
Você abre uma segunda loja e precisa saber, antes do primeiro mês, se ela vai contribuir ou drenar o resultado. A resposta não está numa planilha paralela, está no orçamento integrado, onde a nova unidade entra como mais um canal de distribuição e o Demonstrativo de Resultados já mostra a margem de contribuição dela ao lado das outras.
É exatamente isso que o vídeo abaixo demonstra. A série Treasy para seu Negócio escolheu o varejo de eletrônicos porque ele reúne vários dos desafios mais comuns do orçamento: múltiplos canais de venda, custo variável de mercadoria, encargos de pessoal e investimento em imobilizado, tudo no mesmo ciclo.
A empresa do exemplo: Campos Eletrônicos
A demonstração gira em torno de uma empresa fictícia com três canais já rodando, loja física em São Paulo, site próprio e televendas, que decide abrir uma quarta unidade no Rio de Janeiro a partir do segundo trimestre. Esse cenário de expansão serve de fio condutor para mostrar todas as peças do processo orçamentário dentro do Treasy.
O ponto de partida no sistema não é a planilha em branco: a tela inicial já exibe os principais indicadores de desempenho com a comparação entre planejado e realizado. Os números fazem sentido porque antes deles vieram o planejamento e o acompanhamento. O vídeo volta a esse painel no final, quando os dados já têm contexto.
Receita de vendas: produto por canal
O orçamento de vendas no Treasy combina duas estruturas, produtos organizados em famílias e canais de distribuição. Para a nova loja do Rio de Janeiro, o demonstrador cadastra o canal em segundos e projeta a venda de smartphones com dois parâmetros: volume mensal e ticket médio.
A lógica funciona como uma planilha em que você arrasta o valor para os meses seguintes, mas com uma diferença relevante: a estrutura inteira já está montada. Não é necessário criar fórmulas para que a receita apareça no Demonstrativo de Resultados; o Treasy linka as peças automaticamente.
O volume começa em 300 unidades em abril, sobe para 400 até julho e chega a 500 no final do ano. Com o ticket médio de R$ 900 fixo, a projeção de receita da nova unidade fica disponível em uma linha do DRE assim que os dados são salvos.
Deduções e custo variável: as peças que definem a margem
Com a receita projetada, o próximo passo é lançar as deduções de vendas, no caso do exemplo o ICMS de 12%. O recurso "aplicar valores em lote" resolve o preenchimento de múltiplas combinações de produto e canal em um único movimento, sem repetir o lançamento linha por linha.
O custo variável segue a mesma lógica. Para o varejo de eletrônicos, o custo de mercadoria representa 70% da receita dos smartphones vendidos no Rio de Janeiro. O Treasy aceita tanto um percentual quanto um preço unitário, dependendo do grau de detalhe que faz sentido para a decisão.
Com receita, deduções e custo variável no orçamento, a margem de contribuição aparece no DRE por canal e por produto. No exemplo, é possível ver quanto a loja do Rio de Janeiro contribui especificamente com a linha de smartphones, com a análise vertical ao lado mostrando o peso percentual de cada linha.
Despesas variáveis, operacionais e gastos com pessoal
O orçamento de despesas usa uma estrutura diferente da receita: unidades de negócio, centros de resultado e contas. Para a logística da nova loja, o demonstrador lança o frete como despesa variável, R$ 300 mensais de abril a agosto e R$ 500 de setembro em diante, refletindo o crescimento esperado do volume sem que o valor seja diretamente proporcional à venda.
As despesas operacionais entram com o mesmo mecanismo. O Facebook Ads da nova unidade começa em R$ 400 em abril e dobra no final do ano. Independente do faturamento, esses desembolsos acontecem, e é justamente por isso que exigem atenção no acompanhamento.
O módulo de gastos com pessoal é onde o Treasy se diferencia de uma planilha comum. O demonstrador informa apenas o headcount e o salário unitário: R$ 2.400 para um analista de mídias sociais que começa em abril, mais uma contratação em dezembro. O sistema calcula encargos e benefícios automaticamente com base em um template configurável, gerando a visão de caixa e a visão de competência sem nenhuma fórmula manual.
Investimentos e o cálculo automático de depreciação
A compra de computadores para a nova sede entra no módulo de orçamento de investimentos. O lançamento pede descrição, código, vida útil (cinco anos para equipamentos de informática) e o valor do desembolso, R$ 30.000 em abril.
O Treasy calcula a depreciação mensal automaticamente: R$ 500 por mês durante os cinco anos seguintes. Esse valor já entra no DRE como despesa sem nenhum cálculo adicional, o que resolve um dos pontos que costuma gerar mais retrabalho no orçamento em planilha.
Demonstrativo de Resultados consolidado
Com todas as peças lançadas, o DRE mostra o resultado completo da Campos Eletrônicos. O demonstrador usa os filtros para isolar a loja do Rio de Janeiro e ver o Demonstrativo apenas com as receitas, custos e despesas dessa unidade, o que responde à pergunta do início: a nova loja contribui ou drena?
A análise vertical ao lado de cada linha transforma o número absoluto em percentual da receita bruta, facilitando a comparação entre unidades e entre períodos. O EBITDA, a depreciação e o resultado operacional aparecem na sequência lógica do DRE, todos alimentados pelo planejamento que o time montou.
Simulação de cenários sem alterar o orçamento base
Uma vez aprovado, o orçamento base fica protegido. Para testar hipóteses, o Treasy usa simulações independentes. O demonstrador cria um cenário otimista e simula uma força de vendas na loja de São Paulo: aumento de 5% no volume de celulares e telefones a partir de junho, usando o mesmo recurso de "aplicar valores em lote".
O impacto cascateia automaticamente: a receita sobe, as deduções e os custos variáveis se recalculam na mesma proporção. Para sustentar o crescimento, o demonstrador também aumenta as despesas de marketing em 10% a partir de junho. O DRE do cenário otimista fica disponível para comparação sem que o orçamento base tenha sido tocado.
Esse é o mecanismo das simulações de cenários: permite avaliar o impacto de uma decisão antes de tomá-la.
Acompanhamento: importar o realizado e justificar desvios
O ciclo só se completa quando o realizado entra. O Treasy aceita importação por planilha (com mapeamento automático de colunas) ou integração direta com os principais ERPs. No exemplo, o demonstrador importa as despesas de abril a partir de um relatório exportado do sistema de gestão, e o Treasy resolve as divergências mostrando quais contas não foram encontradas no orçamento.
Com o realizado importado, os desvios orçamentários ficam visíveis. A loja do Rio de Janeiro gastou R$ 800 em Facebook Ads no lugar dos R$ 400 planejados, um desvio de 100%. O gestor responsável pela unidade pode justificar diretamente na tabela, com texto e anexo, sem sair do sistema.
O módulo de permissões garante que o Daniel Campos, gestor do Rio de Janeiro, veja apenas os dados da sua unidade quando loga no Treasy. Segurança por conta, centro de resultado e unidade de negócio, configurável para cada colaborador.
Os painéis que a diretoria vai querer ver
O painel de indicadores não é estático. O demonstrador cria um novo painel para a loja do Rio de Janeiro com dois indicadores, faturamento bruto e evolução do ticket médio, em menos de dois minutos. A partir daí, o gestor acompanha o desempenho da unidade com a comparação entre planejado e realizado sempre visível.
| Peça orçamentária | Estruturas combinadas | Saída no DRE |
|---|---|---|
| Receita de vendas | Produto × Canal de distribuição | Receita bruta por unidade e família |
| Deduções | Produto × Canal × Dedução (ex: ICMS) | Receita líquida |
| Custo variável | Produto × Canal (% ou preço unitário) | Margem de contribuição |
| Despesa variável | Unidade de negócio × Centro de resultado × Conta | Margem de contribuição ajustada |
| Despesa operacional | Unidade de negócio × Centro de resultado × Conta | EBITDA |
| Gastos com pessoal | Centro de resultado × Cargo × Headcount | Encargos e benefícios calculados automaticamente |
| Investimentos | Centro de resultado × Ativo imobilizado | Depreciação mensal automática no resultado |
| Outras despesas | Unidade de negócio × Centro de resultado × Conta | Resultado operacional |
Por onde começar se você tem um varejo com mais de uma unidade
O raciocínio do vídeo é direto: antes de abrir a nova loja, monte o orçamento dela. Projete a receita por produto e canal, estime o custo de mercadoria, calcule as despesas de frete e pessoal, e registre o investimento em estrutura. Com esses números no DRE, a decisão de expandir ou não tem base concreta.
Se a estrutura de um orçamento para varejo ainda parece complexa, vale começar pelos primeiros passos do planejamento orçamentário antes de chegar na abertura por canal. E se o ponto de dúvida for como engajar os gestores de cada loja no processo, o tema de orçamento descentralizado ajuda a estruturar as responsabilidades.
Para quem já tem o planejamento montado e quer evoluir para uma visão com doze meses sempre projetados à frente, o rolling forecast é o próximo passo natural. Há também uma página de demonstração do Treasy para varejo de eletrônicos com o resumo das funcionalidades mostradas no vídeo. O acompanhamento mensal de desvios, com justificativas dos gestores, é o que faz o orçamento deixar de ser um documento anual e virar ferramenta de decisão contínua.
Quando quiser sair da planilha e rodar esse processo com o realizado entrando automaticamente do seu ERP, experimente o Treasy de graça e monte o orçamento da sua operação com a mesma estrutura do vídeo.
