Como planejar sua empresa para 2027: 8 especialistas para ouvir antes de fechar o orçamento

Publicado dia 2 de setembro de 2026

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11 min

Empresa grande tem comitê de planejamento. Um punhado de gente que já atravessou mudança de regra tributária, plano econômico e pelo menos uma dúzia de orçamentos que furaram em março, sentada na mesma sala, discutindo a premissa antes de ela virar número.

A sua provavelmente tem você, algumas planilhas abertas desde agosto e a diretoria perguntando quando fecha.

A cadeira do lado está vazia. Não por falta de gente boa no mercado: é que a agenda dessa gente custa caro, e o seu ciclo de 2027 já começou.

Foi para ocupar essa cadeira que reunimos oito conversas do Controller Cast em uma playlist só: Como planejar sua empresa para 2027, no Spotify. São 5 horas, o que cabe no trânsito de uma semana ou em algumas caminhadas.

Nenhum desses episódios vai preencher uma linha da sua planilha. O que eles fazem é diminuir a chance de você preencher a linha errada, que é onde o ciclo costuma se perder.

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    Por que 2027 pede uma preparação diferente

    Três coisas mudaram de lugar desde o último ciclo, e todas caem justamente na etapa de premissas.

    A primeira é a reforma tributária. No episódio #67, Juliana Monteiro, diretora de Finanças e Controladoria da Conta Azul, descreve 2026 como uma fase de teste com alíquotas simbólicas: um ano que dá uma falsa sensação de segurança, porque a conta ainda não chegou. O período de 2027 a 2029 é o da implementação para valer. Quem projeta 2027 repetindo o comportamento de 2026 está projetando um ano que não vai existir.

    A segunda é mais silenciosa: a perda de comparabilidade histórica. É o ponto que Christian Lopes Costa, gerente de Planejamento e Controle e FP&A da Record TV, levanta no episódio #69. Se a regra que forma o custo e o preço muda, a série histórica que você usa para projetar deixa de explicar o próximo ano com a mesma força. Isso mexe na construção da premissa e mexe na análise de desvio depois.

    A terceira é a IA dentro do financeiro. Ela chegou na temporada de orçamento em forma de proposta comercial, e boa parte dessas propostas resolve um problema que a sua empresa não tem. O episódio #68 trata exatamente disso.

    O resto continua igual, e é aí que mora a boa notícia: o que decide um orçamento continua sendo estratégia clara, meta amarrada a número, processo com calendário, operação envolvida e um report que sustenta a conversa com a diretoria. Por isso a playlist mistura episódios de 2026 com conversas de anos anteriores que não envelheceram.

    A ordem da playlist é a ordem do seu ciclo

    A sequência não é cronológica. Ela começa onde o orçamento realmente começa, que é no plano estratégico, passa pelo processo e pelas pessoas, e termina nas três novidades que só valem para 2027. Se você ouvir na ordem, cada episódio responde uma dúvida que o anterior deixou aberta.

    Pense em oito pessoas se revezando naquela cadeira do lado. Cada uma chega com um pedaço diferente do problema, e o crachá de cada uma está logo abaixo do título.

    Os 8 episódios, e o que cada um resolve no seu orçamento de 2027

    1. Como fazer um Planejamento Estratégico, com Marcos Kayser (Controller Cast #41, 55 min)

    Marcos Kayser é mestre em Filosofia e CEO da Scopi, e organiza o planejamento em cinco etapas: diagnóstico, diretrizes estratégicas, metas e indicadores, processos e projetos, e acompanhamento. A frase dele para explicar por que a primeira etapa não é opcional: "se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve".

    Por que importa para 2027: o orçamento é o desdobramento do plano estratégico em números. Quem começa pela planilha chega em dezembro com um número que ninguém defende em fevereiro.

    2. Como definir e comunicar metas e objetivos claros, com Millor Machado (#19, 30 min)

    Millor Machado defende que a maioria das empresas mede demais e foca de menos, e propõe a disciplina do OMTM, a única métrica que importa. A frase que resume o episódio é direta: se a meta não está amarrada ao orçamento, ela provavelmente é irrelevante. Ele organiza a gestão por resultados em quatro pilares, nesta ordem: indicadores, responsabilidade, rotinas e, por último, tecnologia.

    Por que importa para 2027: é o episódio mais curto da playlist e o que mais evita retrabalho. Meta que a operação não consegue repetir de cabeça não sobrevive ao primeiro trimestre.

    3. Os erros mais comuns ao planejar o orçamento da sua empresa, com Monique Olegario (#34, 40 min)

    Monique Olegario é consultora da Treasy e já implantou processos orçamentários em centenas de empresas de portes e modelos diferentes. Ela separa os erros em três frentes: os do orçamento inicial, os do processo e os dos valores projetados. E aponta um fator de estresse que quase ninguém trata como prioridade: a classificação errada de despesas ao longo do ano, que estraga a análise histórica bem na hora em que você mais precisa dela.

    Por que importa para 2027: classificação torta em 2026 vira premissa torta em 2027. O remédio que ela indica é banal e raramente executado: calendário orçamentário com prazos combinados entre as áreas e patrocínio explícito da liderança.

    4. Como engajar os colaboradores no orçamento empresarial, com Felipe Castro (#36, 41 min)

    Felipe Castro é consultor da Treasy, com mais de 12 anos e mais de 50 projetos de planejamento e controladoria. O episódio trata da virada de papel que sustenta o orçamento participativo: sair do "controller carrasco" e chegar no "controller professor", com estratégias concretas de engajamento, de PPR a alinhamento de metas por área.

    Por que importa para 2027: orçamento feito só pelo financeiro é orçamento que a operação não reconhece como dela. Em ano de mudança de regra tributária, quem está na linha de frente costuma enxergar antes o que muda no preço e no custo.

    5. Report Financeiro: da preparação à reunião com a diretoria, com Daniela Sousa (#55, 52 min)

    Daniela Sousa é especialista em planejamento financeiro e controladoria, e o episódio derruba uma crença comum da área: "reunião com número bom é reunião boa, número ruim é reunião ruim". Resultado ruim apresentado com causa clara e plano de ação gera reunião produtiva. Ela usa a metodologia FCA (Fato, Causa, Ação) para transformar dado em decisão e insiste no óbvio que ninguém faz: adaptar a linguagem ao público da sala.

    Por que importa para 2027: o orçamento que você fecha agora vai ser cobrado mês a mês o ano inteiro. Se o report não sustenta a conversa, o orçamento vira burocracia até março.

     

    6. O orçamento é o melhor número que você tem (e não algo religioso), com Christian Lopes Costa (#69, 43 min)

    Christian Lopes Costa responde pelo planejamento de quatorze empresas do grupo Record TV. A tese do episódio está no título: o orçamento é o melhor número disponível naquele momento, e tratá-lo como dogma é o caminho mais rápido para defender a projeção em vez de defender o resultado. Ele resume assim: "não trabalhamos para o orçamento, o orçamento trabalha para nós". A outra frase que fica é sobre o trabalho de controladoria: todo mundo enxerga dado, poucos entregam informação. Uma despesa de pessoal 10% acima é dado; a causa e o que fazer a respeito é informação.

    Por que importa para 2027: é o episódio mais recente da playlist sobre o ciclo em si, e o único que enfrenta de frente o efeito da reforma sobre premissas e análise de desvio.

     

    7. IA em finanças: "Comprar é fácil. Implementar é desconfortável", com Eneile Guimarães (#68, 48 min)

    Eneile Guimarães é conselheira, empresária e cofundadora da BControlTech, com mais de 25 anos em finanças. O episódio faz uma distinção que economiza dinheiro na temporada de orçamento: nem todo problema de financeiro é problema de IA generativa. Orçamento, previsão e rolling forecast funcionam melhor com modelo matemático determinístico. E governança, na definição dela, é a regra do jogo: o que pode, o que não pode e como o processo anda. Sem dado confiável embaixo, automatizar só acelera o erro.

    Por que importa para 2027: setembro a dezembro é quando chega a proposta de ferramenta com IA. Este episódio é a lista de perguntas que você faz antes de assinar.

    8. Reforma Tributária para PMEs: o que muda e por que não dá para esperar, com Juliana Monteiro (#67, 40 min)

    Juliana Monteiro veio da consultoria tributária, passou por indústria e companhia aberta e hoje é diretora de Finanças e Controladoria da Conta Azul. A postura dela sobre o tema é "parceria, não terrorismo": a reforma é uma transição administrável, desde que a empresa pare de tratá-la como um problema de 2033. O plano de 90 dias que ela sugere começa em dois lugares nada tecnológicos: conversar com o contador e ler as cláusulas de repasse de carga tributária dos seus contratos.

    Por que importa para 2027: é o único episódio da playlist que mexe em preço, custo e margem ao mesmo tempo. Ou seja, nas três premissas que carregam o resto do orçamento.

    O que fazer na segunda-feira

    Quatro movimentos que saem direto dos episódios e cabem em uma semana:

    1. Crave o calendário orçamentário com as datas de entrega de cada área e o aval da diretoria por escrito. É a recomendação da Monique, e é a que mais devolve tempo.
    2. Liste as cinco premissas que mais mexem no seu resultado e marque quais dependem da reforma tributária. O guia de premissas orçamentárias mostra como transformar cada uma delas em parâmetro combinado com as áreas.
    3. Escolha a métrica única do ano antes de abrir a planilha, como propõe o Millor, e amarre a meta de cada área a ela.
    4. Peça ao seu contador o comparativo de carga tributária do seu contrato mais representativo. Se quiser um ponto de partida estruturado, use o diagnóstico da reforma tributária da Treasy.

    Se depois disso você sentir falta do passo a passo completo, o Guia de Planejamento Orçamentário cobre o método inteiro por escrito, e o curso gratuito de Planejamento Orçamentário mostra a Metodologia Treasy em vídeo, do zero.

    A cadeira continua sendo sua

    Quando o oitavo episódio acaba, a playlist te devolve oito pontos de vista de gente que já fez isso em empresa de verdade. O que ela não faz é sentar com você para olhar o seu número, a sua operação e o seu contrato.

    É exatamente esse o trabalho do time da Treasy: consultores que conhecem o ciclo, um método testado em milhares de empresas e o software que sustenta o planejado versus realizado depois que o orçamento fecha.

    Se 2027 é o ano em que você quer parar de fechar o orçamento no susto, comece pela conversa.

    👉 Fale com um especialista da Treasy

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