"Eu trabalho no escuro."
Foi assim que um gestor financeiro descreveu a própria rotina, esta semana, numa reunião de tesouraria.
Ele sabe o saldo de hoje. Não sabe quanto vai ter na segunda-feira. A maior parte das vendas entra por cartão, e a instituição que concentra esses recebimentos não abre a agenda de recebíveis para ele. O dinheiro existe, está a caminho, e é invisível.
E naquela semana havia uma rescisão pesada para liquidar.
Por trás disso tem uma distinção que muita empresa não faz: saldo disponível não é caixa projetado. Saldo é o que está na conta agora. Caixa projetado é o que vai estar quando as contas vencerem.
Três coisas que decidimos ali, e que servem para qualquer empresa nessa situação:
Fracionar os pagamentos da semana em dois lotes, em dias diferentes, liberando cada um só depois de confirmar a entrada.
Antes de resgatar uma aplicação para tapar buraco, lembrar que o custo não é só o rendimento perdido: normalmente reinicia a contagem de carência.
E cobrar da instituição o acesso à agenda de recebíveis. Essa informação é da empresa.
Ah, e um indicador simples que passamos a acompanhar: terminar o mês com mais caixa do que se começou.
Você sabe hoje quanto vai ter em caixa daqui a sete dias?
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Publicado originalmente no LinkedIn em 12 de agosto de 2026. Ver o post original
