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Glossário de FP&A

Leasing

O que é

O arrendamento mercantil, também conhecido como leasing, é um contrato em que a empresa aluga um bem, como veículos, máquinas e equipamentos, com opção de compra ao final do período. Ele é uma alternativa ao financiamento tradicional para adquirir ativos sem desembolsar o valor integral à vista. Durante o contrato, a empresa usa o bem pagando as contraprestações previstas.

Interessa a quem precisa renovar frota ou parque de máquinas sem travar capital de giro na compra à vista, decisão que entra na mesma conta de escolher entre empréstimo ou financiamento para o mesmo objetivo.

Como funciona

A empresa escolhe o bem e a arrendadora o compra e o cede em uso, mediante o pagamento de parcelas mensais chamadas de contraprestações. Ao final do prazo contratado, o contrato costuma prever três caminhos: comprar o bem pelo valor residual garantido, devolvê-lo, ou renovar o contrato por um bem novo.

Diferente do financiamento via BNDES, o bem não entra imediatamente no ativo imobilizado da empresa arrendatária: a forma de registrar isso no balanço depende do tipo de arrendamento, financeiro ou operacional.

Exemplo prático

Uma transportadora de cargas precisa trocar cinco caminhões sem comprometer o caixa que sustenta o combustível e a folha do mês. Em vez de financiar R$ 1.200.000 à vista, ela arrenda a frota por 60 meses, com parcela mensal de R$ 24.000.

Ao fim do contrato, a transportadora compra os caminhões pelo valor residual de R$ 120.000 já combinado, tendo usado a frota por cinco anos sem imobilizar de uma vez o capital que, em vez disso, sustentou o crescimento da operação, o mesmo dilema que aparece ao comparar leasing com o factoring como forma de destravar recurso sem se endividar de longo prazo.

Como interpretar e erros comuns

Arrendamento mercantil não é aluguel simples: ele embute um custo financeiro dentro das contraprestações, que precisa ser comparado com a taxa de um financiamento equivalente antes de decidir.

Quem trata a parcela do leasing só como despesa operacional, sem projetar o efeito no caixa do contrato inteiro, começa a decisão torta. Não avaliar o valor residual garantido no fim deixa o contrato caro se o bem se desvalorizar mais rápido do que o previsto. E esquecer de comparar o custo total do leasing com o de comprar o bem à vista ou financiado fecha a lista de deslizes que mais custam caro.

Para ir além

  • Material: IA Aplicada às Finanças: como a tecnologia ajuda a decidir entre CAPEX e OPEX, a mesma escolha que o leasing resolve na prática.
  • Artigo: Sale & Leaseback: quando a empresa vende um bem próprio e o arrenda de volta, para melhorar a liquidez sem parar de usá-lo.
  • Artigo: Lucro Real x Lucro Presumido: como o regime tributário escolhido pela empresa afeta a dedução da parcela do leasing.

Leve Leasing para dentro da rotina financeira da sua empresa.

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