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Glossário de FP&A

Custo histórico

O que é

O custo histórico é o critério que registra um ativo pelo valor pago na aquisição, sem acompanhar a variação do preço de mercado depois da compra. Por isso, com o tempo, o valor no balanço pode ficar bem diferente do valor atual do ativo.

Aparece na apuração de haveres de um sócio que sai, em que o ajuste parte do patrimônio líquido contábil e reavalia cada ativo pelo valor de mercado, o preço de negociação entre partes independentes.

Como funciona

Na prática, o custo histórico se manifesta assim:

  • No registro: o ativo entra no balanço pelo custo de aquisição, e esse valor não é refeito a cada mudança do mercado.
  • Com o tempo: um imóvel comprado há dez anos pode estar registrado por um valor muito diferente do preço de mercado atual.
  • Na comparação: quando o custo está muito defasado, o financeiro precisa de laudos de avaliação recentes dos ativos físicos.

As normas contábeis combinam o custo histórico com outras bases de avaliação, e qual vale para cada ativo depende da norma aplicada: no Brasil, o conjunto de normas é o BR GAAP, que reúne as normas, leis e princípios da contabilidade brasileira.

Exemplo prático

Vale um caso hipotético: uma rede de laboratórios comprou há dez anos um terreno por R$ 846.100, e hoje um laudo o estima em R$ 970.300. No balanço, o terreno, que não se deprecia, continua em R$ 846.100, o custo histórico, e a diferença de R$ 970.300 − R$ 846.100 = R$ 124.200 não aparece no ativo.

Se um sócio sair e a apuração de haveres reavaliar o terreno a valor de mercado, o patrimônio líquido ajustado sobe esses R$ 124.200.

Como interpretar e erros comuns

O erro de maior efeito é tratar o valor registrado como se fosse o valor de mercado. Na venda da empresa ou na saída de um sócio, o balanço sozinho subavalia o ativo que se valorizou, como o terreno do exemplo, e pode deixar de fora intangíveis, como marca e carteira de clientes. Por isso a apuração de haveres parte do patrimônio líquido contábil, mas reavalia cada ativo e cada passivo.

Fora isso, vale pedir laudo recente quando o custo está defasado e não confundir o custo histórico do balanço com o orçamento histórico, que projeta o ano a partir do que já foi realizado.

Para ir além

Leve Custo histórico para dentro da rotina financeira da sua empresa.

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