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Glossário de FP&A

Risco fiscal

O que é

Risco fiscal é a chance de a empresa pagar multa, juros ou imposto a mais por errar ou descumprir uma obrigação tributária, no valor recolhido ou no prazo da entrega. Na maioria das empresas o risco nasce do erro de boa-fé, como a conta digitada à mão e o prazo esquecido, e não da fraude.

Vale para qualquer regime tributário e cresce com o volume de passagens manuais da rotina: segundo o guia de tributação para gestores, a tecnologia reduz o risco fiscal de boa-fé, que é a maior fonte de multa.

Como funciona

O risco mora nos pontos de passagem manual: o valor copiado de um sistema para outro, a planilha que vira fonte oficial de um número, o prazo que depende de alguém lembrar. Quanto mais a empresa cresce, mais passagens existem e mais o risco se multiplica. As defesas, descritas no texto sobre como a tecnologia tira o erro manual da rotina fiscal, são integrar os dados, automatizar o fechamento, criar alertas de prazo e conciliar de forma automática, para evitar o erro na origem e não descobri-lo na notificação.

Exemplo prático

Suponha que o analista de uma distribuidora de bebidas digite à mão, às 23h do dia de fechamento, o imposto de R$ 293.300 apurado no mês e troque dois algarismos: a guia sai com R$ 239.300.

A diferença é R$ 293.300 − R$ 239.300 = R$ 54.000 recolhidos a menos, sem intenção nenhuma de enganar. A notificação chega depois e cobra esses R$ 54.000, mais multa e juros: o erro foi sem intenção, e mesmo assim vira multa. Uma integração dos dados até a guia tiraria a digitação do caminho.

Como interpretar e erros comuns

O risco fiscal sobe com o volume de passagens manuais e a pressa do fechamento, e cai com dados integrados e prazos vigiados. Três erros o alimentam.

  • Procurar só a fraude: o maior risco da maioria das empresas vem do erro de boa-fé, de quem trabalha demais à mão, e erro sem intenção também vira multa.
  • Vigiar o valor e esquecer o prazo: o esquecimento do prazo é a causa de boa parte das multas, e o alerta automático tira esse risco.
  • Parametrizar sem avaliar o CEST: a parametrização descontrolada do sistema pode elevar o custo do produto na compra e, com a substituição tributária, levar a recolher a mais ou a correr risco fiscal.

Para ir além

Leve Risco fiscal para dentro da rotina financeira da sua empresa.

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