Início Plataforma Copilot Integrações Metodologia Serviços Casos de Sucesso Planos Blog Colunas Controller Cast Canal no YouTube Melhores Materiais Trilhas de Conhecimento Universidade Treasy Biblioteca Treasy Caixa de Ferramentas Glossário de FP&A Treasy para seu Negócio
Entrar
Treasy BI Financeiro Treasy Planejamento Experimentar grátis →
Glossário de FP&A

Direcionador de custo

O que é

O direcionador de custo é o fator que gera ou influencia o volume dos gastos de uma atividade, como o número de transações, as horas dedicadas ou o volume de documentos. Ele serve de critério para atribuir o custo a quem de fato o consome.

Aparece no orçamento que associa os custos às atividades: entre as metodologias de gestão orçamentária, o orçamento baseado em atividades parte das atividades da empresa e dos seus direcionadores de custo.

Como funciona

O direcionador entra no meio de um fluxo de quatro passos do orçamento baseado em atividades:

  • Prevê-se o volume de vendas de cada produto.
  • Mapeiam-se as atividades necessárias para produzir esse volume.
  • Identificam-se os direcionadores de cada atividade, ou seja, os fatores que geram ou influenciam o volume dos seus gastos.
  • Calcula-se o custo de cada atividade com base nesses direcionadores.

Quando um custo, como o aluguel do prédio ou o seguro geral, não tem direcionador claro, sobra o rateio, que distribui o custo comum por um critério definido.

Exemplo prático

Façamos a conta com um caso inventado: num centro de distribuição, a atividade de separar e despachar pedidos custa R$ 121.200 por mês. O direcionador escolhido é o número de pedidos, e foram 400 no mês. Premissa do exemplo: todo pedido consome o mesmo esforço. Dividindo o custo pelo direcionador, cada pedido carrega R$ 121.200 ÷ 400 = R$ 303.

Um cliente que fez 50 pedidos leva R$ 15.150 da atividade (50 × R$ 303); outro, com 10 pedidos, leva R$ 3.030. Pelo consumo da atividade, o primeiro pesa cinco vezes mais, ainda que os dois faturem o mesmo valor.

Como interpretar e erros comuns

Escolher o direcionador é a parte difícil, e é nela que a conta costuma sair torta:

  • Escolher um direcionador que não acompanha o consumo. O artigo sobre custeio ABC pede correlação próxima de 1 com o consumo dos recursos: o número de pedidos serve quando é proporcional ao que a atividade consome.
  • Ignorar o efeito comportamental. Se o custo da área de vendas é apropriado pelo número de clientes atendidos, os vendedores podem priorizar os grandes clientes, e a alocação dos custos indiretos sai errada.
  • Querer um direcionador para tudo. Aluguel do prédio e seguro geral não têm direcionador claro; nesses casos, o rateio com critério declarado é mais honesto do que um direcionador forçado.

Para ir além

Leve Direcionador de custo para dentro da rotina financeira da sua empresa.

Experimentar grátis

← Voltar ao glossário