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Novidades Treasy 2016: gestão orçamentária em evolução

Veja as principais melhorias lançadas no Treasy em 2016: importação inteligente de ERP, auditoria de lançamentos, aplicação em lote e painéis de indicadores.

Neste artigo

Novidades Treasy na gestão orçamentária representadas por um núcleo de luz e um gráfico de barras

Você fecha o acompanhamento mensal e o relatório já nasce velho. Não por falta de dedicação sua: o tempo foi todo embora no caminho. Exportar do ERP, formatar a planilha, distribuir para cada gestor, cobrar as justificativas, consolidar tudo de volta. Semanas de trabalho braçal antes de a primeira análise sair do papel. Imagine recuperar esse tempo e chegar à diretoria com o número ainda quente.

Foi nesse gargalo que o time da Treasy mirou em 2016. Neste Hangout ao vivo, Daniel, do comercial da Treasy, abre o sistema na tela e mostra as principais novidades do ano, com os primeiros spoilers do que viria em 2017. Assista à gravação completa abaixo.

Capa do vídeo: Retrospectiva Novidades no Treasy 2016 (Ao Vivo)Vídeo · YouTube

Importação que entende qualquer layout de planilha

A principal reclamação que a Treasy ouvia dos clientes, conta Daniel, era sobre o processo de trazer o realizado do ERP para o sistema. Antes, era obrigatório transformar a exportação do ERP no template exato que o sistema entendia. Um trabalho que facilmente consumia meio dia da equipe toda vez.

A remodelagem do processo de importação resolveu isso. O sistema passou a ler qualquer layout de planilha, identificar automaticamente as colunas por semelhança de nome e deixar o usuário fazer o mapeamento do que sobrou. Se a coluna "código da conta" no ERP se chama diferente, o próprio sistema sugere o match.

Além disso, a importação passou a aceitar vários anos e meses no mesmo arquivo. Antes, cada mês exigia uma importação separada. Agora, o histórico de anos anteriores pode entrar de uma vez, algo essencial quando uma empresa começa a implantação e precisa carregar a base para comparação.

Para quem não quer nem se preocupar com o arquivo, a alternativa é a integração automática com os principais ERPs do mercado. O sistema se conecta diretamente e busca os lançamentos sem que a Controladoria precise tocar em planilha. O que o ERP registra aparece no orçamento sem intermediários.

Auditoria e razão: mais segurança para o dado que orienta a decisão

Com o volume crescente de usuários acessando e editando o sistema, um novo problema emergiu: de onde vem esse número? Quem alterou? Quando?

O recurso de histórico de alterações trouxe resposta para isso. Cada modificação em um lançamento fica registrada com data, responsável e valor anterior. A Controladoria consegue rastrear se um gestor ajustou um valor, se a própria equipe fez uma simulação em cima do realizado, ou se a importação sobrescreveu algo. Transparência que faz diferença na hora de defender um número para a diretoria.

Na mesma linha, surgiu o "razão" dentro do sistema. Quando o Treasy importa lançamentos detalhados do ERP, todos os registros que compõem um valor ficam disponíveis para consulta. O gestor que quer entender por que a conta de passagens ficou em R$ 960 pode ver exatamente quais viagens compuseram esse valor, sem precisar ligar para a Controladoria pedindo um relatório.

Esse ponto é relevante para qualquer empresa que está engajando os gestores no orçamento: o gestor que consegue se auto-servir de informação tende a participar mais ativamente do processo e a ter mais responsabilidade com os próprios números.

Justificativas com evidência: além do comentário

Quando o desvio orçamentário aparece no acompanhamento mensal, o comentário do gestor explicando o motivo já era possível. O que faltava era evidência. A novidade de 2016 permitiu que o gestor anexasse um documento diretamente ao processo de justificativa. Um comprovante de despesa, uma nota de viagem, um email de aprovação. O processo de controle orçamentário ganhou rastreabilidade real, não só narrativa.

Aplicar valores em lote: simulações em segundos

Imagine que a diretoria pede para simular um aumento de 5% nas vendas do canal atacado a partir de julho. Sem a funcionalidade de aplicação em lote, você abriria cada produto em cada rede do atacado e alteraria um a um. Com ela, você seleciona o grupo inteiro e define a regra: somar 5% ao valor atual, somente nas combinações onde já existe valor planejado. Um clique, e toda a projeção de vendas é recalculada, incluindo os impactos em deduções e custos atrelados à receita.

A funcionalidade está disponível em todos os módulos, não só em receita. Para gastos com pessoal, serve para aplicar um dissídio de forma uniforme. Para custos, para simular uma renegociação com fornecedor. Qualquer simulação de cenários que antes exigia horas de planilha passa a ser questão de minutos. Para quem quer estruturar esse tipo de análise, o modelo de simulação de cenários da Treasy já traz as fórmulas base prontas.

Novos módulos: despesas variáveis e outras despesas

Dois módulos de desembolso foram adicionados ao sistema em 2016, completando a estrutura de projeção de despesas variáveis e outras despesas.

O módulo de despesas variáveis serve para custos que têm relação direta e proporcional com a venda. Frete, comissões de venda, embalagem. São despesas que não existiriam sem a receita correspondente, e que por isso entram no cálculo da margem de contribuição. Mantê-las em separado das despesas fixas é o que permite enxergar a margem real por produto ou por canal.

O módulo de outras despesas acomoda o que fica fora da operação: despesas bancárias, juros, amortizações de empréstimo. No DRE, essas linhas aparecem depois do EBITDA e impactam o resultado operacional final.

Custeio: canal por canal e produtos intermediários

Na parte de custo, duas novidades se destacaram para quem trabalha com modelos mais complexos.

Para empresas de comércio, o CMV passou a suportar custos diferenciados por canal de distribuição. Uma empresa que atende o atacado por um centro de distribuição no interior e o varejo por outro na capital pode ter custos logísticos e de manuseio distintos para o mesmo produto. Agora é possível modelar essa variação sem precisar criar contas separadas artificialmente.

Para indústrias com fichas técnicas extensas, foi lançado o suporte a produtos intermediários no CPV. Um insumo que serve de base para vários produtos finais pode ser cadastrado uma única vez e reutilizado nas composições. Quando o custo desse insumo muda, o impacto se propaga automaticamente para todos os produtos que o usam, sem que a Controladoria precise reabrir cada ficha individualmente.

DRE com exportação analítica e sintética

Quem apresenta resultado para a diretoria sabe que a versão que faz sentido para o CEO não é a mesma que o Controller usa para análise interna. A exportação do DRE passou a gerar duas versões simultaneamente: a sintética, com as linhas macro do demonstrativo, e a analítica, que respeita todos os filtros e aberturas que estavam ativos na tela no momento da exportação.

Recurso Problema resolvido Quem mais se beneficia
Importação por qualquer layout Horas de formatação de planilha antes de importar Controller e analista de planejamento
Importação anual em um arquivo Importações mensais repetitivas para carregar histórico Equipe de implantação e Controladoria
Integração automática com ERP Processo manual de exportar, formatar e importar Controller e equipe operacional
Histórico de alterações Impossibilidade de rastrear quem mudou qual valor Controller e diretoria
Razão dos lançamentos Gestores sem visibilidade do detalhamento de contas Gestores de área
Anexo na justificativa Comentários sem evidência documental Controller e auditoria
Aplicar valores em lote Alterações manuais em cenários com muitas combinações Analista de planejamento e Controller
Módulo despesas variáveis Falta de separação entre fixo e variável no DRE Controller e gestores comerciais
CMV por canal Custo único para canais com custos logísticos distintos Empresas de comércio com múltiplos CDs
Produtos intermediários no CPV Fichas técnicas complexas sem hierarquia de insumos Indústrias com composição elaborada
DRE analítico e sintético Uma exportação não servia para diretoria e Controller Controller e CEO
Múltiplos painéis de indicadores Um único painel genérico para audiências diferentes Gestores de área e diretoria

Painéis de indicadores personalizados

A remodelagem do painel de indicadores foi, segundo o apresentador, o recurso com maior impacto na percepção dos gestores sobre o próprio orçamento. O painel passou a mostrar sempre três perspectivas lado a lado: planejado, realizado e percentual de meta atingida. E, mais importante, tornou-se possível criar quantos painéis forem necessários dentro de uma mesma empresa.

Em vez de um único painel genérico, a Controladoria pode construir um painel geral para a diretoria, um focado em desempenho do canal varejo para o gerente comercial, e outro por mix de produto para a área industrial. Cada gestor vê os indicadores de desempenho que fazem sentido para a área dele, sem precisar interpretar informações que não são da sua alçada.

É um caminho direto para engajar os colaboradores no orçamento empresarial: quando o gestor enxerga os números da área dele de forma visível e compreensível, a participação no processo deixa de ser obrigação burocrática.

O que estava por vir em 2017

No encerramento do Hangout, Daniel abriu a cozinha para três recursos que o time de produto estava desenvolvendo para o primeiro semestre de 2017.

O workflow orçamentário era o principal. A ideia era que o sistema cuidasse do processo orçamentário como um todo: avisar quando cada fase começa, notificar os gestores sobre pendências, enviar relatórios com os maiores desvios e fechar os períodos automaticamente. Tirar da cabeça do Controller a responsabilidade de lembrar cada etapa.

O segundo era o "indicador guia", a versão Treasy do conceito que em inglês ficou conhecido como "one metric that matters". Cada empresa escolhe o indicador mais crítico para o ciclo atual, e esse indicador fica visível em destaque para todos durante todo o processo, da elaboração ao acompanhamento.

O terceiro eram relatórios dinâmicos com tabelas pivotáveis, dando mais capacidade de análise ad hoc para quem precisa fatiar os dados de formas que os relatórios padrão não preveem.

O que esse tipo de evolução revela sobre FP&A

Olhando o conjunto das novidades de 2016, o padrão é claro: a Controladoria estava sendo liberada do trabalho operacional para se concentrar no trabalho de análise. Integração automática com ERP elimina a importação manual. Razão dos lançamentos libera a Controladoria de emitir relatórios avulsos para gestores. Aplicação em lote reduz horas de simulação a minutos.

Não é promessa de catálogo. A Senior Noroeste Paulista cortou o fechamento orçamentário de duas semanas para dois dias depois de tirar esse peso operacional das costas da equipe. O tempo que sobra é exatamente o que vira análise.

É o mesmo movimento que define o papel do Controller hoje: sair do operacional e se tornar parceiro estratégico da diretoria. Não coincidência que os planos para 2017 apontavam exatamente na mesma direção, com o workflow cuidando de toda a rotina do processo.

Para quem quer entender onde essa evolução chegou, o post sobre gestão colaborativa e o guia sobre processo orçamentário no estado da arte mostram como as peças se encaixam hoje. O acompanhamento do realizado versus o planejado ainda é o coração do processo, mas a forma de alimentar e distribuir essa informação mudou completamente.

Se você ainda está exportando manualmente do ERP e formatando planilhas todo mês, experimente o Treasy de graça e veja quanto tempo a Controladoria pode recuperar só na etapa de importação do realizado.

Perguntas frequentes

Por que a importação de planilhas foi remodelada em 2016?
Antes, o sistema exigia que o arquivo estivesse no template exato do Treasy. A Controladoria precisava reformatar a exportação do ERP antes de importar, o que consumia horas a cada ciclo. A remodelagem permitiu que o sistema lesse qualquer layout e fizesse o mapeamento de colunas automaticamente, eliminando essa etapa intermediária.
O que é a importação anual e quando ela é útil?
A importação anual permite carregar lançamentos de vários meses e anos em um único arquivo, sem precisar fazer uma importação separada por período. É especialmente útil na implantação do sistema, quando a empresa precisa carregar o histórico do realizado dos anos anteriores para ter base comparativa no acompanhamento.
Quais ERPs tinham integração automática com o Treasy em 2016?
Na época do Hangout, a integração automática estava disponível para Protheus, Senior, Winthor, Alterdata e Sapiens. A integração elimina o processo de exportar do ERP, formatar planilha e importar manualmente, buscando os lançamentos diretamente na base do ERP com um clique.
O que o histórico de alterações registra?
O histórico de alterações registra cada modificação feita em um valor do sistema, com a data em que ocorreu, o e-mail de quem realizou a alteração e o valor anterior. Isso permite à Controladoria rastrear se um gestor ajustou o realizado, se houve uma simulação, ou se a importação sobrescreveu algo indevidamente.
O que é o 'razão' dentro do sistema e como ele ajuda os gestores?
O razão é a lista detalhada dos lançamentos que compõem um valor agregado de conta. Quando o Treasy importa lançamentos do ERP com o detalhamento de cada item, o gestor pode consultar diretamente no sistema quais registros formam o total da conta, sem precisar solicitar um relatório à Controladoria. Isso reduz a dependência do gestor em relação à equipe de planejamento.
Como funciona o anexo de documentos nas justificativas de desvio?
Ao justificar um desvio entre o planejado e o realizado, o gestor pode incluir não só um comentário de texto, mas também um arquivo em anexo, como comprovante de despesa, nota fiscal ou aprovação por email. Isso torna o processo de acompanhamento orçamentário auditável, com evidência documental vinculada a cada desvio explicado.
Para que serve a funcionalidade de aplicar valores em lote?
Permite alterar de uma vez um grupo inteiro de valores, aplicando um percentual ou um valor fixo sobre todas as combinações selecionadas. É útil para simulações de cenário, como aumentar 5% as vendas de um canal a partir de determinado mês, ou para ajustes em massa, como aplicar um dissídio sobre toda a folha de pessoal, sem precisar editar linha a linha.
Qual a diferença entre o módulo de despesas variáveis e o de outras despesas?
O módulo de despesas variáveis registra custos que têm relação direta e proporcional com a receita, como frete e comissões de venda. Esses valores entram no cálculo da margem de contribuição. O módulo de outras despesas acomoda desembolsos sem vínculo operacional, como juros e taxas bancárias, que no DRE aparecem depois do EBITDA e reduzem o resultado operacional final.
O que são despesas variáveis no contexto do DRE e por que separá-las das fixas?
Despesas variáveis são aquelas que crescem proporcionalmente com a receita. Separadas das despesas fixas no DRE, elas permitem calcular a margem de contribuição por produto, canal ou unidade de negócio, revelando quais linhas de negócio são realmente lucrativas antes dos custos fixos. Sem essa separação, o DRE mostra só o resultado consolidado, que pode esconder produtos ou canais com margem negativa.
Como funciona o CMV diferenciado por canal de distribuição?
Em empresas de comércio com múltiplos centros de distribuição, o custo de uma mesma mercadoria pode variar conforme o canal que a recebe, por diferenças logísticas, de manuseio ou de localização do CD. O Treasy passou a permitir projetar custos distintos para o mesmo produto em canais diferentes, tornando o cálculo de margem por canal muito mais preciso.
O que são produtos intermediários no CPV e quando usar esse recurso?
Produtos intermediários são insumos que entram na composição de vários produtos finais mas não são comercializados diretamente. Em indústrias com fichas técnicas complexas, cadastrar o insumo intermediário uma vez e vinculá-lo às composições dos produtos finais evita redundância. Quando o custo do insumo muda, o impacto se propaga automaticamente para todos os produtos que o utilizam.
Qual a diferença entre a exportação sintética e a analítica do DRE?
A exportação sintética gera o DRE com apenas as linhas macro, adequada para apresentações à diretoria que precisa de visão de conjunto. A exportação analítica respeita todos os filtros e aberturas que estavam ativos na tela no momento da exportação, gerando um relatório detalhado para uso interno da Controladoria. As duas versões são geradas ao mesmo tempo, a partir da mesma visão.
Por que ter múltiplos painéis de indicadores em vez de um único painel geral?
Audiências diferentes precisam de perspectivas diferentes. A diretoria quer ver o resultado consolidado da empresa. O gestor comercial quer ver o desempenho do canal de varejo. O gerente industrial quer ver a margem por mix de produto. Um único painel genérico força todo mundo a interpretar informações irrelevantes para a sua área. Painéis específicos por audiência aumentam o engajamento de cada gestor com os próprios números.
O que era o 'workflow orçamentário' planejado para 2017?
Era um recurso que cuidaria da condução do processo orçamentário de ponta a ponta: abrir e fechar períodos automaticamente, notificar gestores sobre pendências, enviar relatórios com os maiores desvios e registrar o avanço de cada fase. O objetivo era tirar do Controller a responsabilidade de lembrar e coordenar cada etapa manualmente, liberando a equipe para o trabalho de análise.
O que era o 'indicador guia' anunciado para 2017?
Era uma forma de destacar visualmente o indicador mais crítico para a empresa durante o ciclo orçamentário, seja ele EBITDA, faturamento ou outro de escolha da diretoria. Esse indicador ficaria exposto para gestores e Controladoria durante todas as fases do processo, da elaboração ao acompanhamento, alinhando todas as decisões de planejamento ao mesmo objetivo central.
Por que o processo de importação manual do ERP consome tanto tempo da Controladoria?
Porque o ERP exporta os dados no formato próprio dele, com colunas, nomenclaturas e estrutura que raramente coincidem com o que o sistema de planejamento espera. Sem integração ou importação inteligente, a Controladoria precisa reformatar o arquivo manualmente, linha a linha, antes de importar. Em empresas com volume alto de lançamentos, isso pode consumir dias a cada ciclo mensal.

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