O prazo do orçamento não é a data em que ele fica pronto.
Essa confusão custa caro todo ano. A empresa marca "orçamento até novembro", cumpre, e mesmo assim entra em janeiro sem orçamento aprovado. Porque o que ficou pronto em novembro foi a planilha, não a decisão.
Esta semana montei o cronograma do orçamento do ano que vem com um cliente e a gente fez o caminho ao contrário.
Primeiro fixamos a data em que o orçamento precisa estar aprovado. Só depois voltamos no calendário e definimos o resto.
Ficaram quatro marcos, nessa ordem inversa: versão final aprovada, primeira rodada de aprovação com os sócios, prazo limite da consolidação interna, início da coleta com as áreas.
O detalhe que muda o jogo é o espaço entre a primeira rodada e a versão final. Quase todo mundo esquece que a primeira apresentação não aprova nada. Ela gera pedidos de ajuste. Se você não reservou umas semanas para isso, o ajuste vai comer o mês de dezembro (e a empresa começa o ano operando no escuro).
Sugestão prática: antes de escrever um único número, escreva as quatro datas. E deixe registrado quem aprova em cada rodada.
Orçamento não atrasa por falta de número. Atrasa por falta de calendário.
Na sua empresa, o orçamento costuma ficar pronto ou ficar aprovado?
#Orçamento #FPA #Controladoria
Publicado originalmente no LinkedIn em 3 de setembro de 2026. Ver o post original
