Abri o resultado de um cliente e o mês fechava negativo. Só que a empresa não tinha tido prejuízo.
O que estava lá dentro era compra de ativo. Aquisição, licença, veículo. Tudo registrado no resultado do exercício como se fosse despesa do mês.
O efeito é cruel: a operação parece estar indo mal justamente quando a empresa está investindo.
A distinção é fácil de dizer e fácil de errar na prática. Despesa é consumo do período. Investimento é troca de caixa por ativo (você não ficou mais pobre, ficou com o dinheiro em outro formato).
O que entra no resultado não é o desembolso. É a depreciação, que reconhece o desgaste do ativo aos poucos, ao longo da vida útil dele.
Duas práticas que aplicamos ali:
Investimento sai do resultado e vai para o acompanhamento de projetos, com o saldo aprovado e o quanto já foi consumido.
E o mesmo item nunca pode aparecer nos dois lugares (se ele está no projeto de investimento e no resultado, você contou duas vezes).
Feito isso, o número negativo que sobrou tinha explicação: era uso de caixa para investir, não perda de operação. A conversa com o conselho muda de tom.
Você já viu um investimento ser lido como prejuízo?
#Controladoria #DRE #GestãoFinanceira
Publicado originalmente no LinkedIn em 20 de agosto de 2026. Ver o post original
