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Glossário de FP&A

Exaustão

O que é

A exaustão é a redução do valor de um ativo decorrente da exploração de recursos naturais esgotáveis, como florestas, jazidas de metais, canaviais e reservas de petróleo. Assim como a depreciação e a amortização, ela reconhece a perda de valor ao longo da vida útil do recurso. O valor deve ser provisionado mensalmente para repor o ativo no futuro.

Como calcular

A conta divide o valor investido na aquisição do direito de exploração pela vida útil estimada em meses, e o resultado é provisionado todo mês como despesa não caixa.

Exaustão mensal = Valor do investimento ÷ Vida útil em meses

Assim como na depreciação e amortização, esse valor não sai do caixa no mês, mas reduz o lucro contábil e precisa ser considerado na hora de reinvestir para repor o recurso esgotado.

Exemplo prático

Uma empresa de reflorestamento paga R$ 600.000 pelo direito de explorar uma área de eucalipto com vida útil estimada em 10 anos, ou 120 meses. Exaustão mensal: R$ 600.000 dividido por 120, ou seja, R$ 5.000 por mês. Esse valor entra como despesa no resultado todo mês, mesmo sem nenhuma saída de caixa, e sinaliza que, ao final dos 10 anos, a empresa vai precisar de novo capital para repor a área explorada.

Como interpretar e erros comuns

Exaustão alta não é prejuízo de caixa: é o sinal contábil de que o recurso está sendo consumido e vai precisar de reposição.

Confundir exaustão com impairment mistura o consumo planejado do recurso com uma perda por desvalorização inesperada do ativo. Esquecer de provisionar o valor no plano de contas deixa o custo real da operação subestimado. E somar a exaustão de volta ao lucro na hora de calcular EBITDA sem entender que ela representa consumo real de um ativo que precisa ser reposto, e não apenas um efeito contábil neutro, é o deslize mais comum dos três.

Para ir além

Leve Exaustão para dentro da rotina financeira da sua empresa.

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