Tirar uma despesa do cálculo do EBITDA é uma decisão de gestão, e muita gente trata como detalhe de formatação de relatório.
Esta semana, revisando o resultado mensal com uma empresa que atendo, voltamos a uma linha de despesa financeira que estoura o planejado todo mês.
A pergunta que decidiu o caso foi simples. Existe ação corretiva possível sobre essa linha neste momento?
Não existia. É compromisso já contratado, com prazo definido, que não responde a nada que a operação faça neste trimestre.
Então ela segue isolada do EBITDA, para o indicador continuar medindo a operação, e continua aparecendo abaixo da linha, com nome e valor, no resultado do exercício.
Essa segunda parte é a que costuma se perder. Isolar não é sumir. O gasto continua saindo do caixa.
Três critérios que eu uso antes de isolar qualquer coisa.
A despesa é alheia à operação que o indicador quer medir.
Não existe ação de curto prazo capaz de mudá-la.
O critério vale para todos os meses, inclusive nos meses em que isolar deixa o número pior.
O terceiro é o que separa critério de maquiagem. Se a regra só aparece quando ajuda, ela não é regra.
Você isola alguma linha do seu EBITDA? Qual foi o critério?
Publicado originalmente no LinkedIn em 15 de setembro de 2026. Ver o post original
