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Fluxo de Caixa em momentos de crise: um aliado perfeito para sua empresa!

Publicado dia 18 de Fevereiro de 2015
fluxo de caixa em momentos de criseUma das questões mais comuns na rotina de um empresário ou executivo é: o que fazer para não ser pego de surpresa em um período de crise? E umas das respostas é: estar preparado e continuar sempre se atualizando através das ações que você planeja e que você realiza.

Para algumas empresas isto pode ser muito simples e fazer parte da cultura da organização. Já em outros casos, essa mudança na visão gerencial e estratégia da empresa pode ser um procedimento decisivo para o negócio continuar gerando resultados positivos, mesmo que de forma tímida.

Como sabemos, uma crise não se instala em três ou quatro meses e sim cresce durante três ou quatro anos. Quando se trata de sobrevivência do seu negócio, é vital preservar elementos que estão 100% ligados à mesma causa.

É preciso ter muita prudência para reduzir custos diretos ou indiretos. Saber quais despesas são realmente relevantes e quais são descartáveis. Marketing, P&D, Inovação, estão ligados diretamente com o futuro do seu negócio, então não podem simplesmente sumir de vista e serem cortados assim, ao menor sinal de crise.

Áreas como estas devem ser sempre mantidas nas empresas, ainda que com pequenas reduções de verba para não perder o que já foi investido, podendo ser retomados quando certa crise passar.

O uso do Fluxo de Caixa em momentos de crise

Abaixo listamos alguns passos para auxiliar sua empresa a agir com prudência, utilizando o fluxo de caixa em momentos de crise para perceber oportunidades em certas ameaças:

Se o Fluxo de Caixa é um relatório gerencial, nada impede você de criar um controle de contas, já deixando previamente definindo o que pode cortar sem piedade. Em termos técnicos, chamamos isso de gastos discricionários (que não afetam o seu resultado ou atividade econômica). Exemplos: brindes, e confraternizações.

Com um simples comando no Fluxo de Caixa você já exclui esta informação e não ficará preocupado, pois já definiu anteriormente a qual decisão tomar, caso o período de vacas magras ocorra.

Verifique quais custos fixos podem ser transformados em custos variáveis. Sabemos que os custos fixos não administrados podem ser uma grande dor de cabeça, portanto, verifique com frieza os quais são cabíveis de corte do orçamento.

Exemplo: se em sua empresa há desperdícios em com o número de refeições fornecidas e não consumidas, mas que são cobradas no final do mês? Então implante um controle do número de refeições, poderá servir para pagamento ao fornecedor e ainda servir de informação ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), contribuindo ainda para sua empresa reduzir o pagamento de impostos. Se desejar saber mais, procure um profissional contábil.

Demitir pessoal? Sim, mas como fazer quando o assunto é a retenção de capital humano? Dependendo do desempenho e período que a empresa atravessa, a melhor forma e mais inteligente e triplamente vantajosa, é muito conhecida, é dar férias coletivas. Veja as vantagens:

  • Reduz o passivo trabalhista provisionado;
  •  Disponibiliza descanso aos trabalhadores sem prejudicá-los;
  • Economia com refeições e transporte de pessoal.

Como citado no início deste artigo, para demitir é preciso ter cuidado para não dar o tiro no próprio pé. Se você demitir hoje e tiver que novamente contratar amanhã, terá dois custos desembolsados com antecedência, que são os pagamentos de indenizações rescisórias, e de contratar e treinar novamente novos funcionários, caso você consiga em tempo exigido.

As atividades que não estejam ligadas diretamente com a sua rentabilidade, estas você pode tratar em demitir. Mas seja muito cuidadoso quando o corte chegar aos funcionários que atuam positivamente na sua rentabilidade presente e futura.

O problema vivido é passageiro? Faça opção até mesmo que seja para reduzir a carga horária, faça de tudo para não incorrer na situação de anteceder saídas de caixa em duplicidade e sem necessidade. Por mais difícil o cenário esteja, pense muito antes de demitir, faça cálculos, analise a condição do seu negócio progredir ou se manter com certa estabilidade.

Outra alternativa é a negociação com fornecedores para ganhar prazo (pulmão). Se de um lado não é possível apertar o contas a receber, podemos ter maior chance de negociar prazos com nossos fornecedores. Se o problema for dívidas com bancos, procure estender o prazo ou aumentar o número de parcelas. Quando as atividades voltarem ao normal, você poderá com análise no fluxo, proceder com amortizações de empréstimos mais generosas.

E sempre é bom lembrar-se da importância de manter seu CNPJ livre de restrições de créditos e de impostos atrasados. Isto é ainda mais importante para empresas que precisam constantemente de certidões para participação em concorrências.

Aprendendo a usar o Fluxo de Caixa de forma defensiva

Há empresas que não controlam seu fluxo de caixa e seu termômetro financeiro é apenas ter um saldo positivo na conta corrente. Elas se preocupam somente em vender e não em programar-se. Então quando os sinais de uma crise, mesmo que tímida, começam surgir é rapidamente percebida por empresas usuárias desta ferramenta e fogem completamente ao conhecimento daquelas que focam apenas em vendas.

Conforme o tempo passa e as empresas que possuem a cultura de utilizar seu Fluxo de Caixa para realizar a análise histórico x previsto x realizado identificam rapidamente que algo não está como desejavam e podem iniciar então planos de ação associados a comportamentos mais prudentes, como:

  • Analisar quais produtos possuem menos rotatividade e promover liquidações;
  • Realizar compras menores com negociação de prazos flexíveis;
  • Analisar previamente na Projeção de Fluxo de Caixa o impacto de uma compra antes mesmo de fechar negociação;
  • Acompanhar sua Geração de Caixa constantemente;
  • Verificar medidas de redução de custos fixos;
  • Consultar seu contador para saber sobre tributos, créditos de impostos, incentivos fiscais possíveis de aplicar, entre outras decisões prudentes.

Já as empresas que só acompanhavam seus extratos bancários, quando se dão conta de que o momento é de crise, já passaram vários períodos sem tomar medida alguma. Então o resultado para elas acaba sendo o inverso:

  • Acumulam mercadorias sem giro;
  • Os fornecedores estão com dificuldades para atender seus pedidos de produtos que mais giram e que possuem maior margem;
  • Suas inadimplências crescem e seus empréstimos estão com período longo para liquidação;
  • E seu Fluxo de Caixa terá que ser implantado de qualquer forma, e só agora é que ela aprendeu este relatório é essencial para administrar seu negócio.

A empresa não deve esperar ficar em apuros para implantar uma solução para analisar suas atividades econômicas, principalmente conhecer o quanto de caixa sua empresa esteja gerando. A Gestão de Resultados por Unidades de Negócio ou por Centros de Resultados pode gerar inúmeros ganhos para gestão de sua empresa, que vão desde o aumento do engajamento da equipe e consequentemente levando ao incremento do lucro líquido da organização.

Sobre o autor

Este artigo foi escrito pelo autor convidado Marcelo Amaral.

Marcelo é sócio-administrador da MK2 Contabilidade e Consultoria. A MK2 é um escritório situado em Curitiba que presta serviços contábeis, planejamento tributário, e estudos societários, processamento de folha de pagamento com visão ao e-social, buscando entender as necessidades dos seus clientes apoiando-os com soluções apropriadas em tecnologias, parcerias com empresas especializadas, e seu conhecimento profissional adquirido; focando em atingir no mínimo a satisfação de seus clientes.

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