Início A Plataforma Time de FP&A Integrações Metodologia de FP&A Serviços Como funciona Casos de Sucesso Blog Melhores Materiais Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Controller Cast Canal no YouTube Trilhas de Conhecimento Treasy para seu Negócio Experimentar grátis →
Orçamento Empresarial Ao vivo

Último trimestre: como tirar o máximo de resultado

Faltam três meses para fechar o ano. Veja como definir a métrica principal, planejar ações e acompanhar o resultado no último trimestre com método e rapidez.

Neste artigo

Grafico de barras com a ultima barra em destaque representando o resultado do ultimo trimestre

Você está chegando ao último trimestre do ano com a sensação de que ainda dá para recuperar o atraso, mas sem saber exatamente por onde começar. Três meses parecem pouco, mas uma empresa que senta, define uma meta clara e acompanha o resultado mês a mês nesse período aprende mais sobre si mesma do que em anos de operação no achismo.

Nesta transmissão ao vivo, Daniel Fernandes, cofundador da Treasy, mostra um método direto para quem ainda não planejou 2018 formalmente, ou para quem planejou mas precisa revisar o rumo. O mesmo raciocínio vale para qualquer final de ano.

Capa do vídeo: Como tirar o máximo de resultado do último trimestre do anoVídeo · YouTube

Por que planejar agora, com o ano quase acabando

A armadilha clássica é achar que planejar o trimestre restante não vale o esforço. A live derruba esse mito logo de cara.

Dados do IBGE mostram que 48,2% das empresas brasileiras encerram as atividades em até três anos. O Sebrae aprofundou o diagnóstico: o principal motivo é falta de planejamento e descontrole na gestão. Não é resultado ruim de vendas, que grita. É a ausência de acompanhamento, que o Daniel chama de "veneno de morte lenta": o empreendedor não percebe o problema porque está imerso na operação.

Quatro benefícios aparecem com consistência em quem planeja e acompanha o resultado com cadência:

  1. Ganhos financeiros reais: empresas que não conhecem a margem projetada dos seus produtos acabam pagando para trabalhar.
  2. Ganhos de oportunidade: com um plano afiado, fica mais fácil identificar qual canal ou produto performa mais.
  3. Crescimento acelerado com direção: não é só crescer rápido, é saber qual alavanca está gerando o resultado.
  4. Decisões baseadas em dados: eliminar o achismo não significa ignorar o instinto do empreendedor. Significa calibrá-lo com evidências.

A Métrica que Mais Importa (MTM) para o trimestre

O primeiro passo da metodologia Treasy para esse cenário de prazo curto é definir o que eles chamam de MTM (do inglês Most Important Metric, ou a "métrica que importa"). É um conceito próximo ao OKR, mas com foco total em tradução financeira.

A ideia é simples e difícil ao mesmo tempo: a empresa precisa escolher um objetivo principal para os próximos três meses, ligado diretamente ao desafio ou à oportunidade maior desse período. Não dois, não cinco. Um.

Antes de definir o MTM, faça uma retrospectiva honesta:

  • Analise o resultado dos últimos meses, um DRE simples já serve.
  • Entenda como o mercado se comportou no ano.
  • Confira quais planos de ação foram executados e quais ficaram no papel.

Com esse diagnóstico em mãos, a pergunta certa é: o que preciso mover neste trimestre para fechar o ano com sentido? Dependendo do cenário, o MTM pode ser:

  • Faturamento, se o objetivo é crescer e ganhar mercado.
  • Margem de contribuição, se a prioridade é vender mais do que é rentável.
  • Ponto de equilíbrio, se o cenário é de sobrevivência e o foco é não sair no negativo.
  • Resultado operacional, se a meta é gerar lucro distribuível para os sócios.

Definido o MTM, comunique para toda a liderança. Orçamento é, antes de qualquer coisa, uma ferramenta de alinhamento entre as áreas.

Planos de ação: o que fazer antes de projetar qualquer número

Antes de abrir planilha, a equipe de liderança precisa entender que ações são necessárias para chegar ao MTM. Dois erros opostos aparecem aqui: subestimar o que dá para fazer em três meses (e criar planos raquíticos) ou superestimar (e colocar uma penca de iniciativas que não rodam).

A live apresenta três ferramentas para organizar esse trabalho:

5W2H. Para cada projeto ou processo que vai rodar no trimestre, responda o quê, por quê, onde, quem, quando, como e quanto. Simples e poderoso para garantir responsáveis e prazos.

Os três Cs. Para cada processo ou projeto da empresa, decida: você vai Começar a fazer, vai Continuar fazendo, ou vai Cessar? Essa triagem dá uma visão clara das iniciativas que vão de fato para a frente nos próximos meses.

Matriz RICE. Quando sobram 6 ou 7 planos e é preciso priorizar, use os critérios de Alcance, Impacto, Confiança e Esforço. Cada variável recebe uma nota, e o resultado indica por qual plano começar.

Ao fim desse trabalho, cada plano de ação vai ter um custo estimado. Esse valor alimenta o orçamento de despesas do trimestre.

Modelagem financeira: sintético é mais inteligente para prazos curtos

A modelagem financeira define como o plano de contas de receitas e despesas está organizado. A live traz um aviso importante: muitas empresas buscam um nível de detalhe que beira o preciosismo e caem na "paralisia por análise".

Para um planejamento de trimestre, especialmente o primeiro que a empresa está fazendo, o caminho mais seguro é o plano sintético: poucas linhas de receita, poucas linhas de despesa. Isso garante velocidade na elaboração e foco no aprendizado.

A comparação da live deixa claro:

Critério Plano Analítico Plano Sintético
Nível de detalhe Alto (cada conta individualmente) Baixo (grupos principais)
Ideal para Processo maduro, já rodando há ciclos Primeiro orçamento ou prazo curto
Velocidade de elaboração Mais lenta Mais rápida
Facilidade de encontrar causas do desvio Alta (detalhe já está lá) Menor (exige um nível abaixo durante o acompanhamento)
Risco de paralisia por análise Alto Baixo
Ideal para aprender sobre a operação Médio Alto

A modelagem também precisa refletir as estratégias do MTM. Se o objetivo é crescer via dois canais de venda (online e parceiro, no exemplo da live), as notas que entram no ERP precisam distinguir de onde veio cada venda. Sem isso, o acompanhamento mensal não consegue dizer se o MTM está sendo atingido pelo caminho certo.

Acompanhamento mês a mês: onde o planejamento vira resultado

Planejar sem acompanhar é desperdício. A live é categórica nisso: o acompanhamento mensal é tão importante quanto o próprio planejamento.

A ferramenta central é o DRE com duas colunas: o que foi planejado e o que foi realizado. A partir dessa comparação, você identifica os desvios orçamentários e entende, linha por linha, onde o resultado desviou do plano.

Para cada desvio relevante, a metodologia FCA (Fato, Causa, Ação) organiza a resposta. Se quiser registrar isso de forma estruturada, há uma planilha de FCA pronta para preencher:

  1. Fato: o que aconteceu (ex.: receita de parceiros ficou 15% abaixo do planejado).
  2. Causa: por quê isso aconteceu (ex.: dois parceiros pararam de vender em outubro).
  3. Ação: o que vai ser feito (ex.: reativar contato com os dois parceiros e prospectar um terceiro).

No modelo 5W2H, essa ação já sai com responsável, prazo e custo. O processo se retroalimenta: o plano gera o acompanhamento, o acompanhamento gera ações, e as ações viram insumo para o planejamento do próximo ano.

Para quem já tinha um planejamento para 2018, o último trimestre pode exigir uma revisão orçamentária: se o MTM mudou, ou se os planos ficaram incoerentes com a realidade, revisa-se antes de continuar acompanhando. Orçamento que não reflete mais a realidade não orienta ninguém. Para entender quando e como revisar, vale ver como funciona a revisão orçamentária ágil.

Atenção à sazonalidade e às variáveis do período

O último trimestre tem dinâmicas que afetam qualquer orçamento:

  • Férias coletivas e recessos que reduzem a capacidade operacional.
  • Projeções de pessoal com 13º salário e férias provisionadas.
  • Sazonalidade de vendas, positiva em alguns segmentos (varejo, alimentação) e negativa em outros.
  • Variáveis macroeconômicas, como eleições e câmbio, que podem alterar premissas.

A live recomenda levantar ao menos um cenário otimista e um pessimista antes de fechar o orçamento. Não para prever o futuro, mas para preparar ações antecipadas caso as variáveis se movam. Esse exercício de análise de cenários orçamentários é parte natural de qualquer planejamento financeiro bem feito.

Criar cultura pelo calendário orçamentário

A última parte da live traz uma dica que parece óbvia mas é raramente praticada: coloque datas fixas na agenda.

A gestão não pode acontecer no tempo que sobra. Se você não reservar um horário para analisar o resultado e discutir os desvios com a liderança, isso simplesmente não acontece. Não tem método nem ferramenta que substitua a disciplina de aparecer toda semana para olhar os números.

A sugestão prática: reuniões de acompanhamento orçamentário no início da semana, de manhã, antes de o dia encher de urgências. Isso reduz o risco de adiar para a semana seguinte e de novo, e de novo, até o trimestre acabar sem que nenhum desvio tenha sido tratado.

Além das reuniões, vale criar indicadores de desempenho que mostrem a distância do MTM em tempo real. O faturamento total é o MTM, mas sub-indicadores como tíquete médio e volume por canal mostram por qual caminho a empresa está caminhando até lá. Para quem quer estruturar isso com mais profundidade, o curso de gestão orçamentária da Treasy cobre cada etapa em detalhe.

O que fazer ainda esta semana

Você não precisa de semanas para começar. Precisa de um bloco de duas horas com as pessoas certas:

  1. Puxe o DRE dos últimos seis meses e faça a retrospectiva.
  2. Decida o MTM do trimestre com clareza.
  3. Liste os três a cinco planos de ação que vão mover esse MTM e atribua responsáveis.
  4. Monte um plano de contas sintético e projete receita e despesa nos próximos três meses.
  5. Bloqueie a agenda para a reunião de acompanhamento em quatro semanas.

Para começar com uma estrutura pronta, use um modelo de planilha de orçamento empresarial e adapte às linhas do seu negócio. E quando o volume de dados crescer e a planilha começar a travar o processo, o Treasy conecta o histórico do seu ERP direto no planejamento. Experimente de graça e veja o orçamento virar a régua do seu último trimestre.

Perguntas frequentes

Vale a pena planejar o orçamento faltando apenas três meses para o fim do ano?
Sim. Três meses de planejamento e acompanhamento com método ensinam mais sobre a operação do que anos rodando no achismo. Além disso, o processo gera insumo valioso para planejar o ano seguinte com mais profundidade.
O que é o MTM (Métrica que Mais Importa) e por que ele é o ponto de partida?
MTM é o único objetivo financeiro que a empresa vai perseguir no trimestre. A live recomenda escolher um, não vários, porque foco é aquilo que você deixa de fazer para se concentrar no que realmente importa. Com múltiplos objetivos, a liderança se dispersa e nenhum resultado sai bem.
Quais são os exemplos práticos de MTM para diferentes cenários de empresa?
Se o objetivo é crescer e ganhar mercado, o MTM é faturamento. Se a prioridade é rentabilidade, é margem de contribuição. Se o cenário é de sobrevivência, é ponto de equilíbrio. Se a meta é distribuir lucro para os sócios, é resultado operacional.
Como fazer uma retrospectiva antes de definir o MTM?
Puxe um DRE dos últimos meses, analise como o resultado evoluiu, entenda o comportamento do mercado no ano e confira quais planos de ação foram executados. Esse diagnóstico evita que o MTM seja definido no vazio.
O que é o método 5W2H e como ele ajuda no planejamento do trimestre?
5W2H é uma ferramenta que descreve cada plano de ação respondendo: o quê, por quê, onde, quem, quando, como e quanto. Para o trimestre, ela garante que cada iniciativa tenha um responsável, um prazo e um custo estimado antes de entrar no orçamento.
O que são os três Cs e como aplicá-los no último trimestre?
Para cada processo ou projeto da empresa, você decide se vai Começar a fazer, Continuar fazendo ou Cessar. Essa triagem simples dá uma visão clara do que vai de fato rodar nos próximos três meses, sem sobrecarregar o time com iniciativas demais.
Como usar a Matriz RICE para priorizar planos de ação?
A Matriz RICE avalia cada plano por Alcance, Impacto, Confiança e Esforço. Cada variável recebe uma nota e o resultado indica por qual plano começar. É útil quando sobram muitos planos e o tempo disponível é curto.
Por que escolher um plano de contas sintético para o primeiro orçamento de trimestre?
O plano sintético usa poucas linhas de receita e despesa, o que acelera muito a elaboração. Para quem está fazendo o primeiro orçamento ou tem prazo curto, a velocidade e o aprendizado valem mais do que o excesso de detalhe. O detalhamento cresce a cada ciclo.
Qual é o perigo do detalhamento excessivo na modelagem financeira?
A live chama de 'paralisia por análise': o time gasta tanta energia no nível de detalhe do plano de contas que esquece de acompanhar e agir sobre os desvios. Em um trimestre de três meses, isso é especialmente prejudicial.
Como fazer o acompanhamento mensal do orçamento no trimestre?
Monte um DRE com duas colunas: o que foi planejado e o que foi realizado. Compare mês a mês e identifique os desvios por linha. Para cada desvio relevante, aplique o FCA: Fato, Causa e Ação.
O que é o método FCA e como ele funciona na prática?
FCA significa Fato, Causa, Ação. Primeiro você registra o que aconteceu (o fato), depois levanta o motivo pelo qual aconteceu (a causa), e por último define o que vai ser feito (a ação), com responsável e prazo no formato 5W2H. É a forma mais direta de transformar desvio em decisão.
Quando faz sentido entrar em revisão orçamentária no último trimestre?
Quando o MTM mudou ou quando os planos de ação ficaram tão fora da realidade que continuar acompanhando o orçamento original não orienta mais ninguém. A revisão atualiza o orçamento para a nova realidade e devolve ao processo a sua função de guia de decisão.
Como lidar com a sazonalidade e variáveis atípicas do último trimestre?
Olhe para o histórico e entenda se o negócio tem sazonalidade positiva ou negativa no período. Projete ao menos um cenário otimista e um pessimista, com ações pré-definidas para cada um. Isso evita surpresas com feriados, recessos, 13º salário e variações de mercado.
Por que o calendário orçamentário é tão importante quanto o próprio orçamento?
A gestão não acontece no tempo que sobra. Se a reunião de acompanhamento não tem data fixa na agenda, ela vai sendo adiada até o trimestre acabar sem que nenhum desvio tenha sido tratado. A live recomenda reuniões no início da semana, de manhã, antes das urgências do dia.
Que indicadores criar além do MTM para acompanhar o progresso?
Sub-indicadores que mostram a distância do MTM em tempo real. Se o MTM é faturamento, crie indicadores de tíquete médio e volume por canal de venda. Eles mostram por qual caminho o resultado está sendo construído e facilitam a identificação de desvios antes do fechamento do mês.
Qual é o passo a passo para começar ainda esta semana?
Reserve duas horas com a liderança: puxe o DRE dos últimos seis meses, defina o MTM, liste os três a cinco planos de ação principais com responsáveis, monte um plano de contas sintético e projete receita e despesa para os próximos três meses. Depois bloqueie a data da próxima reunião de acompanhamento.

Leia também

Orçamento Empresarial

5 passos para definir metas com maestria em sua empresa!

Orçamento Empresarial

5 tomadas de decisão que a Gestão Orçamentária facilita para sua empresa

Orçamento Empresarial

5 vantagens da Gestão Orçamentária para sua empresa