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Orçamento de projetos no Treasy: margem por projeto

Veja como estruturar receitas e despesas por projeto no Treasy, filtrar o DRE por canal e medir margem de contribuição e rentabilidade de cada projeto.

Neste artigo

Duas pilhas de moedas lado a lado representando o orcamento planejado e realizado por projeto

Você fecha um projeto, emite a nota, contabiliza a receita e parte para o próximo. No fim do mês, o resultado consolidado fecha bonito. Mas pare e responda: aquele projeto específico deu lucro, ou só pareceu que deu porque outro segurou a conta? E qual deles está corroendo a sua rentabilidade neste exato momento, sem que você perceba? Quando a resposta honesta é "mais ou menos", o que falta não é dado, é estrutura. E estrutura você monta em poucos passos: separa receita e despesa de cada projeto, filtra o DRE por projeto e passa a enxergar a margem de contribuição de um por vez, com nome e sobrenome.

Neste post, você acompanha o passo a passo que Rafael Fragalli, consultor de sucesso do cliente da Treasy, mostra no vídeo abaixo, com os detalhes que ajudam a replicar na sua empresa.

Capa do vídeo: [Treasy Tips] - Como usar o Treasy em Orçamento de ProjetosVídeo · YouTube

Por que estruturar o orçamento por projeto

Empresas de serviços, consultorias, construtoras e agências costumam misturar as receitas e despesas de todos os projetos num único bloco. O resultado fica correto no consolidado, mas você perde a visão individual: não dá para saber se o Projeto A compensa o prejuízo silencioso do Projeto B.

A gestão de projetos financeiramente saudável pede que cada projeto tenha sua própria linha de receita e sua própria estrutura de custos, para que o acompanhamento orçamentário planejado × realizado aconteça no nível certo de detalhe. Foi exatamente esse o caminho da Vianews, que usou o orçamento para sustentar a rentabilidade enquanto crescia, em vez de descobrir o estrago só depois. É isso que o Treasy viabiliza com canais de distribuição e centros de resultado.

Passo 1: estruture os projetos como canais de distribuição

O primeiro passo é acessar a tela de Receitas e montar a estrutura de canais de distribuição com os seus projetos. No vídeo, Rafael monta dois grupos:

  • Projetos em andamento: projetos ativos, que ainda geram receita.
  • Projetos finalizados: projetos concluídos, mantidos na estrutura para histórico.

Cada projeto vira um canal dentro desses grupos. O Projeto 2, por exemplo, tem uma receita orçada de R$ 15 mil por mês. Você lança o valor planejado para cada mês do período e salva.

Essa separação permite que você elabore o orçamento de vendas por projeto e acompanhe o realizado sem misturar números de contratos diferentes.

Passo 2: replique a estrutura nas despesas variáveis

O segundo passo espelha a mesma hierarquia na tela de Despesas variáveis. Você cria os mesmos grupos (projetos em andamento e projetos finalizados) como centros de resultado e adiciona cada projeto dentro do grupo correspondente.

No vídeo, o Projeto 2 aparece com uma despesa variável próxima de R$ 20 mil por mês, cobrindo os custos diretos do projeto: mão de obra alocada, subcontratados, insumos específicos ou qualquer despesa que varie com a execução.

Essa estrutura espelhada é o que torna possível calcular a margem de contribuição por projeto. Sem ela, as despesas ficam no bloco geral e você não consegue associar o custo à receita correspondente.

Passo 3: filtre o DRE por projeto

Com receitas e despesas estruturadas, vem o passo mais importante: gerar o DRE filtrado por projeto.

No Treasy, você acessa o demonstrativo de resultados e aplica dois filtros simultâneos:

  1. Canal de distribuição: seleciona o projeto (ex.: Projeto 2).
  2. Centro de resultado: seleciona o mesmo projeto na estrutura de despesas.

Salva o filtro e gera o DRE. O resultado mostra:

  • Receita bruta de vendas do projeto.
  • Deduções aplicadas.
  • Despesas variáveis vinculadas.
  • Margem de contribuição do projeto.

Se a margem for negativa, o projeto está consumindo mais do que traz, e agora você sabe disso pelo nome. Se for positiva, ele contribui para cobrir as despesas fixas e gerar lucro. Esse é o número que precisa estar na mesa antes de você assinar o próximo contrato parecido, não três meses depois, quando o caixa já avisou.

Análise vertical: quanto cada projeto representa no resultado

Além da margem absoluta, o vídeo menciona a análise vertical como segundo nível de leitura. Com o DRE filtrado por projeto, você vê não apenas os valores em reais, mas o percentual que cada linha representa sobre a receita daquele projeto.

Isso responde perguntas como: - Qual projeto tem a maior margem percentual? - Um projeto com receita alta pode ter margem percentual baixa, sinalizando que os custos crescem mais do que o faturamento. - Um projeto menor pode ser proporcionalmente mais lucrativo do que o principal.

Essa leitura enriquece a análise de indicadores financeiros e ajuda a tomar decisões sobre onde alocar o orçamento de vendas e operação.

Como usar isso no acompanhamento mensal

A estrutura que você monta uma vez serve para o acompanhamento mês a mês. Toda vez que o realizado de um projeto entra no Treasy, via integração com ERP ou lançamento manual, ele já aparece no DRE filtrado com o realizado vs. planejado.

Você identifica os desvios orçamentários por projeto, entende se o custo foi além do previsto ou se a receita ficou abaixo e toma a decisão certa: renegociar o contrato, ajustar o escopo ou revisar o preço do próximo projeto similar.

Etapa Onde no Treasy O que configurar
1. Receitas por projeto Receitas → Canais de distribuição Grupos: projetos em andamento e finalizados; cada projeto = um canal
2. Despesas por projeto Despesas variáveis → Centros de resultado Mesma hierarquia de grupos e projetos; despesas diretas de cada um
3. DRE filtrado Demonstrativo de Resultados Filtro simultâneo: canal + centro de resultado do mesmo projeto
4. Margem de contribuição DRE gerado Receita bruta − deduções − despesas variáveis do projeto
5. Análise vertical DRE gerado Percentual de cada linha sobre a receita do projeto

Adapte para o seu modelo de negócio

O modelo mostrado no vídeo usa projetos como unidade principal, mas a mesma lógica funciona para outros contextos:

  • Agências: cada cliente ou campanha vira um projeto.
  • Consultorias: cada contrato ou fase de entrega.
  • Construtoras: cada obra ou etapa da obra.
  • Empresas de TI: cada produto ou squad.

O ponto central é sempre o mesmo: receita e despesa do mesmo projeto precisam estar vinculadas na estrutura para que o orçamento de projeto seja gerenciável. Sem esse vínculo, o acompanhamento fica limitado ao consolidado, e o controle orçamentário perde efetividade.

Se quiser aprofundar na lucratividade de projetos e na lógica por trás da margem de contribuição por unidade, o post sobre indicador de margem de contribuição detalha cada componente.

Para os que estão começando a planejamento e orçamento de projetos no Treasy, o caminho mais direto é configurar a estrutura já com a separação entre em andamento e finalizados. O guia de planejamento e orçamento de projetos aprofunda a lógica de estruturação de custos e receitas por projeto, com modelos prontos para adaptar. Isso evita retrabalho quando o projeto encerra e mantém o histórico acessível para comparações futuras.

Quando quiser ver o orçamento de cada projeto funcionando com o histórico do seu ERP entrando automaticamente, experimente o Treasy de graça e configure a estrutura de projetos na primeira semana.

Perguntas frequentes

Por que não basta olhar o resultado consolidado da empresa para saber se um projeto foi lucrativo?
No consolidado, as receitas e despesas de todos os projetos se somam num único bloco. Um projeto lucrativo pode mascarar o prejuízo de outro. Para saber se cada contrato compensa, é preciso enxergar a margem de contribuição individualmente, o que só é possível com a estrutura separada por projeto.
O que são canais de distribuição no Treasy e por que usá-los para projetos?
Canais de distribuição são a dimensão usada para classificar a receita no Treasy. Ao transformar cada projeto em um canal, você registra quanto aquele contrato específico gerou de receita, e esse valor aparece no DRE filtrado por projeto.
Qual é a diferença entre canal de distribuição e centro de resultado nesse contexto?
Canal de distribuição é usado no lado das receitas; centro de resultado é usado no lado das despesas. Para que o DRE filtrado por projeto funcione, o mesmo projeto precisa existir como canal na tela de Receitas e como centro na tela de Despesas variáveis.
Como organizar os projetos em grupos no Treasy?
Crie dois grupos principais: 'Projetos em andamento' e 'Projetos finalizados'. Dentro de cada grupo, cada projeto vira um canal (na tela de Receitas) e um centro de resultado (na tela de Despesas variáveis). A mesma hierarquia deve ser replicada nos dois lados.
O que deve ser lançado na tela de Despesas variáveis por projeto?
Somente as despesas diretamente ligadas àquele projeto: mão de obra alocada, subcontratados, insumos específicos e qualquer custo que varie com a execução do contrato. Despesas fixas da empresa ficam fora desse bloco.
Como gerar o DRE filtrado por um projeto específico no Treasy?
Acesse o demonstrativo de resultados, aplique dois filtros simultâneos: selecione o projeto no campo de canal de distribuição e o mesmo projeto no campo de centro de resultado. Salve o filtro e gere o demonstrativo.
O que aparece no DRE filtrado por projeto?
O demonstrativo mostra a receita bruta de vendas do projeto, as deduções aplicadas, as despesas variáveis vinculadas e, como resultado, a margem de contribuição daquele projeto específico.
Como interpretar a margem de contribuição de um projeto no DRE?
Se a margem for positiva, o projeto está cobrindo seus custos diretos e contribuindo para as despesas fixas e o lucro da empresa. Se for negativa, o projeto está consumindo mais do que traz, o que pode indicar necessidade de renegociar preço, escopo ou forma de execução.
O que é a análise vertical no DRE de projeto e como usá-la?
A análise vertical mostra o percentual que cada linha representa sobre a receita total do projeto. Com ela você compara projetos de tamanhos diferentes na mesma base proporcional: um projeto menor pode ter margem percentual maior do que o principal, o que muda a prioridade de vendas.
Preciso refazer toda a estrutura a cada novo projeto?
Não. A estrutura de grupos (em andamento e finalizados) é montada uma vez. Para cada novo projeto, basta adicionar um canal dentro do grupo correspondente na tela de Receitas e um centro de resultado no mesmo grupo na tela de Despesas variáveis.
O que acontece com os projetos encerrados na estrutura?
Eles são movidos para o grupo 'Projetos finalizados', que mantém o histórico acessível para comparações futuras. Isso evita retrabalho e permite analisar a rentabilidade de contratos passados ao precificar novos projetos similares.
Como o acompanhamento mensal funciona depois que a estrutura está montada?
Toda vez que o realizado de um projeto entra no Treasy, via integração com ERP ou lançamento manual, ele aparece automaticamente no DRE filtrado com o comparativo planejado × realizado. Você identifica se o custo foi além do previsto ou se a receita ficou abaixo e age antes do projeto encerrar.
Posso usar essa lógica para tipos de empresa diferentes de prestadores de serviço?
Sim. A mesma estrutura funciona para agências (cada cliente ou campanha vira um projeto), consultorias (cada contrato ou fase de entrega), construtoras (cada obra ou etapa) e empresas de TI (cada produto ou squad). O princípio é o mesmo: vincular receita e despesa à mesma unidade.
O Treasy integra com ERP para preencher o realizado por projeto automaticamente?
Sim. Quando a fonte de dados está conectada, os lançamentos entram no Treasy com a classificação de canal e centro de resultado já definida (ou via de-para configurado). O DRE filtrado por projeto reflete o realizado sem necessidade de lançamento manual.
Quais decisões práticas ficam mais fáceis com o DRE por projeto?
Você consegue decidir se vale renovar ou renegociar um contrato, qual tipo de projeto priorizar na carteira de vendas, onde ajustar escopo ou preço para melhorar a margem e como alocar equipe nos projetos mais rentáveis.
Existe algum limite de projetos que posso monitorar simultaneamente no Treasy?
O post não informa um limite técnico. A estrutura de grupos e canais é flexível, permitindo adicionar projetos conforme a carteira cresce. A separação em 'em andamento' e 'finalizados' ajuda a manter a visualização organizada independentemente do volume.
O que fazer se percebi que os projetos não estão separados e as despesas estão todas misturadas?
O primeiro passo é criar a estrutura de canais de distribuição (Receitas) e centros de resultado (Despesas variáveis) a partir de agora. Para o histórico passado, é possível reclassificar lançamentos anteriores no Treasy, mas o esforço depende do volume. O mais prático é começar limpo no período atual e manter o histórico consolidado para períodos anteriores.

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