos riscos tratados pela área de risco financeiro, ao lado dos riscos operacional, de mercado e de liquidez.

Risco de liquidez

O risco de liquidez é o risco de a empresa não ter dinheiro disponível, no prazo e no valor necessários, para pagar o que deve, seja por falta de caixa, seja por ter o dinheiro preso em ativos que não se vendem rápido sem perder valor.

Risco fiscal

Risco fiscal é a chance de a empresa pagar multa, juros ou imposto a mais por errar ou descumprir uma obrigação tributária, no valor recolhido ou no prazo da entrega. Na maioria das empresas o risco nasce do erro de boa-fé, como a conta digitada à mão e o prazo esquecido, e não da fraude.

Risco operacional

Risco operacional é a possibilidade de a operação da empresa falhar por erro de pessoas, de processos ou de sistemas, e cresce quando a estrutura de custos pesa demais sobre a receita.

Rodada de investimento

A rodada de investimento é cada captação de dinheiro novo que a empresa faz junto a investidores, num valor que deve ser compatível com a sua necessidade de investimento. Ela serve de referência para o valor da empresa naquele momento, inclusive na hora de precificar stock options.

ROIC Return on Invested Capital (retorno sobre o capital investido)

O ROIC é o indicador que mostra, em percentual, quanto a empresa consegue gerar de retorno com o capital total investido, somando capital próprio e capital de terceiros. Ele é usado para avaliar a eficiência da gestão em gerar lucro operacional a partir dos recursos aplicados e é considerado uma fonte confiável de leitura do desempenho financeiro. O resultado deve ser comparado ao custo de capital, como o WACC, para saber se a empresa cria ou destrói valor.

Rolling forecast

O rolling forecast, ou previsão contínua, é uma metodologia de gestão orçamentária dinâmica que mantém sempre um horizonte de planejamento à frente, normalmente de 12 meses. Conforme um período se encerra, o orçamento é revisado e um novo período é adicionado, criando uma janela contínua de eventos futuros. Ele permite ao financeiro reagir com agilidade às mudanças de mercado, mas exige revisões frequentes e dados de qualidade.

Runway

O runway, ou tempo de pista, mede por quantos meses a empresa consegue operar com o dinheiro que tem, dado o ritmo em que o queima. Ele responde à pergunta central de quem queima caixa: quanto tempo resta antes de o dinheiro acabar. Um runway longo dá folga para planejar; um curto exige ação urgente, seja reduzindo a queima, acelerando a receita ou captando recursos.

Saldo devedor

O saldo devedor é o valor da dívida que a empresa ainda deve em determinado momento, sem contar os juros futuros. Ele diminui a cada amortização paga e chega a zero quando a dívida é quitada.

Sale and leaseback

O sale and leaseback é uma operação financeira e imobiliária em que a empresa vende um ativo, como o seu imóvel, e imediatamente o aluga de volta do comprador. A empresa que vende libera o capital que estava parado no ativo imobilizado e continua usando o bem, passando a pagar aluguel. É uma alternativa para melhorar a liquidez e o capital de giro sem perder o ativo que a operação precisa.

Saúde financeira

Saúde financeira é a condição das finanças da empresa, lida pelo conjunto de caixa, qualidade do resultado, endividamento e cumprimento do orçamento, e não por um indicador isolado.

Sazonalidade

A sazonalidade é o padrão previsível de variação da demanda que se repete todos os anos na mesma época, como as vendas de verão em uma sorveteria. Na gestão, ela aparece na flutuação de vendas e de caixa ao longo do ano e precisa ser considerada na projeção do orçamento. Quem ignora a sazonalidade projeta com crescimentos lineares que não refletem a realidade do negócio.

Score de qualidade de lançamentos

O score de qualidade dos lançamentos é a métrica da Treasy que avalia a qualidade do registro dos lançamentos financeiros. Ele analisa cinco critérios, como a categorização, a associação a centros de resultado e a situação de vencidos em aberto. Quanto maior o score, mais confiáveis e prontos para análise estão os seus dados.

Score Financeiro

O Score Financeiro é o indicador da Treasy que condensa a saúde financeira da sua empresa em um número de 0 a 1.000 pontos. Ele combina cinco dimensões de até 200 pontos cada: saúde de caixa, qualidade do resultado, disciplina orçamentária, maturidade de gestão e tendência. O resultado situa o negócio em faixas que vão do Grave ao Excelente e orienta onde agir.

Segregação de funções

A segregação de funções é a regra de controle interno que separa quem executa de quem confere, para que nenhuma pessoa cuide sozinha de todas as etapas de uma operação financeira. Em contas a pagar, por exemplo, aprovar, registrar e pagar ficam com pessoas diferentes.

Seguro (empresarial)

Seguro empresarial é o contrato em que a empresa paga um valor à seguradora para ter cobertura contra prejuízos de eventos previstos, trocando um risco incerto por um custo conhecido.

Selic Sistema Especial de Liquidação e de Custódia

A Taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Banco Central para controlar a inflação e regular a economia. Ela é a referência do custo do dinheiro no mercado, e a empresa pode usá-la como régua para comparar o retorno do próprio negócio com o de uma aplicação.

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário criado em 2006 para simplificar o pagamento de tributos das micro e pequenas empresas. Ele unifica oito impostos federais, estaduais e municipais em uma guia única mensal, o DAS, com alíquotas menores. Podem aderir ao regime as microempresas e empresas de pequeno porte dentro do teto de receita bruta.

Simulação de Monte Carlo

A Simulação de Monte Carlo é uma técnica matemática que estima a probabilidade de eventos incertos por meio de milhares de cálculos com variáveis aleatórias. Ela quantifica a incerteza de modelos e mostra a distribuição dos resultados possíveis. É usada em gestão de riscos, previsões de vendas e decisões de investimento.

Sinergia

Sinergia é o ganho que se espera quando o resultado do conjunto supera a soma do que cada parte entregaria sozinha: o desempenho aumenta e os custos diminuem. Em fusões e aquisições, obter sinergia é um dos motivos mais comuns da operação.

Single source of truth

Single source of truth (SSOT) é o princípio de garantir uma única versão confiável, consistente e atualizada dos dados mais importantes da empresa, mesmo vindos de sistemas diferentes. Essa fonte única vira o ponto de referência das decisões, evitando divergências entre relatórios e retrabalho. Na prática, ela é viabilizada por integrações de ERP, CRM, data warehouses e ferramentas de BI.

Solvência

A solvência é a capacidade de a empresa cumprir suas obrigações com os ativos que possui e sobreviver no futuro. No balanço, aparece quando os ativos superam os passivos; com o passivo maior que o ativo, a empresa está tecnicamente insolvente.

SOX Sarbanes-Oxley Act

A Lei Sarbanes-Oxley, ou SOX, foi sancionada em 2002 nos Estados Unidos para proteger investidores de fraudes contábeis. Ela aprimora a governança corporativa e a prestação de contas, tornando CEOs e CFOs responsáveis pelos controles internos e relatórios financeiros. Aplica-se a todas as empresas com ações na SEC, americanas ou não.

Stock options

Stock options são opções de compra de ações que dão ao colaborador o direito de adquirir ações da empresa por um preço pré-determinado. O modelo virou uma estratégia comum para atrair e reter talentos, indo além das startups. A valorização costuma seguir o valor da companhia no momento, definido por rodadas de investimento, múltiplos de mercado ou avaliação externa.

Supply chain finance

O supply chain finance, ou financiamento da cadeia de suprimentos, integra a cadeia produtiva aos seus fornecedores sob a ótica financeira. Não é um empréstimo: busca reduzir a necessidade de capital de giro, aumentar o capital nas cadeias e reduzir o custo de acesso ao crédito. Na prática, o comprador ganha prazos maiores e o fornecedor recebe adiantamentos com taxas menores, em uma relação ganha-ganha.

Tarifa bancária

A tarifa bancária é o valor que o banco cobra da empresa pelos serviços e pelas movimentações da conta, debitado no extrato mesmo quando ninguém na empresa emitiu um pagamento. Se não for lançada na contabilidade, o saldo do ERP deixa de bater com o do banco.

Taxa de crescimento

A taxa de crescimento é o percentual em que um valor, como a receita, aumenta de um período para outro. Serve para medir o quanto a empresa já cresceu e para projetar o quanto ela pretende crescer.

Taxa de desconto

A taxa de desconto é a taxa usada para trazer valores futuros ao presente e comparar o retorno de um investimento. Ela reflete o grau de risco do negócio e é o oposto da taxa de juros, pois antecipa quantias que ainda virão. É essencial em análises de viabilidade, no valuation e no fluxo de caixa descontado.

Taxa de ocupação

A taxa de ocupação é a parcela da capacidade da empresa que de fato é usada e gera receita: as horas dos profissionais que viram honorário, as vagas de uma escola que estão preenchidas ou os leitos de um hospital que estão em uso. Quanto mais baixa, mais a estrutura fixa pesa sobre a receita.

TED Transferência Eletrônica Disponível

TED, ou Transferência Eletrônica Disponível, é a transferência bancária entre contas de bancos diferentes em que o dinheiro costuma estar disponível para o destinatário no mesmo dia. É um dos meios para pagar fornecedores, ao lado do Pix e do boleto.

Tesouraria

A tesouraria é a área do departamento financeiro que garante que os recursos da empresa bastem para honrar os compromissos e que o excedente seja investido. Ela cuida das contas a pagar e a receber, do fluxo de caixa, das conciliações bancárias e da administração de aplicações e captações. Também projeta o caixa e orienta as decisões estratégicas do negócio.

Teste de estresse

O teste de estresse é uma técnica que aplica um choque severo ao planejamento, como uma queda forte de receita, para descobrir se a empresa sobrevive. Ele revela o ponto de ruptura do negócio, por quantos meses o caixa aguenta e o que precisaria ser cortado. Assim, dimensiona a reserva de caixa necessária e vira um plano de contingência pronto.

Teste de impairment

O teste de impairment, ou teste de recuperabilidade, avalia se os ativos da empresa estão desvalorizados em relação ao seu valor contábil. Ele assegura que o valor registrado seja recuperável pela venda do ativo ou pelo seu uso, comparando o valor contábil com o valor recuperável. A prática atende às normas contábeis e é obrigatória para sociedades de grande porte.

Ticket médio

O ticket médio é o valor médio de cada venda da empresa. Conhecê-lo por produto e por canal de distribuição revela padrões da operação comercial e ajuda a projetar receita com metas realistas. Ele orienta decisões comerciais, da definição de metas à alocação de esforços da equipe.

TIR Taxa Interna de Retorno.

TIR é a taxa que zera o valor presente de um fluxo de caixa: o retorno anualizado que o investimento gera. Compare com a TMA para decidir.

Três linhas de defesa

As três linhas de defesa são um modelo de controle interno e gestão de riscos que divide a responsabilidade em três camadas: quem executa a operação e aplica os controles no dia a dia, a área que verifica o cumprimento das obrigações e a gestão de riscos, e a auditoria interna.

Tributo direto

O tributo direto é aquele que o próprio contribuinte paga do seu bolso, sem repassá-lo ao preço, e que incide sobre a renda ou o patrimônio, como o IRPJ, a CSLL, o IPTU e o IPVA.

Tributo indireto

Tributo indireto é o que incide sobre o preço das mercadorias e dos serviços vendidos e vem embutido nesse preço, como o ICMS e o IPI, de modo que o encargo costuma ser repassado a quem compra. No tributo direto, como o Imposto de Renda, quem arca com o valor é o próprio contribuinte.

Tributos sobre o consumo

Tributos sobre o consumo são os impostos e contribuições cobrados na venda de mercadorias e serviços, como ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins, e embutidos no preço. Eles afetam o preço que a empresa pratica, os créditos que o regime permite aproveitar nas compras e, juntos, a margem.

Trilha de auditoria

Trilha de auditoria é o registro de quem fez cada lançamento financeiro, quando e com base em qual documento. Com a trilha, a conferência feita pela empresa, pelo contador ou por uma auditoria volta do número até a origem em minutos.

Turnaround

O turnaround é o processo de recuperação de uma empresa em crise, que restaura o equilíbrio financeiro e a competitividade. Ele envolve reestruturação financeira, operacional, gerencial ou tecnológica e a redefinição da estratégia do negócio. O processo costuma começar por um diagnóstico e pode ser conduzido por um gestor de turnaround.

Unit economics

Unit economics, ou economia unitária, é a análise do custo, da receita e da margem de uma única unidade do negócio. Em serviços, a unidade é o cliente: a receita que ele gera ao longo da relação menos o custo de servi-lo. Conhecer a margem por cliente revela quem dá e quem drena o lucro, informação que a média do resultado total esconde.

Valor contábil

O valor contábil é o valor pelo qual um ativo está registrado nos livros, depois de deduzidas a depreciação, a amortização e as perdas por desvalorização acumuladas. Para a empresa inteira, o valor contábil é o patrimônio líquido, ou seja, os ativos menos os passivos registrados.

Valor de mercado

Valor de mercado é o valor total que o mercado atribui à empresa. A diferença entre ele e o capital investido por credores e acionistas é o valor de mercado adicionado, o MVA.

Valor do dinheiro no tempo

O valor do dinheiro no tempo é o princípio de que um valor disponível hoje vale mais do que o mesmo valor no futuro. Isso acontece porque o dinheiro pode ser investido e render juros, além de sofrer o efeito da inflação e do risco. Ele é a base da matemática financeira, da taxa de desconto e do fluxo de caixa descontado.

Valor futuro

Valor futuro é o valor que um fluxo de dinheiro terá em datas adiante, como o que um cliente ainda pagaria ou o que um investimento devolve. Para compará-lo com o valor de hoje, ele é trazido a valor presente.

Valor justo

O valor justo é o preço pelo qual um ativo seria negociado entre partes independentes, refletindo as condições de mercado na data da avaliação. Ele é usado no valuation de empresas, em combinações de negócios e na mensuração de ativos no balanço. No teste de impairment, o valor justo líquido de despesa de venda é uma das bases do valor recuperável.

Valuation

Valuation é estimar quanto vale a empresa: pelo fluxo de caixa futuro trazido a valor de hoje, ou pela comparação com negócios parecidos que foram vendidos. É a base de negociações e captações.

VBM Value Based Management

A gestão baseada em valor, ou VBM, é uma estratégia que busca aumentar a capacidade da empresa de gerar riqueza no longo prazo, em vez de perseguir apenas o lucro contábil. Valor só é criado quando o retorno sobre o capital investido supera o custo desse capital. Por isso, ela orienta decisões, alocação de recursos e metas para o retorno acima do WACC.

Venda a prazo

Venda a prazo é a venda em que a empresa entrega o produto ou o serviço agora e recebe depois, em uma ou mais parcelas, de modo que o valor fica em contas a receber até o cliente pagar.

Vesting

Vesting é o período de carência que o colaborador precisa cumprir antes de poder exercer as stock options que recebeu; se sair antes, pode perder as opções ainda não liberadas.

Vida útil

A vida útil é o período durante o qual a empresa espera que um ativo gere benefícios econômicos, pelo uso ou pela venda. Ela é a base para calcular a depreciação de bens tangíveis e a amortização de intangíveis. A vida útil pode ser definida, quando há prazo previsível, ou indefinida, quando não há limite para a geração de caixa.

Volatilidade

Volatilidade é o quanto um valor, como o preço de um insumo ou a receita do negócio, varia de um período para outro: quanto maior a oscilação, menos previsível é o resultado. Na gestão, quanto maior a volatilidade do negócio, mais seguido o plano e o orçamento precisam ser revisados.

VPL Valor Presente Líquido.

VPL é a soma dos fluxos de caixa futuros de um investimento, trazidos a valor presente e descontado o valor aplicado. VPL positivo significa que o projeto cria valor.

xP&A

xP&A, ou Extended Planning & Analysis, é o movimento que estende o planejamento e a análise financeira para além do núcleo do FP&A. Na Treasy, a expansão amplia a cobertura funcional, conectando o financeiro a mais dados, áreas e decisões da empresa. O objetivo é transformar o FP&A em uma prática mais ampla e integrada ao negócio.