Tarifa bancária
O que é
A tarifa bancária é o valor que o banco cobra da empresa pelos serviços e pelas movimentações da conta, debitado no extrato mesmo quando ninguém na empresa emitiu um pagamento. Se não for lançada na contabilidade, o saldo do ERP deixa de bater com o do banco.
Aparece em toda conciliação: o registro diário das entradas e saídas bancárias deve incluir tarifas e juros, e o extrato do banco é a referência contra a qual elas são conferidas.
Como funciona
A tarifa percorre um caminho curto, e cada ponto dele pode falhar:
- O banco a lança no extrato, junto com recebimentos de clientes e pagamentos de fornecedores e de salários.
- Na conciliação, o extrato é comparado com o saldo contábil, e tarifas, juros e lançamentos esquecidos são as diferenças típicas do lado do banco.
- Lançada, a tarifa entra no resultado: no orçamento de outras despesas, ela é despesa financeira, o gasto com juros e encargos de terceiros, ao lado de juros de empréstimo e IOF, abaixo do EBITDA.
Exemplo prático
Pense numa distribuidora de bebidas hipotética cujo financeiro só concilia o banco no fim do trimestre. No ERP, o saldo está em R$ 786.600; o extrato fecha em R$ 779.000. Se a diferença for toda de tarifas e juros debitados nos três meses sem lançamento, ela vale R$ 786.600 − R$ 779.000 = R$ 7.600.
Lançadas as despesas, o ERP também mostra R$ 779.000, e o resultado financeiro do trimestre passa a refletir os R$ 7.600 que estavam invisíveis.
Como interpretar e erros comuns
O controller que concilia só no fim do trimestre descobre as tarifas tarde: cada uma é pequena, mas juntas deixam o saldo do ERP acima do saldo do banco e o resultado financeiro melhor do que o real, e a decisão de caixa sai de um número errado.
Quem classifica a tarifa como custo da operação reduz o EBITDA por um gasto que o orçamento de outras despesas trata como financeiro, abaixo dele.
E o financeiro que olha só os juros do empréstimo subestima a despesa financeira do orçamento, que reúne juros, tarifas, multas e IOF.
Para ir além
- Vídeo: o que entra no orçamento de outras despesas e receitas: lista as tarifas bancárias entre as despesas financeiras, ao lado de juros de empréstimo e IOF, e as coloca abaixo do EBITDA no DRE.
- Artigo: os erros que a conciliação contábil pega, como a tarifa que ninguém viu: traz um exemplo em que a diferença entre o saldo contábil e o extrato vira ações claras, uma delas uma tarifa bancária não lançada.
- Artigo: a dica de renegociar as tarifas bancárias, uma das 19 dicas de redução de gastos: recomenda negociar melhores tarifas com o banco e lembra que a redução depende de estar em dia com os pagamentos e ter bom controle de caixa.
Leve Tarifa bancária para dentro da rotina financeira da sua empresa.
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