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Gestão orçamentária em serviços: pessoal ao fluxo de caixa

Veja como montar o orçamento de uma clínica de exames no Treasy: receita por canal, encargos automáticos, DRE e fluxo de caixa projetado.

Neste artigo

Gráfico de barras comparando orçado e realizado em uma empresa de serviços de médio porte

Planilha de orçamento para empresa de serviços tem um ponto de ruptura bem conhecido: o cálculo de encargos trabalhistas. Você projeta salário, multiplica por 25 cargos, e ainda precisa calcular 13º, FGTS, férias e INSS para cada um. Se der um número diferente no mês seguinte, a revisão leva horas. A Juliana, controller da Clínica Campos, vivia exatamente isso antes de migrar para o Treasy.

Neste vídeo, Manuela, da equipe Treasy, percorre o processo de ponta a ponta: estrutura de receita por canal e serviço, deduções de venda, gasto com pessoal com encargos automáticos, despesas operacionais, investimentos e análise no DRE e no fluxo de caixa projetado. O resultado é um orçamento que você monta uma vez e atualiza conforme o realizado chega.

Capa do vídeo: Gestão Orçamentária em Empresas de Serviços de Médio Porte no TreasyVídeo · YouTube

Receita de vendas: a estrutura que sustenta tudo

O ponto de partida no Treasy é a receita de vendas, organizada em duas dimensões: canal de distribuição e serviço (ou produto, dependendo do segmento). Para a Clínica Campos, o canal separa atendimento particular dos convênios aceitos, como Unimed, GMED, C e SC Saúde. Os serviços são agrupados por tipo de exame: bacteriologia, hematologia, parasitologia.

A projeção funciona por combinação. Para cada grupo de exame em cada canal, você informa quantidade e preço unitário. O Treasy soma tudo e entrega a receita total no nível que você precisar: canal, grupo, ou empresa inteira. Quando o mês fecha, a importação do ERP traz o realizado e o sistema compara automaticamente com o planejado.

Isso importa para serviços porque a receita costuma variar por tipo de cliente (particular paga mais, convênio paga menos) e por mix de serviço prestado. Ter esses filtros separados permite identificar exatamente onde a margem melhora ou piora, sem consolidar tudo num número único que esconde o problema.

Para quem está começando, o caminho mais rápido é definir as premissas antes de abrir qualquer tela: quais canais a empresa atende, quais grupos de serviço têm preço diferente, e qual é o volume esperado por mês. Com isso em mãos, a estruturação no Treasy leva minutos.

Deduções de venda: PIS, Cofins e ISS no lugar certo

Depois da receita vêm as deduções. Empresas de serviços pagam impostos sobre a receita bruta, e eles entram aqui, não no grupo de despesas. A Clínica Campos usa PIS (0,65%), Cofins (3%) e ISSQN (2%), que incide especificamente sobre a prestação de serviços.

Separar deduções de vendas das despesas operacionais não é burocracia, é a diferença entre enxergar a receita líquida real e confundir imposto com custo. O DRE gerado pelo Treasy segue essa lógica: parte da receita bruta, subtrai as deduções e chega na receita líquida antes de qualquer custo.

Quem quer aprofundar a lógica das deduções no orçamento pode conferir o post sobre planejamento de deduções de vendas e o sobre orçamento de deduções de vendas.

Gasto com pessoal: o ponto em que o Treasy poupa mais tempo

Para qualquer empresa de serviços de médio porte, gasto com pessoal é a maior linha do orçamento. E é onde as planilhas mais falham: você precisa manter fórmulas de encargo para cada cargo, cada departamento, cada mês, e qualquer ajuste de salário propaga erros para baixo.

No Treasy, a estruturação começa por unidade de negócio e centro de resultado. A Clínica Campos separa operacional (enfermagem e médicos) do administrativo (auxiliares). Para cada cargo, você informa quantidade e salário unitário. O sistema calcula automaticamente 13º, FGTS, férias e INSS, sem fórmula manual.

Para a Clínica Campos, o quadro ficou assim no exemplo do vídeo:

Estrutura de pessoal da Clínica Campos

Centro de resultadoCargoQuantidadeSalário unitário
OperacionalEnfermeiras2R$ 3.500
OperacionalTécnicas de enfermagem8R$ 2.000
OperacionalMédicos10R$ 7.000
AdministrativoAuxiliar administrativo2R$ 1.500
AdministrativoAuxiliar financeiro2R$ 1.600
AdministrativoAuxiliar de compras2R$ 450

Com esses dados, a Juliana consegue ver no DRE exatamente quanto a empresa vai gastar em encargos por funcionário, sem nenhuma fórmula adicional. Se contratar uma técnica de enfermagem a mais, atualiza a quantidade e os encargos se recalculam sozinhos.

Para quem quer aprofundar a lógica do orçamento de pessoal, vale conferir o post sobre como fazer orçamento de RH e o sobre projeção de encargos e benefícios no orçamento de despesas com pessoal. O guia de planejamento e orçamento de RH consolida as premissas, fórmulas e exemplos práticos para quem quer estruturar essa parte do orçamento com mais profundidade.

Despesas operacionais e investimentos

As despesas operacionais seguem o plano de contas da empresa. No exemplo do vídeo, a Clínica Campos tem aluguel (R$ 5.500), energia elétrica (R$ 3.500), manutenção e limpeza (R$ 1.000) e serviços terceirizados (R$ 850). Cada conta recebe o valor planejado e, no fim do mês, o realizado importado do ERP entra automaticamente para comparação.

Os investimentos têm um campo extra: vida útil para cálculo de depreciação. No exemplo, máquinas e equipamentos comprados em novembro por R$ 5.000, com vida útil de 5 anos e pagamento 50% à vista e 50% parcelado. O Treasy usa esses dados para lançar a depreciação no DRE e o desembolso no fluxo de caixa no mês certo, sem entrada manual dupla.

Esse tratamento separa o impacto contábil (depreciação no resultado) do impacto financeiro (saída de caixa no momento do pagamento). É a diferença entre enxergar o DRE projetado e o fluxo de caixa projetado como peças complementares, não como duplicação de trabalho.

DRE e fluxo de caixa: onde a análise começa

Com a estrutura pronta, o Treasy entrega dois relatórios centrais.

O DRE filtra por período, por canal de distribuição ou por conta, e mostra planejado, realizado, análise vertical (percentual da receita) e análise horizontal (crescimento). No detalhe, a Juliana consegue ver a projeção de encargos por funcionário. Nenhum outro cálculo é necessário.

O fluxo de caixa projetado usa as mesmas estruturas: entradas de receita, saídas de pessoal e operacionais, investimentos com o prazo de pagamento configurado. O saldo final aparece mês a mês, e é possível exportar para Excel para apresentações ou impressão.

O terceiro módulo de análise são os cenários. Com o orçamento base montado, o Treasy permite criar variações, com contratação de funcionários a mais ou com receita diferente, para simular o impacto antes que a decisão seja tomada. É o que a análise de cenários orçamentários permite fazer sem reescrever a planilha inteira.

Os seis indicadores da tela inicial

O painel inicial do Treasy traz seis indicadores que resumem a saúde do período: faturamento bruto, ticket médio, ponto de equilíbrio, EBITDA, lucratividade e margem de contribuição. Todos filtráveis por canal de distribuição e acompanhados de gráficos de depreciação, gasto com pessoal, despesas operacionais e deduções de venda.

O ponto de equilíbrio merece atenção especial para serviços: ele mostra quanto a empresa precisa faturar no mês para cobrir todos os custos fixos. Se a receita projetada ficar abaixo desse número, o planejamento precisa mudar antes que o mês comece. Mais sobre a lógica dos indicadores em indicadores de desempenho para gestão e análise de DRE em 15 minutos.

Por que empresas de serviços ganham mais com orçamento estruturado

Empresas de serviços têm uma característica que torna o orçamento mais crítico: o custo principal é gente, e gente tem encargos que variam com admissões, demissões e reajustes. Uma planilha consegue calcular isso por alguns meses, mas quando o quadro cresce ou quando a legislação muda, a manutenção vira gargalo.

A automação dos encargos que o Treasy faz não é só comodidade: é o que permite que a controller foque na análise em vez de conferir fórmula por fórmula. E quando o realizado chega via integração com o ERP, o acompanhamento planejado x realizado acontece sem retrabalho.

O próximo passo depois de estruturar o orçamento é entender os desvios orçamentários quando eles aparecem, e usar o ciclo de revisão orçamentária para manter o plano relevante ao longo do ano. Quem quer aprofundar a metodologia pode acessar o guia completo de orçamento empresarial e o post sobre como fazer o planejamento orçamentário.

Se quiser ver o orçamento da sua empresa de serviços funcionando assim, com integração ao ERP e encargos calculados automaticamente, experimente o Treasy de graça e monte a estrutura em uma tarde.

Perguntas frequentes

O Treasy serve para qualquer tipo de empresa de serviços ou só para clínicas?
Serve para qualquer empresa de serviços. A estrutura de canal e grupo de serviço é flexível: uma agência pode usar por tipo de projeto, um escritório de contabilidade por tipo de cliente, uma escola por curso. O exemplo com clínica de exames mostra a lógica, mas a configuração se adapta ao modelo de negócio.
Como o Treasy calcula os encargos trabalhistas automaticamente?
Você informa o salário unitário e a quantidade de pessoas em cada cargo. O sistema aplica as alíquotas legais de 13º, FGTS, férias e INSS e projeta o custo total do cargo. Se o salário ou a quantidade mudar, os encargos se recalculam sozinhos, sem fórmula manual.
Como funciona a importação do realizado do ERP?
Ao final de cada mês, o Treasy importa os dados do ERP da empresa (receita realizada, despesas pagas, encargos efetivos) e os posiciona ao lado do planejado. O sistema compara os dois e mostra o desvio, tanto em valor absoluto quanto em percentual.
O que são deduções de venda e por que ficam separadas das despesas?
Deduções de venda são impostos que incidem sobre a receita bruta, como PIS, Cofins e ISSQN. Elas ficam antes do cálculo de receita líquida no DRE, separadas das despesas operacionais, porque reduzem o faturamento antes de qualquer custo. Misturar os dois distorce a leitura da margem.
Como configurar o orçamento de investimentos com prazo de pagamento?
Na tela de investimentos, você informa o ativo, a vida útil para depreciação e o percentual a pagar em cada mês. Se um equipamento custa R$ 5.000 e será pago 50% à vista e 50% no mês seguinte, o Treasy lança cada parcela no fluxo de caixa do mês correspondente automaticamente.
É possível fazer o orçamento por convênio separado do atendimento particular?
Sim. A estrutura de canal permite abrir cada convênio individualmente (Unimed, GMED, SC Saúde, etc.) ao lado do atendimento particular. O DRE e os indicadores podem ser filtrados por canal, mostrando a margem de cada um separadamente.
Como criar cenários alternativos no Treasy?
Com o orçamento base estruturado, você cria cenários a partir dele, alterando premissas como receita, quadro de pessoal ou investimentos. Cada cenário gera um DRE e fluxo de caixa próprios, permitindo comparar o impacto das diferentes hipóteses antes de tomar a decisão.
O que é o ponto de equilíbrio mostrado no painel inicial?
É o valor de faturamento mínimo que a empresa precisa atingir no mês para cobrir todos os custos fixos sem prejuízo. Se a receita projetada ficar abaixo desse número, o plano precisa ser revisto antes que o mês comece. O Treasy calcula e atualiza esse indicador automaticamente com base na estrutura de custos configurada.
É possível exportar o DRE e o fluxo de caixa para Excel?
Sim. Tanto o DRE quanto o fluxo de caixa projetado podem ser exportados para Excel diretamente do Treasy, para uso em apresentações, impressão ou análises complementares fora da plataforma.
Como o Treasy trata a depreciação de equipamentos no DRE?
Ao configurar um investimento com vida útil em anos, o Treasy calcula a depreciação mensal e a lança automaticamente no DRE como despesa operacional. O desembolso financeiro (pagamento do equipamento) vai para o fluxo de caixa. Os dois impactos ficam separados e no mês correto.
Quais são os seis indicadores do painel inicial do Treasy?
Faturamento bruto, ticket médio, ponto de equilíbrio, EBITDA, lucratividade e margem de contribuição. Todos podem ser filtrados por canal de distribuição e são acompanhados de gráficos de gasto com pessoal, despesas operacionais, depreciação e deduções de venda.
Como estruturar a receita de uma clínica com muitos tipos de exame?
Agrupando por tipo de exame (bacteriologia, hematologia, parasitologia, etc.) e cruzando com os canais de atendimento. Para cada combinação, você informa quantidade e preço unitário. O Treasy soma tudo e entrega o total por canal, por grupo ou para a empresa inteira.
Qual é a vantagem de usar o Treasy em vez de uma planilha para empresas de serviços?
O principal ganho está nos encargos trabalhistas automáticos e na integração com o ERP para trazer o realizado. Em planilhas, cada mudança de cargo ou salário exige revisão manual de fórmulas. No Treasy, a atualização é instantânea e o risco de erro de fórmula desaparece.
É possível analisar o gasto com pessoal por funcionário individual?
Sim. O DRE detalha o gasto com pessoal por cargo e por encargo (13º, FGTS, férias, INSS), permitindo que a controller veja exatamente o custo projetado de cada funcionário e cada componente do custo de trabalho.
O Treasy funciona para empresas que ainda não têm ERP integrado?
Sim. Você pode inserir o realizado manualmente nas telas do Treasy ou trabalhar apenas com o planejado enquanto estrutura a integração com o ERP. A plataforma funciona nos dois modos, e a integração pode ser ativada depois sem perder a estrutura já configurada.

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