Budget e Forecast: Orçamento não é bola de cristal!

Publicado dia 21 de abril de 2016

Não é novidade nas organizações (principalmente para profissionais planejamento e finanças) a discussão em relação à eficiência do processo de desenvolvimento do Budget e Forecast. É muito comum vermos em debates sobre o tema a pronúncia de que o processo tradicional é inflexível, inoperante e até mesmo supérfluo.

Recentemente a KPMG realizou uma pesquisa muito boa sobre o tema com organizações de vários portes, segmentos e com profissionais de média e alta gestão da área financeira para entender como anda o processo orçamentário dentro de suas empresas.

Abaixo destacamos algumas “perguntas e respostas” baseadas neste que podem ajudar a desmistificar vários pontos sobre o Processo Orçamentário.

Qual o principal motivo de se ter um Budget e Forecast?

Na pesquisa realizada, 53% das empresas entrevistadas responderam que o principal motivo de investir tempo e energia na criação e gestão do Budget para empresa é garantir o Planejamento Estratégico Financeiro.

Já as outras 47% das companhias citaram motivos como Medir a Performance da organização, assegurar o Controle Financeiro, fornecer apoio na Tomada de Decisões e ainda auxiliar na Estratégia de Precificação.

Sabemos que o Orçamento Empresarial tem utilidade para tudo isso (e vários outros pontos), mas perceba que aqui a pergunta realizada pela consultoria para as empresas foi qual o PRINCIPAL motivo considerado.

Qual o método utilizado para o desenvolvimento do Budget e Forecast?

Acerca deste ponto, 95% das empresas disseram que utilizam o método tradicional para a gestão do Budget e Forecast. Quando falamos de “método tradicional”, vale aqui o reforço que a pesquisa não está se referendo a metodologias ou ferramentas específicas como o Orçamento Matricial ou Orçamento Base Zero, mas sim a forma de realizar o processo.

Os demais 5% das empresas que realizam o Budget e Forecast de formas “não tradicionais” são aqueles orçamentos que ficam na cabeça do dono do negócio, mais presente em empresas de pequeno porte.

Por um lado este tipo de orçamento acaba tendo sucesso uma vez que ele acaba sendo desenvolvido por uma pessoa que entende bastante do negócio, ponto fundamental para um bom planejamento alinhado ao budget. Mas por outro lado, a retenção de informação acaba sendo um risco enorme para a empresa, caso venha acontecer algo com este dono o orçamento vai junto.

Quais demonstrativos devem ser orçados?

90% das empresas afirmaram que confeccionam o DRE Projetado com as informações orçamentárias e apenas 60% responderam que fazem a Projeção de Fluxo de Caixa ou Projeção de Balanço Patrimonial além do DRE.

Isto acaba levantando questões sobre a qualidade de integração do Processo Orçamentário, sendo que o BP e DFC são fundamentais para qualquer planejamento financeiro. Claro que o DRE é sim um demonstrativo muito importante, possui informações vitais para o gerenciamento do negócio, além de mostrar o lucro. Mas o DRE sozinho não consegue mensurar a criação de valor acima do custo de oportunidade. Inclusive você pode saber mais sobre isto no post Análise de ROE (Return on Equity): sua empresa rentabiliza acima do Custo de Oportunidade?

Voltando ao tema, se partimos do princípio que a informação mais importante para os acionistas é a criação de valor da companhia, estamos fazendo orçamento para quê se deixarmos o BP e DFC de fora? Muito provável que o budget e forecast estejam sendo utilizados para sua pior função, que é o de ser bola de cristal.

budget e forecast

Dificilmente vamos acertar 100% ao fazer o orçamento e o resultado disso é revisões e mais revisões (forecast), além de ser utilizado como palmatória no momento de realizar as bridges e reports. Mas o fato é que estamos muito preocupados em criar versões, controlar e “bater”. Mas como estamos tratando o planejamento, a parte de entendimento da análise financeira e o foco no resultado (ROE), que é o que realmente importa?

Não podemos deixar de lado a essência do budget, que é a de mostrar se a empresa vai ganhar com a projeção e utilizar o forecast para refletir as mudanças de mercado.

Próximos passos

Sabemos que na Gestão Empresarial não existe bala de prata e que a gestão de cada negócio é diferente dos demais. Sendo assim, é de extrema importância que o administrador esteja sempre buscando mais conhecimento para se aprofundar.

Inclusive recomendamos 3 posts aqui do blog que podem auxiliar bastante a entender em que ponto sua empresa está e definir os próximos passos e um plano claro de desenvolvimento da gestão orçamentária:

Além disto, em nossa própria biblioteca você tem acesso a dezenas de e-books, webinars, white-papers e outros materiais que vão ajudar bastante nesta missão. Para acessar os materiais gratuitamente, basta clicar na imagem abaixo:

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E depois de consumir os materiais, não se esqueça de deixar um comentário contando o que achou e no que foi útil para você e sua empresa e também compartilhar com seus colegas utilizando os botões que ficam logo abaixo.

Sobre o Autor

Este artigo foi escrito por Felipe Mengatto Peregrina especialmente aos leitores do Blog do Treasy,

Atuando há mais de 4 anos na área de Controladoria e Finanças, Felipe, é natural de Piracicaba, interior de São Paulo e graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Salesiana Dom Bosco. Durante sua formação, sempre direcionou seu foco de atuação para as finanças corporativas, área pela qual tem paixão.


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