Todo DRE gerencial tem uma ou duas linhas que atrapalham mais do que informam.
Esta semana, numa conversa sobre estruturação de relatório, voltamos a um clássico. Existem lançamentos que passam pela empresa e não dizem nada sobre a operação dela. Um ressarcimento, uma entrada pontual, um acerto de exercício anterior.
Quando esse lançamento cai dentro de uma linha operacional, ele contamina aquela linha. A margem do mês fica melhor ou pior por um motivo que não vai se repetir, e a comparação com os outros meses perde sentido.
O que combinamos foi separar essas ocorrências em outras entradas e outras saídas, abaixo do resultado operacional.
A regra que eu uso para decidir cabe numa pergunta. Esse lançamento me diz alguma coisa sobre como a operação foi neste mês?
Se não diz, ele não pode morar dentro do que mede a operação.
E isso não esconde nada. O valor continua no resultado do exercício, com nome e classificação, visível para quem quiser abrir. O que muda é que a linha operacional volta a ser comparável mês a mês.
Comparabilidade é o que faz um relatório gerencial servir para decidir alguma coisa. Sem ela sobra um número bonito que ninguém consegue usar.
Como vocês tratam lançamento atípico no gerencial de vocês?
Publicado originalmente no LinkedIn em 22 de setembro de 2026. Ver o post original
