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5 passos para eliminar o abismo entre estratégia e execução

5 passos para fechar o abismo entre estratégia e execução orçamentária: definir a métrica que importa, planejar com gestores, simular cenários, acompanhar e

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Estratégia e execução conectadas por uma ponte que fecha o abismo entre o plano e o resultado

Você fechou o orçamento em dezembro, alinhou com a diretoria, distribuiu para os gestores. Três meses depois, a empresa toca o dia a dia como se aquele plano nunca tivesse existido, parado numa pasta do seu computador. Não é falta de disciplina do time, é falta de método no processo. Quem apresenta este webinar da Treasy, Daniel, trabalha há quase quinze anos com planejamento e controladoria, e resume o problema de um jeito direto: o orçamento é simples na teoria e empaca na prática. O abismo entre a estratégia e a execução não aparece por acaso. Ele nasce em cinco pontos específicos do processo, onde a comunicação e a tradução de intenções para números quebram. Os cinco passos a seguir mostram exatamente onde está cada quebra e como fechá-la.

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Passo 1: definir a métrica que de fato importa

O primeiro e mais importante passo é identificar a métrica que mais importa para o período, o que Daniel chama de MTM (Métrica que Mais Importa). Parece óbvio, mas na prática a diretoria costuma chegar com quatro ou cinco objetivos simultâneos: crescer faturamento, reduzir despesas operacionais, melhorar margem de contribuição e ainda melhorar o EBITDA. Para crescer faturamento você precisa investir, contratar, expandir a operação, e isso briga de frente com cortar despesa e gerar caixa no mesmo ano. O resultado é um planejamento que tenta servir a todos e não serve a nenhum.

Daniel conta três conversas reais que teve com clientes, cada uma com um número diferente no centro:

  • Uma empresa que cresceu quase 200% no ano anterior e quer repetir o desempenho. A métrica é clara: faturamento.
  • Uma empresa que cresceu, expandiu o time, abriu nova unidade, mas no fim do ano não sobrou nada para os sócios. A métrica muda: geração de caixa e distribuição de dividendos.
  • Uma empresa com mais de 20 anos de mercado que vem acumulando prejuízo. A métrica é simples: chegar ao ponto de equilíbrio.

Cada uma dessas empresas precisa de um plano diferente. A função do controller ou do diretor financeiro é ajudar o time de liderança a articular qual é esse único número que vai orientar todas as decisões do ano. Como Daniel resume, líderes são pessoas inteligentes, que conhecem o negócio a fundo, mas estão ocupadas e com a cabeça cheia. Cabe a você tirar o economês da frente e ajudá-los a traduzir a intenção em métrica. Esse é o primeiro passo.

Conteúdos relacionados: como definir metas com clareza e como integrar orçamento e planejamento estratégico.

Passo 2: facilitar o planejamento dos gestores

O erro clássico da segunda etapa é entregar uma planilha complexa para os gerentes de marketing, vendas e operações e esperar que eles preencham corretamente. Essas pessoas não são especialistas em finanças. Daniel compara com chegar em casa, mandar a família arrumar as malas para uma viagem e não dizer o destino: sem saber se vão para a praia, a neve ou o campo, todo mundo coloca na mala tudo o que puder. É o que o gestor faz quando ninguém comunica para onde a empresa vai. Sem facilitação, ele enche o orçamento de gordura (reservas para o caso de) ou simplesmente deixa para depois.

Daniel propõe duas ferramentas simples para estruturar o planejamento junto com os gestores:

5W2H aplicado à área: cada gestor lista as ações que pretende executar respondendo o que vai fazer, por que vai fazer, quando, com que frequência, quanto resultado espera e qual o custo estimado. Antes disso, é preciso ajudá-lo a classificar suas atividades em processos (contínuos, com periodicidade definida) ou projetos (com começo, meio e fim).

3S para priorizar: depois de listar tudo, o gestor decide o que vai começar a fazer (novo), o que vai continuar fazendo (funciona), e o que vai parar de fazer (não dá resultado). Uma quarta possibilidade é mudar como algo é feito, mas isso automaticamente cai no "continuar".

Para priorizar entre as ações restantes, Daniel usa um método com quatro variáveis: alcance da ação (quantas pessoas impacta), impacto esperado (mudança drástica ou incremental), grau de confiança (algo novo ou algo já testado) e esforço necessário. Cada variável pontuada de 1 a 5 gera um score. Em vez da briga por prioridade na reunião, a decisão sai de critérios objetivos.

Ao final desse processo, o que o gestor entrega para a controladoria não é uma planilha de números solta, é uma lista de ações traduzidas em três categorias: pessoas (contratações, encargos, benefícios), fornecedores (softwares, consultorias, treinamentos) e ativos (equipamentos, mobiliário, infraestrutura). Tudo que entra ou sai de caixa em uma empresa se enquadra em um desses três grupos. O gestor fala do que conhece, você converte em números.

Esse modelo de planejamento colaborativo é o que separa o orçamento descentralizado que funciona do que vira burocracia. Sobre engajamento dos gestores, veja também como engajar os colaboradores no orçamento e cultura orçamentária na prática.

Passo 3: simular cenários antes de homologar o plano

Com o planejamento base montado, a tentação é aprovar e seguir em frente. Daniel desaconselha. O primeiro plano raramente é o melhor plano: ele reflete os primeiros instintos, não a análise cuidadosa das alternativas.

A simulação de cenários serve para testar se existe um caminho mais simples ou menos arriscado para chegar ao mesmo MTM. Se a meta é zerar o prejuízo, talvez existam cortes que a empresa não considerou, gastos que dá para remanejar em vez de eliminar, ou fontes de receita que ela ainda não mapeou. Simular dois ou três cenários diferentes antes de homologar aumenta a qualidade do plano e reduz surpresas no acompanhamento.

O ponto crítico que Daniel levanta, na palavra dele um pouco forte: não ter preguiça de questionar o primeiro rascunho. A análise de cenários não é trabalho extra, é o que garante que o plano aprovado seja realmente o melhor caminho disponível. Para aprofundar, veja análise de cenários orçamentários e como construir cenários financeiros.

Passo 4: acompanhar o plano e trabalhar os desvios com FCA

O acompanhamento mensal é onde a maioria das empresas quebra o processo. O plano existe, os gestores sabem que existe, mas ninguém para formalmente para verificar se o realizado está seguindo o planejado. E quando verifica, ninguém documenta a causa do desvio nem define ação corretiva.

Daniel deixa claro: o papel do controller não é gerar resultado, é garantir que os gestores que geram resultado tenham as informações e o suporte necessários para usar o plano como ferramenta de decisão. Isso significa acompanhar no mínimo mensalmente, e em empresas mais maduras, semanalmente.

Quando um desvio relevante aparece, a ferramenta indicada é o FCA (Fato, Causa, Ação):

  • Fato: o que aconteceu, com o número exato do desvio.
  • Causa: por que aconteceu. Essa parte exige sentar com o gestor e entender o contexto, não assumir a resposta.
  • Ação: o que vai ser feito para corrigir ou evitar que o desvio se repita.

Daniel faz um alerta importante: desvio não é só quando se gasta mais do que o planejado. Gastar menos também é, no mínimo, sinal amarelo. Se o plano previa contratações e investimentos para sustentar o crescimento, e esses recursos não estão sendo usados, o resultado de crescimento provavelmente não vai se materializar. O desvio positivo no custo pode esconder um problema no avanço das iniciativas.

Para entender melhor o acompanhamento P×R e a ferramenta FCA: acompanhamento orçamentário planejado x realizado, como justificar desvios com FCA, desvios orçamentários e controle orçamentário. Para registrar os desvios com estrutura, há também uma planilha de Fato, Causa e Ação pronta para uso.

Passo 5: revisar quando for necessário, sem medo

A quinta parte do webinar responde uma das perguntas mais frequentes que a Treasy recebe: a cada quanto tempo fazer uma revisão orçamentária, três meses, seis meses, todo mês? A resposta honesta de Daniel é: depende. E depende de duas perguntas que você faz no acompanhamento.

Primeira: a meta global (o MTM) ainda faz sentido? Se sim, segunda: os planos traçados para chegar nessa meta ainda são coerentes? Se as duas respostas forem sim, o processo segue sem ajuste. Se os planos perdem coerência mas a meta ainda é válida, é hora de uma revisão orçamentária: novo plano para a mesma meta. Se a própria meta perdeu contato com a realidade, é hora de um novo planejamento orçamentário completo.

Daniel aponta que existem três saídas possíveis nesse fluxo:

Situação Meta global Planos operacionais O que fazer
Tudo no trilho Coerente Coerentes Manter tudo, seguir o acompanhamento
Planos desajustados Coerente Desatualizados Revisão orçamentária: novo plano para a mesma meta
Meta fora da realidade Desatualizada Qualquer Novo planejamento orçamentário completo

O take away final de Daniel é direto: não ter medo, nem preguiça, de revisar. Um plano que perdeu contato com a realidade não serve para nada, e mantê-lo intacto só porque o processo de aprovação foi trabalhoso é o que cria o abismo que o título descreve. O plano precisa guiar o que a empresa está fazendo agora, não registrar o que ela pretendia em dezembro.

Quando a revisão deixa de ser sofrimento, ela vira hábito. A Senior Noroeste Paulista derrubou o fechamento orçamentário de 2 semanas para 2 dias com o Treasy. Encurtar esse ciclo é o que permite revisar sem medo: você revisita o plano com o dado fresco, no ritmo que o negócio exige, em vez de esperar o próximo dezembro.

Para aprofundar a lógica das revisões: revisão orçamentária ágil e revisões orçamentárias.

O papel do financeiro em todo esse processo

Daniel fecha com uma conclusão que vale registrar: o profissional de planejamento, controladoria e finanças não é o dono do orçamento. O plano pertence aos gestores que o construíram e que vão executá-lo. A controladoria não gera o resultado, ela é prestadora de serviço para o resto da empresa. Seu papel é remover obstáculos: ajudar a diretoria a articular a meta, ajudar os gestores a montar um plano sem economês, garantir que o acompanhamento aconteça e que as revisões não sejam tratadas como fracasso.

Esse modelo de atuação transforma a controladoria de área de cobrança em área de apoio à decisão. É a diferença entre um processo orçamentário no estado da arte e um orçamento de gaveta.

Para estruturar esse processo na sua empresa com dados integrados do ERP, sem planilhas manuais, experimente o Treasy de graça e veja o ciclo completo funcionando: planejamento, acompanhamento P×R, FCA e revisões em uma única plataforma.

Perguntas frequentes

O que é o MPM (Métrica Que Mais Importa) mencionado no webinar?
É o único indicador que vai orientar todas as decisões financeiras do período. Pode ser faturamento, geração de caixa, EBITDA ou ponto de equilíbrio, dependendo do momento da empresa. Definir o MPM antes de montar o orçamento evita planos contraditórios que tentam atingir vários objetivos incompatíveis ao mesmo tempo.
Por que ter várias metas financeiras simultâneas é um problema?
Porque algumas metas são naturalmente conflitantes. Crescer faturamento geralmente exige investimentos que pressionam a margem e o caixa. Quem tenta otimizar tudo ao mesmo tempo acaba com um plano que não serve claramente a nenhum objetivo, tornando difícil para os gestores saberem o que priorizar.
Quem deve definir o MPM da empresa?
A diretoria ou o C-level define, mas o controller ou diretor financeiro tem papel ativo em facilitar essa definição. A função do financeiro é ajudar o time de liderança a articular o que realmente importa, removendo o 'economês' e traduzindo intenções estratégicas em uma métrica objetiva.
Por que gestores de outras áreas preenchem o orçamento com gordura?
Porque não entendem com clareza o que se espera deles e criam reservas por precaução. Quando a controladoria entrega uma planilha complexa sem comunicar o MPM, o gestor não sabe se o plano deve priorizar crescimento, corte de custos ou geração de caixa, então exagera nos pedidos para se proteger de imprevistos.
O que é o 5W2H e como ele ajuda no planejamento com gestores?
É uma ferramenta de estruturação de ações que responde: o que será feito, por que, quando, por quem, onde, como e quanto vai custar. Aplicado ao orçamento, ajuda o gestor a listar processos e projetos da área de forma organizada, sem precisar de conhecimento financeiro para começar. O controller depois transforma isso em números.
Qual a diferença entre processo e projeto no contexto do planejamento?
Processo é contínuo: tem periodicidade definida (diário, semanal, mensal) e não tem data de fim prevista. Projeto tem começo, meio e fim bem definidos e é criado com um prazo estimado de encerramento. Entender essa distinção ajuda o gestor a estimar corretamente os custos e a duração de cada iniciativa.
Como funciona o método 3S para priorização de ações?
O gestor classifica cada ação em uma de três categorias: Começar (algo novo que vai ser implantado), Continuar (algo que já funciona e deve seguir) ou Parar (algo que não está trazendo resultado). Existe uma quarta opção, Mudar, mas ela sempre entra no continuar com ajustes. O resultado é uma lista enxuta de iniciativas com intenção clara.
Como priorizar as ações que sobraram depois do 3S?
O webinar descreve um método com quatro variáveis pontuadas de 1 a 5: alcance (quantas pessoas a ação impacta), impacto esperado (mudança drástica ou incremental), confiança (algo testado ou completamente novo) e esforço necessário. A soma gera um score que ordena as ações objetivamente, sem depender de negociação política entre áreas.
Como transformar ações de gestores em números no orçamento?
Todo custo de uma empresa se enquadra em três categorias: pessoas (salários, encargos, benefícios), fornecedores (softwares, consultorias, treinamentos, serviços terceirizados) e ativos (equipamentos, mobiliário, infraestrutura). Para cada ação listada, o gestor responde quais das três categorias serão necessárias e em que volume.
Por que simular cenários antes de aprovar o orçamento?
Porque o primeiro plano raramente é o melhor plano. Simular dois ou três alternativas para chegar ao mesmo MPM frequentemente revela um caminho mais simples, mais barato ou menos arriscado. Parar no primeiro rascunho é o que o webinar chama de 'ter preguiça', e pode significar aprovações de planos subótimos que causam dificuldades ao longo do ano.
Com que frequência deve acontecer o acompanhamento orçamentário?
No mínimo mensalmente. Empresas mais maduras fazem o comparativo de planejado versus realizado semanalmente. A frequência importa porque quanto antes o desvio é identificado, maior a chance de corrigi-lo antes que impacte o resultado anual.
O que é FCA e como aplicar no acompanhamento orçamentário?
FCA significa Fato, Causa e Ação. O Fato é o desvio identificado com o número exato. A Causa exige conversa com o gestor da área para entender o que aconteceu de verdade, não suposições da controladoria. A Ação é o que será feito para corrigir o desvio ou evitar que se repita. A ferramenta gera aprendizado organizacional além de corrigir o número.
Desvios positivos também precisam de atenção?
Sim. Gastar menos do que o planejado parece bom, mas pode indicar que os projetos e processos previstos não estão sendo executados. Se o plano previa contratações e investimentos para sustentar crescimento, e esses recursos não estão sendo usados, provavelmente o crescimento esperado também não vai se materializar.
Quando devo fazer uma revisão orçamentária?
Quando os planos traçados deixam de ser coerentes com a realidade atual, mas a meta global ainda faz sentido. Nesse caso, revisão orçamentária significa criar um novo plano para a mesma meta. Se a própria meta perdeu sentido, é hora de um novo planejamento completo. Se tanto a meta quanto os planos ainda estão coerentes, o acompanhamento continua sem ajuste.
Revisar o orçamento é sinal de fracasso do planejamento?
Não. O webinar é explícito nesse ponto: não existe planilha que preveja tudo. O que não pode acontecer é manter um plano que perdeu contato com a realidade só para não admitir a necessidade de ajuste. Um plano desatualizado na gaveta é exatamente o que cria o abismo entre estratégia e execução que o webinar propõe eliminar.
Qual é o papel do controller ou CFO em todo esse processo?
Facilitar em cada etapa: ajudar a diretoria a articular o MPM, estruturar o processo para os gestores planejarem sem economês, garantir que o acompanhamento aconteça, trabalhar os desvios com FCA e abrir espaço para revisões quando necessário. O controller não gera resultado operacional, presta serviço para que quem gera resultado tenha as melhores condições para isso.
Esse processo funciona para empresas pequenas ou só para grandes empresas?
Para qualquer porte. O webinar foi direcionado a CEOs, diretores financeiros, controllers e empreendedores que acumulam esses papéis. Em empresas menores, a mesma pessoa pode ser o CFO, o controller e o analista ao mesmo tempo. Os cinco passos são escaláveis: a profundidade varia, mas a estrutura é a mesma.

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