Início Plataforma Copilot Integrações Metodologia Serviços Casos de Sucesso Planos Blog Colunas Controller Cast Canal no YouTube Melhores Materiais Trilhas de Conhecimento Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Glossário de FP&A Treasy para seu Negócio
Entrar
Treasy BI Financeiro Treasy Planejamento Experimentar grátis →
Glossário de FP&A

Dívida líquida/EBITDA

O que é

A dívida líquida/EBITDA é a dívida líquida da empresa dividida pelo EBITDA e mostra quantos anos de resultado pagariam a dívida. É um dos principais indicadores de endividamento e um dos mais comuns nos covenants de crédito.

Quando a empresa toma um empréstimo grande, o contrato costuma exigir que o indicador fique abaixo de um teto, como mostra o artigo que explica o limite exigido pelos bancos, e furar esse teto pode levar o banco a exigir o pagamento antecipado.

Como calcular

Dívida líquida = Dívida financeira - Caixa e equivalentes de caixa

Dívida líquida/EBITDA = Dívida líquida ÷ EBITDA

A dívida líquida é o total das dívidas financeiras descontado o caixa e os equivalentes de caixa, e o EBITDA é o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, como lembra o texto sobre os covenants mais comuns. O artigo que mostra como chegar ao EBITDA a partir do lucro líquido detalha essa segunda parte.

Exemplo prático

Numa empresa de logística hipotética, a dívida financeira é de R$ 662.200, o caixa é de R$ 279.500 e o EBITDA do ano é de R$ 140.200. A dívida líquida é R$ 662.200 - R$ 279.500 = R$ 382.700, e o indicador fica em R$ 382.700 ÷ R$ 140.200 = 2,73 vezes.

Um novo empréstimo de R$ 99.900, gasto em equipamentos que ainda não aumentaram o EBITDA, deixa o caixa onde está e leva a dívida líquida a R$ 382.700 + R$ 99.900 = R$ 482.600: R$ 482.600 ÷ R$ 140.200 = 3,44. Se o contrato fixar um teto de 3, a empresa passa a descumprir a cláusula.

Como interpretar e erros comuns

Quanto menor o indicador, menos anos de EBITDA seriam necessários para quitar a dívida; ele sobe quando a dívida cresce ou o EBITDA encolhe. Os deslizes costumam estar no que entra na conta e no teto com que ela é comparada.

  • Ler o EBITDA como caixa: o indicador pode dar sinal verde enquanto o caixa já dá sinal vermelho, e o vídeo sobre as lacunas do EBITDA lembra que ele ignora depreciação, IR e CSLL, custo da dívida e custo do capital próprio.
  • Usar a dívida bruta no lugar da líquida: a diferença entre as duas é o caixa que a empresa mantém, e esquecer de descontá-lo faz o peso da dívida parecer maior do que é.
  • Procurar um limite único: o limite saudável não é um número só, e o que vale num contrato é o teto combinado com o banco.

Para ir além

Leve Dívida líquida/EBITDA para dentro da rotina financeira da sua empresa.

Experimentar grátis

← Voltar ao glossário