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Análise de DRE para PME: 3 visões que mudam sua reunião

Três formas de ler o DRE no Treasy: mapa para storytelling, painel para padrões e relatório para detalhar os números. Pare de improvisar na reunião com a diretoria.

Neste artigo

Análise de DRE para PME revelando três visões diferentes do mesmo resultado

Você está apresentando o resultado, vai bem, até que alguém levanta a mão: "De onde veio esse número?" E você já sente o que vem a seguir. Abre a planilha, caça a fórmula, pula entre abas auxiliares e, antes de achar a resposta, a explicação já virou improviso. A reunião que era para comunicar resultado virou uma escavação de dados na frente da diretoria.

O problema é de formato, não de competência sua. O ERP resolve bem a operação: contas a pagar, receber, lançamentos, emissões. Mas na hora de analisar e reportar o financeiro recorre à planilha, sobra pouco tempo para análise de verdade e o momento que era para você brilhar na controladoria vira caos.

É esse momento que o Daniel, cofundador da Treasy, ataca neste episódio do Treasy na Prática. Ele abre a própria conta e mostra, ao vivo, três formas de ler o DRE direto no Treasy, cada uma respondendo uma pergunta diferente da sua reunião: o mapa conta a história do dinheiro, o painel revela os padrões ao longo do tempo e o relatório fecha o número e desce até o lançamento do ERP.

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Por que a planilha ainda domina a reunião de resultado

Daniel abre o episódio com um dado que ele conhece de perto: a Budget Trends 2025, pesquisa anual da Treasy que já está no quinto ano e reúne centenas de empresas referência em controladoria e FP&A. Quando a pesquisa pergunta qual é o maior desafio do profissional financeiro na hora de analisar e reportar, três respostas encabeçam a lista: uso excessivo de planilhas, falta de recurso tecnológico e falta de confiança nos dados históricos.

Os três têm a mesma raiz: os dados estão no ERP, mas a análise gerencial acontece fora dele, numa planilha desconectada. O resultado chega pelo ERP, sim. Mas entre extrair, formatar, cruzar e apresentar, o tempo para análise de verdade evapora. A Skeelo viveu isso e reduziu em 80% o tempo do fechamento mensal quando trouxe essa análise para dentro do Treasy, em vez de remontá-la na planilha todo mês.

As três visões do DRE que o episódio mostra resolvem exatamente isso: análise gerencial integrada ao ERP, sem planilha intermediária. Entender bem o DRE como demonstrativo de resultados é o ponto de partida para escolher o formato certo em cada situação.

Pré-requisitos para chegar às mesmas análises

Antes de entrar nas três visões, dois passos são obrigatórios. O primeiro é conectar o ERP ao Treasy: a plataforma integra nativamente via API os principais sistemas do mercado (Omie, Conta Azul, Granatum, Nibo, Kamino, entre outros). O segundo é fazer a modelagem financeira, que é ensinar ao Treasy o que é receita, custo e despesa dentro da sua empresa, consumindo os dados diretamente do ERP.

Depois de concluída a modelagem, o acesso a Meus Resultados está liberado no plano Light do Treasy, que é onde ficam as três formas de análise do DRE.

Visão 1: o mapa, a história do dinheiro

A primeira forma de visualizar o DRE no Treasy é o formato de mapa, inspirado no BSC (Balanced Scorecard). O mapa mostra os principais indicadores e como o dinheiro percorre a empresa, da receita bruta até o resultado líquido, em uma leitura visual e sequencial.

O benefício do mapa é exatamente o oposto da planilha: em vez de exibir linhas sem contexto, ele revela como cada indicador impacta o seguinte. Isso é valioso quando a audiência inclui pessoas sem letramento financeiro aprofundado, porque a relação entre receita bruta, deduções, margem de contribuição, gastos com pessoal, EBITDA e resultado líquido fica visível sem precisar de explicação prévia.

O modo apresentação permite construir o storytelling passo a passo: você começa pela receita bruta, vai subtraindo as deduções, chega na receita líquida, remove os custos variáveis para calcular a margem de contribuição, desconta gastos com pessoal e demais despesas até o EBITDA, adiciona ou subtrai receitas e despesas financeiras, tira tributos e chega no resultado líquido. Quem pergunta "de onde veio esse número?" recebe a resposta antes de terminar a frase.

No exemplo do episódio, empresa de SaaS analisada no ano de 2025 por competência: receita bruta de R$ 1,33 milhão, deduções de 7%, margem de contribuição de 89% (característica de empresa de software), EBITDA de R$ 462 mil (35%) e resultado líquido de R$ 355 mil (27%). Tudo customizável: nomenclatura, ordem dos indicadores, base da análise vertical (receita bruta ou receita líquida).

O mapa responde a pergunta: qual é a história por trás do número?

Visão 2: o painel, padrões e comportamento ao longo do tempo

Depois de identificar no mapa quais indicadores merecem atenção, é hora de entender como eles se comportaram mês a mês. Essa é a função do painel no Treasy.

O painel sai da análise de linha por linha e permite enxergar padrões, anomalias e tendências. No exemplo do episódio, a receita bruta saiu de R$ 104 mil em janeiro e chegou a R$ 139 mil em dezembro, crescimento de 33% no ano, com queda no primeiro trimestre e recuperação consistente a partir do segundo semestre. Um movimento que na planilha seria 12 células com números. No painel, é uma curva com história.

Gastos com pessoal também aparecem como escadinha, saindo de R$ 27 mil em janeiro para R$ 37 mil no último trimestre. Crescimento de estrutura acompanhando crescimento de receita: um sinal que qualquer gestor lê sem precisar de interpretação adicional.

A lógica de uso é sequencial: o mapa mostra o macro e identifica os ofensores principais; o painel explica como esses ofensores se comportaram ao longo dos meses. Quando o painel dá o "cheiro" de que tem uma história ali, é hora de partir para o relatório.

O painel responde a pergunta: quais padrões e tendências estão por trás do resultado?

Para aprofundar a leitura de indicadores neste formato, vale conhecer o guia sobre indicadores financeiros de uma empresa e como interpretar cada linha do demonstrativo em contexto.

Visão 3: o relatório, fechamento e detalhamento

O relatório é o formato do DRE gerencial mês a mês, com o total acumulado ao lado. É onde acontece o fechamento do mês e onde estão os números oficiais que vão para a reunião. A navegação é similar ao Excel, mas os dados vêm diretamente do ERP, sem importação manual. Para quem ainda usa planilha nesta etapa, o modelo de DRE da Treasy serve de referência para estruturar as linhas antes de migrar para a ferramenta.

A diferença decisiva está no detalhamento. Qualquer linha, qualquer indicador pode ser aberto para ver o que está dentro. A receita bruta de R$ 139 mil em dezembro? É possível entrar e ver quanto vem do Plano 2 (que representava 40% do faturamento total), quanto vem de serviços, qual a composição por natureza de conta. E se precisar, ir até o lançamento individual no ERP.

Daniel chama esse recurso pelo nome certo: o antídoto para o medo do número ser questionado. Quando alguém puxa a dúvida, o relatório te leva até o lançamento de origem em segundos, com análise vertical e horizontal à mão para contextualizar o comportamento.

O relatório responde a pergunta: o que exatamente compõe este número?

Quando usar cada visão

Visão Pergunta que responde Melhor momento de uso Público ideal
Mapa (BSC) Qual é a história do resultado? Abertura da reunião com diretoria CEO, sócios, gestores sem letramento financeiro
Painel Como o resultado se comportou ao longo do tempo? Análise interna da controladoria antes da reunião Controller, CFO, analistas de FP&A
Relatório O que exatamente está dentro deste número? Fechamento mensal e resposta a perguntas específicas Todos, quando surge uma pergunta detalhada

O fluxo completo de uma reunião de resultado bem preparada

O episódio mostra uma sequência que vale adotar como padrão. Antes da reunião: abre o painel, identifica os movimentos relevantes do mês, e entra no relatório para abrir os itens que podem ser questionados. Na reunião: começa pelo mapa, construindo o storytelling da receita bruta até o resultado líquido. Quando surge uma pergunta, abre o relatório e vai até o lançamento se necessário.

É a mesma informação que estaria em várias abas de planilha, mas organizada para comunicação, não para cálculo. A apresentação de resultados financeiros muda de caráter quando os dados já chegam formatados para a audiência certa.

O trio funciona também para empresas com mais de uma unidade de negócio ou mais de uma empresa: as três visões mostram os dados consolidados ou individuais, e a parte de planejamento e acompanhamento orçamentário usa os mesmos três formatos para comparar planejado e realizado.

Conectar o ERP é o começo

Tudo que o episódio mostra depende de ter os dados do ERP conectados e a modelagem financeira feita. Sem isso, o mapa fica vazio, o painel não tem série temporal e o relatório não tem de onde extrair o detalhamento.

O passo anterior ao episódio, abordado no Treasy na Prática número 3, cobre a modelagem completa do plano de contas de uma empresa: o que classificar como receita, custo variável, gasto com pessoal, despesa fixa. Fez a modelagem, as três visões do DRE estão prontas para usar na próxima reunião.

Quem já tem o ERP conectado e quer aprofundar a análise pode explorar também análise preditiva financeira e como usar o score financeiro em 5 dimensões para além do DRE mensal.

Para sair da planilha e rodar esse processo com os dados reais do seu ERP, crie sua conta gratuita no Treasy e siga os passos que o episódio mostra: conectar o ERP, fazer a modelagem e acessar Meus Resultados.

Perguntas frequentes

O que é o formato de mapa do DRE no Treasy?
É uma visualização inspirada no BSC (Balanced Scorecard) que mostra os indicadores do DRE em sequência visual, do tipo: receita bruta → deduções → receita líquida → custos variáveis → margem de contribuição → gastos com pessoal → despesas → EBITDA → resultado líquido. O objetivo é mostrar como cada linha impacta a seguinte, facilitando o storytelling na reunião com a diretoria.
Qual é a diferença entre o mapa, o painel e o relatório do DRE?
O mapa responde 'qual é a história do resultado' e serve para a abertura da reunião. O painel responde 'como o resultado se comportou ao longo do tempo' e é ideal para identificar padrões e anomalias mês a mês. O relatório responde 'o que exatamente compõe este número' e permite fazer drill down até o lançamento de origem no ERP.
Preciso de algum pré-requisito para usar as três visões do DRE no Treasy?
Sim, dois passos são necessários: conectar o ERP ao Treasy (a plataforma integra nativamente Omie, Conta Azul, Granatum, Nibo, Kamino e outros via API) e concluir a modelagem financeira, que consiste em classificar dentro do Treasy o que é receita, custo variável, gasto com pessoal e despesa fixa para a sua empresa. Depois disso, as três visões ficam disponíveis em Meus Resultados.
O que é o modo apresentação do mapa no Treasy?
É um modo de exibição do mapa em tela cheia que permite construir o storytelling passo a passo durante a reunião. Você vai revelando os indicadores na ordem correta, da receita bruta até o resultado líquido, sem exibir todos os números de uma vez. Isso evita que alguém pergunte sobre um número antes de você chegar nele na explicação.
O que é análise vertical no contexto do DRE?
A análise vertical mostra quanto cada indicador representa em relação a uma base, normalmente a receita bruta de vendas. Por exemplo: se as despesas somaram R$ 338 mil e a receita bruta foi R$ 1,33 milhão, a análise vertical mostra 25%. No Treasy, é possível mudar a base para receita líquida de vendas, dependendo de como sua empresa prefere analisar.
Como funciona o drill down no relatório do DRE?
No relatório, qualquer linha do DRE pode ser expandida para ver sua composição. Se a receita bruta de dezembro foi R$ 139 mil, dá para entrar e ver quanto vem do Plano 2 (software), quanto de serviços, e assim por diante. Em cada nível, é possível chegar até o lançamento individual que está no ERP de origem, o que elimina a dúvida sobre de onde veio qualquer número.
A Budget Trends 2025 quais foram os maiores desafios do financeiro na análise de resultados?
Os três desafios mais citados foram: uso excessivo de planilhas, falta de recurso tecnológico e falta de confiança nos dados históricos. A pesquisa é conduzida anualmente pela Treasy com centenas de empresas referência em controladoria e FP&A e está no seu quinto ano de edição.
Em qual plano do Treasy as três visões do DRE estão disponíveis?
As três formas de análise (mapa, painel e relatório) estão disponíveis no plano Light do Treasy, que também inclui a funcionalidade Meus Resultados. É possível criar uma conta gratuita e já conectar o ERP para começar a usar.
Como o painel ajuda a identificar padrões no resultado financeiro?
O painel exibe cada indicador em gráfico de barras ou linhas mês a mês, permitindo visualizar tendências, sazonalidade e anomalias que não são perceptíveis em uma análise de linha por linha. No episódio, o painel revelou que a receita saiu de R$ 104 mil em janeiro e chegou a R$ 139 mil em dezembro (crescimento de 33%), com queda no primeiro trimestre e recuperação a partir do segundo semestre.
Uma empresa com mais de uma unidade de negócio consegue usar as três visões de forma consolidada?
Sim. As três formas de análise suportam visualização consolidada (todas as unidades juntas) ou individual por unidade de negócio. O mesmo vale para grupos com mais de uma empresa: é possível alternar entre a visão consolidada do grupo e o resultado individual de cada empresa dentro do Treasy.
Qual a relação entre o mapa e o planejado versus realizado?
No mapa, quando há orçamento lançado no Treasy, é possível comparar o realizado com o planejado diretamente nos indicadores. A mesma estrutura de mapa, painel e relatório serve tanto para análise do realizado quanto para o acompanhamento de desvios em relação ao orçamento, sem precisar alternar entre ferramentas.
Por que o episódio usa uma empresa de SaaS como exemplo?
Porque o SaaS tem características que ficam bem visíveis no mapa: margem de contribuição alta (89% no exemplo), custos variáveis baixos concentrados em infraestrutura de nuvem, e gastos com pessoal como principal ofensor do resultado depois da margem. Isso facilita mostrar como a análise vertical e a estrutura de indicadores revelam os pontos de atenção sem precisar de explicação extensa.
O que é a modelagem financeira e por que ela precede as análises do DRE?
A modelagem financeira é o processo de classificar as contas do ERP dentro do Treasy: quais lançamentos são receita, quais são custo variável, quais são gasto com pessoal, quais são despesa fixa. Sem ela, o Treasy não sabe como montar os indicadores do DRE. O episódio Treasy na Prática número 3 cobre esse processo completo para um plano de contas de empresa fictícia.
Quando usar o relatório versus o mapa na reunião com a diretoria?
Use o mapa para abrir a reunião e construir o contexto: a história do resultado do período. Use o relatório quando surgir uma pergunta específica sobre um número, pois ele permite ir até o nível de detalhe necessário em segundos. A sequência recomendada é: mapa para abrir, painel para dar profundidade e relatório para responder perguntas.
É possível customizar o mapa com a nomenclatura e estrutura da minha empresa?
Sim. O mapa do Treasy é customizável: a nomenclatura de cada indicador, a ordem de exibição e a estrutura de composição de cada linha seguem a modelagem financeira que sua empresa definiu. O que aparece em 'deduções de vendas', por exemplo, é exatamente o que foi classificado nessa categoria durante a modelagem, podendo incluir impostos, descontos, repasses e meios de pagamento.

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