
Um orçamento bem feito, acompanhado com periodicidade e revisado sempre que necessário funciona como o coração do planejamento financeiro. E se o corpo humano deixa de funcionar quando o coração para de bombear sangue, o que acontece com uma empresa sem uma gestão orçamentária?
Por incrível que pareça, ainda existem muitos times financeiros que menosprezam o orçamento. Esse não é o seu caso, pois se está aqui é porque sabe que um orçamento bem feito é essencial para garantir a saúde financeira de qualquer empresa e antecipar desafios antes que se tornem problemas.
Então, como uma forma de premiar você por estar no caminho certo, neste artigo, vamos apresentar cinco estratégias de orçamento para controllers que querem ir além do básico e transformá-lo em uma ferramenta precisa, flexível e sob total controle. Aproveite e aplique o que você achar interessante no próximo ciclo orçamentário.
- #01 - Orçamento base-zero (OBZ)
- Estratégias de orçamento: para ir além
- #02 - Orçamento colaborativo (ou descentralizado)
- Estratégias de orçamento: exemplo real
- #03 - Revisões orçamentárias contínuas (rolling forecast)
- #04 - Análise de variação em tempo real
- Tipos de desvios orçamentários
- #05 - Uso de tecnologia para automatizar o processo orçamentário
Antes das estratégias de orçamento, vem a importância do orçamento empresarial
Muito mais do que um exercício anual de receitas e despesas, o orçamento é uma ferramenta estratégica. Com ele, as empresas direcionam seus recursos de maneira eficiente, visando sempre o estabelecimento das metas e objetivos definidos no planejamento estratégico. Aliás, como gostamos de dizer aqui na Treasy: “o orçamento empresarial é a tradução do planejamento estratégico em números”.
Na prática, é ele que mostra quanto será alocado para cada área e o quanto cada uma precisa economizar. É também por meio dele que é possível visualizar o desempenho, identificar possíveis desvios e ajustar rapidamente o rumo do negócio.
Em suma, um orçamento empresarial bem estruturado mantém a empresa no caminho certo, especialmente em cenários econômicos desafiadores e dinâmicos. Por isso, entender e aplicar estratégias de orçamento eficientes é fundamental para controllers que querem mais precisão e controle.
5 estratégias de orçamento empresarial
Existem diversas estratégias de orçamento empresarial que você pode aplicar. Abaixo, compartilhamos aquelas que consideramos as principais:
#01 - Orçamento base-zero (OBZ)
O orçamento base-zero, ou OBZ, é considerado uma ótima estratégia por forçar as áreas a reavaliarem seus gastos e priorizar recursos de forma mais consciente. Para você entender, é normal, no processo orçamentário, utilizar os números do exercício anterior como base.
No OBZ não é isso que acontece, pois a abordagem parte do princípio de que todos os custos, despesas e investimentos precisam ser justificados do zero a cada novo ciclo orçamentário. Isso tem duas vantagens:
- Incentiva um olhar crítico, permitindo identificar gastos supérfluos, eliminar desperdícios e realocar recursos para onde realmente farão diferença no alcance das metas estratégicas.
- Evitar investimentos desalinhados com os objetivos atuais do negócio e uma gestão financeira menos eficiente.
Em outras palavras, por tirar o “copia e cola” da jogada, o OBZ promove uma alocação de recursos mais eficiente e focada. Mas quando essa estratégia de orçamento pode ser usada?
Para empresas novas, não tem como fugir dele, uma vez que elas não possuem um histórico consolidado. Para negócios mais maduros, uma boa prática é aplicar o orçamento base-zero periodicamente, por exemplo, a cada dois ou três ciclos de orçamento tradicional, a fim de garantir que o planejamento não fique engessado e desatualizado.
Além disso, ele é especialmente recomendado para empresas que desejam eliminar gastos desnecessários e garantir que todos os recursos estejam alinhados com a estratégia atual. E para saber mais sobre as vantagens e desvantagens do OBZ e como aplicá-lo, salve esta dica de leitura:
Estratégias de orçamento: para ir além
Também batemos um papo super interessante com Cícero Ferreira Filho, da Consultoria Ferreira Filhos Associados, que compartilhou sua experiência prática de implantar a metodologia Orçamento Base Zero em mais de 50 empresas ao longo da sua carreira.
Dê o play abaixo para escutar o episódio, ou acesse nosso canal no Spotify.
#02 - Orçamento colaborativo (ou descentralizado)
Um dos maiores problemas no processo de elaboração do orçamento é quando a alta administração se sente a dona da verdade e define metas e aloca recursos de forma centralizada, muitas vezes com pouco ou nenhum envolvimento das áreas operacionais.
Em estruturas mais hierarquizadas, essa abordagem até pode funcionar. No entanto, ela tende a gerar ruídos, desalinhamentos e decisões pouco conectadas com a realidade do dia a dia da empresa.
Das estratégias de orçamento que você acompanha neste conteúfdo, com o orçamento colaborativo, também chamado de participativo, a lógica é diferente: os gestores das áreas participam ativamente da construção do orçamento, contribuindo com dados, projeções, necessidades específicas e propostas de alocação de recursos.
O processo é descentralizado e construído em conjunto, o que muda completamente a dinâmica do planejamento orçamentário. Isso porque o orçamento passa a ser mais conectado com a operação real da empresa e, assim, tem muito mais chances de ser cumprido. Afinal, foi construído a muitas mãos.
Para entender melhor como funciona o orçamento colaborativo, não deixe de ler:
👉 Planejamento orçamentário colaborativo: envolvendo a equipe de vendas no processo orçamentário
Vale destacar que o conceito de orçamento colaborativo dialoga com o conceito de xP&A (Extended Planning & Analysis), o qual representa uma mudança de mentalidade: o orçamento deixa de ser responsabilidade exclusiva da controladoria e passa a envolver todas as áreas estratégicas da empresa. Nesse modelo, planejamento, execução e análise acontecem de maneira integrada e descentralizada, com uso de tecnologia e dados atualizados em tempo real.
Estratégias de orçamento: exemplo real
Por falar em descentralização, foi isso o que fez a Icatu Brasil, uma empresa especializada em trade marketing, terceirização de equipes de campo e projetos de execução no ponto de venda. Para transformar o orçamento em ferramenta estratégica, Ramon Kalil, controller financeiro da empresa, sabia que precisava engajar os gestores no processo orçamentário e eliminar as planilhas.
Com o Treasy, a Icatu, além de dar um fim às planilhas, passou a estruturar seu orçamento com base nos centros de custo distribuídos por UF. Hoje, com o budget descentralizado, cada gestor da Icatu tem acesso direto ao Treasy e consegue visualizar o desempenho do seu centro de custo em tempo real. Além disso, o time de controladoria acompanha o acesso dos gestores e promove encontros virtuais para reforçar o uso da ferramenta e discutir os resultados.
Para saber mais sobre essa história de sucesso, clique aqui.
#03 - Revisões orçamentárias contínuas (rolling forecast)
Vamos ser sinceros: em uma empresa, poucas coisas seguem o plano original. Crises políticas, flutuações cambiais, variações na demanda, enfim, tudo isso costuma acontecer no meio do caminho. Por isso, uma abordagem estática de orçamento, que é feita uma vez por ano e esquecida na gaveta, pode deixar a organização pouco preparada para reagir.
É para evitar isso que existe uma estratégia de orçamento que você precisa conhecer: o rolling forecast, também conhecido como orçamento contínuo. Ele é o oposto de um orçamento estático, pois não se limita a um ciclo fechado (geralmente de janeiro a dezembro). Pelo contrário, ele parte da lógica de atualização contínua: a cada novo mês, o orçamento é revisado e um novo mês é adicionado à frente, mantendo uma janela constante de projeção (normalmente de 12 meses, mas podendo ser de 18 ou 24).
Seu principal benefício está na flexibilidade, já que, se o mercado muda, o orçamento acompanha. Essa dinâmica permite à empresa adaptar-se com rapidez, sem precisar esperar pela próxima rodada orçamentária. Além do mais, o Rolling Forecast estimula o hábito de revisão e análise constante. E isso tem efeitos diretos na qualidade dos dados, no controle de desvios e na capacidade de antecipar tendências e riscos.
Todavia, como dizem: “nem tudo são flores”. Por exemplo, o rolling forecast exige mais da equipe. Revisar o orçamento mensalmente ou trimestralmente significa coletar dados com frequência, manter indicadores atualizados e contar com o engajamento de todas as áreas. Somado a isso, sem uma ferramenta adequada, o processo pode se tornar burocrático e lento, especialmente em empresas maiores ou com estruturas mais complexas.
Em muitos casos, é possível aplicar o rolling forecast apenas nas variáveis mais críticas, como receitas, headcount ou custos variáveis, mantendo parte do orçamento estático para controle de despesas fixas. Essa estratégia ajuda a reduzir o esforço neste tipo de orçamento.
Saiba mais sobre os prós e contras dessa estratégia de orçamento e como ela funciona. Acesse o conteúdo completíssimo no link abaixo:
👉 Rolling Forecast: o que é, vantagens, desvantagens e como implementá-lo
#04 - Análise de variação em tempo real
O orçamento empresarial é tipo aquela refeição gostosa que você preparou: se ninguém comer, vai ser perda de tempo. E se ninguém comer e dizer o que estava bom e o que pode ser melhorado, não tem como, por exemplo, mudar o tempero da próxima vez, concorda?
Ou seja, não adianta investir tempo planejando e refinando um orçamento se ele não for acompanhado de perto, com análise e ajustes quando necessário. E é aí que entra a análise de variação em tempo real, que consiste em comparar continuamente o que foi planejado com o que está sendo realizado.
É esse acompanhamento que possibilita a descoberta dos desvios orçamentários. Embora a palavra “desvio” possa trazer uma conotação negativa, destacamos que além de riscos e falha de planejamento, os desvios podem indicar oportunidades ou simplesmente acontecimentos fora do controle da empresa. Ter conhecimento deles é de suma importância para o time de controladoria, que passa a ser estratégico ao invés de reativo.
Tipos de desvios orçamentários
Na metodologia Treasy de Gestão Orçamentária definimos uma classificação dos tipos de desvios que podem ocorrer:
- Corriqueiros: são variações consideradas normais e previsíveis, como pequenas oscilações na conta de luz em meses com mais ou menos dias úteis. Não sinalizam problemas, mas devem ser acompanhados para não comprometer o controle.
- Por indexadores: causados por elementos fora do controle da empresa, como variações no câmbio, inflação, dissídios coletivos ou reajustes de contratos atrelados a índices. É importante identificá-los rapidamente para ajustar premissas e manter o orçamento coerente com a realidade do mercado.
- Estratégicos: onde mora o maior risco e também a maior oportunidade de correção. São desvios que nascem de decisões que não estavam no plano (ou da ausência delas), como o lançamento de um novo projeto sem previsão de verba, ou uma despesa que estourou por falta de acompanhamento. Requerem análise profunda e, muitas vezes, uma revisão de rota.
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#05 - Uso de tecnologia para automatizar o processo orçamentário
A tecnologia deixou de ser um luxo para ser uma necessidade para quem deseja ter precisão, agilidade e controle no orçamento empresarial. Lembra da história da Icatu Brasil? Caso não lembre, volte para o item #02.
Pois é, a Icatu já havia experimentado a plataforma Treasy anos antes, durante um ciclo orçamentário conduzido por uma gestora de controladoria. Naquela época, a empresa conquistou resultados notáveis, avançando bastante na organização do orçamento e na revisão das margens contratuais.
Porém, com a saída da profissional responsável e mudanças nas prioridades internas, a ferramenta acabou sendo deixada de lado. Então, o processo orçamentário voltou a ser conduzido de forma mais informal, baseado em planilhas e controles manuais, o que trouxe novamente muitos dos problemas que a automação poderia evitar.
Foi somente com a chegada do Ramon que o planejamento orçamentário voltou a ganhar o protagonismo que merece. Um pedaço do restante da história você já conhece (está lá no item #02). O que queremos dizer com isso é que, se não existe milagre com a tecnologia, imagine sem ela!
Automatizar o orçamento com uma solução como a Treasy possibilita:
- Redução de erros e retrabalho, eliminando o risco das planilhas manuais;
- Elaboração de orçamento descentralizado;
- Realização de Projeções, Forecast e Simulação de Cenários;
- Análises visuais e relatórios dinâmicos que facilitam a tomada de decisão;
- Além de fornecer também relatórios, dashboard e indicadores de desempenho.
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Estratégias de orçamento + Treasy
Em um mundo dinâmico e volátil, o orçamento faz ainda mais sentido. Mas para que ele realmente seja útil, precisa ser capaz de orientar decisões estratégicas e garantir a saúde financeira da empresa.
As cinco estratégias de orçamento que apresentamos (orçamento base-zero, orçamento colaborativo, revisões orçamentárias contínuas, análise de variação em tempo real e o uso da tecnologia para automação), ajudam a aumentar a transparência, melhorar a comunicação entre as áreas, permitir ajustes rápidos diante de mudanças e, acima de tudo, manter o planejamento financeiro alinhado às metas do negócio.
Esperamos que este artigo possa ajudar você e o seu time de controladoria. E se você permitir um conselho, não perca a chance de experimentar o Treasy de forma gratuita (sem pegadinhas e sem dados de cobrança). Clique na imagem agora mesmo: