Todo mundo quer saber o desvio do mês. Quase ninguém consegue explicar o desvio de fevereiro.
Esta semana passei um bom pedaço de uma reunião discutindo algo que soa como burocracia pura: como os comentários de desvio são escritos.
Parece detalhe. Não é.
O número do desvio é a parte barata. Qualquer relatório calcula orçado menos realizado. O que evapora é o porquê.
Em março, todo mundo sabe por que a conta estourou. Em outubro, quando você monta o orçamento do ano seguinte usando aquele histórico, ninguém lembra se foi reajuste de contrato, antecipação de compra ou erro de classificação. E a diferença entre essas três causas muda completamente o que você deve projetar.
O que combinamos foi tratar o comentário como dado, não como recado.
Na prática: um prefixo que classifica o tipo de causa (premissa, execução, classificação, evento não recorrente), quem escreveu, e uma frase em formato fixo. Nada sofisticado.
O ganho aparece meses depois, quando você consegue perguntar "quais áreas justificaram desvio por preço de fornecedor este ano?" e receber uma resposta em vez de ter que reler doze relatórios.
Comentário em texto livre é impossível de consultar. Comentário com etiqueta vira base de conhecimento.
Como sua empresa registra a causa dos desvios hoje?
#Controladoria #AnáliseDeDesvios
Publicado originalmente no LinkedIn em 1 de setembro de 2026. Ver o post original
