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Budget Trends 2016-2017: a primeira pesquisa de controladoria do Brasil

A primeira edição da Budget Trends mapeou o cenário de Planejamento e Controladoria no Brasil em 2016-2017. Veja os números e baixe o relatório de graça.

Neste artigo

No fim de 2016, a Treasy realizou a primeira edição da Budget Trends — à época, a mais completa pesquisa sobre Planejamento e Controladoria já feita no Brasil. O país vivia um momento econômico difícil, de risco de aumento da carga tributária e dos custos de operação, e a pergunta que ficava no ar era: como as empresas vão se mexer no tabuleiro para não só sobreviver, mas prosperar? A pesquisa nasceu para responder isso com dados — e para apontar os “low-hanging fruits”, as oportunidades em que a empresa investe pouco e colhe muito.

Para baixar o relatório completo gratuitamente, é só clicar neste link ou no botão ao final do post.

Capa pesquisa Budget Trends 2016-2017 primeira pesquisa controladoria Brasil

O foco: refletir 2016, preparar 2017

Seria chover no molhado dizer que uma empresa não sobrevive sem uma boa gestão econômica — a não ser que esteja num “oceano azul”, um mercado de baixa competição, o que é raro. Como diz a frase atribuída a Beto Sicupira, sócio de Jorge Paulo Lemann, “custos são como unhas, devem sempre ser aparados”. Mas aparar custos exige primeiro enxergá-los: organizar os números de forma estruturada, com fácil acesso e qualidade, e ter alguém — um profissional ou uma área de controladoria — observando e agindo sobre eles. No centro de tudo está o processo orçamentário, que funciona como a “cola” de todo o Planejamento e Controladoria: prever cenários, simulá-los e acompanhá-los de forma estruturada.

Antes de falar de soluções, porém, a pesquisa quis conhecer o problema a fundo, destrinchá-lo e definir o que atacar primeiro. Foi com essa lógica que, no fim de 2016, a Treasy ouviu profissionais de Planejamento e Controladoria de todo o Brasil para montar o panorama da área.

Os números da primeira edição

IndicadorResultado
Perfil das empresas60% prestadoras de serviço (20% globais e consultoria)
Faixa etária44% têm mais de 41 anos
Gênero74% homens
Cargos no topo da pirâmide~33% (diretores, CEO, CFO, sócios e donos)
Indústria18% das respostas
ONGs e setor público~4% — gestão econômica importa em qualquer segmento

Principais achados

O retrato que emerge é de um público qualificado e experiente. A predominância de prestadoras de serviço (60%, das quais 20% de serviços globais e consultoria) mostra um setor que vive de margem e, por isso, sente na pele cada ponto percentual de custo. O perfil é sênior — 44% com mais de 41 anos — e ainda bastante masculino (74%), um traço que se repetiria nas edições seguintes. Talvez o dado mais revelador seja o dos cargos: quase um terço dos respondentes está no topo da pirâmide organizacional (diretores, CEOs, CFOs, sócios e proprietários), o que indica que a gestão econômica deixou de ser tema só do “financeiro” e subiu para a mesa da decisão.

A diversidade de segmentos reforça o ponto: a indústria respondeu por 18% das respostas e, curiosamente, quase 4% vieram de ONGs e do setor público — prova de que organizar os números com vistas ao orçamento é cada vez mais importante, seja qual for o tipo de organização.

O que são os “low-hanging fruits”

Em tradução livre, “low-hanging fruits” são as “frutas que estão caindo do pé”: ações simples, de baixo investimento, que geram impacto imediato no resultado. O grande mérito da pesquisa foi justamente apontar onde estão essas oportunidades — onde a empresa pode investir pouquíssimo e, mesmo assim, virar o jogo. Em vez de tentar resolver tudo de uma vez (e travar), o convite é começar pelas vitórias rápidas, que dão fôlego e engajamento para as mudanças mais profundas que vêm depois.

Como usar a pesquisa na sua empresa

Mais do que um retrato do mercado, a Budget Trends é uma ferramenta de benchmarking. Pegue cada número e confronte com a sua realidade: a sua empresa tem alguém efetivamente cuidando da gestão econômica? Os custos são conhecidos e administrados, ou apenas observados de forma passiva? Existe um processo orçamentário estruturado, ou o planejamento ainda é um exercício anual solto? Onde a resposta apontar uma lacuna, provavelmente há uma “fruta caindo do pé” esperando para ser colhida — e dados concretos ajudam a defender essa prioridade com a diretoria.

Esta foi a primeira de uma série anual que acompanha a evolução do mercado. Veja como o cenário mudou na Budget Trends 2017-2018 (foco em previsibilidade financeira), na Budget Trends 2019, na Budget Trends 2022 e na Budget Trends 2025.

Para baixar a pesquisa gratuitamente, é só clicar no botão abaixo:

Capa pesquisa Budget Trends 2016-2017 primeira pesquisa controladoria Brasil

Perguntas frequentes

O que é Budget Trends 2016-2017?
É uma pesquisa realizada pela Treasy no final de 2016 sobre o cenário de Planejamento e Controladoria no Brasil. O objetivo era entender como as empresas utilizaram boas práticas de gestão de custos em 2016 e quais são as expectativas para 2017, considerando os riscos econômicos do país.
O que são Low-Hanging Fruits no contexto de gestão financeira?
São oportunidades onde sua empresa investe muito pouco e obtém grandes resultados. É como virar o jogo com pouco ou quase nenhum esforço — ações simples que geram impacto imediato no resultado financeiro.
Para que serve uma pesquisa de Budget Trends?
Ela ajuda a entender o cenário geral de planejamento nas empresas brasileiras e identificar onde sua organização pode melhorar com menor investimento. Basicamente, mostra o que está funcionando no mercado e onde estão as oportunidades.
Qual era o contexto econômico do Brasil em 2016-2017?
Era um período de riscos elevados, com possibilidades de aumento da carga tributária e dos custos de operação. Por isso, a pesquisa focou em como as empresas poderiam não apenas sobreviver, mas prosperar nesse ambiente desafiador.
Quem respondeu a pesquisa Budget Trends 2016-2017?
Principalmente profissionais de áreas financeiras e de controladoria. O público respondente era 60% de empresas prestadoras de serviço, sendo 74% masculino e 44% com idade acima de 41 anos. Isso mostra que a pesquisa captou a visão de profissionais experientes.
Por que conhecer o problema antes de implementar soluções?
Porque sem entender o cenário real da sua empresa e do mercado, você investe em soluções que talvez não resolvam o gargalo mais urgente. A pesquisa Budget Trends faz essa análise profunda para você atacar o que realmente importa primeiro.
Qual é a diferença entre Planejamento e Controladoria?
Planejamento é o processo de prever cenários econômicos, simular possibilidades e definir metas. Controladoria é o acompanhamento estruturado desses cenários, garantindo que o plano saiu do papel e está gerando resultado. Os dois trabalham juntos.
Como o orçamento funciona dentro de uma empresa?
O orçamento atua como uma cola que conecta todo o Planejamento e a Controladoria. É o processo de prever cenários econômicos, simulá-los e acompanhá-los de forma estruturada, garantindo que a organização consiga sobreviver, crescer e prosperar.
Por que custos devem ser aparados constantemente?
Porque custos tendem a crescer naturalmente ao longo do tempo se não forem gerenciados. A metáfora de Beto Sicupira (sócio de Jorge Paulo Lemann) é clara: como unhas, devem ser aparados regularmente. Custos não controlados consomem o lucro sem você perceber.
Uma empresa precisa ter estrutura de Controladoria para sobreviver?
Depende do mercado em que atua. Se está em um mercado muito competitivo, sim — a gestão econômica estruturada é essencial. Se está em um oceano azul (baixa competição), pode sobreviver mesmo sem. Mas crescer e prosperar exige números bem organizados e observados com atenção.
Qual é o maior erro ao implementar processos de orçamento?
Colocar a solução antes de entender o problema. Muitas empresas começam com um software ou modelo complexo sem antes diagnosticar o que realmente está quebrado. A pesquisa Budget Trends ajuda a mapear essas prioridades.
Como o mercado têxtil dos anos 90 exemplifica a importância da gestão econômica?
Naquela época, o setor enfrentou um boom competitivo que liquidou empresas desorganizadas. Quem tinha controle de custos e operações estruturadas conseguiu sobreviver e crescer. Quem não tinha, saiu do mercado. É a prova de que bons números salvam empresas.
O que você encontra no reporte completo do Budget Trends 2016-2017?
Um panorama geral do cenário de planejamento e controladoria no Brasil, mais um mapeamento detalhado de low-hanging fruits — oportunidades específicas onde sua empresa pode investir pouco e obter grandes resultados.
Quanto custa implementar melhorias de controladoria na minha empresa?
Depende da oportunidade. Justamente por isso existem as low-hanging fruits — ações que geram impacto significativo com pouco investimento. A pesquisa mostra quais são essas ações para diferentes tipos de empresa.
Minha empresa precisa de uma ferramenta de orçamento?
Não necessariamente. O que sua empresa precisa é de números bem organizados, com fácil acesso, qualidade e, principalmente, de alguém observando esses números com atenção e agindo sobre eles. Se isso está acontecendo em planilha e dando resultado, ok. Se não está, então sim, uma ferramenta ajuda.
As recomendações da pesquisa Budget Trends servem para empresas pequenas?
Sim. Embora a pesquisa tenha respondentes principalmente de empresas maiores, as boas práticas de gestão de custos e planejamento são universais. As low-hanging fruits incluem oportunidades de diferentes tamanhos de empresa.
Qual é o primeiro passo para começar a melhorar a gestão econômica?
Conhecer o problema a fundo. Antes de implementar soluções, mapeie seu cenário atual: onde estão seus maiores custos, qual é o seu ciclo de fechamento contábil, como é feito o planejamento hoje. Depois de entender isso, você identifica as low-hanging fruits.

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