Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio
Entrar
Treasy BI Financeiro Treasy Planejamento Experimentar grátis →
Carreira e Profissão FP&A Controller Cast

Controller Cast #10 - Entrevista exclusiva com o autor Clóvis Luís Padoveze sobre Contabilidade Gerencial

Entrevista com o professor e autor Clóvis Luís Padoveze sobre o mercado da contabilidade gerencial e controladoria estratégica e operacional.

Neste artigo

Anúncio Controller Cast episódio 10 com Padoveze e contabilidade gerencial em fundo azul

Defensor de uma contabilidade gerencial e de maior proatividade por parte dos contadores, oautor Clóvis Luís Padoveze é referência no Brasil quando o assunto é Contabilidade, Administração e Controladoria. Pensando em trazer um pouco dos conhecimentos do pesquisador, convidamos-o para participar do Controller Cast. Atuando no mercado há mais de 30 anos, com um currículo acadêmico brilhante e vários livros publicados, conversamos sobre a carreira de controladoria, o cenário brasileiro e processos orçamentários. No episódio#10 do Controller Cast, você poderá conferir uma entrevista exclusiva com controller Clóvis Luís Padoveze.Destaque na conversa para a contabilidade gerencial, um dos temas mais debatidos por Padoveze.  Escute agora mesmo pelo player o nosso podcast que tem o objetivo de tornar o time de controladoria ainda mais estratégico.

Áudio · SoundCloud

Se preferir, também pode acessar nosso canal no Soundcloud. O Controller Cast é um podcast pensado especialmente para profissionais das áreas de Planejamento, Controladoria e Finanças. Nele discutimos temas relacionados com a área, trazendo insights, conteúdos práticos e entrevistas com profissionais que estão fazendo a diferença em suas empresas. Veja também os episódios anteriores, se você perdeu algum é só conferir aqui:

Um bate papo sobre as percepções e lições de Clóvis Luís Padoveze

Veja o que conversamos:

  • Como implementar uma cultura orçamentária?

    • A cultura orçamentária precisa ser criada a partir da contabilidade. Apesar de que muitos empresários ainda não têm a visão clara do poder e da finalidade da contabilidade.
    • Por isso o primeiro passo é avaliar a estrutura contábil, como centros de custos e planos de contas.
    • A etapa seguinte é estruturar um plano orçamentário, que tem dois fundamentos: os cálculos e promover a cultura orçamentária.
    • “Os cálculos” significa mensurar um plano, ou seja, verificar tudo que se imagina que vai acontecer no próximo ano ou nos 12 meses seguintes.
    • A parte mais difícil é promover a cultura orçamentária junto com os gestores porque muitos não tiveram contato com o Orçamento ou alguns têm dificuldade de entender fundamentos contábeis, como a diferença entre Regime de Caixa com Regime de Competência, como também, a distinção dentre Custo, Despesa e Investimentos.
    • Por isso, também é preciso ensinar os conceitos contábeis indispensáveis e promover treinamento para que todos pensem também no futuro.
  • O ideal é que seja uma evolução natural de carreira do contador virar controller, certo? Por quê?

    • Nos EUA, por exemplo, não tem o nome de controladoria nas disciplinas, nos cursos, mas sim contabilidade gerencial.
    • O controller é a pessoa que consegue, por meio do conhecimento, deixar os dois grandes segmentos da contabilidade ativos na organização: a contabilidade financeira (que tem que atender ativos societários, bolsa de valores e as práticas contábeis) e a contabilidade gerencial (que complementa a primeira com tudo o que é necessário para o processo de tomada de decisão e controle da empresa). É na parte gerencial entra o Orçamento Empresarial.
    • De fato, no Brasil há carência de profissionais e de visão dos contadores dessa evolução.
  • O conceito do contador de duas pernas seria um pouco desse contador controller?

    • O problema é que alguns contadores querem se aprofundar na formação de questões societárias e tributárias e não dão devida atenção para a parte gerencial, que é o Orçamento, Custos, Planejamento etc.
    • Atualmente, o empresário quer um tipo diferente de contador, eficaz na parte regulatória e proativo na parte gerencial.
    • Sem dúvidas, os estudantes devem se preparar para essa tendência.
  • Atualmente, existe formação dentro da universidade, onde o profissional pode ter uma noção básica de controladoria?

    • Os conteúdos programáticos no Brasil todo têm essa abordagem gerencial. Não há culpa das faculdades, dos cursos das universidades.
    • Mas há uma exigência maior no mercado e na sociedade da parte regulatória que faz com que a maioria dos contadores se esqueça do gerencial.
    • A parte de controladoria exige mais conceitos, mais teoria, e não há regras específicas. Por isso, tem que ter uma certa preparação de liderança. Aqui, há certa carência de saber que precisa ser líder, inspirar e ser proativo.
  • Saindo da questão de carreira, o que o senhor acha da controladoria dentro de pequenas e médias e empresas?

    • Não pode confundir função com exercício da função. Independente do porte da empresa, todas têm a necessidade de todas as funções, mas numa empresa menor há o acúmulo de funções.
    • É possível que alguém mais eclético consiga absorver esse acúmulo porque em empreendimentos menores, a complexidade também é menor. Por exemplo, um gestor financeiro exercer função de contabilidade e controladoria.
    • Definitivamente, controladoria é para qualquer empreendimento.
  • Ainda há dificuldade em falar sobre Orçamento nas empresas, independente do porte? Por quê?

    • A explicação está na história.
    • O Brasil tem passado por seguidas crises ao longos dos últimos 50 anos. Em alguns períodos de hiperinflação, por exemplo, não era fácil fazer Orçamento. Empresas maiores faziam o Orçamento em dólar, mas poucos tinham esse conhecimento. Isso inibiu, e muito, o uso de técnicas mais avançadas de controle do Orçamento.
    • Outro fator inibidor de uma contabilidade ativa é que por muito tempo o Brasil foi um país isolado, sem competitividade internacional.
    • Tudo isso impediu que o empresário brasileiro enxergasse com clareza o poder da contabilidade. Mas isso acabou.
  • Falando do Orçamento Empresarial, você defende que existem duas abordagens, a tradicional ou ortodoxa e as novas técnicas. A primeira pergunta que faço é se elas se anulam e qual a principal diferença entre essas abordagens.

    • A abordagem ortodoxa é o Orçamento Clássico e continua válida.
    • As novas técnicas são possibilidades conceituais para otimizar o Orçamento, que é ortodoxo. Ou seja, usando as novas técnicas é possível adicionar, estimular, motivar, provocar maior visão de profundidade do que já existe.
    • Resumindo: a abordagem ortodoxa é o plano orçamentário completo, que cabe em qualquer empresa. Na sequência é definido como conduzir, usando novas técnicas.
    • Por exemplo, Orçamento Base Zero é um conceito para aprofundar a análise das atividades que estão dentro da empresa e fazem parte do processo orçamentário. Orçamento Matricial é uma abordagem para aprofundar o conhecimento dos gastos.
  • Dentre as novas técnicas, existe alguma que mereça destaque ou varia muito de acordo com o estágio de maturidade da gestão da empresa?

    • Há em algum momento a necessidade de maturação gerencial, mas defendo, geralmente, o Orçamento Base Zero e o Matricial.
  • O Orçamento descentralizado é um instrumento para a criação de cultura?

    • Um Orçamento ditatorial não vinga, tem que ser participativo ou colaborativo, tem que haver a participação para ter também o comprometimento dos gestores.
    • Esse tipo de Orçamento dá certa autonomia, mas por outro se exige responsabilidades.
  • O que o senhor acha do uso de softwares, substituindo planilhas?

    • Sugiro tão logo possível sair do Excel e ir para um sistema orçamentário,  preparado, e aproveitar as melhores práticas que o mercado oferece.
    • É um caminho natural. Talvez no primeiro ano, de implantação, a planilha ainda tenha utilidade, a partir daí se recomenda fortemente a utilização de um sistema orçamentário para tornar o processo mais ágil e reprodutível ao longo dos anos.

A conversa com Clóvis Luís Padoveze trouxe discussões ricas sobre como os momentos econômicos e políticos nas últimas quatro décadas influenciaram e ainda influenciam as áreas de Controladoria, Contabilidade e Administração. Algumas provocações para os profissionais de como disseminar a cultura da contabilidade estratégica e, mais, de como buscar conhecimento constante e, por fim, a conscientização também do empresariado com demandas cada vez exigente. Ficou interessando em saber mais sobre a utilização de um software para realizar o Orçamento Empresarial e tornar a sua contabilidade mais gerencial, conforme explicou o professor Clóvis Luís Padoveze?Faça, então, seu cadastro e ganhe 7 dias para testar o Treasy e conhecer todas as funcionalidades que ele oferece, basta clicar na imagem a seguir: Banner convite para experimentar tecnologia confiável para negócios Esperamos que você goste da nossa entrevista com Clóvis Luís Padoveze e consiga tirar boas ideias para sua carreira. Assine nossa newsletter para ficar sabendo dos próximos Controller Cast!

Perguntas frequentes

O que é contabilidade gerencial
Contabilidade gerencial é a contabilidade focada em fornecer informações financeiras úteis para as decisões internas da empresa, diferente da contabilidade financeira que segue normas e regulações. Ela analisa custos, lucratividade por produto ou departamento, e cenários futuros para o gestor tomar decisões com base em dados reais do negócio.
Qual a diferença entre contabilidade gerencial e contabilidade financeira
A contabilidade financeira gera relatórios padronizados para órgãos reguladores e stakeholders externos, seguindo normas rígidas. A contabilidade gerencial é interna, flexível e focada em apoiar decisões estratégicas e operacionais da empresa, sem obrigações de divulgação externa.
Por que a contabilidade gerencial é importante para a controladoria
A contabilidade gerencial é a base da controladoria estratégica e operacional. Sem dados gerenciais confiáveis, o controller não consegue antecipar problemas, planejar orçamentos realistas ou aconselhar a liderança com segurança. É como dirigir de olhos fechados sem informações sobre a estrada.
Como implementar uma cultura orçamentária na empresa
A cultura orçamentária começa na contabilidade, mostrando ao time que dados financeiros servem para decisões melhores, não só para conformidade. O controller precisa envolver os gestores, ensinar por que o orçamento importa e criar processos que sejam práticos, não burocracia pura.
O que é controladoria estratégica
Controladoria estratégica é quando o controller participa das decisões de longo prazo da empresa, não só acompanha números históricos. Ele projeta cenários, identifica riscos, e orienta a liderança sobre o impacto financeiro de cada estratégia.
Qual a diferença entre controladoria operacional e estratégica
Controladoria operacional cuida do dia a dia: fechamento de contas, fluxo de caixa, relatórios mensais. Controladoria estratégica olha para o futuro: planejamentos de três anos, análise de rentabilidade por negócio, cenários e riscos. Uma garante que as contas fechem; a outra garante que o negócio prospere.
Por que muitos empresários não aproveitam o potencial da contabilidade
Porque históricamente a contabilidade foi vendida como obrigação fiscal, não como ferramenta de gestão. Muitos proprietários ainda veem o contador como alguém que 'cuida do imposto' e não percebem que dados contábeis bem estruturados mostram onde está o lucro real e onde está sendo desperdiçado dinheiro.
O que é orçamento base zero (OBZ)
Orçamento base zero é um método onde cada departamento começa do zero a cada ciclo de planejamento, justificando cada gasto. Diferente do orçamento tradicional que pega o ano anterior e adiciona um percentual, o OBZ força a justificar por que cada real precisa ser gasto, eliminando despesas históricas mas desnecessárias.
Como a controladoria consegue ser mais estratégica
Deixando de ser apenas reativa. Em vez de esperar o mês fechar para reportar o que aconteceu, o controller proativo acompanha em tempo real, antecipa desvios, questiona por que um custo subiu, e propõe soluções antes do problema virar crise.
Qual a importância de estruturar bem o plano de contas
Um plano de contas bem estruturado permite que você extraia informações precisas sobre custos, receitas e despesas por categoria, departamento ou projeto. Sem isso, você gasta tempo classificando dados manualmente e perde a capacidade de tomar decisões rápidas com os números corretos.
Como um controller iniciante pode se desenvolver na carreira
Começando pela prática operacional (fechamento, reconciliações) para entender a mecânica do negócio, depois evoluindo para análise gerencial. Buscar mentoria com controllers experientes, estudar contabilidade gerencial além da técnica fiscal, e sempre conectar números a decisões reais da empresa.
O que é gestão de risco corporativo na controladoria
É identificar e monitorar riscos que podem impactar a saúde financeira da empresa, como concentração de clientes, inadimplência, volatilidade de custos ou câmbio. O controller estrutura controles para medir e mitigar esses riscos antes que virem crises financeiras.
Quanto tempo leva para implementar uma cultura orçamentária sólida
Não existe fórmula fixa, mas em empresas médias é comum levar entre 18 e 24 meses para ter um processo orçamentário maduro e aceito por todos os gestores. Tudo depende do tamanho da empresa, da resistência à mudança, e do comprometimento da liderança.
Vale a pena investir em automação de processos contábeis
Sim. Automação reduz erros, libera tempo do time de contabilidade para análise em vez de digitação, e permite que o controller vire o jogo de reativo para estratégico. Uma PME que automatiza fechamentos pode fechar o mês em dias em vez de semanas.
Como a controladoria pode ajudar no crescimento acelerado da empresa
Fornecendo informações rápidas e precisas sobre o que está funcionando e o que está drenando caixa. Em crescimento acelerado, o risco é aumentar receita e perder margem. Um controller estratégico identifica isso em tempo real e avisa quando é hora de apertar a estrutura de custos.
O que é análise de cenários financeiros
É quando o controller projeta diferentes futuros: cenário otimista, realista e pessimista. Varia variáveis como crescimento de receita, custos, ou taxa de juros, e mostra como cada mudança impacta o lucro e o caixa. Ajuda a liderança a se preparar para diferentes realidades.
Como medir a saúde financeira de uma empresa
Através de indicadores: margem bruta e líquida, retorno sobre patrimônio, ciclo de caixa, e endividamento. Não é um único número, mas um conjunto de sinais. Se a margem caiu 5 pontos percentuais mas a receita cresceu 30%, algo não está certo e o controller precisa investigar.
Qual é o papel do controller na tomada de decisão estratégica
Ser a voz dos dados. O controller não decide, mas fornece o cenário financeiro de cada opção. Se a liderança quer entrar em um novo mercado, o controller projeta quanto custa, quanto tempo para quebrar até, qual o risco. A decisão é da estratégia, mas informada pelos números.

Leia também

Carreira e Profissão FP&A

6 dicas para o Controller e profissionais de finanças crescerem na carreira

Carreira e Profissão FP&A

Controller Cast #50 - Como analisar e planejar negócios da Nova Economia, com Rodrigo Fernandes

Carreira e Profissão FP&A

Auditoria Interna x Auditoria Externa: o que sua empresa precisa saber para encarar um auditor