Passivo circulante
O que é
Passivo circulante são as obrigações que a empresa tem de pagar durante o ano contábil, como salários, fornecedores e impostos. Fica no balanço patrimonial, ao lado do passivo não circulante, que reúne as obrigações de prazo maior, como os empréstimos financeiros.
É uma das duas partes do passivo, que reúne as obrigações da empresa com terceiros, e o gestor o compara com o ativo circulante para saber se a empresa consegue pagar o que vence.
Como funciona
O passivo circulante reúne o que vence no ano: salários dos funcionários, fornecedores e impostos, segundo o texto sobre como se monta o balanço patrimonial; o que passa de um ano vai para o passivo não circulante.
Da comparação com o ativo circulante nasce a liquidez: a liquidez corrente é o ativo circulante dividido pelo passivo circulante, como detalha o artigo que divide o ativo circulante pelo passivo circulante.
Exemplo prático
Tome, como hipótese, uma loja de eletrodomésticos que fecha o mês devendo R$ 271.400 a fornecedores, R$ 143.800 de salários e R$ 62.300 de impostos, todos vencendo no ano. O passivo circulante soma R$ 271.400 + R$ 143.800 = R$ 415.200 e, com os impostos, R$ 415.200 + R$ 62.300 = R$ 477.500.
Com R$ 905.900 de ativo circulante, a liquidez corrente é R$ 905.900 ÷ R$ 477.500 = 1,90. Se o ativo circulante fosse R$ 431.600, a conta seria R$ 431.600 ÷ R$ 477.500 = 0,90, e a loja não cobriria o que vence no ano.
Como interpretar e erros comuns
O passivo circulante cresce com salários, fornecedores e impostos a pagar dentro do ano e encolhe quando a empresa os quita. Sozinho, o número engana: quem olha só o tamanho do passivo não vê se há com que pagá-lo, e por isso o balanço lido pelo gestor o compara com o ativo circulante para responder se a empresa consegue pagar o que vence.
No capital de giro isso pesa: ele sai de subtrair o que se deve no curto prazo do que se tem disponível, como mostra o artigo sobre a falta de capital de giro, e uma conta que deixa o passivo circulante de fora superestima a folga. Tomá-lo por todo o passivo também distorce, porque apaga os empréstimos financeiros e as demais obrigações de prazo maior, que ficam no passivo não circulante.
Para ir além
- Ferramenta: plano de contas que separa ativo e passivo por prazo: segue a hierarquia da legislação contábil, separando o ativo e o passivo em circulante e não circulante.
- Artigo: projeção do balanço para planejar o orçamento: divide os passivos em circulante, as obrigações do ano contábil, e exigível a longo prazo.
- Artigo: balanço social e contabilidade ambiental: lembra que passivos ligados ao meio ambiente exigem definir se entram no passivo circulante ou de longo prazo.
Leve Passivo circulante para dentro da rotina financeira da sua empresa.
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