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Gestão orçamentária para agência de marketing: guia prático

Como montar e acompanhar o orçamento de uma agência de marketing no Treasy: receita por cliente, despesas variáveis, pessoal e simulações de cenários.

Neste artigo

Duas barras lado a lado, planejado e realizado, com moedas douradas, representando a gestao orcamentaria de uma agencia de marketing

Agências de marketing costumam ter receita por projeto, clientes com perfis muito diferentes e custos que variam conforme a carteira cresce. Isso torna o orçamento mais complexo do que parece: não basta somar o faturamento esperado. É preciso abrir por cliente, por serviço e entender exatamente quanto custa cada conta para saber se ela é lucrativa ou está consumindo margem.

Este vídeo mostra um ciclo completo de planejamento e acompanhamento orçamentário usando a Campos Agência, uma agência fictícia de marketing, como exemplo prático no Treasy. Você vê o processo rodando de ponta a ponta: da projeção de receita à importação do realizado, passando por despesas variáveis, gastos com pessoal, investimentos e simulações de cenários.

Capa do vídeo: Treasy para seu Negócio - Gestão Orçamentária para Agência de MarketingVídeo · YouTube

A estrutura que uma agência precisa antes de planejar

O ponto de partida no Treasy é a modelagem financeira: definir como a receita vai ser aberta. Para uma agência, as duas quebras naturais são serviços e canais de distribuição. Serviços correspondem ao que a agência entrega (desenvolvimento de site, marketing de conteúdo, gestão de conta, mídia paga). Canais de distribuição correspondem aos clientes.

Essa separação não é burocracia. Ela permite, no final do mês, responder perguntas como: qual serviço gerou mais margem? Qual cliente está sendo atendido no limite da lucratividade? Sem essa abertura, o DRE só mostra o total e esconde onde o dinheiro está sendo perdido.

A Campos Agência do exemplo trabalha com dois grupos de serviços (desenvolvimento e marketing) e com cinco clientes principais. O nível de detalhe varia de agência para agência, e o Treasy se adapta: a estrutura reflete o que faz sentido para aquela operação, não um padrão genérico.

Antes de projetar qualquer número, vale entender como criar a modelagem financeira e orçamentária da sua empresa e quais são os primeiros passos para um orçamento empresarial de sucesso.

Projeção de receita: por cliente e por serviço

Com a estrutura definida, o planejamento começa pela receita. No vídeo, é adicionado um novo cliente à carteira (SC Automóveis) e são projetados dois serviços para ele: o desenvolvimento de um site em abril, por R$ 20 mil, e mídia paga a partir de maio, por R$ 10 mil mensais.

O Treasy oferece dois modelos de projeção: por quantidade e preço (útil para agências que precificam por hora) e por receita fechada (valor do projeto). A Campos Agência usa o modelo de receita fechada, mas as duas opções coexistem na mesma estrutura.

Um ponto importante mostrado no vídeo: o orçamento de receita pode ser feito de forma centralizada, só com a controladoria, ou descentralizada, envolvendo a diretoria comercial e os gestores de cada área. A segunda opção traz mais acuracidade porque quem está na linha de frente tem mais informação sobre o que vai acontecer. O Treasy permite configurar permissões por gestor, para que cada um acesse apenas a parte que lhe compete.

Para aprofundar esse tema, veja como elaborar o orçamento de vendas e como realizar a previsão de vendas e projeção de faturamento.

Deduções de venda: comissão e impostos sobre a receita

Logo após a receita, vêm as deduções: os valores que a empresa precisa desembolsar assim que a venda acontece. No caso da Campos Agência, são a comissão de vendedores (2%) e o Simples Nacional (16%).

O Treasy mantém a mesma estrutura de clientes e serviços da receita, porque a dedução incide diretamente sobre ela. Para não precisar preencher cada combinação manualmente, o vídeo mostra o recurso de "aplicar valores em lote": seleciona-se o cliente, informa-se o percentual e ele é aplicado a todos os serviços de uma vez. O mesmo recurso reaparece depois nas simulações de cenários.

Isso faz diferença prática: uma agência com dez clientes e oito serviços teria 80 combinações. Aplicar um ajuste de índice manualmente em todas elas seria inviável. O lote resolve em segundos.

Para entender mais sobre orçamento de deduções de venda, vale a leitura do post dedicado ao tema.

Despesas variáveis: o custo de atender cada cliente

Despesas variáveis são os custos que existem por causa de um cliente ou projeto específico, mas sem relação percentual direta com a receita. Para atender a SC Automóveis no desenvolvimento do site, a agência terá despesas com transporte (R$ 200), alimentação (R$ 80) e estadia (R$ 100) em abril.

Aqui a estrutura muda um pouco: em vez de canal e serviço, o controle é feito por unidade de negócio, centro de resultado (departamento) e conta de despesa. A Campos Agência tem quatro centros de resultado: administrativo, comercial, marketing e operação. As despesas lançadas dentro de cada cliente vão para o centro de operação.

Esse detalhamento permite responder quanto a agência gasta para atender cada cliente. Se o projeto de SC Automóveis gerar R$ 30 mil de receita nos próximos meses e custar R$ 15 mil em despesas diretas, a margem de contribuição é conhecida. Se esse número não existir, o gestor toma decisões de precificação e expansão no escuro.

Leitura complementar: projeção de despesas variáveis e outras despesas e controle financeiro para agências.

Despesas operacionais: o custo de manter a estrutura

Despesas operacionais são os desembolsos que acontecem independentemente de quanto a agência fatura. Aluguel, assinaturas de software, materiais de escritório: esses custos existem mesmo num mês de receita baixa. Por isso precisam ser projetados com cuidado, porque um mês de vendas fracas somado a estrutura elevada cria problema de caixa.

No vídeo, o exemplo é simples: R$ 200 em materiais de escritório para o centro de marketing em abril. Mas o ponto conceitual é mais importante que o número: saber exatamente quanto a operação custa por mês é o que permite dimensionar a receita mínima necessária para não ter prejuízo.

Esse raciocínio está relacionado ao ponto de equilíbrio financeiro e ao orçamento de despesas operacionais e gastos administrativos.

Gastos com pessoal: encargos e benefícios automatizados

Gastos com pessoal merecem um módulo próprio porque a complexidade vai além do salário. Férias, 13º, FGTS, INSS e benefícios fazem o custo real de um funcionário ser muito maior do que o salário bruto. Projetar esse item manualmente em planilha, considerando todos os encargos, é trabalhoso e sujeito a erros.

No Treasy, o processo é diferente: define-se o padrão de encargos e benefícios uma única vez (a plataforma já traz os valores de mercado, como FGTS de 8%, mas todos são configuráveis). Depois, para contratar um funcionário, basta informar o salário-base. O sistema projeta automaticamente todos os encargos mês a mês.

No exemplo, é alocado um profissional de criação para atender a SC Automóveis a partir de abril, com salário de R$ 3.500. O Treasy calcula o desembolso total com esse funcionário, com a visão separada entre caixa (quando o dinheiro sai) e competência (quando a despesa ocorre contabilmente).

Para entender mais sobre esse tema: dicas para o orçamento de gastos com pessoal, projeção de gastos com pessoal e projeção de encargos e benefícios.

Investimentos e depreciação

Para o novo colaborador, é preciso comprar um computador (R$ 3.000). No módulo de investimentos, informa-se o valor, o centro de resultado e a vida útil do equipamento (cinco anos no exemplo). O Treasy calcula automaticamente a depreciação mensal (R$ 50) e a carrega para o DRE nos exercícios seguintes.

Esse item é frequentemente esquecido em orçamentos feitos em planilha. O valor do equipamento não é despesa no mês da compra: ele vai sendo reconhecido gradualmente como depreciação. Não projetar isso distorce o resultado e pode fazer uma decisão de investimento parecer mais cara do que é no curto prazo.

Leitura relacionada: orçamento de investimentos e depreciação, amortização ou exaustão.

Simulações de cenários: e se o maior cliente crescer?

Com o orçamento base aprovado, o Treasy permite criar cenários alternativos. No vídeo, é criado um cenário otimista onde os serviços de marketing para a BMW crescem 5% a partir do segundo semestre. Usando o recurso de aplicar valores em lote, esse ajuste é feito em segundos para todas as combinações de serviço daquele cliente.

Cenários não são achismo. São perguntas formalizadas: o que acontece com o resultado se a nossa maior conta crescer 5%? Se o dissídio vier 3% acima do esperado? Se perdermos um cliente no meio do ano? Ter as respostas prontas antes de precisar delas é o que separa uma controladoria reativa de uma proativa.

O vídeo reforça um ponto importante: a simulação fica contida no cenário alternativo e não interfere no orçamento base. A diretoria pode ver os cenários lado a lado e tomar a decisão com contexto. Mais sobre isso em análise de cenários orçamentários e simulações de cenários.

Acompanhamento: importar o realizado e justificar desvios

A segunda metade do vídeo mostra o acompanhamento. Com o orçamento planejado, chega o mês de abril e o realizado precisa entrar no sistema. O Treasy aceita três formas: digitação manual, importação de planilha ou integração direta com o ERP.

No exemplo, é importado um arquivo Excel com o razão contábil exportado do ERP. O sistema mapeia as colunas automaticamente, avisa sobre inconsistências (contas duplicadas, códigos inexistentes) e permite ignorar ou ajustar cada item antes de confirmar.

Depois da importação, o Treasy exibe a variação entre planejado e realizado conta a conta. No exemplo, a conta de transporte foi planejada em R$ 200 e realizada em R$ 410. O gestor acessa o razão contábil dentro do sistema, entende que houve um deslocamento São Paulo–Santa Catarina, justifica o desvio e anexa o relatório de despesas de viagem.

Esse fluxo fecha o ciclo de acompanhamento: planejar, importar, comparar, justificar. E permite que a diretoria entenda não só o que aconteceu, mas por quê. Para aprofundar: acompanhamento orçamentário planejado x realizado x histórico e desvios orçamentários.

DRE e painéis: a visão consolidada do resultado

O ciclo termina no DRE e nos painéis visuais. O Treasy consolida automaticamente todas as peças projetadas (receita, deduções, despesas variáveis, despesas operacionais, pessoal, investimentos) em um demonstrativo de resultado.

O DRE permite filtrar por cliente, por serviço, por centro de resultado ou ver o consolidado da agência. Exporta para Excel. Permite análise vertical (quanto cada linha representa da receita) e análise horizontal (como cada conta evoluiu mês a mês).

Os painéis customizados vão além: no exemplo, é criado em tempo real um painel só para acompanhar a lucratividade da SC Automóveis, com o gráfico gerado em segundos a partir dos dados já lançados. Cada gestor pode ter o seu painel, com a visão que faz sentido para a sua área.

Peça orçamentária O que projeta Estrutura usada
Receita de vendas Faturamento por cliente e serviço Canal (cliente) × Produto (serviço)
Deduções de venda Comissão, impostos sobre receita Mesma estrutura da receita
Despesas variáveis Custos diretos por cliente ou projeto Unidade de negócio × CR × Conta
Despesas operacionais Custos fixos da estrutura Unidade de negócio × CR × Conta
Gastos com pessoal Salários, encargos e benefícios CR × Cargo × Colaborador
Investimentos Imobilizados e depreciação CR × Item × Vida útil

O que fazer na sua agência depois deste vídeo

O ponto de partida é definir a estrutura: quais são os serviços que a agência vende e como os clientes vão ser abertos como canais. Essa decisão condiciona todo o restante do orçamento e determina o nível de análise disponível no acompanhamento mensal.

Se a agência já tem essa estrutura em planilha, o próximo passo é entender como fazer o planejamento orçamentário de forma mais sistemática e avaliar os benefícios da gestão orçamentária para operações de serviço como a sua. Para agências digitais, o webinar Planejamento financeiro para agências digitais aprofunda os detalhes de cada etapa.

O vídeo mostra que o processo é mais acessível do que parece. Uma agência de tamanho médio consegue montar o orçamento de um novo cliente em poucos minutos, com o realizado importado direto do ERP e os desvios justificados pelo gestor responsável. Sem planilha, sem e-mail com versão v3-final-corrigida, sem perder o histórico.

Se quiser ver como o Treasy funciona com os dados da sua agência, experimente de graça e agende uma demonstração com um consultor especializado no seu modelo de negócio.

Perguntas frequentes

O Treasy funciona para agências de marketing de qualquer tamanho?
Sim. O vídeo usa uma agência fictícia de médio porte como exemplo, mas a estrutura do Treasy se adapta ao nível de detalhe que faz sentido para cada operação. Uma agência pequena pode abrir poucos clientes e serviços; uma maior pode criar múltiplas unidades de negócio, centros de resultado e hierarquias de contas.
Como a receita é estruturada no Treasy para uma agência?
A receita é aberta por duas dimensões: canais de distribuição (os clientes) e produtos ou serviços (o que a agência entrega). Essa combinação permite projetar quanto cada cliente vai gerar com cada tipo de serviço e acompanhar a margem por conta depois.
Preciso projetar a receita por hora ou por valor fechado?
O Treasy oferece as duas opções. É possível projetar por quantidade e preço unitário (útil para agências que cobram por hora) ou por receita fechada (valor total do projeto). A Campos Agência do vídeo usa o modelo de receita fechada, mas as duas formas coexistem na mesma estrutura.
Como funciona o orçamento descentralizado para agências com muitos gestores?
O Treasy permite cadastrar gestores e configurar permissões por cliente, departamento, unidade de negócio ou serviço. Cada gestor acessa apenas a parte que lhe compete para planejar e acompanhar. Isso garante que, por exemplo, o responsável pela conta de um cliente não veja as despesas de outros clientes.
O que são despesas variáveis no contexto de uma agência?
São os custos que existem por causa de um cliente ou projeto específico, mas sem relação percentual direta com a receita. Exemplos: transporte para visitar o cliente, alimentação durante a execução do projeto, materiais de produção. Elas são projetadas por cliente, centro de resultado e conta de despesa.
Como o Treasy lida com gastos com pessoal na agência?
O módulo de pessoal automatiza o cálculo de encargos e benefícios. Informa-se o salário-base de um colaborador e o sistema projeta FGTS, INSS, férias, 13º e demais encargos configurados pela empresa. O resultado aparece separado por caixa (quando o dinheiro sai) e competência (quando a despesa ocorre contabilmente).
Como funciona a projeção de investimentos e depreciação?
No módulo de investimentos, informa-se o valor do bem, o centro de resultado e a vida útil. O Treasy calcula automaticamente a depreciação mensal e a carrega para o DRE nos exercícios seguintes. No vídeo, um computador de R$ 3.000 com vida útil de cinco anos gera R$ 50 de depreciação por mês.
O que é o recurso de aplicar valores em lote?
É uma funcionalidade que permite aplicar um percentual ou valor fixo a múltiplas combinações de uma vez. No vídeo, é usado para projetar a comissão de 2% e o Simples Nacional de 16% sobre todos os serviços de um cliente sem precisar preencher cada linha manualmente. O mesmo recurso é usado nas simulações de cenários.
Como as simulações de cenários funcionam no Treasy?
O orçamento base permanece intacto. As simulações são versões alternativas onde é possível ajustar receitas, despesas ou qualquer outra variável usando o recurso de aplicar valores em lote. No vídeo, o cenário otimista aumenta os serviços de marketing de um cliente em 5% a partir do segundo semestre. A diretoria vê os cenários lado a lado.
Como o realizado é importado para o sistema?
O Treasy aceita três formas: digitação manual, importação de planilha Excel exportada do ERP ou integração direta com o ERP. Na importação por planilha, o sistema mapeia as colunas automaticamente, avisa sobre inconsistências e permite ajustar cada item antes de confirmar a importação.
O que acontece depois de importar o realizado?
O Treasy exibe a variação entre planejado e realizado conta a conta, em valor e percentual. O gestor pode acessar o razão contábil de cada conta para entender os lançamentos, justificar o desvio com texto e anexar documentos (como um relatório de despesas de viagem). Essa justificativa fica registrada para consulta da controladoria e diretoria.
O DRE é gerado automaticamente?
Sim. Conforme as peças orçamentárias vão sendo projetadas, o Treasy consolida as informações e atualiza o DRE automaticamente. É possível ver o planejado, o realizado e a variação entre eles, com análise vertical (participação de cada linha na receita) e horizontal (evolução mês a mês). O relatório pode ser exportado para Excel.
É possível criar painéis para acompanhar um cliente específico?
Sim. O Treasy permite criar painéis customizados por cliente, departamento, gestor ou qualquer outra dimensão cadastrada. No vídeo, um painel de lucratividade para a SC Automóveis é criado em tempo real, com gráfico gerado automaticamente a partir dos dados já lançados.
Qual a diferença entre despesas variáveis e despesas operacionais no orçamento de agência?
Despesas variáveis têm relação com a execução de um serviço para um cliente específico (transporte para visita, materiais de produção). Despesas operacionais são os custos fixos da estrutura que existem independentemente da receita (aluguel, assinaturas de software, materiais de escritório). As duas categorias são projetadas em módulos separados no Treasy.
Como o Treasy se integra com o ERP da agência?
O Treasy tem integração nativa com os principais ERPs do mercado. Para ERPs não listados, é possível importar os dados via planilha Excel no formato do razão contábil. O código das contas, centros de resultado e canais no Treasy precisa ser idêntico ao código usado no ERP para que o sistema consiga fazer o de-para entre planejado e realizado automaticamente.

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