Quem está montando o orçamento do ano que vem agora está comparando com um ano que ainda não terminou.
Esta semana, em duas conversas diferentes, apareceu a mesma coluna de referência. De janeiro a agosto, valor realizado. De setembro em diante, valor planejado.
É a base certa para trabalhar. Só que ela mistura duas naturezas de número na mesma linha, e quase ninguém avisa isso para quem vai preencher.
O realizado já aconteceu. Tem nota, tem pagamento, tem lançamento atrás.
O planejado dos meses que faltam é uma promessa feita no ano passado, por alguém que ainda não sabia o que viria.
Quando o gestor lê a coluna inteira como se fosse histórico, ele herda o erro do orçamento anterior e ainda projeta esse erro para frente.
O que eu recomendo antes de abrir o preenchimento.
Diga onde termina o realizado e onde começa o planejado.
Nos meses ainda abertos, troque o plano antigo pela melhor projeção que você tem hoje (a média dos meses fechados costuma ser melhor que uma previsão de um ano atrás).
E deixe a premissa escrita na própria linha, porque em fevereiro ninguém lembra de onde saiu o número.
Orçamento construído sobre base mal declarada erra sempre na mesma direção.
Como vocês tratam os meses ainda abertos na hora de montar o ano seguinte?
Publicado originalmente no LinkedIn em 24 de setembro de 2026. Ver o post original
