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Estratégias e Planos do MEG: como aplicar na prática

Entenda como o MEG divide o critério Estratégias e Planos em formulação e implementação, e o que isso muda na gestão da sua empresa.

Neste artigo

Uma alavanca solida erguendo um bloco geometrico em direcao a uma pilha alta de moedas douradas, representando estrategia virando execucao

A maioria das empresas que conheço tem estratégia. O problema é que ela fica na apresentação de PowerPoint da reunião de dezembro e some em janeiro, quando o dia a dia toma conta. O Modelo de Excelência na Gestão trata esse problema de frente: o segundo critério do MEG se chama "Estratégias e Planos" e é dividido em duas partes que precisam andar juntas para fazer sentido.

Assista ao vídeo abaixo para entender como esse critério funciona na prática, e continue lendo para aprofundar cada ponto.

Capa do vídeo: Segundo Critério do MEG – Estratégias e PlanosVídeo · YouTube

O que é estratégia segundo o MEG

Antes de qualquer método, o vídeo propõe uma definição simples: estratégia é o caminho escolhido para alcançar as metas. Não é uma visão abstrata do futuro, não é um conjunto de valores na parede. É a escolha concreta de por onde a empresa vai caminhar para sair do ponto A e chegar ao ponto B.

Essa definição importa porque coloca a estratégia no mesmo plano do planejamento financeiro empresarial e do planejamento estratégico e orçamentário. Estratégia sem número é intenção. Número sem estratégia é planilha vazia. O MEG reconhece isso e organiza o critério em dois momentos que precisam ser distintos para não se confundir.

Formulação: onde começa a estratégia

O primeiro momento é a formulação. Aqui a liderança analisa três dimensões antes de decidir qualquer coisa:

Macroambiente. O que está acontecendo fora da empresa que pode abrir oportunidades ou criar ameaças nos próximos anos. Taxas de juros, regulação, comportamento do consumidor, movimentos competitivos no setor.

Mercados. Onde a empresa atua hoje, onde poderia atuar e onde não vale mais a pena continuar. A formulação é o momento em que se discute entrada em novos mercados, saída de segmentos que drenam margem e revisão das parcerias estratégicas.

Ambiente interno. Quais são as capacidades reais da organização, onde estão os gargalos e o que precisa ser reorganizado para que a estratégia funcione na prática.

Essas três análises juntas podem levar a mudanças no próprio modelo de negócio. Quando se olha honestamente para os três ângulos ao mesmo tempo, às vezes o que parece um ajuste tático revela que o problema é mais profundo. Por isso a formulação precisa ter tempo e espaço reservados, separada da rotina operacional.

Uma boa formulação responde pelo menos três perguntas: em quais mercados vamos competir? Como vamos vencer nesses mercados? O que precisa mudar internamente para isso acontecer? Sem essas respostas claras, a implementação vira corrida sem bússola.

Implementação: transformar estratégia em resultado

Formulada a estratégia, vem a segunda parte: a implementação. É aqui que as metas são desdobradas em indicadores que permitem acompanhar se o caminho escolhido está gerando os resultados esperados.

Esse é o ponto onde mais empresas erram. A estratégia fica bem formulada na reunião de diretoria, mas quando chega nos níveis tático e operacional, vira lista de tarefas sem conexão com os objetivos maiores. Cada gestor executa o que sabe fazer, mas ninguém sabe ao certo se o conjunto está levando a empresa para onde ela quer chegar.

O MEG trata isso como falta de excelência em gestão. A avaliação constante de onde se está e onde se quer chegar não é opcional: é o que separa uma organização que aprende e se adapta de uma que repete os mesmos erros a cada ciclo.

Na prática, a implementação eficaz depende de:

  • Metas claras por nível (estratégico, tático, operacional), com responsável definido para cada uma (o Balanced Scorecard na prática é uma das ferramentas mais usadas para organizar esse desdobramento)
  • Indicadores de desempenho que revelam se o rumo está correto, não apenas se as tarefas foram feitas
  • Rituais de acompanhamento financeiro eficaz que conectam o resultado do período à estratégia aprovada
  • Clareza para revisar quando o caminho escolhido deixa de funcionar

Como o MEG conecta estratégia e orçamento

O critério "Estratégias e Planos" não vive isolado no modelo. Ele é o ponto de partida para todos os outros critérios operacionais do MEG, porque sem estratégia clara, qualquer melhoria de processo é um palpite.

A conexão mais direta é com o orçamento empresarial. O planejamento orçamentário bem feito é exatamente a tradução da estratégia em linguagem financeira: quanto vai custar o caminho escolhido, de onde vem a receita para sustentá-lo e quando os resultados devem aparecer. Sem essa tradução, a estratégia não sai do papel.

Veja como os dois momentos do critério se encaixam no ciclo de gestão:

Momento do MEG Foco Ferramentas típicas Risco quando ignorado
Formulação Definir o caminho correto Análise de cenários, SWOT, comparação com o mercado Executar bem a estratégia errada
Implementação Garantir que o caminho seja percorrido Metas desdobradas, indicadores, acompanhamento P×R Estratégia boa que fica só na intenção

Por que muitas estratégias morrem na implementação

Existe uma assimetria comum: empresas gastam meses formulando uma estratégia sofisticada e depois alocam duas semanas para comunicá-la e implementá-la. O resultado é previsível: o time não entende o que muda no dia a dia, os indicadores de desempenho continuam sendo os mesmos de antes e a estratégia nova convive com os comportamentos antigos até que alguém percebe que nada mudou.

O MEG coloca formulação e implementação no mesmo critério por uma razão: elas são inseparáveis. Uma formulação que não foi pensada para ser implementada é ficção. Uma implementação sem formulação sólida é execução no escuro.

Para integrar estratégia e orçamento de verdade, a empresa precisa de alguns elementos que o MEG exige no critério: o desdobramento das metas estratégicas até o nível operacional, os indicadores que confirmam se o caminho está certo e os rituais de revisão quando o caminho precisa mudar.

O que fazer a partir daqui

Se você está aplicando o MEG ou simplesmente quer melhorar a gestão estratégica da empresa, o segundo critério oferece uma estrutura direta: formule com rigor, implemente com disciplina e avalie de forma contínua.

Na prática, comece identificando se sua empresa tem os dois momentos bem separados. A formulação tem um processo definido, com análise de macroambiente e mercados? A implementação tem metas desdobradas por responsável, com indicadores que você acompanha pelo menos mensalmente?

Se a resposta for não para qualquer uma das perguntas, aí está o trabalho. O planejamento estratégico e orçamentário funciona quando os dois momentos são tratados com a mesma seriedade. Quando um dos dois está fraco, o outro não compensa.

Para quem quer se aprofundar no modelo como um todo, o e-book gratuito sobre o MEG é um bom ponto de partida. E se o objetivo é colocar o lado financeiro da estratégia para funcionar com dados reais do seu ERP, experimente o Treasy de graça e veja a distância entre o planejado e o realizado na mesma tela.

Perguntas frequentes

O que é o critério Estratégias e Planos no MEG?
É o segundo critério do Modelo de Excelência na Gestão (MEG). Ele avalia como a liderança formula as estratégias da empresa e como as coloca em prática por meio de metas e indicadores. O critério está dividido em dois momentos: formulação e implementação.
Como o MEG define estratégia?
O MEG parte de uma definição simples: estratégia é o caminho escolhido para alcançar as metas. Não é uma visão abstrata, mas a escolha concreta de por onde a empresa vai caminhar para sair do ponto atual e chegar onde quer estar.
O que é a etapa de formulação no critério Estratégias e Planos?
Formulação é o momento em que a liderança analisa três dimensões — macroambiente, mercados e ambiente interno — para definir o caminho estratégico. Aqui se discute entrada em novos mercados, saída de segmentos que drenam margem, revisão de parcerias e necessidade de reorganizar processos. Pode levar a mudanças no próprio modelo de negócio.
O que é a etapa de implementação no MEG?
Implementação é onde as metas são desdobradas por nível organizacional, com indicadores que permitem avaliar se o caminho escolhido está gerando os resultados esperados. É a tradução da estratégia em ações concretas com responsável, prazo e critério de avaliação definidos.
Por que muitas estratégias não saem do papel?
Porque formulação e implementação recebem atenção desigual. Empresas gastam meses planejando e semanas implementando. Sem desdobramento real das metas para os níveis tático e operacional, a estratégia nova convive com os comportamentos antigos e nada muda na prática.
Quais dimensões a formulação estratégica deve considerar?
O MEG indica três dimensões: macroambiente (fatores externos como economia, regulação e tecnologia), mercados (onde a empresa atua ou deve atuar) e ambiente interno (capacidades, gargalos e processos que precisam ser reorganizados para sustentar a estratégia).
Como conectar estratégia e orçamento empresarial?
O orçamento é a tradução financeira da estratégia: quanto vai custar o caminho escolhido, de onde vem a receita para sustentá-lo e quando os resultados devem aparecer. Sem essa tradução, a estratégia não sai do papel. O MEG e o planejamento orçamentário são complementares.
Que indicadores usar para acompanhar a implementação da estratégia?
Os indicadores devem revelar se o rumo está correto, não apenas se as tarefas foram concluídas. O MEG recomenda metas desdobradas por nível com indicadores específicos para cada um. No plano financeiro, isso se traduz em acompanhamento planejado versus realizado por área, produto ou projeto.
O que muda no modelo de negócio durante a formulação estratégica?
Quando a liderança analisa macroambiente, mercados e ambiente interno ao mesmo tempo, às vezes o que parecia um ajuste tático revela um problema mais profundo. A formulação pode levar a mudanças no mix de produtos, nos canais de distribuição, nas parcerias ou até na proposta de valor central da empresa.
Qual o risco de fazer boa formulação sem boa implementação?
O risco é executar com disciplina a estratégia errada. Ou, mais comum, ter uma estratégia correta que nunca é executada porque ninguém no nível operacional sabe como o trabalho diário conecta com os objetivos maiores. Os dois momentos precisam ser tratados com a mesma seriedade.
O MEG é aplicável a pequenas e médias empresas?
Sim. Os princípios do MEG são escaláveis. O critério Estratégias e Planos se aplica a qualquer empresa que precise escolher onde vai competir e garantir que esse caminho seja percorrido. A complexidade dos instrumentos varia, mas a lógica de formulação e implementação é universal.
Com que frequência a estratégia deve ser revisada?
O MEG destaca a avaliação constante como parte da excelência em gestão. Na prática, muitas empresas revisam a estratégia anualmente na formulação e mensalmente na implementação, com revisões intermediárias quando mudanças relevantes de mercado ou resultado exigem ajuste de rota.
Como o desdobramento de metas funciona na implementação?
A meta estratégica é quebrada em metas táticas por área e, dentro de cada área, em metas operacionais por responsável. Cada nível tem um indicador que mostra se está contribuindo para o objetivo maior. Sem esse desdobramento, a estratégia fica restrita à diretoria e não chega ao time que executa.
Qual a relação entre o critério Estratégias e Planos e os outros critérios do MEG?
O critério é o ponto de partida para todos os outros critérios operacionais do modelo. Sem estratégia clara, qualquer melhoria de processo é um palpite. Os critérios seguintes — que tratam de clientes, pessoas, operações e resultados — precisam de uma estratégia formulada para ter direção.
Como começar a aplicar o critério Estratégias e Planos na minha empresa?
Comece verificando se os dois momentos existem de forma separada e consciente. A formulação tem processo definido, com análise de macroambiente e mercados? A implementação tem metas desdobradas por responsável, com indicadores acompanhados pelo menos mensalmente? Se a resposta for não para qualquer uma das perguntas, esse é o trabalho prioritário.

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