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Expandindo o horizonte de tempo para escalar sua startup

Neste artigo

Horizonte do tempo para escalar sua startup

Quando uma startup toma forma, as primeiras semanas, meses e anos passam rapidamente. Tanto que costuma-se comparar os anos dentro de uma startup a anos caninos, já que um ano de vida de um cão equivale a aproximadamente quatro anos humanos.

Ou seja, em um ano, a startup evolui pelo menos quatro vezes mais do que uma empresa tradicional evoluiria.

Exatamente por conta dessa dinâmica, a “fórmula” do sucesso para escalar sua startup também precisa acompanhar as mudanças, de acordo com cada momento.

Os primeiros anos

A equipe se reúne, a lâmpada acende, os métodos são formulados e reformulados, de novo e de novo, conforme os clientes fornecem feedback. Por vezes, a equipe precisa cortar certas mudanças no produto, desacelerar um pouco o ritmo frenético, a iniciativa gera retorno.

Em seguida, a equipe retorna o foco para a contratação, a evolução do produto e o fechamento de novos clientes. No entanto, continuar dessa forma não é o caminho para a grande escala. Há um passo crítico em falta.

Nos primeiros dias da empresa, os fundadores planejam como deve ser cada semana. Reuniões com clientes, lançamentos de produtos, discursos para novos investidores. Três metros para chegar ao meio de campo, cair em uma disputa de bola, levantar e lutar para avançar mais três metros até o ataque. Todo santo dia...

De repente, o negócio está funcionando!

Os fundadores contrataram inicialmente líderes de departamento que gerenciam funcionários. Dentro de algum tempo, os líderes passam a gerenciar também outros líderes. Há espaço para respirar o suficiente e sair de férias. Quando os fundadores retornam, a empresa continua decolando mesmo com sua ausência.

Que sensação!

Os próximos anos

Adentrar no dia a dia tático faz parte do instinto, porém, é um grande e perigoso erro. É nessa hora que se deve olhar para frente. Começando para os próximos três meses, para então os próximos seis, depois doze meses e enfim, dois anos à frente.

O que o negócio precisará em seis meses? Um novo coordenador de Sucesso do Cliente, novos recursos para se movimentar no mercado, firmar relacionamentos com empresas de pesquisas, um novo espaço para o escritório, um balanço maior, uma solução de parceria…

E daqui a doze meses? Precisará construir uma marca, recrutar mais 100 pessoas, levantar capital, desenvolver um roteiro de produto a longo prazo, entender como funciona a dinâmica competitiva do mercado…

Para responder a essas perguntas, a equipe precisa olhar para além das ideias individuais de hoje, das entregas do time de engenharia deste mês e do canal de vendas deste trimestre. É necessário expandir seu horizonte de tempo. Antecipar o que a empresa precisará dentro de alguns trimestres e aí então, realizar um planejamento para atingir esses objetivos e começar a trabalhar neles hoje.

À medida que o negócio cresce em escala, a equipe que gerencia precisa planejar mais e mais à frente. Ambições mais amplas exigem planejamento de longo prazo. E então tudo volta para a rotina do cotidiano, atingir o crescimento da semana, diminuir o tempo de resposta do atendimento ao cliente…

Nadadores de águas abertas escolhem um ponto fixo para guiá-los enquanto nadam para que não fiquem ziguezagueando e desperdiçando esforços e então, mergulham na água durante 20 ou 30 metros. Quando levantam a cabeça novamente, corrigem um pouco a localização em que estão com base no ponto escolhido e depois, voltam a nadar. Eles são o exemplo prático entre planejamento a longo prazo e execução a curto prazo. Traçar o objetivo e se ajustar à ele ao longo da execução. É o mesmo com uma startup.

Bússola para escalar sua startup

bússola para escalar sua startup

Você deve estar se perguntando que ponto fixo seria esse quando o assunto é sua empresa. Esse ponto é a meta que você busca! Sim, você precisará definir o que chamamos de OMTM (One metric that matters), em português: a métrica que importa.

A partir dessa métrica será possível definir os próximos passos, como ações por setor da empresa, indicadores chave de desempenho e por aí vai. Tudo para, ao final, compor um Orçamento Empresarial.

É exatamente esse Orçamento que permitirá acompanhar de perto os números do negócio e sinalizar se você está ou não na direção certa. Mas se não sabe por onde começar, damos a dica, conheça os principais indicadores financeiros e comece a monitorá-los. O nosso e-book Guia para Definir Indicadores Orçamentários pode auxiliar sua empresa nesse momento. Para ter acesso ao material, basta clicar no banner abaixo:

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Concluindo

Portanto, lembre-se que não há fórmulas para o sucesso, mas a gestão da sua startup precisará seguir a dinâmica de crescimento que ela mesma vive. Logo, nos primeiros anos, as necessidades são bem distintas dos anos seguintes. O que exigirá de você maior maturidade orçamentária, principalmente para continuar crescendo e escalar sua startup.

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**Parte desse texto foi inspirado original em inglês: http://tomtunguz.com/expanding-the-time-horizon/

Perguntas frequentes

O que significa 'expandir o horizonte de tempo' para uma startup?
É a prática de planejar além do dia a dia tático. Significa olhar 3, 6, 12 meses e 2 anos à frente para antecipar o que a empresa vai precisar e começar a trabalhar nisso hoje. Sem isso, você fica preso em demandas imediatas e perde oportunidades de crescimento estruturado.
Por que startups crescem mais rápido que empresas tradicionais?
Porque operam com menos hierarquias, testam e refazem processos constantemente com base em feedback dos clientes, e tomarão decisões de forma ágil. Por isso a comparação: um ano de startup equivale a vários anos de evolução em uma empresa tradicional.
Qual é o erro mais perigoso quando uma startup começa a crescer?
Continuar preso no dia a dia tático quando deveria estar olhando para frente. Quando você consegue contratar líderes de departamento e gerentes de gerentes, é hora de parar de fazer tudo pessoalmente e começar a planejar estrategicamente. Se não fizer isso, a empresa plateia.
Como saber quando é hora de mudar de mindset operacional para estratégico?
Quando a empresa consegue continuar crescendo mesmo com os fundadores ausentes. Esse é o sinal de que há uma estrutura de liderança em funcionamento. Dali em diante, o tempo dos fundadores deve ser dedicado a planejamento de médio e longo prazo, não a gestão diária.
O que uma startup deve planejar para os próximos 6 meses?
Recursos específicos: novos contratados (coordenadores, especialistas), infraestrutura (escritório maior, tecnologia), relacionamentos comerciais, campanhas de marketing. Basicamente, tudo que é preciso para manter o crescimento sem apagar incêndios.
E para 12 meses à frente, o que priorizar?
Questões mais estruturantes: construção de marca, recrutamento em massa, rodada de capital, definição do roteiro de produto de longo prazo, entendimento da dinâmica competitiva do mercado. São as bases que suportarão o crescimento dos próximos anos.
Como conciliar planejamento de longo prazo com execução de curto prazo?
O exemplo do nadador de águas abertas explica bem: escolha um ponto fixo (sua visão de 2 anos), nele depois nade 20 ou 30 metros (execução de hoje), levante a cabeça para checar o progresso em relação ao ponto fixo (revisão trimestral), corrija a rota e continue. Planejamento guia execução.
Por que olhar apenas para 3 meses não é suficiente para escalar?
Porque mudanças estruturantes levam tempo. Contratar 100 pessoas não acontece em um trimestre. Construir uma marca reconhecida no mercado também não. Se você só planeja para 3 meses, sempre ficará reativo às pressões do crescimento acelerado.
Uma startup precisa de plano formal para expandir o horizonte de tempo?
Não necessariamente formal no início, mas precisa ser estruturado. Reuniões trimestrais onde a liderança senta e define: o que a empresa precisa daqui a 6, 12 e 24 meses? Como vamos construir isso? Quem é responsável? Sem isso, é só vontade no ar.
O que acontece se uma startup não expandir seu horizonte de tempo antes de crescer demais?
Ela enfrenta crises de escalabilidade: estrutura que não aguenta o crescimento, contratações mal pensadas, falta de capital no momento certo, produto não alinhado ao mercado. Esses erros são muito mais caros de corrigir depois do que de evitar planejando antes.
Como diferenciar planejamento estratégico de micro-gestão?
Planejamento estratégico define direção, metas e prazos amplos para a liderança executar com autonomia. Micro-gestão entra no detalhe diário. A primeira liberta, a segunda prende. Se você expandiu o horizonte de tempo, seus líderes têm espaço para respirar e tomar decisões.
Qual é o papel do feedback dos clientes no planejamento de longo prazo?
É o termômetro que ajusta a rota. No curto prazo, feedback direto o corrige. No longo prazo, padrões de feedback revelam tendências do mercado que você precisa antecipar. Se clientes pedem x, talvez você precise investir em y meses antes que se torne crítico.
Vale a pena parar com inovações rápidas quando se planeja para médio/longo prazo?
Não. Planejamento de longo prazo não mata agilidade, ela a amplia. Você continua testando e iterando no curto prazo, mas dentro de um mapa maior que você definiu. É como navegar: você ajusta a vela todo dia, mas sempre em direção ao destino.
Como comunicar o horizonte de tempo expandido para toda a organização?
De cima para baixo no começo: fundadores e C-level definem a visão de 2 anos e os marcos de 6 e 12 meses. Depois, cada líder de departamento desdobra seus objetivos alinhados a esses marcos e comunica ao seu time. Sem comunicação clara, o planejamento vira exercício de papel.
O que fazer se a startup for muito jovem para planejar 2 anos à frente?
Comece por 6 meses. Se a empresa tem menos de 1 ano, 6 meses já é um horizonte útil. Conforme cresce e ganha maturidade operacional, estenda para 12 e depois 24 meses. O hábito de olhar para frente é mais importante que a duração exata do plano.
Planejamento de longo prazo é o mesmo que previsão de receita?
Não. Previsão de receita é um dos componentes, mas planejamento engloba estrutura, produto, mercado, pessoas, marca, capital. A receita é consequência de bem fazer essas coisas. Planejar apenas receita é colocar a carroça na frente dos bois.
Como saber se o horizonte de tempo está alinhado entre fundadores e líderes?
Faça perguntas diretas: 'Quantas pessoas a gente vai ter em 12 meses?' ou 'Qual vai ser nosso principal produto em 6 meses?'. Se as respostas forem diferentes, o alinhamento não existe. Sessões de planejamento trimestral resolvem isso rapidinho.

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