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Glossário de FP&A

Segregação de funções

O que é

A segregação de funções é a regra de controle interno que separa quem executa de quem confere, para que nenhuma pessoa cuide sozinha de todas as etapas de uma operação financeira. Em contas a pagar, por exemplo, aprovar, registrar e pagar ficam com pessoas diferentes.

É um dos pilares do compliance financeiro, listados no artigo sobre controles que evitam multa e fraude, e um dos princípios do controle interno. Em empresa pequena, onde a mesma pessoa faz quase tudo, o artigo propõe adaptar: o dono ou o gestor assume a segunda assinatura acima de um valor definido.

Como funciona

A regra tira de cada pessoa o peso de ser o único ponto de falha, e o que se separa depende da área:

  • Contas a pagar: aprovação, registro e pagamento ficam em mãos diferentes; quem cadastra o fornecedor não aprova o pagamento.
  • Contas a receber: escrituração, controle das duplicatas e recebimento em caixa também se separam; quem registra a venda não recebe o dinheiro.
  • Banco: quem emite a nota não é quem concilia o extrato.

O desenho nasce do organograma e do manual de procedimentos, que, segundo o texto sobre como montar um sistema de controle interno, mostram as linhas de subordinação e definem os responsáveis.

Exemplo prático

Considere uma loja de materiais de construção em que a mesma analista cadastra os fornecedores, aprova as faturas e libera os pagamentos. Um cadastro falso passa a receber pagamentos e, ao longo do ano, leva R$ 96.300 sem que ninguém repare.

Com a regra aplicada, o cadastro fica com uma pessoa, a aprovação com o gestor e o pagamento com uma terceira. O desvio passaria a exigir que as três combinassem entre si. A separação não parte da desconfiança nas pessoas: ela impede que a oportunidade fique concentrada em uma só.

Como interpretar e erros comuns

Não há número para ler: o sinal de que a regra funciona é o desvio que não acontece. O que costuma falhar:

  • Autorizar e registrar na mesma mão. Quem autoriza um gasto e também faz o registro contábil aumenta as chances de erro ou de irregularidade.
  • Dispensar a regra por ser pequeno. A adaptação existe: com poucas pessoas, o dono assume a segunda assinatura e confere o extrato toda semana.
  • Deixar a planilha sem conferente. Quem cria a planilha não deveria ser quem a valida, e o artigo que ensina a identificar erros em planilhas lembra que, em planilha complexa, nem isso elimina o risco.

Para ir além

Leve Segregação de funções para dentro da rotina financeira da sua empresa.

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