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Glossário de FP&A

Ativo não circulante

O que é

O ativo não circulante é o grupo do balanço patrimonial que reúne os bens e direitos de permanência duradoura, com realização acima de um ano: o realizável a longo prazo, os investimentos, o imobilizado e o intangível. Difere do ativo circulante, que vira dinheiro em até um ano.

Faz parte do ativo e é lido ao lado do circulante nas subdivisões do balanço patrimonial: mostra quanto do patrimônio está preso em estrutura que não vira caixa no curto prazo.

Como funciona

O grupo se divide em quatro subgrupos, na ordem de classificação do ativo no balanço:

  • Realizável a longo prazo: bens e direitos que se realizam em prazo superior a um ano a partir do balanço, como as parcelas de uma venda a prazo que vencem depois disso, e os direitos sem prazo de vencimento.
  • Investimentos: participações e aplicações financeiras de caráter permanente, como cotas societárias, que não servem à operação normal.
  • Imobilizado: bens tangíveis necessários à atividade, como imóveis, veículos e máquinas.
  • Intangível: bens com valor econômico e sem existência física, como marcas e patentes.

Exemplo prático

Veja o grupo no balanço de uma indústria de embalagens hipotética. No ativo circulante ficam R$ 253.200 entre caixa, clientes e estoques. No não circulante estão R$ 589.800 de imobilizado, com máquinas e galpão, e R$ 36.900 de intangível, com marca e licenças de software; o grupo soma R$ 626.700.

O ativo total é de R$ 879.900 (R$ 253.200 + R$ 626.700), e mais de dois terços dele está em bens que não viram dinheiro em até um ano. Para as contas do curto prazo, é o circulante que conta.

Como interpretar e erros comuns

O grupo informa quanto da estrutura da empresa é de longo prazo, e lido sem cuidado leva a conclusões erradas.

  • Classificar pelo tipo e não pelo prazo. Um recebível nem sempre é circulante: numa venda parcelada, as parcelas que passam do ano contábil vão para o realizável a longo prazo, como mostra o artigo sobre gestão patrimonial.
  • Contar o grupo como folga de caixa. Ele não vira dinheiro em até um ano, e a liquidez de curto prazo, a capacidade de pagar as obrigações, depende do circulante.
  • Reduzir o grupo ao imobilizado. Investimentos, como cotas societárias, e intangíveis, como marcas e patentes, também fazem parte dele.

Para ir além

Leve Ativo não circulante para dentro da rotina financeira da sua empresa.

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