A pior forma de revisar o orçamento é apagar o anterior.
Estava numa reunião com um cliente, já na revisão do segundo semestre, quando apareceu a pergunta clássica: mudo os números no plano que já existe ou crio um novo?
Crie um novo. Sempre.
Quando você sobrescreve o plano original, três coisas somem de uma vez:
O que você acreditava lá em janeiro.
O tamanho real do erro.
E a chance de descobrir por que você errou.
O plano base não existe para estar certo. Ele existe para ser comparado. É o registro da sua expectativa num momento em que você sabia menos.
Na prática, o caminho é duplicar. Mantenha o plano base intocado, crie uma revisão (algo como "revisão do segundo semestre") e altere só os meses que ainda não aconteceram.
Aí você passa a ter duas análises no lugar de uma:
Realizado x plano base responde "o quanto a minha leitura do ano estava furada".
Realizado x revisão responde "estou executando bem a leitura atual".
São perguntas diferentes. Quem só guarda a última versão só consegue responder a segunda, e repete o mesmo erro de premissa por anos sem perceber.
O seu orçamento de hoje ainda deixa ver o que você planejava em janeiro?
#FPeA #orcamento #controladoria
Publicado originalmente no LinkedIn em 11 de agosto de 2026. Ver o post original
