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Glossário de FP&A

Aplicações financeiras

O que é

Aplicações financeiras são os recursos do caixa da empresa investidos em produtos do mercado financeiro, como CDBs, fundos e títulos, com o objetivo de rentabilizar o dinheiro parado. Elas têm liquidez variável e fazem parte da administração do caixa, que decide o quanto manter disponível e o quanto aplicar. A escolha considera o custo de oportunidade entre manter dinheiro em caixa e convertê-lo em investimentos.

Essa conta inclui decidir quanto guardar como reserva de caixa, e importa para quem decide onde guardar o caixa que sobra depois de pagar as contas do mês.

Como funciona

Na prática, o gestor financeiro separa o caixa em duas camadas: a reserva de curtíssimo prazo, com liquidez diária, e o excedente, que pode ir para aplicações com prazo maior e retorno melhor, como CDBs de banco médio, fundos de renda fixa ou debêntures.

Quanto mais previsível o fluxo de caixa da empresa, menor a reserva de liquidez imediata precisa ser, e mais dinheiro pode migrar para aplicações que rendem mais. A decisão se repete todo mês, à medida que entra e sai caixa da operação.

Exemplo prático

Uma distribuidora de autopeças mantém R$ 400.000 em caixa, mas usa só R$ 120.000 no dia a dia. Ao aplicar os R$ 280.000 restantes num CDB que rende 1% ao mês, ela ganha R$ 2.800 no primeiro mês, valor que cresce junto com o saldo aplicado.

Sem essa aplicação, o mesmo dinheiro parado na conta corrente rendia perto de zero. Em um ano, mantendo o saldo aplicado, a diferença passa de R$ 30.000: o equivalente a um mês inteiro de despesas fixas da empresa.

Como interpretar e erros comuns

Tratar caixa parado como seguro só porque está disponível, sem calcular o custo de não aplicá-lo, é o erro mais caro: o mesmo raciocínio que se aplica a dinheiro parado em estoque vale para dinheiro parado em conta corrente.

Os demais erros cabem numa frase cada: aplicar em produtos de prazo longo o dinheiro que a operação vai precisar em poucas semanas força um resgate antecipado com perda de rendimento, e ignorar o risco do emissor esconde que nem todo CDB ou fundo tem a mesma segurança, sendo que o retorno mais alto costuma vir com risco maior.

Para ir além

Leve Aplicações financeiras para dentro da rotina financeira da sua empresa.

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