Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Orçamento Empresarial Vídeos

Gestão orçamentária em indústrias de médio porte no Treasy

Veja como montar o orçamento de uma indústria de médio porte no Treasy: receita por canal, matéria-prima, pessoal, despesas, investimentos, DRE e fluxo de

Neste artigo

Gráfico de barras comparando orçado e realizado em uma indústria de médio porte

Indústria tem uma particularidade que o orçamento de serviços ou varejo não tem: antes de projetar a receita, você precisa saber quanto vai custar produzir. Matéria-prima, ficha técnica de produto, custo por unidade e, só depois, quanto você consegue vender, por qual canal e a que preço. Quem tenta fazer o caminho inverso acaba com um orçamento de receita que não se sustenta quando o custo do produto sobe.

A demonstração abaixo mostra como a Manuela, da equipe da Treasy, constrói o orçamento completo de uma indústria fictícia, a Campos Cadernos, cobrindo receita por canal e produto, deduções, matéria-prima, ficha técnica, pessoal por centro de resultado, despesas operacionais, investimentos e os dois relatórios que fecham o ciclo: o DRE projetado e o fluxo de caixa. Assista ao passo a passo e, em seguida, este guia organiza cada etapa.

Capa do vídeo: Gestão Orçamentária em Indústrias de Médio Porte no TreasyVídeo · YouTube

A receita começa pelo canal e pelo produto

O primeiro passo no vídeo é montar a receita de vendas a partir de dois eixos: canais de distribuição (Região Sul, Região Sudeste, distribuidores, representantes) e produtos (caderno capadura, capa simples e demais linhas). A combinação dos dois eixos permite analisar a receita por região e por tipo de representante ao mesmo tempo.

Para cada combinação, a Manuela insere a quantidade planejada e o preço de venda unitário. O Treasy calcula a receita total e, quando o mês se encerra e o realizado é importado do ERP, exibe a variação em reais e em percentual lado a lado.

Essa estrutura de orçamento de vendas já responde perguntas que a maioria das indústrias só consegue responder depois que o mês fecha: qual canal está puxando mais, qual produto tem melhor preço médio realizado, onde está o desvio entre o que foi planejado e o que entrou no caixa.

Deduções de venda: PIS, Cofins e devoluções

Logo após a receita bruta, o orçamento precisa registrar as deduções. O vídeo abre duas categorias: impostos (PIS e Cofins) e devoluções. Para os impostos, a Manuela insere os percentuais, 3% para o PIS e 0,65% para o Cofins. Para devoluções, usa 8%.

Esses percentuais são aplicados automaticamente pelo sistema sobre a receita projetada, gerando a receita líquida que serve de base para todos os cálculos de margem abaixo.

Matéria-prima e ficha técnica dos produtos

Aqui está a peça que distingue o orçamento industrial do orçamento de uma empresa de serviços. Antes de calcular o custo do produto, é preciso cadastrar as matérias-primas com preço unitário de compra. No vídeo: papel (R$ 100 por tonelada), capa (R$ 230 por tonelada) e tinta (R$ 20 por litro).

Com as matérias-primas cadastradas, a Manuela monta a ficha técnica de cada produto, informando quais insumos entram na composição e em qual quantidade. Para o caderno capadura: papel (0,002 ton), capa (0,002 ton) e tinta (0,003 L). Para o capa simples: papel (0,02 ton), capa menor (0,01 ton) e tinta (0,002 L).

O Treasy cruza a ficha técnica com o preço de compra de cada insumo e gera o custo unitário de produção, além do custo total baseado no volume de receita planejado. Esse é o custo variável atrelado diretamente à produção, que aparecerá como CMV no DRE.

Gastos com pessoal por centro de resultado

Com a estrutura de custos de produção definida, o próximo passo é o orçamento de pessoal. O vídeo organiza os cargos em dois centros de resultado: operacional e administrativo.

No operacional: 8 auxiliares operacionais (R$ 1.200 cada) e 2 gerentes de operações (R$ 2.500 cada). No administrativo: 3 auxiliares financeiros (R$ 1.000 cada) e 1 gerente financeiro (R$ 2.800).

A partir dos salários informados, o Treasy calcula automaticamente os encargos: FGTS, INSS, férias e 13º salário. Esse detalhamento aparece no DRE como linha separada, o que facilita a análise do peso da folha sobre o resultado e a projeção de encargos no planejamento anual.

Despesas operacionais: plano de contas gerencial

Depois do pessoal, o vídeo mostra a tela de despesas operacionais. O Treasy permite usar o plano de contas do próprio ERP, um padrão pré-configurado ou um plano gerencial customizado. A Manuela abre despesas administrativas com aluguel (R$ 500), energia elétrica (R$ 780), internet e telefone (R$ 200), água (R$ 230) e serviço de limpeza (R$ 100).

A estrutura de despesas fixas no orçamento serve dois propósitos: garantir que nenhum gasto seja esquecido no planejamento e criar a base de comparação para o acompanhamento mensal, quando o realizado entrar do ERP e os desvios aparecerem linha a linha.

Investimentos e projeção de pagamento

O último passo da estruturação são os investimentos, ou seja, compras de patrimônio. O vídeo cria a conta "Máquinas e Equipamentos" com vida útil de 6 anos e um investimento de R$ 5.000 em novembro. O campo de comentários permite registrar a justificativa do gasto.

O que diferencia essa tela de uma planilha simples: o Treasy pede o prazo de pagamento em percentual. No exemplo, 50% à vista e 50% em 30 dias. Essa informação é usada para projetar as saídas de caixa no fluxo, separando o momento econômico (DRE: quando a despesa ocorre) do momento financeiro (DFC: quando sai do caixa). Isso é exatamente o princípio da diferença entre regime de caixa e regime de competência aplicado na prática.

O DRE projetado como relatório de decisão

Com toda a estrutura preenchida, o DRE aparece automaticamente. O vídeo mostra que é possível filtrar por canal, por produto e por período, e que o relatório apresenta análise vertical (quanto cada linha representa da receita) e análise horizontal (crescimento mês a mês).

A sequência do DRE projetado segue: receita bruta por canal e produto, deduções de venda (impostos + devoluções), receita líquida, custo variável (CMV calculado pela ficha técnica), margem de contribuição, gastos com pessoal (com os encargos detalhados), despesas operacionais, chegando ao resultado do exercício.

O relatório pode ser exportado para planilha tanto no formato fechado (totais por linha) quanto no formato detalhado (abertura completa de todas as naturezas). Para quem precisa apresentar os números para a diretoria ou para o sócio, isso elimina o trabalho de montar o report financeiro em uma ferramenta separada.

Fluxo de caixa: das entradas ao saldo final

O segundo relatório é a projeção de fluxo de caixa. O Treasy o monta a partir da mesma base: as entradas vêm da receita de vendas, as saídas incluem os custos, as despesas, os investimentos e o cronograma de pagamento definido na tela de investimentos (50% à vista, 50% a 30 dias). O saldo final aparece mês a mês.

O DFC também pode ser filtrado por canal de distribuição e exportado para planilha. Para uma indústria que tem ciclo de produção mais longo, com compra de matéria-prima antes da venda e recebimento parcelado, esse cruzamento entre quando a receita é reconhecida e quando o dinheiro entra é o que separa uma empresa que não passa por aperto de caixa de uma que cresce no DRE e sofre no banco.

Indicadores e painel gerencial

A tela inicial do Treasy consolida seis indicadores que nascem do orçamento montado: faturamento bruto, margem de contribuição (filtrável por produto), ponto de equilíbrio, EBITDA, lucratividade e ticket médio. Todos apresentam o planejado e, quando o mês ocorre, o realizado logo abaixo com o percentual de desvio.

Etapa do orçamento O que o Treasy entrega automaticamente Onde aparece no relatório
Receita por canal e produto Variação P×R em R$ e % DRE e painel gerencial
Deduções (PIS, Cofins, devoluções) Receita líquida calculada DRE
Ficha técnica de matéria-prima Custo unitário e custo total por produto DRE (CMV) e margem de contribuição
Gastos com pessoal FGTS, INSS, férias e 13º calculados DRE (linha de encargos)
Despesas operacionais Abertura por natureza com análise vertical DRE detalhado
Investimentos com prazo de pagamento Saídas de caixa no mês correto DFC (fluxo de saídas)
Cenários (otimista/pessimista) Comparação entre cenário-base e variações Simulações

Cenários e revisões orçamentárias

Ao final do vídeo, a Manuela mostra que o Treasy permite criar simulações a partir do cenário-base. Uma indústria pode modelar um aumento de volume de produção, uma alta no preço da matéria-prima ou uma mudança nos preços de venda e ver o impacto imediato no DRE e no fluxo de caixa.

Empresas que têm o orçamento estruturado nesse formato conseguem fazer revisões orçamentárias trimestrais com agilidade, porque a base já está montada e basta ajustar as premissas que mudaram. O orçamento flexível, que se recalcula conforme o volume real de produção, é o próximo passo natural para indústrias que já passaram por um ciclo completo com orçamento estático.

Por onde começar em uma indústria de médio porte

O roteiro do vídeo é, em si, um passo a passo replicável:

  1. Mapeie os canais de distribuição e os produtos com preço de venda planejado.
  2. Defina os percentuais de deduções de venda com a contabilidade.
  3. Cadastre as matérias-primas com o preço de compra e monte a ficha técnica de cada produto.
  4. Organize o pessoal por centro de resultado com salário unitário e quantidade.
  5. Lance as despesas operacionais usando o plano de contas que a equipe já conhece.
  6. Registre os investimentos com a vida útil e o cronograma de pagamento.
  7. Analise o DRE e o fluxo de caixa antes de fechar o orçamento com a diretoria.

Para indústrias que ainda fazem esse processo em planilha, o risco mais frequente é a ficha técnica desatualizada: quando o preço da matéria-prima sobe, a planilha não recalcula o custo do produto automaticamente. A consequência aparece no DRE como queda de margem que ninguém consegue explicar até o fechamento do mês.

Se quiser entender como o acompanhamento mensal funciona depois que o orçamento está montado, o post sobre acompanhamento orçamentário Planejado x Realizado mostra a lógica do ciclo completo. E se o ponto de partida for estruturar o orçamento de produção ou os custos diretos e indiretos, o Guia do Orçamento Empresarial na Prática cobre cada etapa com mais detalhe.

Quando quiser sair da planilha e replicar esse processo com os dados reais do seu ERP conectado, experimente o Treasy de graça e veja o orçamento da sua indústria montado com ficha técnica, encargos automáticos e DRE gerado em tempo real.

Perguntas frequentes

Como o orçamento de uma indústria difere do orçamento de uma empresa de serviços?
A principal diferença é a ficha técnica de matéria-prima. Em uma indústria, antes de projetar a receita, é preciso definir quais insumos compõem cada produto, a quantidade consumida por unidade e o preço de compra. Esse custo variável de produção alimenta o CMV no DRE, algo que empresas de serviços raramente precisam estruturar com esse nível de detalhe.
O que é ficha técnica de produto no orçamento?
É o cadastro que relaciona cada produto às matérias-primas necessárias para produzi-lo, com a quantidade de insumo consumida por unidade. No vídeo, o caderno capadura usa papel (0,002 ton), capa (0,002 ton) e tinta (0,003 L). Com o preço de compra dos insumos cadastrado, o sistema calcula automaticamente o custo unitário de produção.
Como estruturar a receita de vendas em uma indústria com múltiplos canais?
A receita é organizada em dois eixos: canais de distribuição (regiões, distribuidores, representantes) e produtos. Para cada combinação, informa-se a quantidade planejada e o preço de venda. O sistema gera a receita total e, quando o mês fecha, compara com o realizado importado do ERP, mostrando a variação em reais e em percentual.
Quais deduções de venda devem entrar no orçamento de uma indústria?
As principais são os tributos sobre a receita, como PIS e Cofins, e as devoluções de mercadoria. No exemplo do vídeo: PIS a 3%, Cofins a 0,65% e devoluções a 8%. Os percentuais são aplicados automaticamente sobre a receita bruta projetada, gerando a receita líquida que serve de base para todos os cálculos de margem.
O Treasy calcula os encargos de pessoal automaticamente?
Sim. A partir do salário unitário e da quantidade de funcionários por cargo, o Treasy calcula FGTS, INSS, férias e 13º salário automaticamente. Esses encargos aparecem como linha separada no DRE, permitindo analisar o peso total da folha sobre o resultado sem precisar fazer os cálculos manualmente.
Como os investimentos em máquinas e equipamentos entram no orçamento?
Cada investimento é cadastrado com o valor, a vida útil para cálculo da depreciação e o cronograma de pagamento em percentual. Se o pagamento for 50% à vista e 50% a 30 dias, o sistema distribui as saídas de caixa nos meses corretos no fluxo de caixa, sem precisar de ajuste manual.
Qual a diferença entre o DRE e o fluxo de caixa projetado gerados pelo Treasy?
O DRE registra receitas e despesas no momento em que ocorrem economicamente, independente de quando o dinheiro entra ou sai. O fluxo de caixa considera o cronograma de recebimento e pagamento. Um investimento pago em parcelas aparece integral no DRE no mês da compra, mas distribuído nos meses de pagamento no DFC.
Como o Treasy trata os centros de resultado no orçamento de pessoal?
Cada cargo é associado a um centro de resultado. No vídeo, a indústria tem dois centros: operacional (auxiliares e gerente de operações) e administrativo (auxiliares e gerente financeiro). Essa estrutura permite analisar o custo de pessoal por área e entender qual departamento pesa mais no resultado.
É possível criar cenários otimistas e pessimistas no Treasy?
Sim. A partir do cenário-base do orçamento, é possível criar simulações com variações de premissas, como aumento de volume de vendas, alta no preço de matéria-prima ou mudança nos preços. O impacto aparece imediatamente no DRE e no fluxo de caixa projetados.
Como funciona a análise de variação Planejado x Realizado para indústrias?
Quando o mês se encerra, o realizado é importado do ERP e o Treasy exibe, lado a lado, o planejado e o realizado para cada linha, canal e produto, com a variação em reais e em percentual. Para receita por produto, por exemplo, é possível ver qual linha vendeu acima ou abaixo do plano e qual canal gerou o desvio.
Quais indicadores o Treasy gera automaticamente a partir do orçamento de uma indústria?
Os seis indicadores mostrados no vídeo são: faturamento bruto, margem de contribuição (filtrável por produto), ponto de equilíbrio, EBITDA, lucratividade e ticket médio. Todos apresentam o planejado e, após o fechamento do mês, o realizado com o percentual de desvio.
O DRE pode ser exportado para planilha?
Sim. O Treasy permite exportar o DRE tanto no formato fechado, com os totais por linha, quanto no formato detalhado, com abertura completa de todas as naturezas. O mesmo vale para o fluxo de caixa. Esse recurso facilita a preparação de apresentações para diretoria sem retrabalho.
Como organizar o plano de contas de despesas em uma indústria?
O Treasy oferece três opções: usar o plano de contas que já existe no ERP da empresa, adotar o padrão pré-configurado do sistema ou criar um plano gerencial customizado. A escolha mais comum é usar o plano do ERP para facilitar a importação do realizado, mas adaptando os agrupamentos para a análise gerencial.
Quanto tempo leva para montar o orçamento de uma indústria de médio porte no Treasy?
Depende da complexidade do portfólio e do número de canais. No vídeo, a demonstração com dois produtos e dois canais, incluindo ficha técnica, pessoal, despesas e investimentos, leva menos de 30 minutos. Em uma empresa real, o maior esforço costuma estar na primeira montagem da ficha técnica de matéria-prima.
Como fazer revisões orçamentárias trimestrais com o orçamento já montado?
Com a estrutura no Treasy, as revisões trimestrais consistem em ajustar as premissas que mudaram, como preço de matéria-prima, volume de vendas ou contratações, e o sistema recalcula automaticamente o DRE e o fluxo de caixa dos meses seguintes. Não é preciso refazer o orçamento do zero.
O orçamento de produção e o orçamento de vendas são integrados no Treasy?
Sim. A ficha técnica de matéria-prima é vinculada aos produtos da receita. Quando o volume de vendas planejado muda, o custo variável de produção se recalcula automaticamente, mantendo a consistência entre o que a empresa planeja vender e o quanto vai custar para produzir.

Leia também

Orçamento Empresarial

5 passos para definir metas com maestria em sua empresa!

Orçamento Empresarial

5 tomadas de decisão que a Gestão Orçamentária facilita para sua empresa

Orçamento Empresarial

5 vantagens da Gestão Orçamentária para sua empresa