
Imagine sair daquele reporte de segunda sabendo exatamente de onde veio cada número, sem ter passado o domingo garimpando fórmula em planilha. É esse o ganho que você vai tirar daqui. Você conhece o pedido que cai na sexta à tarde: resultado por linha de receita, comparativo com o período anterior, distribuição das despesas, tudo pronto para a diretoria. O relatório do ERP não dá conta. A planilha dá, mas custa horas de fórmula e garimpo. E o BI tradicional pede DAX ou um analista de dados disponível bem naquele momento.
Neste episódio do Treasy na Prática, Daniel (cofundador da Treasy) abre o sistema ao vivo e percorre seis análises que qualquer financeiro consegue montar em minutos, sem precisar sair do plano gratuito. Se você usa Omie, Conta Azul, Granatum, Nibo ou Kamino, o passo a passo se aplica diretamente à sua empresa.
Por que o ERP não entrega o que o financeiro precisa
O ERP faz muita coisa bem: contas a pagar e a receber, emissão de nota fiscal, gestão de entradas e saídas. Só que quando o financeiro precisa de análise de indicadores financeiros ou de acompanhamento do P×R, o relatório padrão do ERP costuma ficar raso. São indicadores simples, pouca customização e quase nenhuma visão gerencial.
Daniel resume bem o sintoma mais comum nos times que chegam à Treasy: o medo do número ser questionado no reporte. É aquele diretor que levanta a mão no meio da reunião e pergunta de onde veio aquela linha, e o controller congela. O resultado prático é o financeiro virando a noite para terminar a análise, "garimpando" o número correto entre abas de planilha. É um problema de processo, não de competência: faltou tempo para a análise porque sobrou tempo montando a planilha.
A saída que o episódio mostra é conectar o ERP ao Treasy (via chave de API ou autenticação OAuth, dependendo do sistema), fazer a modelagem financeira do plano de categorias e ter as seis análises prontas logo depois. Tudo no plano gratuito.
Os três pré-requisitos antes de começar
O episódio não se aprofunda no setup, mas deixa claro que há três etapas antes das análises:
- Criar a conta no Treasy (link na descrição do vídeo ou pelo site).
- Conectar o ERP em "Minhas fontes de dados". Os ERPs 100% integrados incluem Omie, Conta Azul, Granatum, Nibo e Kamino.
- Fazer a modelagem financeira: organizar as categorias do ERP em uma estrutura de resultado dentro do Treasy, fazendo o de-para entre o plano de contas do sistema e as naturezas do Treasy.
Feito isso, o DRE, o DFC e os principais indicadores (EBIT, margem de contribuição, lucratividade) já estão praticamente prontos. A partir daí, as seis análises estão disponíveis.
As 6 análises gratuitas
1. Geração de caixa mensal
A primeira e mais imediata. Clicando em "Todos" na estrutura de resultado, o Treasy agrupa todas as entradas e subtrai todas as saídas, entregando a geração de caixa mês a mês pela data de pagamento. O gráfico de colunas empilhadas adiciona a composição: acima do eixo zero ficam as receitas; abaixo, as deduções, custos variáveis e despesas. Em um único visual você vê quanto a empresa gerou e de onde veio cada parcela. Para quem prefere números, há também a tabela com os valores detalhados, similar a uma tabela dinâmica no Excel.
2. Composição das receitas
Com o grupo de receita diretas expandido, o Treasy mostra cada linha de produto ou serviço e seu peso no total. No exemplo ao vivo, uma empresa de serviços tinha a maior parte da receita em "CFO as a Service", com BPO financeiro e consultoria complementando. O gráfico de pizza transforma isso em distribuição percentual instantaneamente. Quem precisa ir mais fundo pode detalhar visualmente as sublinhas de receita sem abrir planilha nenhuma.
3. Composição das despesas
A mesma lógica do item anterior, agora nas saídas. O financeiro expande o grupo de despesas administrativas e vê a composição em gráfico de linha ou tabela. A visão tabular é especialmente útil para identificar aquele lançamento que "tá estranho" e precisar ser corrigido direto no ERP.
4. Análise histórica
Com o gráfico de colunas e linhas, o Treasy coloca lado a lado o realizado do período atual e o mesmo período do ano anterior. Janeiro 2025 ao lado de Janeiro 2024, Fevereiro 2025 ao lado de Fevereiro 2024 e assim por diante. A comparação é válida para receitas, gastos com pessoal, despesas ou geração de caixa. É também o ponto de partida natural para elaborar o orçamento empresarial, porque você está comparando a empresa com ela mesma.
5. Análise de sazonalidade
Ampliando o período analisado para 12 ou 24 meses, o mesmo gráfico começa a revelar padrões recorrentes. Se toda virada de ano a receita sobe, ou se todo segundo trimestre as despesas pesam mais, esse comportamento aparece claramente na visualização. Entender a sazonalidade de caixa da empresa é o que permite antecipar apertos e planejar reservas com antecedência, sem depender de intuição.
6. Diferentes visões de tempo
A última análise não é um visual novo, é uma dimensão diferente para qualquer das análises anteriores. Com um clique, o Treasy muda a granularidade de mensal para diária, semanal, trimestral, semestral ou anual. A visão diária ajuda a identificar lançamentos fora do padrão; a visão trimestral ou anual vai direto para o reporte de board. Sem criar colunas novas na planilha, sem novas fórmulas.
O que você ganha com isso na prática
| Análise | Pergunta que responde | Formato mais útil |
|---|---|---|
| Geração de caixa | Quanto a empresa gerou e como? | Colunas empilhadas + total |
| Composição das receitas | De onde vem a receita e qual linha pesa mais? | Pizza ou barras com detalhamento |
| Composição das despesas | Para onde vai o dinheiro e o que está diferente? | Tabela detalhada ou linha |
| Análise histórica | Estou melhor ou pior que no mesmo período anterior? | Colunas agrupadas por período |
| Sazonalidade | Existe um padrão recorrente no meu resultado? | Série temporal longa (12–24 meses) |
| Visões de tempo | O que aconteceu neste dia/semana/trimestre? | Granularidade ajustável com um clique |
Da análise ao planejamento
As seis análises resolvem o reporte imediato, mas o episódio aponta para um passo além: a análise histórica e a de sazonalidade são o ponto de partida para o planejamento financeiro empresarial. Quando você sabe como a receita se comportou nos últimos dois anos e quais meses tendem a comprimir a margem, você tem base para elaborar o orçamento de vendas e as premissas orçamentárias com muito menos chute.
Para quem ainda não tem esse processo estruturado, o caminho é: conectar o ERP, fazer a modelagem financeira e começar pelas análises de caixa e receita. Com o histórico visível, o próximo passo é montar o acompanhamento financeiro eficaz mês a mês e, a partir daí, caminhar para o controle orçamentário completo. O kit de análise da saúde financeira reúne os indicadores e modelos que ajudam a dar esse próximo passo com mais clareza.
O episódio também deixa claro que não é preciso ter um time grande ou um BI corporativo para chegar nesse nível de gestão financeira empresarial. É o que o Grupo São José viveu na prática: ao trocar o garimpo manual por relatórios gerenciais montados direto da fonte, a controladoria do grupo reduziu em 80% o tempo que gastava para consolidar os números de 28 lojas. O mesmo princípio que Daniel mostra ao vivo, só que em escala de varejo. O plano gratuito do Treasy, conectado ao ERP que a empresa já usa, entrega as análises que o financeiro precisa para o reporte da próxima segunda. O que muda é o tempo: em vez de horas de planilha, minutos de configuração.
Se quiser acelerar a estruturação do financeiro ou precisar de apoio para montar a modelagem financeira do seu negócio, a Treasy tem um time de especialistas em PMEs. E para experimentar por conta própria, crie sua conta gratuitamente e conecte o seu ERP ainda hoje.
