O que as polêmicas de Donald Trump podem ensinar à diretoria? O papel dos diretores na comunicação e motivação de equipe

Publicado dia 4 de abril de 2017

Trump x Hillary. Trump x Obama. Trump e o twitter. Se você parar para pensar em cada um dos casos, é praticamente certo que acabará associando cada situação com polêmicas. Aliás, as polêmicas de Donald Trump foram o que ajudaram a fazer seu nome estar até na boca do povo que nem se interessava tanto assim por política norte-americana.

Polêmicas de Donald TrumpProva desse sucesso está que inclusive aqui, em terras tupiniquins, na nossa festa mais badalada – o carnaval – máscaras do presidente dos EUA circularam por trios elétricos e marchinhas.

Trump é um homem acostumado a estar nos holofotes (na verdade, dizem que é disso que ele gosta). Empresário, celebridade da televisão norte-americana, milionário e agora presidente, todos concordamos que o homem por trás do The Trump Organization não chegou até onde está por acaso.

Justamente por isso é que está na hora de pararmos um pouco e tirarmos algumas boas lições de tudo que vivenciamos até aqui com o apresentador do The Apprentice. O papo é sobre Diretores e Donald Trump, afinal de contas, nas devidas proporções as responsabilidades assumidas exigem um trabalho igualmente árduo, muita atenção aos detalhes e um bom planejamento estratégico.

A lição será um pouco diferente e, para começar, temos a pergunta: como as polêmicas de Donald Trump podem ajudar Diretores a melhorarem a comunicação com gestores e a motivação de equipe?

As polêmicas de Donald Trump no Twitter: o que diretores têm a dizer

Polêmicas Donald Trump e diretoresO  presidente dos Estados Unidos é o cara que adora um twitter. Isso ninguém pode negar. Sua conta na plataforma já causou atritos com a população, celebridades e até com outros chefes de estado.

Uma prova do desconforto que os tuítes de Donald Trump causam está em um dos resultados da pesquisa realizada pela Duke University/CFO Global Business Outlook. De acordo com ela, CFOs estão muito preocupados com a maneira com que o presidente se comunica com o mundo e o quanto isso pode afetar os negócios.

John Graham, diretor da pesquisa e professor na Duke’s Fuqua School of Business, disse que “CFOs não gostam das flutuações e incertezas que resultam da maneira pela qual o Presidente Donald Trump comunica-se com seu público”.

Essa fala bate com o resultado da pesquisa, a qual mostra que:

  • 67% disseram que o presidente deveria parar de usar o Twitter.

Além disso, ainda no que tange a comunicação a pesquisa aponta o seguinte dado:

  • 70% disseram que o presidente deveria manter-se fiel aos comentários previamente preparados em seu discurso.

Donald Trump CFOOlhando apenas esses dois resultados (outros podem ser encontrados aqui) temos algo muito importante a observar: a pesquisa mostra que diretores financeiros conseguem ver o papel importantíssimo da comunicação para cargos de liderança.

Mesmo tendo sido realizada nos Estados Unidos, com certeza podemos aplicar os resultados ao nosso mundo verde e amarelo e estender o organograma para as demais diretorias.

Então, podemos dizer que Donald Trump comunica-se com uma nação enquanto que diretores de uma maneira geral falam com executivos, gestores e equipes. Observe que não importa a platéia. O que está em jogo aqui é conseguir passar uma mensagem que motive ao invés de amedrontar, que impulsione ao invés de retrair, que una ao invés de separar e que, acima de tudo, mostre que o líder sabe quando tem algo dando errado e é preciso mudar o curso.

O papel dos diretores na comunicação representa, portanto, aquela diferença que faz um líder ser seguido porque é temido ou porque é um motivador.

Polêmicas de Donald Trump ensinam diretores sobre motivação de equipe

Para atingir os objetivos de articular e esclarecer é preciso que diretores façam uso de uma comunicação clara, direta e objetiva. O mesmo, obviamente, é necessário para uma pessoa com um cargo de gerir um país.

Fazendo um comparativo, já que estamos falando de diretoria, dizemos que CEOs são representantes máximos da saúde financeira das empresas enquanto que a principal autoridade do Poder Executivo – o Presidente –  é o representante máximo do povo.

Polêmicas de Donald Trump liderançaPor serem representantes, ambos os papéis exigem que sejam entregues aos seus respectivos públicos informações que transmitem o recado a ser dado – ao mesmo tempo que incentive e motive um grupo a trabalhar em prol de um objetivo em comum.

Empresas trabalham com missão, visão e valores. Em outras palavras, enquanto Presidentes possuem um plano de governo, CEOs têm planejamento estratégico, tático e operacional a seguirem.

As polêmicas de Donald Trump, especialmente no Twitter, deixam inclusive a Casa Branca de cabelo em pé. Isso porque o presidente torna público opiniões que muitas vezes vão contra o que a maioria da população norte-americana acredita – ou até mesmo contra o que diz a própria Constituição dos Estados Unidos.

Continuando com a comparação, é o mesmo que ocorreria se um diretor articulasse estratégias opostas ao definido pelo planejamento estratégico ou pelo orçamento empresarial de sua empresa. Ou ainda, seria o mesmo que um diretor da área financeira não conseguir traduzir aos demais gestores, de uma maneira compreensível, as questões sobre finanças.

Então, como deve ser a comunicação para liderar?

Falando agora do cenário empresarial (mas Donald Trump também poderia seguir essas dicas), algumas sugestões para diretores melhor se comunicarem com seu time são:

  • Comunicar-se com objetividade. Diretores, como líderes, precisam ter concisão e clareza ao se comunicar. Qual é o foco da mensagem? Qual o objetivo? Quem são os receptores? Lembre-se que a linguagem a ser utilizada tem que ser compreensível para quem recebe a mensagem, não para quem a transmite. Evite ser técnico demais.
  • Criar rotinas de comunicação. Ok, um diretor não precisa ser como Donald Trump e enviar mensagens todos os dias, mas deve mostrar-se presente à equipe. Dar feedbacks, reconhecer conquistas e realinhar expectativas são algumas das boas práticas.
  • Dicas de comunicação x Donald TrumpSaber ouvir. Aqui, mais uma vez, temos que usar as polêmicas de Donald Trump como exemplo. Quantas vezes ele não soube ouvir técnicos e especialistas? A questão do aquecimento global é uma boa maneira de ilustrar esse item. No caso do papel de um diretor, é primordial que como líder ele saiba escutar o que o outro tem a dizer, analisar suas opiniões, aceitar sugestões e entender que um diretor não sabe de tudo sozinho. A comunicação possui duas vias, então, é preciso mostrar-se interessado e fazer o interlocutor ver que está sendo ouvido.
  • Não deixar boatos e rumores tomarem conta. Lembre-se, mais uma vez, do presidente dos EUA. Quantas de suas polêmicas já causaram pânico? Como diretor, imagine se de repente corre o boato de que a empresa está com o fluxo de caixa no vermelho e que funcionários não receberão o salário? Esse tipo de coisa acontece quando a liderança é omissa em passar informações ou quando, ao fazê-lo, não consegue adaptar a linguagem para o público. Aqui, mais uma vez os diretores devem ter uma comunicação aberta com seus liderados e utilizar de canais como a intranet para manter a comunicação disponível.
  • Estar próximo. Não adianta passar o dia tuitando se o diretor não consegue entender o papel de cada área na organização. Lembre-se que diretores têm atuações altamente estratégicas nas empresas. Algumas dicas: saber o que está acontecendo nas diversas áreas, entender suas reais necessidades e fazer com que itens como o planejamento orçamentário, por exemplo, leve em conta a demanda de cada setor.
  • Comunicar com motivação. É indiscutível que líderes exercem grande influência na motivação de suas equipes. Exercendo o papel de diretor, não se deve motivar pelo medo (olha as polêmicas do Donald Trump aí), utilizando o desemprego como argumento, por exemplo. Ou, pior: jamais se deve utilizar da superioridade do cargo para obter respeito de colaboradores. Uma boa pedida é motivar pelo reconhecimento, ou seja, parabenizar quem trabalha com dedicação e traz resultados. Além disso, usar da comunicação para transmitir o planejamento da empresa e mostrar como cada setor tem seu papel e exerce influência no lado financeiro são ótimas estratégias.
  • Comunicar dando exemplo. Uma empresa remando para um mesmo objetivo precisa que todos direcionem seus esforços para um mesmo caminho. Com diretores isso não é diferente, claro. Aponte o lema para uma direção e navegue rumo ao crescimento, junto com toda a empresa.

O tweet final

Twitter e Donald TrumpReconhecemos que o presidente Donald Trump é um homem de sucesso, com uma excelente visão para os negócios, focado em resultados e que entende sobre empreendedorismo. O Presidente Republicano gosta dos holofotes e, por estar no centro das atenções da economia mundial, é impossível não mencioná-lo. Igualmente impossível é não se deparar com alguma novidade sobre o novo morador da Casa Branca.

As polêmicas de Donald Trump estão entre as notícias mais visadas e não é para menos. Trump é um líder e, como tal, tudo o que fala tem consequências. O mesmo acontece no mundo corporativo, especialmente quando falamos de diretoria.

Diretores, especialmente os CFOs, detém informações importantíssimas sobre a saúde financeira da empresa. E se problemas nas finanças arruinam relacionamentos, o que dizermos de empresas? Diretores que sabem liderar entendem a relação do papel da comunicação com a motivação de equipe.

Diretores e gestores devem ser transparentes na comunicação. Isso porque é a transparência que faz com que todos os envolvidos saibam o que está acontecendo e como a empresa está remando ao seu objetivo. Isso evita aqueles boatos que podem atrapalhar a execução do planejamento estratégico e orçamentário, o que por consequência pode arruinar as operações de uma organização.

E se o slogan de Donald Trump é “Make America great again”, diretores não precisam polemizar. O que um diretor precisa é ter em mente que seu papel também é o de motivar e engajar, mas sabendo usar a comunicação como ferramenta para unir diferentes áreas de uma empresa em prol de um mesmo objetivo.

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