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Quanto custa um funcionário e todos os encargos trabalhistas envolvidos?

Entenda como os encargos trabalhistas encarecem o custo de um funcionário e quais deles você precisa se preocupar para pagar certo.

Neste artigo

A empresa cresceu e está na hora de contratar os funcionários? Esse é um custo que pode assustar. Isso porque um funcionário que recebe, num exemplo prático, a remuneração de R$ 2.000,00 mensais, pode custar mais do que o dobro desse valor dependendo do regime tributário vigente.

Encargos trabalhistas

Na tentativa de se definir o custo total de um novo funcionário, é essencial levar em conta que este valor, de maneira nenhuma, é limitado exclusivamente ao salário que ele receberá todos os meses. De fato, a remuneração mensal equivale a pouco mais de 30% do custo real, sendo o restante o resultado da grande quantidade de impostos e atribuições aplicadas aos empregadores e aos trabalhadores — no fim do dia, esse custo atinge facilmente o patamar de até 190% em cima do valor do holerite do trabalhador, é quase como se você contratasse duas pessoas.

Parece muito? Ou nem tanto? Continue com a gente, descubra quanto custa um funcionário e quais são os cálculos necessários para se chegar a este valor. Neste artigo, detalhamos todas as informações para ajudar você a saber o que deve ser levado em conta no momento de aumentar sua equipe!

O impacto da contratação de um funcionário

Fato é que apenas sabendo qual o custo de um funcionário que o empreendedor é capaz de se organizar para reduzir gastos, programar investimentos e calcular a quantidade ideal de colaboradores necessários ao seu negócio. Assim, ele garante que a empresa consiga encarar um crescimento com a melhor relação custo-benefício, evitando que haja uma "superpopulação" de colaboradores ou um déficit de mão de obra, sobrecarregando os funcionários e abrindo brechas para processos trabalhistas.

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Quanto custa um funcionário

Uma das primeiras regras cujo cumprimento é fundamental na hora de contratar um funcionário é que as empresas devem pagar 37% sobre o valor do salário líquido de encargos sociais — 29% deste total vai somente para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em uma situação cotidiana, por exemplo, para um trabalhador que é contratado com um salário mensal de R$ 2.000,00, essa contribuição representa R$580,00. Ainda na esfera dos 37% em encargos sociais, os outros 8% (R$ 160,00, no caso do nosso exemplo) são destinados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Contudo, os gastos não param por aí. Para completar a equação, também é necessário que o empreendedor leve em consideração os gastos periódicos, que acontecem todos os anos, mas não todos os meses, como as férias e o 13º salário. É como se a empresa tivesse que arcar com 8,33% mensalmente para cada um deles, mais o adicional de ⅓ das férias. Assim, ao final de 12 meses teria os 100% de contribuição. Com base em um holerite mensal de R$ 2.000,00, na prática, a empresa do nosso exemplo teria que guardar R$166,66 para o 13º salário mais R$222,21 para as férias e o adicional todos os meses. Dessa forma é importante fazer a provisão desses encargos nesse post: Veja a relação entre o Orçamento X Provisão X Previsão e entenda também a diferença entre fundo, reserva e provisionamento.

Dessa forma, é possível ter uma visão geral dos principais gastos chamados sociais em uma empresa, embora ainda existam custos adicionais não periódicos para se considerar: custeio de uniformes, afastamentos por licença-maternidade ou licença-paternidade — que correspondem a 1% do custo — e ausência por doença ou acidente de trabalho, que dificilmente passam de 2% do custo total. São valores importantes que, embora não pareçam muito relevantes isoladamente, somados podem representar mais de 3,5% sobre o valor total de um funcionário.

Existem ainda alguns custos adicionais, como o vale-transporte, que se enquadram como extras ao empregador. O cálculo do vale-transporte funciona assim: considerando que a passagem individual custa R$ 4,00 e o colaborador precisa de duas por dia, temos um total de R$ 8,00 diários durante 22 dias úteis de trabalho no mês, totalizando R$ 176,00. Desse valor, a legislação define que o funcionário deve arcar com 6% do seu salário. Assim, se ele recebe R$2.000,00, R$120,00 são descontados da folha de pagamento, restando R$ 56,00 para a empresa assumir.

Vale refeição

O mesmo acontece com o vale-alimentação concedido por algumas empresas. Supondo que esse valor — que, em algumas categorias, é definido coletivamente pelo sindicato dos trabalhadores — seja de R$ 15,00 por dia, o custo total no fim do mês será de R$ 330,00. Assim como no caso do vale-transporte, o funcionário assume 20% desse valor, restando para a empresa R$ 264,00. Outras obrigações resultantes de convenções coletivas envolvem seguro de vida, plano de saúde e contribuições a programas de qualificação.

O custo de um funcionário nos diferentes regimes tributários

As empresas registradas no Simples Nacional, de acordo com a legislação, não pagam encargos referentes ao INSS patronal, salário educação, seguro acidente do trabalho (SAT) e contribuições ao SENAI, SESI, SEBRAE ou Incra. De todo modo, os outros encargos e benefícios devem entrar na conta:

  • Férias: 11,11%
  • 13º salário: 8,33%
  • FGTS: 8%
  • FGTS/Provisão de multa para rescisão: 4%
  • Previdenciário sobre 13º/Férias/DSR: 7,93%

Total: 39,37%

Isso significa que praticamente 40% do dinheiro gasto pela empresa para custear um colaborador não irá para o seu salário.

Já para as empresas dos regimes Lucro Real e Lucro Presumido, o mecanismo para o cálculo é o mesmo. Há, porém, o acréscimo da alíquota de terceiros (Incra, SENAI, SESI ou SEBRAE), o INSS patronal e outros encargos não existentes para as pequenas empresas:

  • Férias: 11,11%
  • 13º salário: 8,33%
  • INSS: 20%
  • Seguro acidente de trabalho (SAT): 3%
  • Salário educação: 2,5%
  • Incra / SENAI / SESI / SEBRAE: 3,3%
  • FGTS: 8%
  • FGTS/Provisão de multa para rescisão: 4%
  • Previdenciário sobre 13º/Férias/DSR: 7,93%

Total: 68,18%

Calculando o custo final de um funcionário

Para saber quanto custa um funcionário, deve-se primeiro considerar os gastos diretos de contratação, que são aqueles pagos ao colaborador (salário e benefícios), e depois os custos indiretos, que são os encargos que a empresa paga ao governo, que podem variar de acordo com a categoria profissional.

Em um cálculo simples, partindo da premissa de que todas as obrigações fiscais sejam obedecidas à risca, para calcular o custo da manutenção de um funcionário seria necessário considerar a soma de todas as verbas trabalhistas: 13º, férias e adicional, vale-alimentação e vale-transporte, além das contribuições sociais como o INSS, considerando também indenizações em caso de demissão, impostos e encargos previstos em lei.

Somando todos os benefícios obrigatórios e encargos sociais com base no ano de 2018, o custo de um funcionário que recebe um salário de R$ 2.000,00 ficaria da seguinte forma:

E então, está se sentindo mais seguro para contratar um funcionário? Com base no que vimos neste artigo, faça um bom planejamento antes de sair contratando. Avalie o momento pelo qual sua empresa está passando e a real necessidade de ampliar a equipe. Depois, coloque na ponta do lápis todos os valores e, então, tome uma decisão com segurança. Assim, tanto a sua empresa quanto o novo colaborador ficarão satisfeitos e poderão atuar em conjunto para conquistar melhores resultados!

Conclusão

Para ajudar você nesse desafio, preparamos um e-book que fala justamente sobre encargos, benefícios e planejamento de contratações. Além disso, o material mostra como fazer projeções salariais e também demissões. São dicas, melhores práticas e cuidados para você não errar ao gerenciar seu capital humano. Clique na imagem abaixo e faça o download gratuito agora mesmo:

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Esperamos que você tenha gostado deste artigo. Ficou com alguma dúvida ou quer contar uma experiência? Fique à vontade. Estamos aqui para ouvi-lo e trocar ideias.

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Perguntas frequentes

Quanto custa realmente um funcionário com todos os encargos?
Um funcionário que recebe R$ 2.000 de salário pode custar até R$ 3.800 ou mais para a empresa, dependendo dos encargos. Isso porque além do salário, você paga INSS (29%), FGTS (8%), férias, 13º salário e outros custos — totalizando aproximadamente 90% a 190% acima do valor que ele recebe na mão.
Quais são os principais encargos trabalhistas que preciso pagar?
Os principais são: INSS (29% do salário), FGTS (8%), 13º salário, férias com adicional de 1/3, e custos eventuais como licença-maternidade/paternidade (1%) e afastamentos por doença (até 2%). Juntos, esses encargos representam 37% do salário só em contribuições diretas, mais os gastos anuais provisonados mensalmente.
O que é FGTS e quanto custa?
FGTS é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A empresa deposita 8% do salário mensalmente em uma conta em nome do funcionário. Para um salário de R$ 2.000, isso equivale a R$ 160 por mês. O funcionário só pode sacar em situações específicas, como demissão ou compra de imóvel.
Como funciona a provisão de 13º salário e férias?
Você não paga 13º e férias mensalmente, mas deve guardar dinheiro todo mês para quando chegar a hora. Para um salário de R$ 2.000, reserve R$ 166,66 por mês para o 13º e R$ 222,21 para férias (incluindo o adicional de 1/3). Ao final do ano, você terá o valor integral necessário.
O INSS do funcionário é descontado do salário dele ou pago pela empresa?
O INSS tem duas partes: o desconto no salário do funcionário (8% a 11%, dependendo da faixa salarial) e a contribuição patronal da empresa (29%). O funcionário vê apenas o desconto no holerite; a empresa paga a parte dela além disso.
Quanto custa uma licença-maternidade ou paternidade para a empresa?
Licença-maternidade custa aproximadamente 1% do custo total anual do funcionário. Durante esse período, a empresa continua pagando o salário (ou parte dele, dependendo da legislação), mas o funcionário não gera receita. É um custo que deve ser considerado na hora de contratar mulheres em idade fértil ou homens que possam ser pais.
Qual é o impacto de contratar um funcionário no fluxo de caixa?
Um funcionário de R$ 2.000 pode custar entre R$ 3.400 a R$ 3.800 por mês em despesas fixas (salário + encargos diretos). Some a isso a provisão de 13º e férias (R$ 388), e você terá um custo mensal de aproximadamente R$ 3.788. Isso deve aparecer no seu planejamento financeiro antes de contratar.
Como calcular o custo exato de um funcionário para minha empresa?
Pegue o salário bruto, some 37% de encargos diretos (INSS + FGTS), depois adicione 8,33% para provisão do 13º e 11,11% para férias com adicional. Para custos eventuais (licença, afastamentos), adicione 2% a 3%. Use uma planilha ou ferramenta de FP&A para manter esse cálculo atualizado com cada mudança salarial.
Vale a pena contratar um funcionário CLT ou é melhor fazer de outra forma?
Depende do seu negócio. CLT tem encargos altos (90% a 190% acima do salário), mas oferece estabilidade e cumprimento legal. Se você precisa de trabalho contínuo e quer evitar processos trabalhistas, CLT é o caminho. Para demandas pontuais, outros regimes podem ser mais baratos, mas com menos proteção legal para ambos.
Quem paga o FGTS — a empresa ou o funcionário?
A empresa paga integralmente os 8% do FGTS. Esse dinheiro fica em uma conta em nome do funcionário, que pode usar em situações específicas. O funcionário não desconta nada do seu salário para FGTS; é uma obrigação do empregador.
O custo de um funcionário muda de acordo com o regime tributário da empresa?
Sim. Uma empresa em Lucro Presumido, Lucro Real ou Simples Nacional pode ter encargos diferentes dependendo de como a lei trata cada contribuição. Mas os encargos trabalhistas (INSS, FGTS, 13º, férias) são praticamente os mesmos. Consulte um contador para saber como seu regime tributário específico afeta o cálculo final.
Quanto custa um funcionário estagiário ou aprendiz comparado com um CLT?
Estagiários e aprendizes têm encargos menores. Um aprendiz, por exemplo, paga um INSS reduzido (2% a 3%) e não gera FGTS. O custo total pode ser 40% a 50% menor que um CLT. Mas a contratação é limitada a cargos específicos e há restrições de horário e período.
Como a contratação de um funcionário impacta o lucro da empresa?
Um funcionário que custa R$ 3.800 por mês precisa gerar receita acima desse valor para ser rentável. Se sua margem média é 30%, ele precisa gerar vendas de R$ 12.667 só para cobrir seu custo. Se não gerar isso, estará comendo lucro. Por isso é fundamental calcular o retorno esperado antes de contratar.
Existe diferença de custo entre contratar um funcionário senior e um junior?
Sim. Um junior pode receber R$ 1.500 e custar R$ 2.850 por mês. Um senior recebendo R$ 5.000 custará R$ 9.500 por mês. Além do salário maior, a proporção de encargos é a mesma (37%), mas o impacto no caixa é muito diferente. Considere o valor que cada um agrega ao negócio.
Quais custos com funcionários não aparecem no salário mas impactam o orçamento?
Além dos encargos legais, há custos operacionais: uniforme, vale-refeição, vale-transporte, treinamento, equipamento de trabalho, e software se aplicável. Alguns desses podem ser deduzidos do salário (vale-transporte), mas outros saem do bolso da empresa e não aparecem no holerite.
Por que é importante provisionar 13º e férias todo mês?
Porque quando chegar dezembro ou junho, você precisa ter esse dinheiro em caixa. Se não guardar mensalmente, em dezembro você pode não ter caixa para pagar o 13º de todos os funcionários. Provisionar é se organizar financeiramente para não ficar apertado. Isso é especialmente importante em empresas com muitos funcionários ou em setores com sazonalidade.
Como reduzir o custo total de um funcionário?
Os encargos legais (INSS, FGTS, 13º, férias) são obrigatórios e não dá para reduzir. O que você pode fazer é: negociar um salário base menor (o que reduz proporcionalmente), oferecer benefícios não-tributáveis (como vale-refeição descontado na folha), ou otimizar custos operacionais como uniforme ou treinamento. Outra opção é aumentar a produtividade desse funcionário para que ele gere mais receita com o mesmo custo.
Qual a diferença entre custo do funcionário e salário líquido que ele recebe?
Salário líquido é o que ele recebe na conta: R$ 2.000 menos descontos de INSS, imposto de renda, etc. Custo total é o que sai do caixa da empresa: salário bruto mais FGTS, 13º e férias provisionados. A diferença pode ser de 80% a 100% a mais. Por exemplo, um salário líquido de R$ 1.500 pode custar R$ 2.800 para a empresa.

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