Como integrar Orçamento Empresarial e Planejamento Estratégico

Publicado dia 6 de dezembro de 2014

Aqui na Treasy utilizamos bastante à expressão “o Orçamento Empresarial é a tradução do Planejamento Estratégico em números”. Por isso que insistimos sempre que esses dois processos devem ser desenvolvidos, realizados e finalizados em forma de um plano consistente a ser seguido.

Orçamento empresarial e planejamento estratégico

É como planejar uma viagem: você define o destino, quando vai sair, quando quer chegar e qual caminho vai percorrer (esse é o Planejamento Estratégico). Depois, faz as contas de quanto dinheiro será necessário para combustível, hospedagem, alimentação e outras despesas. Por fim, define de onde virá esse dinheiro (este é o budget).

Como podemos ver, um depende do outro para que a viagem ocorra com tranquilidade. No mundo empresarial, a relação entre eles não é diferente. Por isso, neste artigo, vamos explicar a importância de unir Orçamento Empresarial e Planejamento Estratégico e como fazer isso de maneira eficiente. Confira!

A importância de unir orçamento empresarial e planejamento estratégico

Na viagem do nosso exemplo, vimos que não faz sentido fazer toda a preparação inicial e depois descobrir que não tem condições financeiras de arcar com tudo. O processo de alinhamento dos planos pode ser traumático. É por isso que as famílias costumam pensar esses passeios de acordo com suas possibilidades.

Na realidade de uma empresa é a mesma coisa. Para que a organização atinja seus objetivos, é imprescindível que o budget esteja integrado e perfeitamente alinhado ao Planejamento Estratégico Corporativo. Isso porque, aqui, o processo de ajustes pode ser mais traumático e trabalhoso, pois envolve muito mais variáveis.

Por isso mesmo, o máximo de pessoas precisam ser envolvidas e ouvidas para realização do Orçamento Empresarial e Planejamento Estratégico. Imagine uma viagem feita em grupo, em que cada um tem um destino em mente e, no final, seguem para um local imposto. É muito provável que o passeio não tenha sucesso ou que muitos desconfortos precisem ser superados durante o caminho.

Se o orçamento é considerado como uma imposição ditada pela diretoria e pela área financeira nas demais áreas da empresa, são grandes as chances dos setores não se engajarem com os objetivos e metas da organização. A participação de todos no processo orçamentário torna esse instrumento uma verdadeira ferramenta gerencial.

O Planejamento Estratégico, como podemos ver, é uma parte bem importante da vida de uma empresa. Então, para ajudar você a realizá-lo da melhor forma, preparamos um e-book que trata de detalhes vitais para a elaboração desse documento, como as etapas e simulações de cenários. Para fazer o download gratuito do material, é só clicar no imagem abaixo.

Planejamento Estratégico e Orçamentário sem Complicações

O que deve ser considerado na realização do Orçamento Empresarial

O primeiro passo do orçamento empresarial é realizar projeções de receitas, deduções, custos e despesas para atingir os resultados financeiros desejados para a organização. E isso precisa ser feito com base em diversos estudos de mercado e do histórico da empresa, olhando para o passado.

Na sequência, vem o momento de fazer a projeção dos investimentos para ampliar ou modernizar a empresa e permitir que os objetivos traçados sejam alcançados. Depois, é necessário mensurar o orçamento. Para isso, é essencial criar um conjunto de indicadores que facilitarão muito a gestão, garantindo a previsibilidade e o comprometimento com os resultados.

Esses 3 passos que citamos são fundamentais para elaborar um orçamento, mas existem outras ações que podem fazer a diferença, como:

  • Realizar o benchmark do processo orçamentário de outras empresas;
  • Mensurar o desempenho da operação continuamente;
  • Integrar o orçamento ao planejamento estratégico empresarial;
  • Fazer a implantação de sistemas orçamentários.

É importante, também, que todos os profissionais que desempenham funções de liderança, como diretores, gerentes, supervisores, coordenadores, técnicos e engenheiros, participem de todo esse processo. Mas, além disso, é relevante que os demais colaboradores sejam ouvidos em algum momento, como já dissemos.

Para auxiliar você em todo esse processo, desenvolvemos a Metodologia Treasy de Gestão Orçamentária, com a qual é possível aprender a fazer tudo o que falamos sobre o orçamento até aqui.

Para apresentá-la a você, fizemos o webinar 5 passos para eliminar o abismo entre a estratégia e a execução, no qual mostramos desde a importância de ter um orçamento até quando se faz necessária uma revisão desse orçamento, passando pelo planejamento orçamentário e a gestão propriamente dita. Acesse agora mesmo clicando na imagem abaixo:

Webinar 5 passos para eliminar o abismo entre o planejamento e a execução

Quais os benefícios de elaborar um Orçamento Empresarial integrado ao Planejamento Estratégico?

Realizar o processo de planejamento orçamentário alinhado ao Planejamento Estratégico oferece uma série de vantagens para as empresas. Confira as principais:

  • Garante que os objetivos da organização sejam atingidos;
  • Reduz os níveis de incerteza em relação ao futuro;
  • Melhora o nível das informações para tomada de decisões;
  • Prioriza o planejamento dos recursos em longo prazo;
  • Garante o máximo de retorno sobre o investimento (ROI);
  • Ajuda no gerenciamento das perspectivas dos investidores;
  • Oferece uma base de comparação para entender se a empresa está caminhando no sentido planejado (análise do planejado x realizado x histórico);
  • Aumenta a lucratividade (reduz custos e ajuda a enxergar novas oportunidades de negócios);
  • Torna a elaboração do planejamento operacional mais eficiente;
  • Controla as atividades de gestão, melhorando a eficiência.

Como começar?

Planejamento financeiroVale lembrar que o Planejamento Orçamentário é um processo e não um evento. Ou seja, para integrar Orçamento Empresarial e Planejamento Estratégico, os planos precisam fazer parte do dia a dia da empresa, sendo analisados constantemente e revisados quando preciso.

Conforme a empresa vai incorporando o processo orçamentário em sua cultura, alguns dos principais elementos para previsão e elaboração do Planejamento Orçamentário, como o fluxo de caixa e o balanço patrimonial, vão auxiliando a gerar cada vez mais informações importantes para a tomada de decisões. Com o tempo, o processo vai ficando cada vez mais fácil.

A primeira versão do orçamento pode ser criado para 1 ano, 6 meses ou, até mesmo, 3 meses. O importante é planejar e acompanhar regularmente os resultados, revisando sempre que necessário e corrigindo oscilações da empresa e também do mercado. Além, é claro, de sempre manter o alinhamento com o Planejamento Estratégico.

Imagine que uma construtora, já consolidada no segmento de médios empreendimentos, está de olho na expansão do mercado de construção civil e resolve aumentar sua capacidade para tentar alçar voos mais altos, pensando em construções maiores. Para isso, é necessário fazer investimentos em equipamentos, inteligência de mercado, marketing, profissionais qualificados, enfim, tudo o que for preciso para que o negócio consiga ampliar seu market share.

Esse movimento fará parte do Planejamento Estratégico, ou seja, dos objetivos da empresa para um futuro de médio ou longo prazo. A partir daí, portanto, é hora de pensar em viabilizar tudo isso e ver se a empresa terá capacidade financeira para bancar esse crescimento.

É neste ponto que entra o Planejamento Orçamentário e todos aqueles passos que citamos anteriormente, de previsão de receitas e despesas. Feito isso, o empresário chega à conclusão de que, por conta própria, não será possível dar o passo que se pretende.

Diante desse diagnóstico, a construtora pode escolher entre diminuir o ímpeto de crescimento e ir mais devagar na expansão ou pensar em alternativas que ajudem a financiar o plano de desenvolvimento. Nesta etapa podem entrar empréstimos, financiamentos ou mesmo investidores. A escolha da melhor opção vai depender da análise criteriosa realizada no Planejamento Orçamentário.

O que não pode acontecer é a empresa manter as metas e objetivos independentemente do orçamento. Imagine que o negócio do nosso exemplo comece a executar o plano de crescimento e, ao longo do ano, as receitas necessárias para financiá-lo não entrem no caixa. O prejuízo será grande, seja por conta de dívidas, seja pela estagnação do crescimento e paralisação de todos os objetivos traçados. Tudo o que falamos até aqui visa evitar essa situação.

Concluindo

Ficou claro que a gestão de uma empresa precisa caminhar sempre de maneira alinhada, não é mesmo? Se todos os processos não estiverem em sintonia, fica praticamente impossível caminhar em um sentido que conduza ao sucesso. Isso porque objetivos e realidade não estarão alinhados.

A mensagem que fica é: tenha os pés no chão sempre. Isso vale para períodos de bom faturamento e também para momentos de baixa receita. Em ambos, a empresa precisa trabalhar sempre de maneira coerente e sem meter a carroça na frente dos bois.

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