
Você fecha o mês com cinco filiais abertas, centenas de produtos vendidos e a sensação incômoda de que uma das lojas está corroendo o lucro das outras, sem nenhum número que diga qual. É exatamente esse ponto cego que some quando o orçamento é montado loja a loja. Na demonstração, quem mostra isso na tela é a Manuela, da equipe da Treasy, conduzindo o caso do Marcelo, dono do Supermercado Campos, um exemplo hipotético construído para a demonstração. Ela percorre todo o processo: da estruturação da receita de vendas por canal e família de produto até o DRE comparativo entre filiais, o fluxo de caixa e os indicadores de margem e ponto de equilíbrio.
O problema que a maioria das redes de comércio enfrenta
Quem opera mais de uma loja sabe que o faturamento consolidado esconde mais do que revela. Uma filial pode estar crescendo enquanto outra corrói a margem, e sem uma abertura por canal você só descobre o problema quando ele já está grande. A gestão orçamentária resolve exatamente isso: ela força a empresa a estruturar as projeções por unidade de negócio antes de olhar o total.
No caso do Marcelo, a Manuela monta o Treasy para que cada uma das cinco filiais do Supermercado Campos tenha seu próprio planejado e realizado, comparáveis entre si e com o histórico do ano anterior. O que parece sofisticado na teoria é, na prática, uma questão de modelagem financeira e orçamentária bem estruturada desde o início.
Receita de vendas: canal por canal, família por família
O primeiro módulo do Treasy é a receita. Para uma rede varejista com portfólio amplo, a abertura segue dois eixos: canais de distribuição (as filiais, nesse caso) e famílias de produto (mercearia, hortifrúti, higiene e limpeza, açougue e sog, entre outras). Essa combinação canal × produto é o que permite, depois, filtrar o DRE por loja e entender de onde vem cada centavo da receita.
Para cada combinação, o sistema recebe: - a quantidade mensal planejada e a realizada, - o preço médio de venda, - a receita calculada automaticamente, - a variação em reais e percentual entre o planejado e o realizado.
No exemplo, o Bairro Glória planejou 7.500 unidades de hortifrúti a R$ 8,00, mas realizou 7.000, gerando uma variação negativa de R$ 4.000 (6,67%). Esse número, por menor que pareça, começa a montar o mapa de quais filiais estão abaixo da meta e por qual linha de produto.
Deduções, custos e a margem de contribuição real
Logo abaixo da receita bruta, o orcamento de deduções de vendas registra os três itens que mais impactam a margem no varejo: impostos, devoluções e quebras. No exemplo, 33%, 10% e 15% respectivamente. São percentuais aplicados sobre a receita de cada linha.
Na sequência vem o custo variável, que no varejo é o preço de compra dos produtos. O Treasy aceita o valor em reais ou em percentual da receita, o que facilita muito a vida de quem ainda não tem custos unitários levantados com precisão. Hortifrúti com 10% de custo, sog com 15%: a margem de contribuição por SKU começa a aparecer sem nenhuma fórmula manual.
Gastos com pessoal: encargos calculados automaticamente
O módulo de pessoal organiza os dados em três camadas: unidades de negócio (as filiais), centros de resultado (os departamentos, como padaria, açougue e caixas) e cargos dentro de cada departamento. O sistema pede a quantidade de funcionários e o salário unitário, e a partir daí calcula automaticamente 13º, férias, INSS, FGTS e os benefícios que a empresa queira adicionar.
Para quem já perdeu horas montando planilhas de orçamento de gastos com pessoal, o ponto relevante é esse: o Treasy não exige que o usuário conheça cada alíquota de encargo. O sistema aplica e o gestor confere o total, linha por linha, por departamento e por filial.
Despesas operacionais e investimentos
As despesas operacionais seguem o plano de contas que a empresa já usa no ERP ou um plano mais gerencial criado pelo controller. Aluguel, energia elétrica, água: cada um entra com o valor mensal por filial. O Treasy aceita importação de dados diretamente do sistema operacional para evitar redigitação.
No módulo de investimentos, o sistema trata corretamente a depreciação: ao registrar a compra de um computador por R$ 2.000 com vida útil de 5 anos, ele calcula e distribui a depreciação ao longo do período. O pagamento, por sua vez, pode ser parcelado (no exemplo, 50% à vista e 50% no mês seguinte), e o fluxo de caixa reflete cada parcela no mês correto.
DRE por filial: a análise que o Marcelo não conseguia fazer
Com a estrutura montada, o DRE do Treasy entrega o que o Marcelo precisava desde o início: um demonstrativo que pode ser filtrado por filial, por período ou pelo consolidado de toda a rede. Para cada mês, ele mostra:
- o planejado,
- o realizado,
- o histórico do mesmo mês do ano anterior,
- a variação em reais e percentual entre planejado e realizado.
É o acompanhamento planejado x realizado funcionando com o nível de abertura que o varejo exige. Não é teoria: o Grupo São José, rede varejista com 28 lojas, usou exatamente esse tipo de abertura e reduziu em 80% o tempo dedicado à elaboração de relatórios gerenciais. Ao clicar em "Bairro Medeiros", o gestor vê o DRE só dessa filial. Ao clicar em "Todas", vê o comparativo entre elas. O relatório pode ser exportado para planilha com a estrutura completa.
| Módulo | O que o sistema entrega | Filtros disponíveis |
|---|---|---|
| Receita de vendas | Planejado × Realizado por canal e família de produto | Filial, família, período |
| Deduções de vendas | Impostos, devoluções e quebras em % da receita | Filial, período |
| Custo variável | Preço de compra em R$ ou % do preço de venda | Produto, filial |
| Gasto com pessoal | Salário + encargos calculados automaticamente | Departamento, filial |
| Despesas operacionais | Valor mensal por conta e por filial | Filial, período |
| Investimentos | Depreciação automática e parcelamento no fluxo | Filial, período |
| DRE | Demonstrativo comparativo com histórico e variação | Filial, período |
| Fluxo de caixa | Entradas, saídas e investimentos com saldo final | Filial, canal, produto |
| Indicadores | Margem de contribuição, ponto de equilíbrio, EBITDA, ticket médio | Filial, mês |
Fluxo de caixa e visão gráfica
O fluxo de caixa do Treasy segue a mesma lógica do DRE: filtrável por período, filial e produto. Ele separa entradas, saídas operacionais e investimentos, mostrando cada parcela no mês em que de fato ocorre. No exemplo do computador, 50% aparece em outubro e 50% em novembro, sem precisar de nenhum ajuste manual.
Na área gráfica, o sistema apresenta o resultado do exercício e permite separar visualmente faturamento bruto, deduções de vendas, custo variável, despesas, gasto com pessoal e depreciação. Para uma reunião de acompanhamento com sócios ou diretores, esse painel resolve a leitura do resultado sem precisar abrir o DRE linha por linha.
Cenários e indicadores por filial
O módulo de simulação de cenários orçamentários parte do cenário base montado e permite criar cópias com variações. No caso do Marcelo, um cenário com a abertura de uma sexta filial ou a adição de uma nova linha de produto pode ser construído em minutos, sem alterar o plano original.
Por fim, os indicadores na home do sistema fecham o ciclo: margem de contribuição por filial, ponto de equilíbrio, faturamento bruto, ticket médio, EBITDA e lucratividade, todos filtráveis por canal. É a diferença entre saber, por exemplo, que a rede fatura R$ 500 mil por mês e saber quais filiais cobrem seus custos fixos e quais ainda não chegaram lá.
O que muda na prática para uma rede de comércio
A demonstração deixa claro que o Treasy não foi construído para empresas com uma única linha de receita. A estrutura canal × produto, a abertura de centros de resultado por departamento dentro de cada filial e o DRE comparativo entre unidades são recursos pensados para quem precisa gerenciar complexidade sem aumentar a equipe financeira.
Para uma rede de supermercados, a sequência natural depois de montar esse orçamento é acompanhar os desvios orçamentários mês a mês, entender por que uma filial divergiu do planejado e registrar o plano de ação para corrigir. Essa disciplina, repetida ao longo de alguns ciclos, é o que transforma a gestão de uma rede de intuição sobre qual loja vai melhor em decisão baseada em número.
Quem quer entender melhor como estruturar a modelagem antes de abrir o sistema pode começar por como criar a modelagem financeira e orçamentária da empresa e por planejamento e execução do orçamento. Para o contexto do varejo especificamente, vale também o post sobre orçamento para varejo e as financas para o comércio de franquias. Para distribuidores e atacadistas que operam no mesmo modelo de múltiplos canais, o Treasy tem uma página específica para o segmento de comércio com detalhes de como a estrutura se adapta a cada operação.
Quando quiser tirar o orçamento do papel e colocar os dados do seu ERP entrando direto no sistema, experimente o Treasy de graça e veja cada filial com seu próprio planejado e realizado.
