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Como planejar sua empresa para 2027: conversamos com 8 especialistas

Oito episódios do Controller Cast, 5h no total, tudo para preparar o orçamento de 2027: estratégia, metas, processo, reforma tributária e IA no financeiro.

Neste artigo

Empresa grande tem comitê de planejamento. Um punhado de gente que já atravessou mudança de regra tributária, plano econômico e pelo menos uma dúzia de orçamentos que furaram em março, sentada na mesma sala, discutindo a premissa antes de ela virar número.

A sua provavelmente tem você, algumas planilhas abertas desde agosto e a diretoria perguntando quando fecha.

A cadeira do lado está vazia. Não por falta de gente boa no mercado: é que a agenda dessa gente custa caro, e o seu ciclo de 2027 já começou.

Foi para ocupar essa cadeira que reunimos oito conversas do Controller Cast em uma playlist só: Como planejar sua empresa para 2027, no Spotify. São 5 horas, o que cabe no trânsito de uma semana ou em algumas caminhadas.

Nenhum desses episódios vai preencher uma linha da sua planilha. O que eles fazem é diminuir a chance de você preencher a linha errada, que é onde o ciclo costuma se perder.

Como planejar sua empresa para 2027: a playlist com oito episódios do Controller Cast

Por que 2027 pede uma preparação diferente

Três coisas mudaram de lugar desde o último ciclo, e todas caem justamente na etapa de premissas.

A primeira é a reforma tributária. No episódio #67, Juliana Monteiro, diretora de Finanças e Controladoria da Conta Azul, descreve 2026 como uma fase de teste com alíquotas simbólicas: um ano que dá uma falsa sensação de segurança, porque a conta ainda não chegou. O período de 2027 a 2029 é o da implementação para valer. Quem projeta 2027 repetindo o comportamento de 2026 está projetando um ano que não vai existir.

A segunda é mais silenciosa: a perda de comparabilidade histórica. É o ponto que Christian Lopes Costa, gerente de Planejamento e Controle e FP&A da Record TV, levanta no episódio #69. Se a regra que forma o custo e o preço muda, a série histórica que você usa para projetar deixa de explicar o próximo ano com a mesma força. Isso mexe na construção da premissa e mexe na análise de desvio depois.

A terceira é a IA dentro do financeiro. Ela chegou na temporada de orçamento em forma de proposta comercial, e boa parte dessas propostas resolve um problema que a sua empresa não tem. O episódio #68 trata exatamente disso.

O resto continua igual, e é aí que mora a boa notícia: o que decide um orçamento continua sendo estratégia clara, meta amarrada a número, processo com calendário, operação envolvida e um report que sustenta a conversa com a diretoria. Por isso a playlist mistura episódios de 2026 com conversas de anos anteriores que não envelheceram.

A ordem da playlist é a ordem do seu ciclo

A sequência não é cronológica. Ela começa onde o orçamento realmente começa, que é no plano estratégico, passa pelo processo e pelas pessoas, e termina nas três novidades que só valem para 2027. Se você ouvir na ordem, cada episódio responde uma dúvida que o anterior deixou aberta.

Pense em oito pessoas se revezando naquela cadeira do lado. Cada uma chega com um pedaço diferente do problema, e o crachá de cada uma está logo abaixo do título.

Os 8 episódios, e o que cada um resolve no seu orçamento de 2027

1. Como fazer um Planejamento Estratégico, com Marcos Kayser (Controller Cast #41, 55 min)

Marcos Kayser é mestre em Filosofia e CEO da Scopi, e organiza o planejamento em cinco etapas: diagnóstico, diretrizes estratégicas, metas e indicadores, processos e projetos, e acompanhamento. A frase dele para explicar por que a primeira etapa não é opcional: "se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve".

Por que importa para 2027: o orçamento é o desdobramento do plano estratégico em números. Quem começa pela planilha chega em dezembro com um número que ninguém defende em fevereiro.

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2. Como definir e comunicar metas e objetivos claros, com Millor Machado (#19, 30 min)

Millor Machado defende que a maioria das empresas mede demais e foca de menos, e propõe a disciplina do OMTM, a única métrica que importa. A frase que resume o episódio é direta: se a meta não está amarrada ao orçamento, ela provavelmente é irrelevante. Ele organiza a gestão por resultados em quatro pilares, nesta ordem: indicadores, responsabilidade, rotinas e, por último, tecnologia.

Por que importa para 2027: é o episódio mais curto da playlist e o que mais evita retrabalho. Meta que a operação não consegue repetir de cabeça não sobrevive ao primeiro trimestre.

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3. Os erros mais comuns ao planejar o orçamento da sua empresa, com Monique Olegario (#34, 40 min)

Monique Olegario é consultora da Treasy e já implantou processos orçamentários em centenas de empresas de portes e modelos diferentes. Ela separa os erros em três frentes: os do orçamento inicial, os do processo e os dos valores projetados. E aponta um fator de estresse que quase ninguém trata como prioridade: a classificação errada de despesas ao longo do ano, que estraga a análise histórica bem na hora em que você mais precisa dela.

Por que importa para 2027: classificação torta em 2026 vira premissa torta em 2027. O remédio que ela indica é banal e raramente executado: calendário orçamentário com prazos combinados entre as áreas e patrocínio explícito da liderança.

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4. Como engajar os colaboradores no orçamento empresarial, com Felipe Castro (#36, 41 min)

Felipe Castro é consultor da Treasy, com mais de 12 anos e mais de 50 projetos de planejamento e controladoria. O episódio trata da virada de papel que sustenta o orçamento participativo: sair do "controller carrasco" e chegar no "controller professor", com estratégias concretas de engajamento, de PPR a alinhamento de metas por área.

Por que importa para 2027: orçamento feito só pelo financeiro é orçamento que a operação não reconhece como dela. Em ano de mudança de regra tributária, quem está na linha de frente costuma enxergar antes o que muda no preço e no custo.

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5. Report Financeiro: da preparação à reunião com a diretoria, com Daniela Sousa (#55, 52 min)

Daniela Sousa é especialista em planejamento financeiro e controladoria, e o episódio derruba uma crença comum da área: "reunião com número bom é reunião boa, número ruim é reunião ruim". Resultado ruim apresentado com causa clara e plano de ação gera reunião produtiva. Ela usa a metodologia FCA (Fato, Causa, Ação) para transformar dado em decisão e insiste no óbvio que ninguém faz: adaptar a linguagem ao público da sala.

Por que importa para 2027: o orçamento que você fecha agora vai ser cobrado mês a mês o ano inteiro. Se o report não sustenta a conversa, o orçamento vira burocracia até março.

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6. O orçamento é o melhor número que você tem (e não algo religioso), com Christian Lopes Costa (#69, 43 min)

Christian Lopes Costa responde pelo planejamento de quatorze empresas do grupo Record TV. A tese do episódio está no título: o orçamento é o melhor número disponível naquele momento, e tratá-lo como dogma é o caminho mais rápido para defender a projeção em vez de defender o resultado. Ele resume assim: "não trabalhamos para o orçamento, o orçamento trabalha para nós". A outra frase que fica é sobre o trabalho de controladoria: todo mundo enxerga dado, poucos entregam informação. Uma despesa de pessoal 10% acima é dado; a causa e o que fazer a respeito é informação.

Por que importa para 2027: é o episódio mais recente da playlist sobre o ciclo em si, e o único que enfrenta de frente o efeito da reforma sobre premissas e análise de desvio.

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7. IA em finanças: "Comprar é fácil. Implementar é desconfortável", com Eneile Guimarães (#68, 48 min)

Eneile Guimarães é conselheira, empresária e cofundadora da BControlTech, com mais de 25 anos em finanças. O episódio faz uma distinção que economiza dinheiro na temporada de orçamento: nem todo problema de financeiro é problema de IA generativa. Orçamento, previsão e rolling forecast funcionam melhor com modelo matemático determinístico. E governança, na definição dela, é a regra do jogo: o que pode, o que não pode e como o processo anda. Sem dado confiável embaixo, automatizar só acelera o erro.

Por que importa para 2027: setembro a dezembro é quando chega a proposta de ferramenta com IA. Este episódio é a lista de perguntas que você faz antes de assinar.

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8. Reforma Tributária para PMEs: o que muda e por que não dá para esperar, com Juliana Monteiro (#67, 40 min)

Juliana Monteiro veio da consultoria tributária, passou por indústria e companhia aberta e hoje é diretora de Finanças e Controladoria da Conta Azul. A postura dela sobre o tema é "parceria, não terrorismo": a reforma é uma transição administrável, desde que a empresa pare de tratá-la como um problema de 2033. O plano de 90 dias que ela sugere começa em dois lugares nada tecnológicos: conversar com o contador e ler as cláusulas de repasse de carga tributária dos seus contratos.

Por que importa para 2027: é o único episódio da playlist que mexe em preço, custo e margem ao mesmo tempo. Ou seja, nas três premissas que carregam o resto do orçamento.

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O que fazer na segunda-feira

Quatro movimentos que saem direto dos episódios e cabem em uma semana:

  1. Crave o calendário orçamentário com as datas de entrega de cada área e o aval da diretoria por escrito. É a recomendação da Monique, e é a que mais devolve tempo.
  2. Liste as cinco premissas que mais mexem no seu resultado e marque quais dependem da reforma tributária. O guia de premissas orçamentárias mostra como transformar cada uma delas em parâmetro combinado com as áreas.
  3. Escolha a métrica única do ano antes de abrir a planilha, como propõe o Millor, e amarre a meta de cada área a ela.
  4. Peça ao seu contador o comparativo de carga tributária do seu contrato mais representativo. Se quiser um ponto de partida estruturado, use o diagnóstico da reforma tributária da Treasy.

Se depois disso você sentir falta do passo a passo completo, o Guia de Planejamento Orçamentário cobre o método inteiro por escrito, e o curso gratuito de Planejamento Orçamentário mostra a Metodologia Treasy em vídeo, do zero.

A cadeira continua sendo sua

Quando o oitavo episódio acaba, a playlist te devolve oito pontos de vista de gente que já fez isso em empresa de verdade. O que ela não faz é sentar com você para olhar o seu número, a sua operação e o seu contrato.

É exatamente esse o trabalho do time da Treasy: consultores que conhecem o ciclo, um método testado em milhares de empresas e o software que sustenta o planejado versus realizado depois que o orçamento fecha.

Se 2027 é o ano em que você quer parar de fechar o orçamento no susto, comece pela conversa.

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Perguntas frequentes

O que é planejamento estratégico e por que é importante para o orçamento de 2027?
Planejamento estratégico é o processo de definir onde a empresa quer chegar e como vai chegar lá. Para 2027, é crucial porque estabelece as premissas (números, comportamentos, cenários) que alimentam o orçamento. Sem estratégia clara, você acaba preenchendo planilhas sem direção, o que aumenta a chance de desvios já em março.
Como a reforma tributária afeta o orçamento de 2027?
A reforma tributária sai da fase de teste (2026, com alíquotas simbólicas) e entra em implementação real em 2027. Isso muda o custo e o preço dos produtos e serviços. Se você repetir os números de 2026 em 2027, estará projetando um ano que não vai existir. É preciso atualizar premissas fiscais desde o início do ciclo.
Qual é a diferença entre orçamento e planejamento estratégico?
Planejamento estratégico define o rumo da empresa (visão, objetivos, metas). O orçamento traduz essa estratégia em números operacionais (receita, custos, investimentos). O primeiro vem antes do segundo e alimenta todas as linhas da planilha.
O que é comparabilidade histórica e por que 2027 é diferente?
Comparabilidade histórica é a capacidade de usar dados do passado para prever o futuro com confiança. Em 2027, essa série histórica perde força porque as regras tributárias mudam. A carga que formou o custo de 2026 não é a mesma que vai formar o de 2027, o que torna a extrapolação simples imprecisa. Você precisa recalcular as tendências com as novas alíquotas.
Por que engajar os colaboradores no ciclo de orçamento?
Porque quem executa o orçamento sabe onde estão os gargalos, oportunidades e riscos reais. Quando os times se sentem ouvidos na construção do orçamento, compram a meta, executam melhor e produzem desvios menores. A informação que sai da ponta também é mais precisa que qualquer extrapolação de planilha.
Como estruturar as metas para que elas façam sentido ao colaborador?
As metas precisam estar amarradas a números específicos, prazos claros e conectadas ao objetivo maior da empresa. Uma meta vaga ('aumentar vendas') não mobiliza. Uma meta precisa ('crescer 15% em faturamento até junho') dá direção. E quando o colaborador entende como sua meta se conecta à estratégia geral, o engajamento aumenta.
Quais são os erros mais comuns ao planejar o orçamento?
Monique Olegario, consultora da Treasy, separa os erros em três frentes no episódio #34: os do orçamento inicial, os do processo e os dos valores projetados. E aponta um fator de estresse que quase ninguém trata como prioridade: a classificação errada de despesas ao longo do ano, que estraga a análise histórica bem na hora em que você mais precisa dela.
O orçamento deve ser seguido à risca ou pode ser ajustado durante o ano?
Deve ser usado como referência, não como lei. Se a realidade muda (mercado cai, produto novo vira hit, fornecedor falha), o orçamento pode e deve ser revisto. O importante é documentar por que mudou e aprender com o desvio para o próximo ciclo. Um orçamento inflexível é tão inútil quanto um sem fundamento.
Como preparar um bom report financeiro para apresentar à diretoria?
Um bom report conta uma história: compara o realizado contra o orçado, explica os principais desvios, aponta tendências e sugere ações. Não é apenas números em uma tabela. Inclua contexto (qual regra tributária mudou, qual cliente saiu, qual campanha funcionou) para que a diretoria entenda os números e tome decisões informadas.
Inteligência artificial pode substituir o planejamento humano de orçamento?
No episódio #68, Eneile Guimarães faz a distinção que economiza dinheiro na temporada de orçamento: nem todo problema de financeiro é problema de IA generativa. Orçamento, previsão e rolling forecast funcionam melhor com modelo matemático determinístico. E sem dado confiável embaixo, automatizar só acelera o erro.
Onde eu ouço a playlist, e preciso ouvir na ordem?
A playlist Como planejar sua empresa para 2027 está no Spotify, e cada episódio também aparece no player logo abaixo do título dele aqui na página. São cerca de 5 horas no total. A ordem importa: ela não é cronológica, e sim a ordem do próprio ciclo, do plano estratégico até as três novidades de 2027. Se você ouvir na sequência, cada episódio responde uma dúvida que o anterior deixou aberta.
Como saber se meu orçamento de 2027 está bom antes de começar a executar?
Você terá um bom orçamento se conseguir responder: a estratégia da empresa está clara em números? As metas têm dono e estão comunicadas? Os times entendem e concordam? As premissas foram revisadas (especialmente reforma tributária)? Existe calendário definido para acompanhamento? Se a resposta for sim para tudo, você diminuiu muito a chance de desvios.
O que fazer se chegar dezembro e não tiver tempo para planejar 2027?
Começa agora. Muitas empresas deixam para janeiro e aí elas correm contra o relógio, sem tempo de envolver os times e questionar premissas. Se você está em setembro ou outubro, ainda há tempo para fazer um ciclo de qualidade. Se já é dezembro, faça um planejamento enxuto em janeiro com as metas principais e comprometa-se a revisar em março.
Qual a importância do calendário no ciclo de planejamento?
O calendário é o que transforma planejamento em realidade. Ele define quando cada time apresenta seus números, quando a diretoria aprova, quando começa o acompanhamento mensal. Sem calendário, o planejamento vira uma conversa sem fim. Com ele, cada pessoa sabe o que entregar e quando.
Como envolver a área comercial no orçamento sem gerar conflito com metas agressivas?
Comece com dados: histórico de vendas, pipeline real, sazonalidade, churn de clientes. Depois convide o time comercial para discussão, não para imposição. Se a meta vem com contexto (por que 15% e não 10%?) e se houver negociação genuína, o risco de frustração cai. O objetivo é uma meta desafiadora que o time acredita, não uma ordem.
Se eu só tiver uma hora, por qual episódio começo?
Pelo #41, com Marcos Kayser, sobre planejamento estratégico: o orçamento é o desdobramento do plano em números, e quem começa pela planilha chega em dezembro com um número que ninguém defende em fevereiro. Se o seu plano já está claro e o que aperta é 2027 em si, comece pelo #69, com Christian Lopes Costa, que é o mais recente sobre o ciclo e o único que enfrenta o efeito da reforma sobre premissa e análise de desvio. O exercício de fazer perguntas e concordar em respostas já vale mais que qualquer documento bonito.
Por que o pós-orçamento (acompanhamento e análise de desvios) é tão importante quanto a elaboração?
Porque é na análise de desvios que você aprende. Um desvio grande em março diz que sua premissa estava errada ou sua execução saiu do trilho. Se você não investigar, comete o mesmo erro no orçamento seguinte. A análise de desvios também valida ou questiona a estratégia, o que alimenta o próximo ciclo com inteligência real.
Como lidar com incerteza econômica ao fazer premissas para 2027?
Monte mais de um cenário: um otimista, um base e um pessimista. Defina gatilhos (se a inflação passar de X%, a gente revisa). Assim você não fica refém de uma única previsão. E deixe espaço na operação para responder rápido se o cenário mudar. Planejamento em incerteza não é adivinhar o futuro, é estar preparado para múltiplos futuros.

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